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	<title>Arquivos assassino do zodíaco -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos assassino do zodíaco -</title>
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		<title>NETFLIX &#124; 16 filmes e séries sobre serial killers</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/06/04/12-filmes-sobre-serial-killers-na-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jun 2018 20:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Listas literárias]]></category>
		<category><![CDATA[serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[assassino do zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[David Berkowitz]]></category>
		<category><![CDATA[filme sobre serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
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		<category><![CDATA[o filho de sam]]></category>
		<category><![CDATA[ted bundy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Post atualizado em 07/05/2021 &#160; Se você gosta do tema, saiba que há vários filmes sobre serial killers para assistir na Netflix. Confira as sugestões que selecionamos. &#160; 1. Os filhos de Sam O caso O Filho de Sam se tornou uma obsessão para o jornalista Maury Terry, para quem os assassinatos estavam associados...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/06/04/12-filmes-sobre-serial-killers-na-netflix/">NETFLIX | 16 filmes e séries sobre serial killers</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Post atualizado em 07/05/2021</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você gosta do tema, saiba que há vários filmes sobre serial killers para assistir na Netflix. Confira as sugestões que selecionamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>1. Os filhos de Sam</h2>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://3eaf214443cb92a1.cdn.gocache.net/wp-content/uploads/2021/05/Filhos-de-Sam-netflix.jpg" width="1920" height="1080" /></p>
<p>O caso O Filho de Sam se tornou uma obsessão para o jornalista Maury Terry, para quem os assassinatos estavam associados a uma seita satânica. Leia também: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/01/18/mindhunter-10-fatos-sobre-david-berkowitz-o-filho-de-sam/" target="_blank" rel="noopener">10 fatos sobre David Berkowitz, o Filho de Sam</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>2. Conversando com um serial killer: Ted Bundy</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://interprete.me/wp-content/uploads/2019/01/conversando-com-um-serial-killer-ted-theodore-bundy-documentario-assassino-capa-700x361.jpg" width="700" height="361" /></p>
<p>Um mergulho profundo na mente do famoso assassino em série Ted Bundy. De boa aparência e com uma personalidade bastante sociável, o criminoso desafiou o estereótipo de serial killer e acabou provocando um tipo de adoração problemática por parte de muitas mulheres americanas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>3. Por dentro da mente do criminoso</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-41458 size-full" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/ScreenHunter-779.jpg" alt="" width="598" height="331" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/ScreenHunter-779.jpg 598w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/ScreenHunter-779-300x166.jpg 300w" sizes="(max-width: 598px) 100vw, 598px" /></p>
<p>Explore as intrigas psicológicas e o comportamento imoral que definem os piores tipos de criminosos</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>4. Creep 2</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-28880" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/creep-2-poster-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/creep-2-poster-202x300.jpg 202w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/creep-2-poster.jpg 290w" sizes="auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px" /></p>
<p>Uma jovem que sonha ser cineasta vê a oportunidade perfeita para fazer um filme de sucesso, quando aceita anúncio para passar um dia filmando um homem que diz ser serial-killer. Mas ela logo percebe a óbvia besteira que fez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>5. Ted Bundy: A irresistível face do mal</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem-1.jpg" width="1170" height="675" /></p>
<p>A mãe solteira Liz se apaixona por Ted Bundy e, durante anos, se recusa a acreditar na verdade sobre seus crimes. Drama baseado em fatos reais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>6. O assassino confesso</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://entreterse.com.br/wp-content/uploads/2019/12/O-assassino-confesso.jpg" width="1280" height="720" /></p>
<p>Henry Lee Lucas ficou famoso depois de confessar centenas de assassinatos. Esta série documental mostra a verdade e suas terríveis consequências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>7. O Estripador</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://interprete.me/wp-content/uploads/2020/12/O-Estripador-de-Yorkshire-Netflix-Peter-Sutcliffe-serie-documental-0.jpg" width="1280" height="720" /></p>
