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	<title>Arquivos cuba -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos cuba -</title>
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		<title>Paisagem de Outono, de Leonardo Padura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/01/10/paisagem-de-outono-de-leonardo-padura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2017 15:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[boitempo editorial]]></category>
		<category><![CDATA[cuba]]></category>
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		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti – Você pode até não concordar, mas o outono é a estação mais triste do ano. As folhas caem, as árvores ficam esqueléticas e o vento insiste em arrastar nossos pensamentos para longe. O cenário é melancólico e a vida parece simplesmente ser sugada pela terra. Claro, é passageiro, afinal se...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/01/10/paisagem-de-outono-de-leonardo-padura/">Paisagem de Outono, de Leonardo Padura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> – Você pode até não concordar, mas o outono é a estação mais triste do ano. As folhas caem, as árvores ficam esqueléticas e o vento insiste em arrastar nossos pensamentos para longe. O cenário é melancólico e a vida parece simplesmente ser sugada pela terra. Claro, é passageiro, afinal se trata de um período do ano, transitório e relativo. Leonardo Padura sabe disso e não foi à toa que planejou concluir sua tetralogia em “Paisagem de Outono” nessa época do ano. Era necessário conduzir seu personagem mais famoso a um ponto em que não fosse mais possível voltar, uma espécie de ápice, de ponto de mutação definitivo. O tenente investigador Mario Conde chega onde sempre quis, mas isso não é necessariamente uma boa notícia.</p>
<p>Lançado pela Boitempo, o livro era inédito até então no Brasil, e lá se vão vinte anos desde que surgiu nas livrarias cubanas. Antes dele, vieram “Passado Perfeito”, <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/22/ventos-de-quaresma-de-leonardo-padura/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ventos de Quaresma</a> e “Máscaras”. Juntos, os quatro volumes compõem a série “Estações Havana” e pela primeira vez desembarcam em nossas prateleiras apresentando o ciclo completo do melancólico detetive que desfila pelas desgastadas ruas da capital cubana.</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16614 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/01/paisagem31.jpg" alt="paisagem3" width="639" height="408" /></p>
<p>Se você é daqueles que lê livros sequenciais respeitando a ordem, sabe que Conde estreia na literatura em plena ressaca, com a cabeça latejando de rum e o coração arrebatado de amor. Três livros depois, amadurecido e desesperançoso, nosso herói surge em “Paisagem de Outono” em cima de uma laje, sem camisa, transtornado, gritando para os céus. Sim, está novamente encharcado de rum, e sua ira tem nome e endereço: Félix, o furacão que está nas vizinhanças prestes a destruir seu bairro. Mas não só: na iminência de completar 36 anos, Mario Conde acaba de pedir baixa da polícia num daqueles gestos constantemente sonhados mas sempre adiados. Quer morar na praia e escrever livros, quem sabe uma história sórdida e comovente sobre o amor que os homens têm entre si?</p><div id="liter-1707247760" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]O leitor tem nas mãos um romance policial, e uma artimanha vai colocar o policial demissionário de novo nas ruas, pronto para solucionar um último caso.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um importante burocrata cubano dos anos 70 e que havia deserdado aparece morto de forma muitíssimo suspeita. Responsável por obras de arte que o governo confiscava dos endinheirados, Miguel Forcade boia numa das praias de Havana, aparentemente morto por golpes na cabeça e sem os genitais! Por que mataram aquele homem? Por que voltou ao país? Como enganou as autoridades locais? Terá sido vingança?</p>
