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	<title>Arquivos victoria saramago -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos victoria saramago -</title>
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		<title>Rio Noir &#8211; Com espírito de Flamengo, mas com o time do Vasco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2015 12:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Pode a cidade mais solar do Brasil se tingir de negro, revestida de crimes, suspense e mistério? Pode. O Rio de Janeiro continua lindo, mas também não é feito de açúcar e sabe muito bem viver de violência e perversidade. Não era preciso lançar “Rio Noir” para saber disso, mas a...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Pode a cidade mais solar do Brasil se tingir de negro, revestida de crimes, suspense e mistério? Pode. O Rio de Janeiro continua lindo, mas também não é feito de açúcar e sabe muito bem viver de violência e perversidade. Não era preciso lançar “Rio Noir” para saber disso, mas a chegada da coletânea às livrarias embaça mais uma vez a vitrine desses inesquecíveis cartões postais.</p>
<p>Composta por 14 contos e chancelada pela Casa da Palavra, a obra repete a fórmula da Akashic Books, editora nova-iorquina que publicou uma série de livros com histórias noir de escritores famosos tendo como cenários cidades deslumbrantes. Foi assim com Londres, Paris, Havana, Barcelona, Roma, entre outras, sem contar os muitos sets dos Estados Unidos. O capítulo brasileiro elege uma cidade partida, babilônica, com fontes murmurantes, purgatório da beleza e do caos. O curioso é que é editada por um paulista, Tony Bellotto, que – justiça seja feita! – é quase carioca, afinal mora na cidade há mais de vinte anos. Provocações à parte, “Rio Noir” é um acontecimento para a literatura policial nacional. Não por sua magnitude ou originalidade, mas pelo momento da produção local, que atrai cada vez mais público, ganha bastante visibilidade e destorce o nariz da crítica mais ranheta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><span style="font-size: 1.45em; color: #808080;">A coisa funciona? Sim, bem ao estilo do bondinho de Santa Teresa: emperra em alguns trechos, ganha velocidade em outros, mas diverte no final. Por natureza, qualquer coletânea de contos é plural, e é natural que ela oscile também em ritmo e qualidade. </span></p><div id="liter-3844139130" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o leitor, a vantagem é poder pular livremente de uma história à outra sem respeitar a linearidade do índice. Por isso, se você me permitir, vou dar a real: comece pelos contos dos turistas e deixe a leitura dos habitués para o final. Não entendeu? Um dos problemas de “Rio Noir” é a escalação do time.</p>
<p>O índice traz autores que podem ser boas referências da vida contemporânea carioca, mas que pouco (ou nada) exercem da literatura policial. É o caso de MV Bill, Luiz Eduardo Soares e Guilherme Fiuza, que oferecem narrativas coloridas, bem-humoradas, frequentadas por personagens típicos da cidade: o traficante dono-do-morro, a socialite biscate, o PM corrupto, o político flexível. Os episódios são escorados na violência, mas não são necessariamente noir. Existe crítica social, hiper-realismo e pitadas de etnografia urbana, mas nem toda história com tiro e morte é policial, confere? Se fosse assim, todo livro com beijo seria romântico&#8230;</p>
<p>Estou sendo simplista porque o problema me parece pouco complexo mesmo: o jogo nem sempre é bom porque faltam craques no time. Imagine se “Rio Noir” tivesse um Sérgio Sant&#8217;Anna, um Carlos Heitor Cony ou um Bernardo Carvalho! Eles não são especialistas no gênero, é verdade, mas sabem muito do riscado! Agora, imagine o livro sem o pelé de nossa ficção policial, Rubem Fonseca. Pois é, a coletânea não bota o homem pra jogar e aí, já viu. Fica sem uma fundamental referência. Me desculpem os cruz-maltinos, mas – numa frase &#8211; “Rio Noir” tem espírito de Flamengo mas vai a campo com o time do Vasco!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8577345149&amp;asins=8577345149&amp;linkId=56984919853f0221e6f1c8ab0adf14ad&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagino que entraves editoriais tenham complicado a vida do treinador. Marcelo Ferroni e Arnaldo Bloch se esforçam, correm atrás da bola, mas ela escapa. Falta domínio dos fundamentos da ficção policial. É um problema de estilo de jogo, e é bem capaz que em outras equipes, tornem a vida do zagueiro um inferno. Falta habilidade&#8230;</p>