<p>Nos anos 1970, assassinatos brutais de prostitutas em áreas pobres da Inglaterra despertam pouco interesse público &#8211; até uma adolescente se tornar vítima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>8. Night Stalker: tortura e terror</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://interprete.me/wp-content/uploads/2021/01/Night-Stalker-Tortura-e-Terror-netflix-serie-serial-killer-Richard-Ramirez-episodios-0.jpg" width="1280" height="720" /></p>
<p>Nesta história sobre um crime real, o glamour da Los Angeles de 1985 abriga um incansável serial killer e dois policiais que não irão pregar os olhos até capturá-lo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>9. O guardião invisível</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-28889" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/el_guardian_invisible-726992780-large.jpg" alt="" width="290" height="415" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/el_guardian_invisible-726992780-large.jpg 290w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/el_guardian_invisible-726992780-large-210x300.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px" /></p>
<p>Ao voltar para sua cidade natal em busca de um assassino, uma policial é forçada a encarar seus próprios demônios do passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>10. Sou um assassino</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="http://cajueirocoaching.com.br/site/wp-content/uploads/2020/01/AAAABQ8VPJ809pPrq35MTP8XUupgmI3PywnhNYg90KFE9xaWF57qDiXSYnFpSlyq9CZvmgZjnVHnjHcCF5p7wtQRYJMDrU2nVzqoTIXgP2fjDX0nUGvR72X5WnowpjYxfg.jpg" width="512" height="288" /></p>
<p>Assassinos condenados e no corredor da morte falam em primeira pessoa sobre seus crimes nesta série documental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>11. Manson family vacation</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-28893" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/manson.jpg" alt="" width="312" height="445" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/manson.jpg 312w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/manson-210x300.jpg 210w" sizes="auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px" /></p>
<p>Nick Morgan (Jay Duplass) é uma pessoa bem sucedida, tem uma família amorosa, uma bela casa e um escritório de advocacia em Los Angeles, EUA. Porém, seu irmão Conrad (Linas Phillips) não tem nada além de uma mochila. Em uma visita surpresa, Conrad vai ao encontro do irmão, mas tudo que deseja fazer é visitar os locais de assassinato da família Mason. relutante, Nick se junta ao irmão em uma viagem que os leva a conhecer a vida de Charles Mason, um famoso criminoso americano entre as décadas de 1960 e 1970.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>12. O silêncio da cidade branca</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://cinepop.com.br/wp-content/uploads/2020/03/O-Silencio-da-Cidade-Branca-Filme-Critica.jpg" width="1280" height="720" /></p>
<p>Um detetive volta à ativa para investigar dois assassinatos que imitam crimes supostamente cometidos por um homem que está prestes a sair da prisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>13. Anon</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-28896" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/Poster-anon-200x300.jpg" alt="" width="263" height="395" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/Poster-anon-200x300.jpg 200w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/06/Poster-anon.jpg 599w" sizes="auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px" /></p>
<p>Em um futuro em que a tecnologia tornou a privacidade uma ideia obsoleta, um detetive investiga um serial killer que foi deletado de todas as imagens em arquivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>14. Sombra lunar</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://occ-0-92-1722.1.nflxso.net/dnm/api/v6/6AYY37jfdO6hpXcMjf9Yu5cnmO0/AAAABeKXAFikjEwybgfMHbjbmo2aD6Y-bcy5TZ244sMcvgSZddWV1prAr-DsPsmUM961QeJiLTdLDnQsqm5lEFGNLjETXMfo.jpg?r=86f" width="1024" height="576" /></p>
<p>Um investigador obcecado em encontrar uma misteriosa serial killer coloca a própria sanidade em risco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>15. Halloween</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://occ-0-1068-92.1.nflxso.net/dnm/api/v6/E8vDc_W8CLv7-yMQu8KMEC7Rrr8/AAAABTuHLH80oKEdgHtsKn8UWQy0mrPCqrRoj-dJgpSbSpvjHSd8vZdVNJh5ZoswogRBHp9NicJ-eG7frfE4V2U7gvqZnD-3.jpg?r=4bb" width="1280" height="720" /></p>
<p>Há 40 anos, um assassino cometeu uma carnificina na noite de Halloween. Agora ele está novamente à solta &#8211; e seu alvo é a vítima que conseguiu escapar e sua família.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>16. Dragão vermelho</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium" src="https://deveserisso.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/dragao-vermelho-1200x900.jpg" width="1200" height="900" /></p>