<p>Mario Conde irá nos contar, não sem antes provar os deliciosos manjares de Josefina, protagonizar porres homéricos com seus amigos de sempre, pensar sobre a vida, seus amores e mistérios, e nos oferecer mais uma absoluta homenagem à ilha mais corajosa do mundo. Há uma outra homenagem que merece registro: ao longo da trama, Leonardo Padura espalha elementos narrativos que remetem inevitavelmente a “O Falcão Maltês”, de Dashiel Hammett. Aliás, Padura também dedica o livro a ele, entre outras pessoas. Que o leitor fique avisado: vai tropeçar em ambição desmedida, traição, sexo, objetos de arte valiosos e homens de coração de pedra (sim, temos isso também em <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/11/leonardo-padura-e-o-elogio-a-heresia-nossa-de-cada-dia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Hereges</a>).</p>
<p>A central de polícia já não é mais a mesma, seu superior – major Rangel, o Velho – não está no comando, e é tempo de fazer escolhas de vida que foram relegadas até então. Mas os amigos de Conde são os mesmos e esse estranho amor que nos faz guardar certas pessoas – e que chamamos de amizade – é uma ideia poderosa nesta história. Para quem segue a vida do tenente, é divertido reencontrar Manolo, Magro Carlos, Andrés, Candito e Tamara, sem contar o peixe-de-briga Rufino e o cachorro Lixeira. Na companhia deles, somos convidados a refletir sobre o próprio sentido de felicidade e sobre o que resta em existências comuns como as nossas.</p>
<p>Muito para uma novela policial? Nem um pouco. Tudo é na medida. Até mesmo os charutos indizíveis e o contrabandeado uísque de primeira. Um dos mais importantes nomes da literatura cubana, Leonardo Padura nos oferece generosas oportunidades para revisar o caráter humano e as condições que o moldam. Félix, o furacão insinuante, é uma excelente metáfora do que teremos adiante no que chamamos de vida real. No começo de novembro de 1989, poucas semanas após os acontecimentos de “Paisagem de Outono”, teremos a queda do Muro de Berlim e nada será como antes. Nem para Conde, os cubanos, os brasileiros ou qualquer terráqueo. Fortes ventos arrastam ideias, mas também trazem notícias e arrancam nossas certezas dos cercados. Furacões deixam rastros que não se pode ignorar, e as memórias que tatuam em nossas mentes são igualmente indeléveis.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B01NGUFHFD&amp;asins=B01NGUFHFD&amp;linkId=4b65ece31269d6fad7094721841b3d32&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Esta edição da Boitempo tem ainda dois trunfos memoráveis: a caprichosa tradução de Ivone Benedetti (autora do ótimo <a href="https://literaturapolicial.com/2016/09/07/cabo-de-guerra-de-ivone-benedetti/">Cabo de Guerra</a>) e um texto do próprio Padura contando a gênese de seu personagem mais amado. É confessional e quase mediúnico. Uma fresta da intimidade de Conde e seu criador, nascidos no mesmo dia (!) e testemunhas/cúmplices de tantas ilusões, incertezas e temores.</p>
<p>Para quem ainda não foi devidamente apresentado ao tenente investigador Mario Conde, uma recomendação: leia os volumes da série “Estações Havana” na sequência para que a cena final de “Paisagem de Outono” alcance o patamar merecido. E não se surpreenda em sorrir ao mesmo tempo em que uma lágrima descer sem qualquer cerimônia.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11297" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/parceria_boitempo.jpg" alt="parceria_boitempo" width="226" height="70" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Paisagem-outono-Outono-Esta%C3%A7%C3%B5es-Havana-ebook/dp/B01NGUFHFD/ref=as_li_ss_il?_encoding=UTF8&amp;qid=1560425096&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=2a1ccf3172ee8c25e73de3f4a20fe550" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B01NGUFHFD&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B01NGUFHFD" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Paisagem de Outono<br />
<strong>Autor</strong>: Leonardo Padura<br />
<strong>Tradução</strong>: Ivone Benedetti<br />
<strong>Páginas</strong>: 248<br />
<strong>Editora</strong>: Boitempo Editorial<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2WDpo4O" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a><br />