<p>Mas “Rio Noir” não faz feio. Esperto, o treinador montou o esquema com dois veteranos nas pontas: Luiz Alfredo García-Roza e Luis Fernando Verissimo. Os mestres distribuem bem as bolas. Atendendo ao vaticínio de Gentil Cardoso &#8211; pernambucano de nascimento e carioca de alma –, “quem se desloca recebe, quem pede tem preferência”. Por isso, Victoria Saramago, Raphael Montes e Alexandre Fraga mostram as armas em bons momentos. Uma viciada norte-americana perambula pela Floresta da Tijuca, um adolescente deslumbrado sobe e desce num edifício de Copacabana, e um canibal volta à lida em Ipanema. Tem mutilação, sangue, sexo e traição.</p>
<p>Já tarimbados no ofício, Flávio Carneiro e Tony Bellotto seguram o meio-campo. O primeiro apresenta um conto ágil, cheio de referências a clássicos da ficção policial, e o que é melhor: joga quase sem bola. Prova cabal de que é desnecessário espalhar corpos para atrair o leitor. Bellotto, mais solto do que nunca, costura uma trama praieira: no Leme, um aproveitador metido a personal trainer fareja encrenca com mulheres casadas, saradas e sacanas.</p>
<p>Para o troféu de craque-revelação, um empate: Adriana Lisboa e Arthur Dapieve. Ela conduz a história tão bem, sem qualquer pressa e com tanta maestria que mais parece uma veterana das novelas negras. Mescla misticismo, erotismo e suspense no Largo do Machado. Se uma cigana pedir para ler sua mão, pense bem antes de negar&#8230; Dapieve escreve de forma marota, como aquele sorrisinho de canto de boca que espreme os olhinhos atrás dos óculos. Com piadas inteligentes e fina ironia, dribla a atenção do leitor. Sacanagem típica de carioca. Vez em quando dá um toque de classe. Atitude típica de escritor policial. De quebra, planta um detetive amarrotado de filme noir nos pés do Cristo diante de um cadáver. É um personagem que desafia a madrugada numa cidade que não dorme. De touca&#8230;</p>
<p>Travestis, prostitutas, gigolôs, advogados de porta-de-cadeia, celebridades de ocasião, escritores esquisitões, acertos de conta&#8230; “Rio Noir” tem de tudo um pouco. Já dei a fita: comece pelos contos dos turistas e deixe os nativos pro final. Não vai ter sabor amargo. Nem precisa agradecer: gentileza gera gentileza.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-9406 size-full" style="margin-top: 40px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="star3" width="75" height="22"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8577345149/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8577345149&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=09c8fe592fca300abcbb93afa347f948" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignleft" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8577345149&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="173" height="250" border="0"></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8577345149" alt="" width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: Rio Noir<br />
<strong>Autor</strong>: Tony Bellotto (coletânea)<br />
<strong>Editora</strong>: Casa da Palavra<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Ano</strong>: 2014<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/livro/420332ED477430" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE &#8211; Com o sucesso da série noir nos Estados Unidos, que reúne grandes escritores em contos policiais com o pano de fundo de cada bairro, a edição expandiu para outros países. Em parceria com a Akashic Books, chega o primeiro noir brasileiro para compor a série de sucesso, tendo como cenário a &#8216;cidade da beleza e do caos&#8217;. Com edição de Tony Bellotto, a versão brasileira inclui Luiz Alfredo Garcia-Roza, MV Bill, Luiz Eduardo Soares, Guilherme Fiuza, Arthur Dapieve, Victoria Saramago, Arnaldo Bloch, Adriana Lisboa, Tony Bellotto, Alexandre Fraga, Marcelo Ferroni, Flávio Carneiro, Raphael Montes e Luis Fernando Verissimo. Cada conto apresenta um bairro do Rio de Janeiro, do Leme a Bangu. Sob uma perspectiva contemporânea e urbana da cidade partida, o livro reúne contos de personagens (e histórias) tipicamente cariocas, da classe média cosmopolita, da população de comunidades carentes e de socialites encasteladas. O cenário é um Rio de Janeiro de lindas praias, mulheres sensuais, favelas, tiroteios e disputas sangrentas entre facções criminosas.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/01/16/rio-noir-com-espirito-de-flamengo-mas-com-o-time-do-vasco/">Rio Noir &#8211; Com espírito de Flamengo, mas com o time do Vasco</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<item>