<p>Antecedendo os acontecimentos de &#8220;Silêncio dos Inocentes&#8221;, Edward Norton é o ex-agente do FBI Will Graham, que quase foi uma das vítimas de Hannibal Lecter.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[Imagens: Divulgação Netflix]</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/06/04/12-filmes-sobre-serial-killers-na-netflix/">NETFLIX | 16 filmes e séries sobre serial killers</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como o rastreamento de DNA pode identificar o Assassino do Zodíaco</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/05/07/como-o-rastreamento-de-dna-pode-identificar-o-assassino-do-zodiaco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 19:22:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[assassino de golden state]]></category>
		<category><![CDATA[assassino do zodíaco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o avanço da tecnologia do DNA, casos considerados insolúveis vêm sendo reabertos nos Estados Unidos. É o exemplo do Assassino de Golden State, serial killer que matou doze pessoas e cometeu 51 estupros entre 1974 e 1986 e que foi identificado depois de 40 anos pela polícia. A associação foi feita através de provas...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/05/07/como-o-rastreamento-de-dna-pode-identificar-o-assassino-do-zodiaco/">Como o rastreamento de DNA pode identificar o Assassino do Zodíaco</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o avanço da tecnologia do DNA, casos considerados insolúveis vêm sendo reabertos nos Estados Unidos. É o exemplo do Assassino de Golden State, serial killer que matou doze pessoas e cometeu 51 estupros entre 1974 e 1986 e que foi identificado depois de 40 anos pela polícia. A associação foi feita através de provas de DNA e o assassino foi apontado como sendo Joseph De Angelo, um ex-policial californiano.</p>
<p>A partir de De Angelo, criou-se a expectativa de que outros crimes até então arquivados possam ser reabertos e esclarecidos com base no rastreamento de DNA. Entre eles está o caso do Assassino do Zodíaco, que matou pelo menos cinco pessoas no final da década de 1970 e que ficou conhecido por enviar cartas à imprensa e criptogramas praticamente indecifráveis (apenas um dos criptogramas foi decodificado usando-se o método de análise de frequência).</p>
<p><center><br />
<iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B079V2BW9M&amp;asins=B079V2BW9M&amp;linkId=48df252c1c62a4f7daf12ca9db72bbf5&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>De acordo com o Departamento de Polícia de Vallejo, cidadezinha no norte da Califórnia onde aconteceram os crimes, duas cartas escritas pelo Assassino do Zodíaco foram enviadas para análise de vestígios de DNA no papel. Outros objetos já haviam passado por análise antes mas sem sucesso, como um pedaço de corda usado para amarrar uma vítima e outras cartas. Com o avanço dos testes de identificação, a esperança em encontrar o assassino voltou.</p>
<p>Para identificar Joseph De Angelo, a polícia usou o DNA coletado em uma das cenas do crime e comparou com os dados de um site genealógico de código aberto, o <a href="http://www.ysearch.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ysearch</a>, que deu o resultado positivo para um primo distante de DeAngelo. A partir dessa informação, foi construída uma árvore genealógica que levou até o suspeito.<img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B079ZMX2N6" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26588 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/05/zodiac-killerletter.jpg" alt="" width="320" height="316" /><em>Carta do assassino enviada à polícia (Fonte: <a href="http://zodiackilla.blogspot.com.br/2012/04/evidence-letters.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Zodiackilla</a>)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez o caso mais notório não resolvido na cronologia criminal seja o de Jack, O Estripador, que matou pelo menos cinco mulheres no final do século 19 no bairro de Whitechapel, em Londres. Vários suspeitos já foram apontados como responsáveis pelos crimes, mas nunca se conseguiu uma prova fundamental que comprovasse a identidade do criminoso. Será que um dia essa verdade também será esclarecida?</p>
