Por Ana Paula Laux – Sou fã de histórias de terror, tanto filmes quanto clássicos da literatura. Romances policiais estão imersos na atmosfera do horror em função do universo que permeiam, com tramas que dissecam a origem da maldade e expõem os limites da crueldade do ser humano.
Por isso a obra de Marcus Barcelos foi uma grande descoberta para mim. Li os dois livros da série do autor, Horror na Colina de Darrington e Dança da Escuridão, o primeiro de 2015 que eu já tinha ouvido falar, e o segundo um lançamento, ambos pela Faro Editorial. Os dois devem ser lidos em sequência pois trazem a macabra história de Benjamin Simons, o assassino que ficou conhecido como Monstro da Colina após ser acusado de matar três membros da própria família. O segundo contém vários spoilers do primeiro.
Horror na Colina de Darrington é sucinto (o livro tem 142 páginas), horripilante e vai direto ao ponto no quesito “assustar pra valer”. Todo o pesadelo dos crimes de Darrington é narrado com detalhes, num livro que vai agradar quem gosta de thrillers psicológicos e sobrenaturais. A história me lembrou muito Amityville, filme de 1979 que virou um clássico do horror, e toda a loucura do protagonista lutando contra vozes demoníacas despontando da própria consciência. Amytville é ainda hoje um dos filmes mais assustadores que já assisti.
“Um retrato das terríveis e solitárias batalhas que muitas vezes travamos dentro de nossas mentes.”
Dança da Escuridão traz as explicações para dúvidas que surgem no primeiro livro. O passado de Benjamin Simmons é esmiuçado, bem como o dos coadjuvantes que o cercam (alguns são novos ao leitor). Mesmo sendo mais longo (254 páginas), fato que faz o livro se estender um pouco em alguns momentos, a história não deixa a desejar.
Além da referência a Amityville, há referências indiretas a Stephen King (Derry e Salem marcam presença) e de Aleister Crowley, ocultista inglês morto em 1947 e que foi uma das influências do guitarrista Jimmi Page, do Led Zeppelin.
Com Horror na Colina de Darrington e Dança da Escuridão, Marcus Barcelos firma-se como um dos grandes nomes do horror no Brasil. Sua capacidade de descrever a angústia leva o leitor a uma viagem ao inconsciente do protagonista, acompanhando seus medos e recaídas. Leitura indicada para quem gosta de ler sobre seres da escuridão, preferencialmente com a luz acesa.
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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