		<title>Lançamento da coletânea Rio Noir, no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/12/12/lancamento-da-coletanea-rio-noir-no-rio-de-janeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2014 22:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; ENCONTRO NOIR &#8211; Ocorreu na noite de 11 de dezembro, na Livraria da Travessa, do Leblon, o lançamento da antologia de contos policiais e de suspense &#8220;Rio Noir&#8221; (Casa da Palavra, 302 páginas). Criada pela Akashic Books, a série  já passou por diversas cidades ao redor do mundo, retratando-as na forma de contos noir....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_3242" aria-describedby="caption-attachment-3242" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3242" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir41.jpg?w=750" alt="noir4" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3242" class="wp-caption-text">Dez dos quatorze autores reunidos no livro estavam presentes no lançamento. (Foto: Josué de Oliveira)</figcaption></figure><br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>ENCONTRO NOIR</strong> &#8211; Ocorreu na noite de 11 de dezembro, na Livraria da Travessa, do Leblon, o lançamento da antologia de contos policiais e de suspense &#8220;Rio Noir&#8221; (<em>Casa da Palavra</em>, 302 páginas). Criada pela Akashic Books, a série  já passou por diversas cidades ao redor do mundo, retratando-as na forma de contos noir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A organização da obra foi do escritor e músico Tony Bellotto, criador  do detetive Remo Bellini. O evento foi mais uma edição do Prosa nas Livrarias, promovido pelo jornal O Globo. Dez dos quatorze autores reunidos no livro estavam presentes para debater sobre literatura policial e a experiência de escrever para a edição carioca da série.</span></p><div id="liter-3844139130" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>“O Brasil é um país pródigo em crimes”</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
A conversa começou com o organizador destacando o que lhe parece uma contradição: a falta de uma tradição policial na literatura brasileira em meio a  uma realidade violenta que marca não apenas  o Rio de Janeiro, mas o país como um todo. Há poucos autores que trabalham o gênero, e ainda pouca admissão de ser um “autor policial” entre os escritores brasileiros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-2945 size-medium" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/noir.jpg?w=200" alt="noir" width="200" height="300" />Bellotto contou que sua seleção começou por autores que já se dedicavam ao gênero. Outros foram chamados por abordarem a temática urbana, de suma importância para a lógica da antologia. Cada autor se dedicou a um bairro de sua escolha, ambientando nele sua narrativa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Os autores presentes falaram brevemente sobre seus contos e as circunstâncias que os envolvem. Abaixo, um pequeno resumo das falas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">“O Brasil é um país criminoso”, disse <strong>Alexandre Fraga</strong>, que, além de escritor, é policial federal. Foi o último autor chamado para participar: Bellotto tomou conhecimento dele a poucos dias do fim do recebimento dos textos, a partir de uma reportagem sobre o recém-lançado &#8220;Oeste: a Guerra do Jogo do Bicho&#8221;. O protagonista do conto “Canibal de Ipanema” figura num livro anterior do autor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Para <strong>Luiz Eduardo Soares</strong>, no Rio, o crime se impõe, faz parte do imaginário coletivo. Para o autor, o fascinante da narrativa policial é a surpresa, a reviravolta, algo que procurou desfrutar na escrita em si, feita sem planos, de modo a experimentar a descoberta tanto quanto o leitor. Seu texto, “Fim de semana em São Conrado”, tem como base um acontecimento real: a invasão do Hotel Intercontinental por traficantes, em 2010.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Guilherme Fiuza</strong> não aprecia particularmente o tema urbano e a cultura de exaltação da cidade, por isso queria que seu texto fosse além destes elementos. “RJ-171” tem como temática a negociação com o crime. O protagonista circula entre o mundo do crime e do poder, cruzando fronteiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O conto de <strong>Victoria Saramago</strong> tem como foco o gringo que chega à cidade. De que forma o Rio seria noir para ele? Ambientado na Floresta da Tijuca, “Ponto cego” acompanha uma personagem estrangeira que, caminhando pelo local, encontra um dedo decepado e decide descobrir quem é seu dono.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Arnaldo Bloch</strong> utilizou o medo infantil de uma canção como ponto de partida para “Enigma da Vitrola”. A ideia foi trabalhar o bairro de Jacarepaguá como um lugar desconhecido. Segundo o autor, o conto se aproxima mais do horror.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O protagonista de “Tangerina Tango”, <strong>Marcelo Ferroni</strong>, aparece em seu último romance, Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam. O autor queria trabalhar o próprio mundo literário na narrativa. O conto trata do desaparecimento de um famoso autor de autoajuda em visita ao Brasil.