<p><em>[Fontes: <a href="http://www.pressdemocrat.com/news/8290529-181/vallejo-police-working-on-dna" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Press Democrat</a>, <a href="https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/adn-pode-denunciar-assassino-do-zodiaco" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CM Jornal</a> &#8211; Imagem: <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Zodiac_Killer" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Domínio Público</a>]</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/05/07/como-o-rastreamento-de-dna-pode-identificar-o-assassino-do-zodiaco/">Como o rastreamento de DNA pode identificar o Assassino do Zodíaco</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Assassino do Zodíaco: nova evidência aponta para suspeito interrogado pela polícia</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/11/24/assassino-do-zodiaco-nova-evidencia-aponta-para-suspeito-interrogado-pela-policia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 16:44:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[assassino do zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[cartas do zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[Zodíaco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Via Daily Mail &#8211; Foi no final da década de 1960 que o serial killer conhecido como Assassino do Zodíaco praticou seus crimes. Entre dezembro de 1968 e outubro de 1969, ele matou sete pessoas no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 1974, ele ousadamente enviou várias cartas à imprensa com quatro criptogramas desafiando...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/24/assassino-do-zodiaco-nova-evidencia-aponta-para-suspeito-interrogado-pela-policia/">Assassino do Zodíaco: nova evidência aponta para suspeito interrogado pela polícia</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.dailymail.co.uk/femail/article-5100581/Who-Zodiac-Killer-Crime-experts-pin-suspect.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Via Daily Mail</a> &#8211; Foi no final da década de 1960 que o serial killer conhecido como <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/05/07/como-o-rastreamento-de-dna-pode-identificar-o-assassino-do-zodiaco/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Assassino do Zodíaco</a></span> praticou seus crimes. Entre dezembro de 1968 e outubro de 1969, ele matou sete pessoas no norte da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 1974, ele ousadamente enviou várias cartas à imprensa com quatro criptogramas desafiando a polícia. Apenas um código destes quatro foi decifrado.</p>
<p>A polícia nunca identificou o assassino, tornando o caso um dos mais misteriosos da história criminal e um fracasso para os investigadores envolvidos. Mas passado tanto tempo, será que essa realidade ainda pode mudar? Após cinquenta anos do frenesi causado pelo Zodíaco, dois especialistas afirmam que fizeram um avanço no caso e que possivelmente identificaram o responsável pelos crimes. Ele seria um suspeito que chegou a ser interrogado pela polícia pelo assassinato de uma adolescente em 1966, então considerada uma provável vítima do serial killer.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22574" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/zodiaco2.jpg" alt="" width="356" height="443" /></p>
<p>Em entrevista para um documentário, o ex-detetive de homicídio de Los Angeles Sal LaBarbera e o especialista em casos arquivados Ken Mains analisaram as evidências do assassinato de Cheri Jo Bates, uma adolescente de 18 anos que foi espancada e esfaqueada na Califórnia. Eles descobriram que o suspeito original no caso, Ross Sullivan, se encaixa na descrição do Zodíaco que foi dada por uma testemunha ocular durante a investigação policial de outro assassinato. Uma foto de Sullivan, que se estiver vivo agora teria 76 anos, mostra-o usando um par de óculos espessos que são surpreendentemente parecidos com os vistos em um esboço policial do Zodíaco.</p>
<p>Mains ainda explicou que o tempo passado desde a ocorrência dos assassinatos significa que poderia ser mais fácil pegar o assassino agora, acrescentando que “o tempo é um aliado&#8221;. Cheri Jo Bates foi encontrada com feridas de faca semelhantes às das vítimas confirmadas do Zodíaco. Na época, Sullivan foi mencionado na imprensa local como suspeito e foi questionado pela polícia.</p>
<p>No programa Zodiac Killer: Case Closed?, os dois especialistas em homicídios descobriram que há evidências suficientes para provar que Bates foi assassinada pelo Zodíaco e acreditam que poderiam apontar Sullivan como o principal suspeito. Em 1968, o ano dos primeiros assassinatos do serial killer, Sullivan foi preso por apresentar um &#8220;comportamento estranho&#8221; em Santa Bárbara, não muito longe de onde os assassinatos ocorreram. Ele também trabalhava na biblioteca da universidade, perto de onde o corpo da adolescente foi encontrado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22576 size-full" style="margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/zodiaco3.gif" alt="" width="400" height="389" /></p>
