Atualizado em 20/04/2025
Ele construiu um hotel com câmaras da morte, enganou dezenas de pessoas e inspirou até filmes de terror. H. H. Holmes não foi só um assassino em série – foi um mestre da manipulação que transformou crimes em negócios.
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Considerado o primeiro serial killer da América, Holmes aterrorizou Chicago no século XIX com métodos tão cruéis que parecem saídos de um roteiro de horror. Se você acha que já ouviu tudo sobre ele, prepare-se: essa lista vai te surpreender (e arrepiar).
Aqui estão 9 fatos macabros sobre o homem que matou sem remorso – e virou lenda do crime real.
Enquanto outros criminosos do século XIX cometiam crimes passionais ou roubos, Holmes agia como um “empreendedor do mal”: planejava assassinatos em larga escala, muitas vezes por ganância ou pura crueldade. Sua compulsão por matar era sistemática, não aleatória.
Nascido em 16 de maio de 1861 em Gilmanton, Nova Hampshire, Mudgett mudou seu nome para Dr. H. H. Holmes (uma aparente homenagem a Sherlock Holmes, como Larson menciona no livro) em 1886, depois que ele começou a trabalhar em uma farmácia. O dono da referida farmácia misteriosamente desapareceu antes de Holmes finalmente assumir o negócio.
Entre 1891 e 1892, H.H. Holmes ergueu em Chicago um edifício sinistro que ficaria conhecido como o “Castelo da Morte”. Disfarçado de hotel comum, o local de três andares escondia um verdadeiro laboratório de horrores. Nos bastidores, o “castelo” funcionava como residência pessoal do próprio Holmes, covil de torturas para suas vítimas e fábrica da morte com tecnologia assustadora para a época. Entre seus “detalhes” macabros estavam: quartos claustrofóbicos sem janelas, câmaras de gás secretas, calhas especiais para deslizar cadáveres entre os andares e um incinerador para eliminar evidências. O mais chocante? Tudo foi meticulosamente projetado por Holmes – um verdadeiro arquiteto do terror que transformou seu hotel em uma armadilha mortal para dezenas de pessoas.
Se você é um fã da série American Horror Story – particularmente da quinta temporada, o Hotel – então a história de Holmes provavelmente vai lhe parece familiar já que o personagem de Evan Peters naquela temporada, James Patrick March, tem mais do que algumas coisas em comum com ele. Para refrescar sua memória, March era um serial killer em um hotel assustador que usava vários quartos e câmaras para matar suas vítimas de maneiras muito horríveis.
Como descreve Larson no livro, Holmes despejava corpos mortos por uma rampa onde eles iam direto para um porão completo com uma fornalha e uma mesa de dissecação. Depois ele removia a carne dos esqueletos dos corpos, limpava os ossos e vendia os restos mortais para escolas de medicina em Chicago.
Holmes foi eventualmente apanhado pelas autoridades, mas não inicialmente pelos assassinatos que cometeu. Como explicado pelo Museu do Crime, foi em vez disso devido a uma trapaça envolvendo seguros – um entre vários golpes perpetrados por ele.
O esquema fraudulento de seguros de Holmes envolvia seu parceiro de negócios, Benjamin Pitezel. Holmes planejou que Pitezel deveria fingir sua própria morte para que ele pudesse receber o dinheiro do seguro de vida. Em algum momento, Holmes decidiu simplesmente assassinar Pitezel de verdade, atraindo ainda mais a atenção das autoridades. Ele acabou sendo julgado e foi enforcado pelo assassinato de Pitezel em 1896 na prisão de Moyamensing, na Filadélfia.
Holmes pediu para ser enterrado em um “caixão duplo-profundo” coberto com cimento para evitar que alguém roubasse ou dissecasse seus restos mortais, mas ele também pode ter feito o pedido numa tentativa de tornar mais difícil de seu corpo ser identificado. A revista Rolling Stone divulgou que o corpo está sendo exumado por causa de uma teoria afirmando que Holmes convenceu outro prisioneiro a ser executado em seu lugar para que ele pudesse fugir do país. Mas Larson, o autor do livro, não está convencido dessa teoria, e se diz convicto de que “o corpo naquele túmulo é de H.H. Holmes”.
Livro: H. H. HOLMES MALIGNO – O PSICOPATA DA CIDADE BRANCA
Autor: Harold Schechter
Tradução: Eduardo Alves
Editora: Darkside Books
Páginas: 420
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Antes de “serial killer” virar termo comum, um homem aterrorizou os EUA no século XIX: Herman Webster Mudgett, mais conhecido como Dr. Henry Howard Holmes. Considerado um dos assassinos mais cruéis da história, ele pode ter matado centenas – mas só confessou 27 crimes. Para a Feira Mundial de Chicago (1893), Holmes construiu um hotel macabro: corredores labirínticos, quartos à prova de som e até câmaras de gás secretas. Muitos visitantes do evento entraram ali… e nunca mais saíram. Quando seus crimes foram descobertos, a imprensa viralizou o caso (sim, já naquela época!). Muitos crimes alheios foram atribuídos a ele – e Harold Schechter, mestre do true crime, separa fatos de mitos nesta biografia detalhada.
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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