ENTREVISTA: Kenneth Branagh fala sobre Assassinato no Expresso do Oriente, o bigode de Poirot e a polêmica de Hollywood

 

Via ABC – Assassinato no Expresso do Oriente, uma das adaptações mais esperadas de Agatha Christie, vai estrear em novembro nos cinemas. Dirigido e estrelado por Kenneth Branagh, o filme traz o detetive Hercule Poirot com um novo visual, usando um bigode bem diferente daquele descrito nos livros, fato que dividiu opiniões entre os fãs.

Em entrevista à ABC, Kenneth falou sobre como se sentiu ao trazer de volta às telas um dos grandes clássicos da Rainha do Crime, originalmente publicado em 1934.

 

 

Como você oferece algo novo a uma história publicada há 84 anos?

Estou envolvido em muitas produções de Shakespeare, e por que fazer isso de novo? Bem, porque o mundo mudou e histórias bem escritas ressoam com o que é a atmosfera de agora. Além disso, em um nível mais superficial, para ver o que alguém como Johnny Depp faz com um personagem como Ratchett, ou Michelle Pfeiffer com um personagem como a Sra Hubbard, ou [Judy] Dench, ou Daisy Ridley, ou Penélope Cruz, ou todo esse pessoal incrível. Isso em si já foi um acontecimento para mim.

 

Como foi usar o “bigode magnífico de Poirot”?

Há um novo bigode, com certeza, e ele serve como uma proteção ou como uma máscara no trabalho, algo por trás do qual um Hercule Poirot um pouco mais vigoroso pode se esconder. E você também poder ver o bigode como uma espécie de provocação que permite que certas pessoas o desvalorizem pelo que pode ser considerado como extravagância ou arrogância ou vaidade – é simplesmente vaidade. Ele também apresenta Poirot como alguém que está absolutamente feliz por ser diferente. Comemore ser diferente. E o bigode é uma prova disso de certa forma.

 

 

A Disney retirou Harvey Weinstein de seu próximo projeto, Artemis Fowl. Como você se sente estando próximo a alguém envolvido nesse episódio de assédio sexual?

Esse escândalo afeta a todos, porque traz questões sobre comportamentos espantosos e repreensíveis em qualquer local de trabalho. E eu acho que abre uma discussão importante onde vozes fortes e dignas estão falando e onde é importante ouvir, aprender e mudar.

Confira a entrevista completa aqui (em inglês)

 

(Imagem: Divulgação)

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