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<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> – Na iminência de um furacão que ameaça assolar Havana – e na ressaca de um outro furacão que acaba de virar de pernas para o ar a Central de Polícia em que trabalha –, o investigador Mario Conde está prestas a completar trinta e seis anos e se vê diante de uma oportunidade de reconstruir sua vida e seus sonhos. Porém, primeiro ele precisa realizar uma última e hercúlea tarefa: descobrir o assassino de Miguel Forcade, ex-funcionário do governo cubano que havia desertado para Miami nos anos setenta e subitamente reaparecera em Cuba, sem maiores explicações. Em seus tempos áureos, Forcade havia sido responsável por decidir o destino de inúmeras obras de arte confiscadas das famílias burguesas que deixaram a ilha após a Revolução. O que teria ele vindo buscar? E por que fora tão brutalmente morto, com toques sádicos de vingança? Como todas as obras de Padura, este quarto volume da série Estações Havana é uma ode de amor a Cuba e ao povo cubano, assim como à força da amizade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/01/10/paisagem-de-outono-de-leonardo-padura/">Paisagem de Outono, de Leonardo Padura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Minissérie baseada na obra policial de Leonardo Padura estreia no Netflix</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/12/14/minisserie-baseada-na-obra-policial-de-leonardo-padura-estreia-no-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2016 15:35:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>NOIR CUBANO &#8211; Estreou este mês no Netflix a minissérie &#8220;Quatro Estações em Havana&#8221;, uma adaptação da tetralogia do escritor cubano Leonardo Padura com o detetive Mario Conde. A série de quatro episódios narra o dia a dia do policial cubano, mítico personagem de Padura, pelas ruas de Havana durante a década de 1990. Filmada...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-16264 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/12/havana.jpg" alt="havana" width="639" height="359" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><strong>NOIR CUBANO</strong> &#8211; Estreou este mês no Netflix a minissérie &#8220;Quatro Estações em Havana&#8221;, uma adaptação da tetralogia do escritor cubano Leonardo Padura com o detetive Mario Conde. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">A série de quatro episódios narra o dia a dia do policial cubano, mítico personagem de Padura, pelas ruas de Havana durante a década de 1990. Filmada em Cuba pelo canal espanhol TVE, traz Jorge Perrugorría no papel de Mario Conde, direção de Felix Viscarret e roteiro de Leonardo Padura em parceria com sua esposa, Lucia López Coll.</span></p>
<p style="text-align:center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16266 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:30px;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/12/havana2.jpg?w=639" alt="havana2" width="639" height="359" />Jorge Perrugorría é o detetive Mario Conde em &#8220;Quatro estações em Havana&#8221;</p><div id="liter-1707247760" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">A coleção Estações Havana com quatro volumes foi lançada em novembro no Brasil, pela Boitempo Editorial. Três dos quatro livros já tinham saído anteriormente pela Companhia das Letras – “Passado Perfeito”, <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/22/ventos-de-quaresma-de-leonardo-padura/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ventos de Quaresma</a> e “Máscaras”. Faltava “Paisagem de Outono”, que chegou às estantes nacionais e tem na escritora Ivone Benedetti a sua tradutora.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Divulgação, <a href="http://blog.lancamentosnetflix.com.br/2016/12/estreia-nesta-sexta-serie-espanhola.html">blog Netflix</a>)</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;">Assista ao trailer</h2>
<p style="text-align:left;">[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=5wKryjeI9VM&amp;w=726&amp;h=590]</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/12/14/minisserie-baseada-na-obra-policial-de-leonardo-padura-estreia-no-netflix/">Minissérie baseada na obra policial de Leonardo Padura estreia no Netflix</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Leia com exclusividade um trecho de “Máscaras”, de Leonardo Padura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/10/31/leia-com-exclusividade-um-trecho-de-mascaras-de-leonardo-padura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2016 12:39:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[boitempo editorial]]></category>
