<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos zulu -</title>
	<atom:link href="https://literaturapolicial.com/tag/zulu/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 25 Feb 2021 17:05:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-33333782_2030838226987324_246982996299612160_n-2-32x32.jpg</url>
	<title>Arquivos zulu -</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Zulu, de Caryl Férey</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/08/31/resenha-zulu-de-caryl-ferey/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/08/31/resenha-zulu-de-caryl-ferey/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2015 13:17:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Caryl Férey]]></category>
		<category><![CDATA[editora vestígio]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
		<category><![CDATA[zulu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=8724</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Um francês que escreve um policial sul-africano, com uma pegada mais violenta que os novos autores nórdicos. Este é um resumo apressado para definir “Zulu”, que chega agora às livrarias brasileiras (Ed. Vestígio). Um desembarque atrasado, já que Caryl Férey lançou o livro em 2008 na França e com ele...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/31/resenha-zulu-de-caryl-ferey/">Zulu, de Caryl Férey</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Um francês que escreve um policial sul-africano, com uma pegada mais violenta que os novos autores nórdicos. Este é um resumo apressado para definir “Zulu”, que chega agora às livrarias brasileiras (Ed. Vestígio). Um desembarque atrasado, já que Caryl Férey lançou o livro em 2008 na França e com ele levou o Grand Prix de Littérature Policière, o Mystère de la Critique e o Grand Prix du Roman Noir Français, só pra citar os mais importantes.</p>
<p>Apesar desse intervalo, “Zulu” não perde a força e a potência. É um romance policial robusto, repleto de personagens atormentados, cenas de ação, reviravoltas, e um punhado de pequenos e grandes mistérios. Nas pouco mais de 300 páginas, somos atirados à violenta realidade da África do Sul, nação que anseia por se reinventar depois de décadas de apartheid. Não é apenas o sonho de igualdade racial que move o país, mas a condição de sediar em poucos anos a copa do mundo de futebol, vitrine inédita no continente. Uma chance em mil&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B0161X2BMO&amp;asins=B0161X2BMO&amp;linkId=eee55003ed059960cda23812b4b0a6da&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Neste clima, na Cidade do Cabo, a filha de um ídolo do rugby é encontrada morta, com marcas de violência e uma misteriosa droga em seu organismo.</p><div id="liter-1929876643" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p><strong>Detalhe um</strong>: a vítima é branca.<br />
<strong>Detalhe dois</strong>: o rugby é o esporte nacional, tendo sido usado inclusive por Mandela como uma possibilidade de reunificação do país.<br />
<strong>Detalhe três</strong>: há suspeita de estupro.</p>
<p>Para investigar o caso, Férey coloca em cena uma dupla de detetives que é a cara da nova África do Sul: Ali Neuman &#8211; um chefe de polícia negro, de origem zulu– e Brian Epkeen – um investigador africânder, o que em bom português quer dizer branco, descendente dos europeus colonizadores. É uma união de caráter simbólico, mas que ajuda a refletir a fragmentação daquela realidade. Se no século 19, os zulus eram os guerreiros que resistiram à invasão dos britânicos e dos bôeres, agora, convivem e compartilham as tarefas de apaziguar o país. Sim, porque embora o apartheid não exista mais, milícias, mercenários e outros grupos criminosos insistem em botar fogo no circo&#8230;</p>
<p>Caryl Férey é muito habilidoso ao apresentar seus personagens, untando-os com temperos variados. Neuman é o policial justo, durão, de poucas palavras. Epkeen tem uma vida pessoal totalmente desorganizada, e sua relação com a ex-mulher e o filho universitário está longe de ser amistosa. Neuman se preocupa com a mãe cega, que fica lhe arrumando namoradas. Epkeen mal lembra do nome das mulheres com quem dorme. Neuman guarda segredos dos tempos em que disputas políticas tribais perseguiram e mataram seu irmão e o pai. Epkeen revela uma qualidade notável no texto do autor: ele protagoniza os melhores diálogos, com falas cortantes, humor inteligente e ironia devastadora.</p>
