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As revelações de O Sincronicídio


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Por Ana Paula Laux – Assassinatos em sincronia, hexagramas do I Ching e um tabuleiro de xadrez são temas do romance policial “O Sincronicídio”, do autor baiano Fabio Shiva. Os crimes fictícios acontecem todos em um único dia, na cidade de Rio Santo. Os capítulos – sessenta e quatro ao todo – são ilustrativos e exibidos fora da sequência, uma novidade.
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O Trovão chega aqui e ali.
Perigo.
Mas nada se perde. Ainda assim, há coisas a serem feitas. 

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Como a maioria das tramas policiais clássicas, há um detetive na cola do vilão aqui. Ele atende pelo nome de Alberto Teixeira, investigador de posições marcadas, que não acredita em coincidências, fã de boa música e com fraco pelo sexo feminino. Com descrições minuciosas de cenas, como o caldo borbulhante em que é encontrado um casal na hidromassagem de um motel, a narrativa ganha alguma força e estampa. A estrutura se revela fora dos padrões convencionais e pode confundir o leitor no começo, mas reforça uma assinatura própria ao longo de 520 páginas.
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Consulte o oráculo mais uma vez.
Os que estão indecisos
gradualmente se aproximam.
Quem se atrasar sofrerá infortúnio.

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Segundo o autor, todo o romance busca expressar uma totalidade, e foi isso que ele procurou fazer neste livro, narrando assassinatos em sincronia – daí o título. Fabio Shiva é escritor com participações em antologias e coletâneas de contos e poemas, e como músico participa da banda Mensageiros do Vento. Ele lançou O Sincronicídio em 2013, pela Editora Caligo.

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sincroTítulo: O Sincronicídio: sexo, morte e revelações transcendentais
Autor: Fabio Shiva
Páginas: 520
Editora: Caligo
Ano: 2013
Este livro no Skoob

SINOPSE: O livro é dividido em 64 capítulos apresentados fora da sequência numérica, cada qual representado pelo correspondente hexagrama do I Ching, o Livro das Mutações, milenar oráculo chinês. O hexagrama é apresentado ao início do capítulo em uma engenhosa adaptação para o xadrez, que substitui as linhas yang e yin pelas casas brancas e negras do tabuleiro, sinalizando as linhas móveis através de peças que ocupam as respectivas casas. O resultado são os “poemas enxadrísticos”, uma curiosidade a mais para o leitor.

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