		<category><![CDATA[cuba]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Depois do sucesso de “O Homem Que Amava os Cachorros” (2013) e Hereges (2015), a Editora Boitempo movimentou-se para adquirir os direitos para publicar a série inicial com o detetive-tenente Mario Conde, o mítico personagem de Leonardo Padura. Três dos quatro livros já tinham saído no Brasil pela Companhia das Letras...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/10/31/leia-com-exclusividade-um-trecho-de-mascaras-de-leonardo-padura/">Leia com exclusividade um trecho de “Máscaras”, de Leonardo Padura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-15126 " style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/image0071.jpg?w=639" alt="image007" width="580" height="599" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><strong>Por Rogério Christofoletti</strong> &#8211; Depois do sucesso de “O Homem Que Amava os Cachorros” (2013) e <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/11/leonardo-padura-e-o-elogio-a-heresia-nossa-de-cada-dia/">Hereges</a> (2015), a Editora Boitempo movimentou-se para adquirir os direitos para publicar a série inicial com o detetive-tenente Mario Conde, o mítico personagem de Leonardo Padura.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Três dos quatro livros já tinham saído no Brasil pela Companhia das Letras &#8211; “Passado Perfeito”, “Ventos de Quaresma” e “Máscaras”. Faltava “Paisagem de Outono”, que finalmente chega às estantes nacionais e tem na escritora Ivone Benedetti (<a href="https://literaturapolicial.com/2016/09/07/cabo-de-guerra-de-ivone-benedetti/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cabo de Guerra</a>, Boitempo, 2016) a sua tradutora.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align:center;">A tetralogia, batizada como Estações Havana,<br />
desembarca de uma só vez neste mês de novembro</h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Os livros receberam novos tratamentos de edição e tradução, além de projeto gráfico que dá unidade ao conjunto, o que ainda não havia sido feito antes também.</span></p><div id="liter-1707247760" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15135 size-full" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/screenhunter_1284-oct-30-18-52.jpg" alt="screenhunter_1284-oct-30-18-52" width="639" height="269" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">São as quatro estações do mais celebrado escritor cubano da atualidade, e mostram o amadurecimento do detetive que anseia se tornar escritor, revelando uma Havana charmosa e ainda presa aos grilhões do passado. Amores, crimes, livros, bebedeiras homéricas e um senso de justiça implacável. Uma curiosidade: nos Estados Unidos, os livros da coleção não foram associados às estações do ano, mas a cores: Havana Blue, Red, Black e Gold…</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong>O literaturapolicial.com antecipa agora um trecho de “Máscaras”, o terceiro volume da coleção</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15132" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/image011.jpg" alt="image011" width="150" height="200" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">&#8220;O calor é uma praga maligna que tudo invade. O calor cai como um manto de seda vermelha, maleável e compacto, envolvendo os corpos, as árvores, as coisas, para injetar-lhes o veneno escuro do desespero e a morte mais lenta e segura. É um castigo sem apelações nem atenuantes, que parece disposto a devastar o universo visível, embora seu vórtice fatal deva ter caído sobre a cidade herege, sobre o bairro condenado. É o martírio dos cachorros vira-latas, doentes de sarna e desespero, que procuram um lago no deserto; desses velhos que arrastam bengalas mais cansadas que suas próprias pernas, enquanto avançam contra a canícula na luta diária pela subsistência; das árvores antes majestosas, agora vergadas pela fúria dos graus em ascensão; da poeira morta nas calçadas, saudosa de uma chuva que não chega ou de um vento indulgente, capazes de reverter com sua presença esse destino imóvel e transformá-la em lodo ou em nuvens abrasivas ou em tormentas ou em cataclismos. O calor tudo esmaga, tiraniza o mundo, corrói o que ainda é possível salvar e desperta apenas as iras, os rancores, as invejas, os ódios mais