<p>Enquanto acompanhamos a dupla de detetives, somos apresentados a alguns dos nove infernos de Dante. A tensão racial faz parte do solo calcinado daquele país. A cidade se equilibra em diversos aglomerados urbanos, com seus barracos e insalubridades, que mais se parecem guetos e que funcionam como parentes em primeiro grau das nossas favelas. A violência é endêmica, como a AIDS, que contamina quase um quinto da população, conforme as estatísticas oficiais. Os números são assustadores também quando se fala dos estupros e da quantidade de armas nas mãos dos civis. Some-se a isso a selvageria que naturaliza mutilações físicas, o tráfico de drogas, gangues bárbaras, rituais religiosos ancestrais, e o hábito de exterminar parentes como vingança pessoal. É um barril de pólvora, a ponto de alguém se perguntar no romance: “Como a primeira democracia da África podia ser também o país mais perigoso do mundo?”</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11312 " style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/zulu_insta.jpg" alt="zulu_insta" width="429" height="431" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neuman e Epkeen não se atrevem a responder. Há mais um corpo estendido no chão. Mais uma jovem branca, filha de um símbolo nacional, violentada e encharcada com a desconhecida droga sintética. Desviando de balas e de cadáveres, os policiais percebem que a ganância internacional e o ódio não sepultado também concorrem para um banho de sangue nacional. Caryl Férey não poupa o leitor da crueldade das milícias e da maldade que transborda do coração dos homens. “Zulu” vomita violência. Não é um retrato de uma terra devastada, mas um fotograma devastador de uma terra que ainda convulsiona. Como se as feridas raciais e a instabilidade política fossem vulcões fervilhantes de lava, prestes a tossir. Curioso é que as palavras são caprichosamente escolhidas para qualificar e descrever personagens, esculpindo honra e caráter em madeira de lei. A delicadeza e a elegância da escrita de Férey contrastam com as vielas infectas, os bairros violentos e as ruas insalubres e miseráveis.</p>
<p>O vigor da narrativa reside um pouco na brutalidade com que esses personagens se cruzam, e como vamos nos apiedando de suas próprias fragilidades. Como disse, Férey não evita que levemos um, dois, três socos na boca do estômago. A versão cinematográfica de “Zulu” – de 2013 e tendo Forest Whitaker e Orlando Bloom como protagonistas – é mais complacente com o público. Férey <a href="http://www.premiere.fr/Cinema/News-Cinema/Caryl-Ferey-Zulu-est-fidele-a-mon-livre-mais-plus-important-encore-a-l-Afrique-du-Sud-3903300" target="_blank" rel="noopener noreferrer">gostou do resultado</a>, mas seu livro é infinitamente mais cru, complexo e impiedoso.</p>
<p>A versão que chega – finalmente! – ao Brasil se vale do filme na capa e tropeça um pouco na tradução. No início, as palavras mantidas no idioma africano causam alguma estranheza, mas ajudam a mergulhar naquele rico universo. O problema está na manutenção de algumas expressões em inglês, e que já temos equivalentes por aqui. É o caso de “Cape Town” (Cidade do Cabo), de “Red Cross Hospital” (Hospital da Cruz Vermelha) e de “Inspetor Gadget”, que conhecemos por Inspetor Bugiganga&#8230; Há também o CNA (Congresso Nacional Africano), o partido de Mandela, que aparece no livro como ACN, o original em inglês. Dispensável&#8230;</p>
<p>Afora isso, o livro vale muito. Deixo um conselho ao leitor: fortaleça seu coração e prepare o espírito, o final é arrebatador.</p>
<p><em>* Livro enviado ao site pela Editora Vestígio</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h3>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.amazon.com.br/Zulu-Caryl-F%C3%A9rey-ebook/dp/B0161X2BMO?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=zulu+caryl&amp;qid=1614272431&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=dee9acab4541b16dca4ea6a762a97310&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_il" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B0161X2BMO&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B0161X2BMO" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Título</strong>: Zulu<br />
<strong>Autor</strong>: Caryl Férey<br />
<strong>Tradução</strong>: Fernando Scheibe<br />
<strong>Editora</strong>: Vestígio<br />
<strong>Páginas</strong>: 288<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3kzO8Ux" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE &#8211; Quando criança, Ali Neuman fugiu de sua terra natal para escapar das milícias do Inkatha, em guerra com o partido rival, o Congresso Nacional Africano. Ele e sua mãe foram os únicos membros da família a sobreviver àqueles anos de terror, e Ali carrega traumas, emocionais e físicos, que não compartilha com ninguém. Hoje chefe da polícia criminal de Cape Town, vitrine da África do Sul, Neuman tem que lidar com dois terríveis flagelos que assolam a primeira democracia da África: a violência e a AIDS. Seu trabalho se complica quando a filha de um ex-campeão mundial de rugby da elite branca é encontrada brutalmente assassinada, com vestígios de uma droga desconhecida no sangue. Ali Neuman, Dan Fletcher &#8211; o jovem braço direito do capitão zulu &#8211; e o turbulento tenente Brian Epkeen parecem andar em círculos na investigação, seguindo uma pista falsa após a outra, enquanto a carnificina se intensifica. Ainda que o apartheid tenha sido extirpado da cena política, velhos inimigos continuam agindo à sombra da reconciliação nacional. Carregado de violência e desvelado por um texto primoroso e premiado, Zulu é um raio-x estarrecedor da realidade criminal de uma nação marcada por desigualdades e contradições.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/31/resenha-zulu-de-caryl-ferey/">Zulu, de Caryl Férey</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/08/31/resenha-zulu-de-caryl-ferey/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
