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	<title>Arquivos Um Drink Antes da Guerra -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>10 regras de Dennis Lehane para ser escritor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2015 18:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Listas literárias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dennis Lehane é um dos escritores mais bem sucedidos da atualidade. Criador da série com os detetives Patrick Kenzie e</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/06/03/10-regras-de-dennis-lehane-para-ser-escritor/">10 regras de Dennis Lehane para ser escritor</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dennis Lehane é um dos escritores mais bem sucedidos da atualidade. Criador da série com os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, seu trabalho mais conhecido talvez seja o romance Sobre Meninos e Lobos, que foi belamente adaptado para o cinema por Clint Eastwood.</p>
<p>Para além das tramas policiais, Lehane também tem transitado no universo dos roteiristas. Com tanta experiência acumulada, ele tem bagagem suficiente para falar sobre as necessidades da carreira de escritor. Por isso, traduzimos essa lista com 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor <a style="color: #0000ff;" href="http://www.telegraph.co.uk/culture/hay-festival/11628972/10-rules-for-making-it-as-a-writer-by-Dennis-Lehane.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">publicada no jornal The Telegraph</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>1. Leia tudo que você conseguir colocar suas mãos</h4>
<p><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-24235 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-2.gif"  alt="giphy-2 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="480" height="288" /><br />
Nós éramos operários. Não havia livros. Havia algumas enciclopédias &#8211; eu sempre digo que foi o dia em que meu pai não viu o vendedor chegando. E havia uma Bíblia. Li a Bíblia de cabo a rabo quando eu era criança. A Bíblia é um incrível apanhado de histórias. Então minha mãe ouviu das freiras -, provavelmente a única coisa boa que uma freira disse para mim &#8211; que eu gostava de ler. Ela me levou para a biblioteca. Até este dia, eu sou um grande benfeitor das bibliotecas. Sem as bibliotecas eu não estaria sentado aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>2. Escreva pela necessidade de escrever</h4>
<p><img  title="" decoding="async" class="alignnone wp-image-24237 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-4.gif"  alt="giphy-4 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="360" height="240" /><br />
Comecei a escrever quando eu era pobre demais para sair e me divertir. Eu estava vivendo em uma pequena comunidade na Flórida, onde meus pais tinham uma pequena casa. Estava sem dinheiro e ficando na casa deles. Eu tinha 25 anos e não tinha dinheiro algum. Aí eu disse, &#8216;Vou escrever para me entreter&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>3. Não há nada errado em ter um ego “titânico”</h4>
<p>Pessoas que conheci que são ególatras no trabalho são aquelas com quem quero trabalhar. Elas sabem por que estão na área. Não são inseguras, não voltam para casa se sentindo inferiores e não fazem disso um problema para todos. As pessoas com os piores egos são as piores no trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>4. Acredite que você está escrevendo algo bom, mesmo que ninguém ache</h4>
<p>Sabíamos que estávamos fazendo algo especial (na série The Wire), embora ninguém estivesse nos assistindo. Isso não importava para a HBO. Sério, eles estavam na onda, &#8220;Se pudéssemos encontrar outra coisa para substituí-los nós faríamos, mas não temos nada agora então continuem criando sua historinha sobre Baltimore&#8221;. Com The Wire, todo ano achávamos que a série ia ser cancelada. Tínhamos certeza que a 4ª temporada ia ser a última, e é por isso que ela é a melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>5. Tenha um ouvido para o diálogo</h4>
<p>Onde eu cresci, todo mundo sabia &#8220;italizar&#8221;. As pessoas sabiam valorizar a palavra certa numa frase. Eu estava morando em Miami e senti que perdia a alma de Boston. Voltei para casa e acabei encontrando um amigo meu. Eu disse, &#8216;Como você anda?&#8217;, e ele disse, &#8216;Estou bem, mas na verdade eu fui esfaqueado. Eu não sei o que você andou ouvindo, mas ser esfaqueado pode abater um cara.&#8221; &#8216;Não sei o que você andou ouvindo&#8217;, como se você tivesse a impressão de que ser esfaqueado é como uma massagem com pedras quentes &#8211; e em seguida vem a subestimação grosseira de &#8220;que pode abater um cara&#8217;. E não &#8216;eu estava rezando para o meu Deus&#8217; ou &#8216;meus intestinos estavam pegando fogo&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>6. A aprovação dos pais não é tão importante</h4>
<p><img  title="" decoding="async" class="alignnone wp-image-24238" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-5.gif"  alt="giphy-5 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="545" height="409" /><br />