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Inspirado em circunstâncias reais, e também extrapolando-as, <strong>Raphael Montes</strong> traz uma história de inveja entre dois escritores que vivem em Copacabana. Assim como o protagonista de “A história de Georges Fullar”, o autor de &#8220;Dias Perfeitos&#8221; vive próximo de um escritor consagrado: o poeta Ferreira Gullar. Essa vivência lhe deu a ideia do conto, que, segundo Montes, “só poderia ocorrer em Copacabana”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Flávio Carneiro</strong> declarou sua predileção por histórias sobre outras histórias, em que se possa realizar um jogo intertextual. Seus dois romances policiais anteriores, &#8220;O campeonato&#8221; e &#8220;O livro roubado&#8221;, vão nessa linhas. Segundo o autor, o Centro do Rio, onde se passa o conto “A espera”, exprime muito bem a capacidade que toda grande cidade tem de surpreender. No texto, André e Gordo – protagonistas dos romances anteriores – são contratados por uma mulher que sente falta do <em>stalker</em> que a acompanhava até em casa, que, do dia para a noite, para de segui-la.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Arthur Dapieve</strong> se declarou um leitor ávido do noir norte-americano, representado por autores como Raymond Chandler, Dashiel Hammet e Chester Himes. Seu conto “Táxi argentino” tem elementos clássicos do subgênero: um investigador em constante monólogo interior e uma loira peituda – que, nesse caso, é uma travesti. A investigação envolve um corpo encontrado no Corcovado, no que aparenta ser um suicídio.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>Rubem Fonseca</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda durante o debate, a figura de Rubem Fonseca foi trazida à tona. Para Tony Belloto, a influência do autor de &#8220;Agosto&#8221;, uma das maiores vozes da literatura brasileira, é menor em escritores das gerações mais novas, enquanto que, para os que estão há mais tempo na estrada, manifesta-se com muito mais força.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>A fórmula e as cidades</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Para Raphael Montes, o policial tem uma espécie de fórmula, que funciona ou não dependendo de como utilizada. No entanto, o ideal é incluir outros elementos nas narrativas. O gênero propicia espaço amplo para refletir sobre as grandes cidades, por exemplo, ou mesmo da própria psique humana. O jovem autor declarou também que o momento vivido pela literatura policial no país é bom, como comprovam os recentes lançamentos de Tony Bellotto, Garcia-Roza, Patrícia Melo e muitos outros.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Confira fotos do evento</span></h2>
<p><figure id="attachment_3250" aria-describedby="caption-attachment-3250" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3250" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir1.jpg" alt="noir1" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3250" class="wp-caption-text">O encontro aconteceu na Livraria da Travessa, no Leblon</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3252" aria-describedby="caption-attachment-3252" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3252" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir2.jpg" alt="noir2" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3252" class="wp-caption-text">Autores e leitores debatem sobre literatura policial</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3253" aria-describedby="caption-attachment-3253" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3253 size-full" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir3.jpg" alt="noir3" width="720" height="960" /><figcaption id="caption-attachment-3253" class="wp-caption-text">Josué de Oliveira com Arnaldo Bloch, colunista de O Globo e autor do conto &#8220;Enigma da Vitrola&#8221;</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3254" aria-describedby="caption-attachment-3254" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3254" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir5.jpg" alt="noir5" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3254" class="wp-caption-text">Nosso enviado especial com Raphael Montes, que assina um dos contos</figcaption></figure><br />
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<h5><em>(Fotos: Josué de Oliveira)</em></h5>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1576" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/josue2.png" alt="josue2" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/12/lancamento-da-coletanea-rio-noir-no-rio-de-janeiro/">Lançamento da coletânea Rio Noir, no Rio de Janeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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