infernais, como se seu objetivo fosse provocar o fim dos tempos, da história, da humanidade e da memória&#8230; Mas como é possível fazer tanto calor, porra?, sussurrou enquanto tirava os óculos escuros para enxugar o suor que sujava seu rosto, cuspindo para a rua uma saliva grossa e escassa que rolou sobre a poeira sedenta demais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">O suor queimava seus olhos, e o tenente Mario Conde olhou para o céu, clamando pela piedade de alguma nuvem oportuna. E foi então que os gritos de júbilo ecoaram em seu cérebro. Voavam trazendo uma algaravia densa, de coro ensaiado, que se expandiu como se tivesse brotado da terra e deslizasse contra o calor da tarde, se levantasse por um instante sobre o ronco dos carros e caminhões que corriam pela Calzada e se abraçasse sorrateiramente à memória de Conde. Mas só ao chegar à esquina é que os viu: enquanto um grupo festejava, saudando-se com tapas e mais gritos, outros discutiam, também em voz alta e com cara de poucos amigos, culpando-se mutuamente pela mesma razão que os outros eram tão felizes: estes perderam e aqueles ganharam, concluiu facilmente quando parou para olhá-los. Havia rapazes de várias idades, entre doze e dezesseis anos, de todas as cores e todos os tipos, e Conde pensou que se alguém como ele, vinte anos antes, tivesse parado naquela mesma esquina do bairro ao escutar uma algaravia parecida teria visto exatamente o que ele estava vendo: rapazes de todas as cores e todos os tipos, só que aquele ali, o que mais discutia ou festejava, certamente teria sido Condesito, neto de Rufino Conde. De repente respirava a ilusão de que ali não existia o tempo, pois aquele mesmo cruzamento servira desde então para jogar beisebol, embora em certas temporadas aparecesse, infiel e traiçoeira, uma bola de futebol ou uma cesta de basquete cravada no poste de luz. Mas em pouco tempo a bola de beisebol – no bate, na mão, no quatro-esquinas, nos três rolling-un-fly ou na parede voltava a se impor, sem maiores controvérsias, sobre essas modas passageiras: o beisebol os contagiara, como uma paixão crônica, que Conde e seus amigos sofreram em virulentas proporções.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Apesar do calor, as tardes de agosto sempre tinham sido as melhores para jogar beisebol na esquina. A época de férias propiciava que todos estivessem no bairro em todas as horas, sem nada melhor a fazer, e o sol exacerbado do verão permitia jogar até depois das oito da noite, quando alguma partida realmente o merecia. Mas ultimamente Conde vira poucos jogos de beisebol na esquina. Os rapazes pareciam preferir outras diversões menos enérgicas e fedorentas do que essa de correr, bater na bola e gritar, durante horas, sob o sol carbonizante do verão, e ele ficava pensando o que fariam os rapazes de agora nas longas tardes de agosto. Eles, não: sempre jogavam beisebol, lembrou-se, e lembrou-se de que já não restavam muitos deles no bairro: enquanto uns entravam e saíam da prisão por crimes maiores e menores, outros tinham se mudado para lugares tão distintos entre si como Alamar, Hialeah, Santiago de las Vegas, Union City, Cojímar ou Estocolmo, e até havia um com um bilhete só de ida para o cemitério de Colón: pobre Marquitos. Por isso, embora quisessem e tivessem forças nas pernas e resistência nos braços para tanto, os daquela época nunca mais poderiam organizar outro time de beisebol ali na esquina: a vida devastara essa possibilidade, como tantas outras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Quando a discussão e as comemorações terminaram, os rapazes resolveram organizar outra partida, e os dois líderes evidentes do grupo se prepararam para escolher os jogadores de cada equipe a fim de redistribuir as forças e prosseguir a guerra em condições mais equânimes. Então Conde teve uma ideia: pediria a eles para jogar. Sentia-se moído pelas oito horas de trabalho no Departamento de Informação da Central de Polícia, mas eram apenas seis da tarde e preferia não voltar já para o calor solitário de sua casa. O melhor que podia fazer era jogar beisebol. Se deixassem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Aproximou-se do grupo, que estava em volta da tábua escolhida como home-plate, e chamou o filho do negro Felicio. Felicio era um dos que sempre jogaram com ele e, como fazia muito tempo que não o via, Conde imaginou que estaria preso de novo. O rapaz era tão negro quanto o pai e também herdara aquele cheiro de suor, abrasivo e amargo, que Conde conhecia de cor por ter a faculdade de adquiri-lo toda vez que andava com Felicio.