Meu velho dormiu durante todos as minhas três adaptações para o cinema. Ele dormiu durante Sobre Meninos e Lobos, levantou-se no final e disse: &#8216;Oh, sua mãe disse que esse era sombrio&#8217;. Ele dormiu durante Medo da Verdade e disse, &#8216;Oh, sua mãe disse que você usou aquela palavra com F muitas vezes nesse&#8221;. E então, com Ilha do Medo ele disse: &#8216;Sua mãe não sabia que diabos tratava esse filme.&#8217; Ele nunca leu nenhum dos meus livros e todo mundo acha isso tão triste. O que meu pai teria dito sobre isso é, &#8216;Seu irmão trabalha em uma prisão, mas você não me vê indo lá.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>7. Escreva uma cena que te emocione</h4>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24243" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-7.gif"  alt="giphy-7 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="550" height="413" /><br />
Dave é para mim o herói de <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (a história de um homem perseguido pelo abuso que sofreu na infância). Trabalhei com vítimas de abuso na infância por anos e se você você for molestado, as suas chances de se tornar um abusador de crianças sobem vertiginosamente. Dave luta contra esse caminho até o fim. Ele tem uma atração por crianças e ele luta contra isso. Mas eu tive que fazer justiça à cena onde se vê essa atração. É até hoje a coisa mais difícil que eu já escrevi. Trabalhei na cena por dezesseis horas e quando terminei eu fechei meu escritório e não olhei pra isso por uma semana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>8. Se Clint te chamar, não diga não</h4>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7210 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/insta.gif"  alt="insta 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="371" height="209" /><br />
Despedi meu agente de Hollywood porque eu não queria vender <em>Sobre Meninos e Lobos</em>. Mas Clint conseguiu atravessar minhas defesas. Uma das maiores piadas em Hollywood é, se você atender o telefone eles vão dizer, &#8216;Fulano de tal está na linha, pode esperar?&#8221;. Eles colocam uma assistente pra te chamar e ver que você está lá, estúpido o suficiente pra atender o seu próprio telefone. Eles são as únicas pessoas que te ligam e te deixam na espera. Clint só liga.</p>
<h4><span style="color: #ffffff;">x</span><br />
9.  Ignore os críticos, porque o que eles sabem mesmo?</h4>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24240" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-6.gif"  alt="giphy-6 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  width="495" height="373" /></p>
<p><em>(Sobre a adaptação de Ilha do Medo, por Martin Scorsese)</em><br />
Achei que ele realmente captou o espírito da coisa. O livro é o meu menos realista. É um livro sobre livros &#8211; as irmãs Bronte, Mary Shelley, o grande neo-gótico Patrick McGrath &#8211; e filmes B dos anos 1950. E o Scorsese captou isso. Ele percorreu todo o caminho do gonzo (formato jornalístico desenvolvido por<span class="tres"> Hunter S. Thompson</span>) nesse filme. Soube no momento em que eu vi: &#8216;Isto vai emputecer um monte de gente&#8217;. Pensei que o crítico de cinema do New York Times fosse infartar na página, ele foi tão balístico sobre o assunto. Mas se você sabe porque faz algo, então eu acho que você pode se sentir bem com a reação das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>10. Nunca se sinta confortável em ser rico</h4>
<p>É estranho. É uma coisa surreal. Eu ainda não me sinto 100% confortável quando estou em lugares chiques. Eu sinto como se fosse derrubar um copo ou algo assim. Vou te dar um exemplo de como esquizofrênico é. Um cara me cortou no trânsito umas semanas atrás e ele estava dirigindo um Range Rover. Eu disse, &#8216;Claro. Ele está dirigindo um Range Rover. Típico&#8217;. E então eu percebi que eu estava dirigindo o meu Range Rover.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Imagem:  Gaby Gerster)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/06/03/10-regras-de-dennis-lehane-para-ser-escritor/">10 regras de Dennis Lehane para ser escritor</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Dennis Lehane e a reinvenção do noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 21:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[A série Kenzie/Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[Apelo às Trevas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sobre Meninos e Lobos]]></category>
		<category><![CDATA[Um Drink Antes da Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos,</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, Dennis Lehane ainda era um nome desconhecido. Nos meses seguintes, contudo, o descendente de irlandeses abocanhou o Shamus Award e uma resenha do New York Times onde os protagonistas – Patrick Kenzie e Angie Gennaro – são descritos como irreverentes e contrastantes com a seriedade do tema racial da obra.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535923446&amp;asins=8535923446&amp;linkId=1375afd86b260467ca3546b7fc416890&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Envolvido pelo sucesso do primeiro livro, Lehane começou a trabalhar na sequência que viria a ser conhecida pelos fãs como o verdadeiro início da série Kenzie &amp; Gennaro. Retratando em suas páginas um casal de amigos – ao melhor estilo Nick &amp; Nora Charles, do mestre Dashiell Hammett –, Dennis conseguiu unir o espírito libertário dos anos 1990 com a violência impregnada nas páginas do já citado Hammett e de seus contemporâneos James M. Cain e Raymond Chandler. Assim, Apelo às Trevas, segundo título da série, determinou a consagração de Lehane.</p>