<p>Os investigadores conversaram com ex-colegas de Sullivan, que foi descrito como um homem &#8220;quieto&#8221; e que sempre usava a mesma roupa de estilo militar, com botas militares. Este é um dado importante, já que pegadas de botas de exército foram encontradas nas cenas dos crimes associados ao Zodíaco. O ex-funcionário da biblioteca também se parece muito com o esboço policial do Zodíaco, que foi divulgado na imprensa quando as autoridades solicitaram por informações na mídia. Ambos os homens usam óculos semelhantes e têm cortes de cabelo semelhantes. Há também elementos do passado de Sullivan que sugerem uma ligação. O Zodíaco era conhecido por criticar a polícia com mensagens codificadas que continuam a intrigar especialistas, passados mais de 50 anos. Surpreendentemente, Sullivan era um estudante de inglês que fez um trabalho de pesquisa sobre criptologia antes do início dos assassinatos.</p>
<p>Comentando sobre as evidências, Mains acredita que é o momento certo para finalmente descobrir a verdadeira identidade do assassino do Zodíaco, e que os cinquenta anos que se passaram desde os crimes podem ajudar os detetives a encontrar a verdade.</p>
<p>O documentário com as revelações dos especialistas também mostra o trabalho de um supercomputador, que foi usado para tentar decifrar os códigos escritos pelo Zodíaco. Um professor da Universidade do Sul da Califórnia criou um software de inteligência artificial que foi projetado para ajudar a quebrar o Z340, o famoso código do serial killer. O paradeiro atual de Ross Sullivan é desconhecido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B01MXCIQKP&amp;asins=B01MXCIQKP&amp;linkId=f6d75c398c358edecd5531e8e9c7b69c&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[Imagens: <a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/80474-zodiacbuttonnote.gif" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Watchismo Times</a>, Wikipedia]</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/24/assassino-do-zodiaco-nova-evidencia-aponta-para-suspeito-interrogado-pela-policia/">Assassino do Zodíaco: nova evidência aponta para suspeito interrogado pela polícia</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Zodíaco e o policial realista: a definição de um novo subgênero das narrativas policiais</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/10/29/zodiaco-e-o-policial-realista-a-definicao-de-um-novo-subgenero-das-narrativas-policiais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2015 19:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[assassino do zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[caso zodíaco]]></category>
		<category><![CDATA[Casos recifenses]]></category>
		<category><![CDATA[David Fincher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Fernando Maia &#8211; Já tinha visto Zodíaco uma vez ainda em 2007, e embora não tenha desgostado, não era nada iniciado na mitologia da história relatada para considerá-lo o melhor filme policial da existência. Ainda assim, saí com alguma sensação estranha, perguntando-me o que o filme queria dizer. À primeira vista, realmente o filme...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Fernando Maia</em> &#8211; Já tinha visto Zodíaco uma vez ainda em 2007, e embora não tenha desgostado, não era nada iniciado na mitologia da história relatada para considerá-lo o melhor filme policial da existência. Ainda assim, saí com alguma sensação estranha, perguntando-me o que o filme queria dizer. À primeira vista, realmente o filme é inconcluso e devidamente decepcionante no que se trata das expectativas que se têm comumente sobre um policial. Daí, segui minha vida normalmente e provavelmente não teria contato com o filme outra vez.</p>
<p>Entretanto, pra minha sorte, perto do final de 2009 estava eu numa situação meio involuntária de marasmo e ócio e o Cinemax resolveu passar Zodíaco de David Fincher pelo menos a cada três dias durante uns dois meses em horários diversos. Devo ter visto todas as vezes, no mínimo umas dez, quase sempre depois de o filme ter começado. A minha consideração não se deu porque o filme era violento ou caricato como “Seven” (mesmo diretor e certamente um bom filme) e muito menos porque a trama era tão bem feita e bisonha quanto a de “O código da Vinci” (de algum diretor e certamente uma porcaria). Considero Zodíaco uma aula de como se fazer cinema (direção de arte, fotografia, trilha sonora e finalmente direção geral) e uma introdução inteligentíssima ao estudo dos subgêneros da narrativa policial, ficcionais ou não. O filme se baseia numa história real e sequer cogita mudar os nomes dos personagens dela: vítimas, policiais e suspeitos. O efeito disso, somado a uma caracterização de época formidável, é arrebatador. Baseou-se também no livro de Robert Graysmith de mesmo título. Esse é um dos três protagonistas e é sob o ponto de vista dele que o enredo é contado. O meu problema aqui nesse artigo que segue é apresentar a introdução de que falei acima.</p>
<h5>Primeiro vamos aos eventos reais</h5>
<p>Uma série de homicídios ocorridos em São Francisco e outras cidades próximas do sul da Califórnia entre o final da década de 60 e início da de 70, cometidos por um cidadão indiscutivelmente muito psicótico que enviava cartas cifradas à polícia e a veículos de impressa e que resolveu se dar a alcunha de Zodíaco. As investigações levaram a uma infinidade de suspeitos, porém ninguém nunca foi condenado pelo caso. Um livro-reportagem foi escrito e virou best seller no início da década de 80.</p>