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">– Rubén – disse então ao pretinho, que o olhava desconfiado –, você acha que eu posso jogar um pouco com vocês?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">O rapaz continuou a observá-lo como se não tivesse escutado e, depois, olhou para os amigos. Conde achou que se impunha uma explicação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">– Faz tempo que não jogo e me deu vontade de pegar umas bolas&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Rubén se aproximou dos outros jogadores para não ser o único a assumir o peso da decisão. Neste país é melhor consultar todo mundo, pensou Conde, enquanto esperava o veredicto. As opiniões pareciam divididas, e o consentimento demorou mais que o previsto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">– Tudo bem – disse Rubén enfim, em sua função de intermediário, mas nem ele nem os outros pareciam satisfeitos com essa concessão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Enquanto discutiam a formação das equipes, Conde tirou a camisa e dobrou duas vezes a barra da calça. Por sorte, naquele dia não tinha levado a pistola para o trabalho. Pôs a camisa sobre o muro da casa onde vivera o galego Enrique – morto também, fazia dez, vinte, mil anos? –, e finalmente lhe disseram que ia ficar na equipe de Rubén e servir no campo. Mas, ao se ver cercado pelos rapazes, sem camisa como eles, Conde sentiu a evidência de que tudo era absurdo e forçado demais: </span><span style="font-size:1.15em;">percebia na pele o olhar dissimulado dos jovens e pensou que talvez deviam vê-lo como o primeiro missionário chegado a uma tribo remota: era um estranho, com outras palavras e outros costumes, e não seria fácil integrar-se naquela confraria que não o solicitara, nem o queria, nem podia entendê-lo. Além disso, todos os rapazes deviam saber que era um policial e, respondendo à ética ancestral do bairro, não lhes seria especialmente agradável que outros os vissem nessas intimidades com Conde, por mais amigos que tivessem sido seus pais ou irmãos mais velhos. Sim, havia certas coisas naquela esquina que não mudavam.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Enquanto os de sua equipe avançavam para cobrir suas posições, Conde apanhou a camisa e se aproximou de Rubén. Quis passar o braço em seus ombros, mas se conteve ao pressentir o contato de sua pele com a camada de suor que cobria o rapaz.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">– Desculpe, Rubén, mas me lembrei de que estou esperando um telefonema. Jogamos outro dia – disse.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">E se afastou para a Calzada, sentindo que o sol, vermelho, ímpio, já batendo na altura de seus olhos, queimava-lhe o corpo e a alma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Sobre sua cabeça pôde ver a espada em chamas que lhe indicava a saída irreversível do paraíso irremediavelmente perdido que fora seu, e já não era nem voltaria a ser. Se aquela esquina não lhe pertencia, restaria algo de seu título de propriedade?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15146 size-full" style="margin-top:30px;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/bloggif_58167a8f13d7b.gif" alt="bloggif_58167a8f13d7b" width="400" height="400" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/10/31/leia-com-exclusividade-um-trecho-de-mascaras-de-leonardo-padura/">Leia com exclusividade um trecho de “Máscaras”, de Leonardo Padura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Ventos de Quaresma, o segundo policial da série de Leonardo Padura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 20:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O detetive cubano Mario Conde é um personagem criado por Leonardo Padura, jornalista e escritor nascido em Havana, em 1955. Padura é o autor de uma série com esse policial, que inicialmente foi publicada no Brasil pela Companhia das Letras e que deve ser reeditada pela Boitempo Editorial, seu selo atual. Ele ainda é autor...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O detetive cubano Mario Conde é um personagem criado por Leonardo Padura, jornalista e escritor nascido em Havana, em 1955. Padura é o autor de uma série com esse policial, que inicialmente foi publicada no Brasil pela Companhia das Letras e que deve ser reeditada pela Boitempo Editorial, seu selo atual. Ele ainda é autor de “O Homem Que Amava os Cachorros”, romance (que não é policial) sobre Leon Trotski e seu assassino, o catalão Ramón Mercader, e esse talvez seja o livro de maior sucesso do autor no Brasil.</p>