<p>Aliando uma ótima trama de character background com serial killer e doses cavalares de adrenalina, Dennis conseguiu alçar seus personagens ao limite entre o best-seller puxado por Michael Connelly e o policial-padrão de Hammett e companhia.</p>
<p>Sagrado, terceiro volume e ponto alto da série, apresenta ao leitor as consequências do final bombástico e estarrecedor de Apelo. Separados por questões de ordem suprema, Patrick Kenzie e Angela Gennaro são sequestrados por um bilionário à beira da morte. Para serem libertados, precisam descobrir onde se meteu a filha dele, uma linda mulher que parece ter atraído para a morte o primeiro responsável pelo caso, um cara chamado Jay Becker – mentor de Kenzie, o que só atiça mais a fogueira. Sagrado é uma sucessão de plot twists inteligentes e coesos que transforma a narrativa num barril de pólvora pronto para ser detonado.</p>
<p>Completamente fatigado pelo enredo anterior, Lehane soltou aquele que é considerado o melhor romance dos detetives: Gone, Baby, Gone.</p>
<p>Finalmente tocando a agência de investigações, Pat e Angie são catapultados para algo inimaginável: uma menininha foi sequestrada. O caso virou notícia nos principais jornais; a polícia não sabe o que fazer. Resta à família da pequena Amanda recorrer aos detetives. Uma trama intrincada se desenvolve. Lehane balança em alguns momentos, mas entrega um final satisfatório e cheio de interrogações para o futuro.</p>
<p>Quando o século 21 começou a se assomar no horizonte, Lehane pôs um ponto final naquela coisa toda de Nick &amp; Nora encapsulados com Kurt Cobain. Dança da Chuva, último romance da chamada fase um, trata da indústria do cinema, o stalk e vira uma saraivada de intimismo e vingança. Karen Nichols procurou a ajuda de Patrick: estava sendo assediada na academia. Caso resolvido, tudo indo muito bem, quando&#8230; meses depois, Karen é encontrada morta e sua vida é muito diferente daquela que Kenzie conhecera. Arrasado pela descoberta, ele parte à procura de Angie – sim, estão brigados de novo – para resolver o caso. Um final digno de anos 90 para os grandes detetives dos anos 90.</p>
<p>Lehane passou a se dedicar a outros projetos. Escreveu o badalado Sobre Meninos e Lobos, o livro de contos Coronado, o cultuado Ilha do Medo e retornou às sagas com uma pegada histórica que nenhum fã poderia imaginar. Naquele Dia, um retrato épico do pós-WW1, nos mostra a família Coughlin e todas as desventuras que Boston passava depois de 1918. Lehane curtiu a brincadeira e resolveu lançar uma sequência, Os Filhos da Noite. Antes, porém, diante da chiadeira geral dos fãs saudosos de Kenzie &amp; Gennaro, o americano soltou o mediano Estrada Escura.</p>
<p>Anos depois, a agora adolescente Amanda – sim, aquela que sumiu em Gone, Baby, Gone – volta a desaparecer. Em seu rastro, máfias da Europa oriental, um artefato hammettiano à la Falcão Maltês e mais doses cavalares de violência. Apesar da trama fraca, não teve má repercussão graças ao bom plot dos protagonistas – casados, formados na faculdade e pais de Gabriella, Patrick e Angela levam uma vida encapsulada pelo frenesi do século 21. Não há mais rock ‘n roll. Não há mais violência. A Crise de 2008 bateu à porta e todos estão desempregados, fazendo bicos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535905944&amp;asins=8535905944&amp;linkId=036cc18d6a95d13f512cd39f81f99a4b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Lehane sabe como acertar mesmo errando (feio). Tem o dom para isso. A série ainda conta com o ótimo Bubba Rogowski, um obeso que sofre de síndrome do pânico e fornece os armamentos necessários para as empreitadas dos protagonistas – sim, até mesmo Lehane cai no clichê do amigo-do-detetive, mas, de novo, acerta na mosca do erro, tornando-o extremamente divertido.</p>
<p>Lehane, em resumo, não é prolífico como Michael Connelly ou Patricia Cornwell. Não escreve um livro por ano e tampouco sente vontade de fazê-lo. Cada obra é uma obra, única, universal, própria daquele momento. Sem hesitar: vale a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>PS: para uma antologia chamada FaceOff, lançada em junho de 2014, Lehane e Connelly escreveram juntos uma história que une Kenzie e Harry Bosch. Disponível na Amazon para encomenda.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2lFQoiT" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Encontre livros e e-books de Dennis Lehane</a></span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Dennis Lehane e a reinvenção do noir" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/">Dennis Lehane e a reinvenção do noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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