<p>Em 2007, David Fincher lançou Zodíaco no cinema. Alguém que assistir ao filme desinformado sobre a história, muito provavelmente achará que é uma ficção. Há muitos casos reais de homicidas seriais nos Estados Unidos, mas certamente o Caso Zodíaco, a se tomar pelos crimes (impressionantes apenas na torpeza, de fato), pelo impressionismo que o psicopata usava para se apresentar (a escolha de uma alcunha, as cartas cifradas, o uso de símbolos na vestimenta – como relataram alguns sobreviventes – citações a um filme cujo protagonista é um caçador de gente e por aí vai) e pela mitologia que surgiu depois é um dos que mais se parecem com uma história saída da cabeça de um autor bem imaginativo de narrativas policiais. Considero que a sacada do diretor em escolher fazer um filme sobre essa história passa por alguma interpretação desse tipo.</p>
<h5>Mas vamos ao filme</h5>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/zoo2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9692 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/zoo2.jpg" alt="zoo2" width="516" height="336" /></a></p>
<p>Zodíaco começa num 4 de julho de 1969 com a cena do segundo ataque, no qual, em comunicação posterior à polícia o homicida se apresenta e confessa um outro ataque do ano anterior, dando detalhes apenas conhecidos pela polícia. A partir de então Fincher vai pôr em cena os três protagonistas. O primeiro, Paul Avery (Robert Downey Jr), é o editor da seção policial do San Francisco Chronicle. O segundo, Robert Graysmith – o escritor real do best seller – (Jake Gyllenhaal), é um cartunista do mesmo jornal que se interessa com alguma obsessão indevida pelo caso e o terceiro, Dave Toschi (Mark Ruffalo), investigador de homicídios da Polícia de São Francisco. Isso tudo foi estática, vamos à cinemática.</p>
<p>Os dois primeiros funcionam como representantes de dois subgêneros das narrativas policiais: Avery, da crônica policial, cuja versão ficcional é a narrativa de crime. Dedica-se ao caso para produzir notícias e não propriamente para resolvê-lo. Já Graysmth é um representante do subgênero clássico <em>whodunnit</em> ou do detetive consultor, guardadas as devidas diferenças em relação ao seu protótipo e criador do ofício, Sherlock Holmes. Empreende uma investigação amadora (no sentido mais exato de não-profissional) tentando desvendar um mistério perfeito. O terceiro, Toschi, representa um subgênero não muito propalado e talvez nem sequer definido apropriadamente, que é o policial realista. A investigação do caso e a tentativa de levar o criminoso à justiça não são um interesse em vender algo ou a tentativa de desvendar um mistério. São apenas atribuições normais do seu trabalho. Só como suplemento, Toschi está realmente interessado em levar à justiça um homicida que agiu numa área sob a sua jurisdição e por isso está fortemente preocupado com a produção de provas que possibilitem o caminhar do processo judicial pertinente.</p>
<p>Nesse ponto, precisamos de um adendo. Enquanto a lista de obras e autores (de cinema, de literatura ou de ambos) dos dois primeiros subgêneros é extensa e pouco discutível, proponho uma aqui para o terceiro, curta e extremamente discutível: na literatura os romances e contos com o Comissário Salvo Montalbano de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=w7Q1pN-GRbE" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Andrea Camillieri</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/10/06/mestres-da-ficcao-luiz-alfredo-garcia-roza/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Garcia Roza</a></span> com o Delegado Espinosa e de alguma forma o policial nórdico (que eu chamo por minha própria conta de gris, como se fosse a mistura do noir com o branco da neve ártica). Na televisão diria que a série True Detective representa o subgênero. E já que tudo precisa de um pai fundador, o Comissário Maigret de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=WpQY9Bs3Gws" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Simenon</a></span> pode ser o pai de tudo.</p>
<p>Para quem conhece essa lista, as diferenças entre essas obras são muito grandes, mas o meu ponto aqui é que todas elas tentam jogar com alguma verossimilhança entre a ficção que apresentam e a realidade do trabalho das instituições policiais reais e dos homens e mulheres que as fazem. Essa seria a definição primária do que entendo como policial realista. Mas voltemos ao filme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/zoo3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9694" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/zoo3.jpg" alt="zoo3" width="600" height="330" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O enredo fundamental é a caçada ao Zodíaco empreendida por esse três personagens e as interações (bilaterais) consequentes disso entre eles três. E daí, eis a dinâmica. É nessas interações que a genialidade de Fincher em trabalhar personagens simbólicos e representativos de uma série de contextos explode ao ponto de os seus personagens se tornarem os próprios arquétipos mais consistentes daquilo que supostamente representavam antes. Talvez em Zodíaco, não alcance essa genialidade sobre os dois primeiro símbolos – o cronista policial e o detetive consultor – entretanto, tal como consegue em a Rede Social (filme também sobre uma história real) chega à perfeição com Dave Toschi. Sobre as interações de que se falou acima, apresentarei trechos fundamentais e alguns dos diálogos da mesma estirpe que elucidarão o problema-foco dessa resenha.</p>