<p>“Ventos de Quaresma” é o segundo romance policial da série, e foi originalmente publicado em 1994, pertencente a uma realidade cada vez mais distante dos ventos cubanos atuais. Aqui Conde deve descobrir quem matou uma jovem professora de química que leciona em uma escola de Havana, encontrada asfixiada no próprio apartamento ao lado de cigarros de maconha e álcool. Restam poucas pistas para os policiais, não há internet nem profundos recursos tecnológicos e ocorre que ninguém revela inconfidências sobre a vítima assim tão fácil. Isso dificulta o trabalho de Conde e do detetive Manolo, uma investigação tão complicada quanto a própria vida afetiva do detetive revela ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B01N9FSDIX&amp;asins=B01N9FSDIX&amp;linkId=cac33670503cb813e33a12f10106b12c&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas quem é o detetive Mario Conde? Definindo em poucas palavras, é um homem galanteador, amante das mulheres e da vida noturna, beberrão e incrivelmente saudosista. Queria ter sido escritor, mas acabou virando policial. Tem um peixe chamado Rufino e uma vontade louca de achar uma alma gêmea. Os ventos de quaresma são também uma referência às mudanças que a vida operou na sua trajetória e dos amigos, uma lembrança das paixões que perdeu, dos caminhos que preferiu não seguir, das mulheres que deixou de amar. Quem sabe o que esses novos ventos trarão, senão tempos de renascimento?</p><div id="liter-1707247760" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>É por isso que o livro é muito mais detetive e muito menos enigma, muito mais uma história que usa como desculpa o crime da professora para contar o que acontece na vida deste cubano que enxerga o mundo mudar diante de seus olhos, e que não vê os tempos e a juventude melhores que os do seu passado. Viver a solidão com Rufino, a nostalgia dos momentos, a fidelidade às amizades, a carência afetiva que praticamente toma conta do seu norte nos picos de fragilidade e as memórias da infância e suas simplicidades são a alma da história. E tem ainda as belas metáforas que Padura presenteia o leitor, nos transportando para a Havana dos anos 1990.</p>
<p>Leonardo Padura esteve no segundo semestre de 2015 no Brasil para promover seus livros (<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=GfPpExuuiq4" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o literaturapolicial.com fez uma entrevista com ele</a></span> na Feira do Livro de Canoas), e falou sobre <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/06/05/romance-de-leonardo-padura-sera-adaptado-para-o-cinema/">a adaptação deste livro para o cinema</a></span>. Se for bem adaptada, certamente será uma excelente versão para as telas e espero que chegue ao Brasil. Por enquanto, recomendo o livro!<em><span style="color: #ffffff;">x</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7779 size-thumbnail" style="border: 1px solid #000000; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/ventos2.jpg?w=93" alt="ventos2" width="93" height="150" /><strong>Título</strong>: Ventos de Quaresma<br />
<strong>Autor</strong>: Leonardo Padura<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 232<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/ventos-de-quaresma-45154ed49485.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> – Uma professora de química é assassinada em casa. Em meio à paixão por uma desconhecida, o tenente Mario Conde retorna ao cenário de sua adolescência para descobrir os vínculos da explosiva Lissette.<em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/22/ventos-de-quaresma-de-leonardo-padura/">Ventos de Quaresma, o segundo policial da série de Leonardo Padura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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