<p>Por volta do início do último terço do filme, Graysmith, prestes a entrar de vez na sua investigação, vai à casa de um Avery envelhecido, alcoólatra, drogado e em franca decadência profissional, na intenção de propor que um livro deveria ser escrito. O desdém do jornalista (nesse ponto demitido há muito tempo do Chronicle) já se inicia na primeira resposta, quando concorda que alguém deveria escrever um livro, mas pergunta, sobre o quê? Graysmith explica o seu plano de um livro sobre o Caso Zodíaco. Avery se recusa dizendo algo como ”não é mais notícia. Trabalhamos com atualidades”. É o cronista policial comunicando ao detetive consultor que o seu papel não é desvendar mistérios. Recomendo ao leitor que se atente à decepção que se queda sobre Graysmith, num dos pontos altos de Gyllenhaall na atuação que deve ser a melhor da sua carreira. Noutro trecho, anterior ao primeiro, Avery publica uma matéria sobre um homicídio supostamente cometido pelo Zodíaco numa cidade do norte da Califórnia, já próxima de Los Angeles. Toschi então vai a Riverside (a cidade), mas ao que pareceu as suposições de Avery não tinham nenhum fundamento e pior, atrapalhariam as investigações das polícias no sul da Califórnia. Nesse ponto do filme, Toschi e Avery se desentendem e acabam com quaisquer possibilidades de cooperação sobre o caso, o que antes do evento era a tônica da relação entre os dois.</p>
<p>Mas o grande debate do filme passa a se dar entre o detetive consultor e o policial realista. Antes de começar, peço ao leitor que imagine um debate hipotético entre Sherlock e o inspetor Lestrade da Scotland Yard e o mantenha em mente. Depois o compare ao debate entre Graysmith e Toschi que apresentarei então. O primeiro encontro entre os dois se dá depois de a justiça negar a Toschi a prisão de um suspeito de ser o Zodíaco por insuficiências de provas, e acontece na sala de espera do cinema em que ambos os personagens assistem a uma seção de Dirty Harry. Para quem não conhece, o filme é um hard-boiled de 71, em que o assassino manda cartas cifradas com chantagens à polícia e se dá o nome de Scorpio. Harry Callaghan (Clint Eastwood) é o policial truculento responsável por caçar o sujeito. A metalinguagem é utilizada perfeitamente aí, mas isso não é assunto urgente. Toschi sai da seção incomodado e Graysmith o segue. Esse se aproxima com a feição angustiada que exibe durante quase todo o filme e diz a Toschi algo como “o assassino morre com um tiro no peito”. Alguém passa e diz a Toschi: “Calahan fez um ótimo trabalho no seu caso, hein?”. Toschi replica com “nem precisou de um processo, não foi?”. Aqui fica claro qual o papel do policial realista definido por Fincher.</p>
<p>O segundo encontro entre os personagens aparece depois de um corte de quatro anos (o tempo diegético da obra se estende por quase vinte), e é posterior ao último diálogo entre Graysmith e Avery. O nosso detetive consultor (que diferentemente de Sherlock, nunca foi consultado pela polícia) vai à busca de Toschi na esperança de que o Caso Zodíaco se reavive. Toschi, que devidamente não se lembrou do primeiro encontro entre os dois, é no início desdenhoso e tal como Avery, alerta Graysmith de que o caso não está mais na agenda da polícia, dizendo algo como “já faz mais de quatro anos que ele não aparece. Nesse tempo mais de 200 pessoas foram assassinadas em São Francisco. Eu tenho trabalho a fazer”. O que parece acontecer, na verdade, decorre das circunstâncias incomuns sob que a série de homicídios ocorre. Os ataques se deram em várias cidades, cada uma com uma polícia diferente, que por uma miríade de problemas associados ao trabalho policial não conseguiram cooperar. Coisas como uma polícia ter um suspeito, contra o qual os indícios mais robustos estavam com outra. Como também o fato de, aparentemente, as vítimas terem sido escolhidas quase que aleatoriamente.Há o de São Francisco, em que o Zodíaco mata um taxista. Os outros quatro ataques oficialmente atribuídos ao psicopata foram a casais em áreas ermas. Nenhuma das vítimas nunca teve qualquer relação com outra, exceto, evidentemente, o algoz.</p>
<p>Como o filme e mesmo o livro de Graysmith relatam a confusão foi enorme, e isso naturalmente acabou atrapalhando o trabalho empreendido pelas polícias e pela justiça da Califórnia. Voltando ao diálogo, Toschi ainda tem uma fagulha de esperança de encerrar o seu caso, quando Graysmith se mostra realmente interessado. Por isso ele tenta ajudá-lo com a indicação dos policiais responsáveis pelas investigações nas outras cidades . A partir disso, o detetive consultor inicia efetivamente seu trabalho de investigação. Como não é profissional, ele tende a se fundamentar muito mais em elementos circunstanciais e mesmo pitorescos do caso do que na produção das provas que levariam o Zodíaco à justiça. E é nesse papel que a feição angustiada do ator se torna desesperada. O personagem ainda vai deteriorando a sua vida pessoal, numa obsessão bem típica de detetives ficcionais. Só que sem os atributos inumanos do análogo de Bakery Street B, o fracasso do seu trabalho soa retumbante. Até o ponto em que ele chega, num lance de sorte, ao nome do suspeito preferido de David Toschi: Artur Leigh Alley.</p>
<p>Cruzando informações do próprio arquivo e das polícias sobre o caso, Graysmith descobre a data de nascimento do suspeito. Ao se lembrar de um telefonema feito dez anos antes a um apresentador de TV, em que um suposto Zodíaco revela que é o dia do seu aniversário, ele fecha o arco investigativo típico do <em>whodunnit</em>. Desesperado, vai de madrugada à casa de Toschi, que já tinha sido retirado da investigação do caso. A sequência de diálogos que se segue entre os dois é monumental. De um lado Graysmith apresentando um resumo da investigação. Elementos circunstanciais e intuitivos pululam. Toschi rebate quase todos os argumentos pedindo provas técnicas e efetivas, evidências – impressões digitais, grafologia, testemunhas oculares, etc. Num ponto, o policial revela uma carta que recebera do suspeito. Graysmith o interpela dizendo “foi datilografada”. Toschi replica “isso não é crime, Robert”. A conversa continua num bar onde tomam café da manhã e Graysmith consegue apresentar um relato mais consistente e convincente com a conclusão de que Artur Leigh Alley era o Zodíaco. Toschi, estupefato, aceita a conclusão, mas insiste por provas. Graysmith insiste que ele admita a culpa de Alley e lhe fala:</p>
<p>&#8211; Não pergunto ao policial.<br />
&#8211; Mas eu sou policial – Toschi responde. Então respira, encara Graysmith e desfecha serenamente<br />
– Calma Dirty Harry. Acabe o livro.</p>
<p>Dave Toschi então passa a figurar como o protótipo do policial realista, subgênero, como disse, pouquíssimo propalado, talvez justamente porque lhe falta uma definição que o tome como tal. Deve-se pensar fundamentalmente, que embora Dave Toschi seja um personagem real, o de Fincher passa pelo seu filtro artístico e se torna naturalmente ficcional. E se Graysmith é o protótipo do irrealista detetive consultor ao menos nas suas intenções obsessivas, é Dave Toschi que o faz cair na real (sem trocadilho, claro). Não é o mote aqui, mas se há um conflito entre esses dois símbolos, ele termina com a vitória de Avery, ou do cronista policial. O livro que Graysmith publica é um típico documentário de crime que vendeu aos borbotões. Numa perspectiva mais ampla, entretanto, a vitória acaba sendo do Zodíaco, embora seja possível interpretar que o mistério foi desvendado por Graysmith – e a cena no finalzinho do filme em que o cartunista e Alley se encontram é inquietante – infelizmente o psicopata, cuja inteligência não é (e não havia de fato nenhum motivo pra ser) celebrada, nunca foi preso porque o Estado, amarrado no seu próprio realismo não pode fazer justiça. Em Dirty Harry, ele levou um tiro no peito. Se fosse um filme de Sir Doyle, provavelmente tudo teria sido obra de Moriarty, o antípoda de Sherlock, de inteligência também inumana. Entretanto, o que David Fincher acaba dizendo quando enfatiza as problemáticas reais do sistema de justiça para se tornar efetivo não é que o mal sempre vence. Mas sim que às vezes ele é tão torpe que pode vencer. E o papel da justiça (e da polícia no meio) é o de trabalhar para que isso não aconteça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/foto_fernando_maia.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9688" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/foto_fernando_maia.jpg" alt="foto_Fernando_Maia" width="100" height="97" /></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Fernando Maia</strong> é escritor. Publicou em 2014 o livro de contos <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/25/fernando-maia-casos-recifenses/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Casos Recifenses</a>, no qual apresenta o Investigador Scanoni. Nasceu e vive no Recife e é pai de Maria Flor.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/10/29/zodiaco-e-o-policial-realista-a-definicao-de-um-novo-subgenero-das-narrativas-policiais/">Zodíaco e o policial realista: a definição de um novo subgênero das narrativas policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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