Veja filme raro de Sherlock Holmes com William Gillette
Imagine poder assistir a um filme de Sherlock Holmes que foi considerado perdido durante décadas. Essa raridade existe — e traz ninguém menos que William Gillette, um dos atores mais importantes da história do famoso detetive.
O filme mudo Sherlock Holmes, lançado em 1916, ganhou uma nova chance de ser visto pelo público depois de ser encontrado nos arquivos da Cinémathèque Française, em 2014. Durante muitos anos, acreditava-se que a produção havia desaparecido.
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A descoberta é especialmente importante porque William Gillette teve uma influência enorme na construção da imagem de Sherlock Holmes que conhecemos hoje. O ator interpretou o personagem mais de mil vezes nos palcos e ajudou a popularizar elementos que se tornaram inseparáveis do detetive, como o cachimbo curvado e o visual característico.
Gillette também é frequentemente associado à popularização da famosa frase “Elementar, meu caro Watson”, embora a origem exata dessa expressão seja motivo de debate entre estudiosos de Arthur Conan Doyle.
Filmado em Chicago pelo Essanay Studio, durante a era do cinema mudo, Sherlock Holmes é hoje uma verdadeira peça da história do cinema e da cultura do personagem. Após sua redescoberta, a obra restaurada passou a ser apresentada em eventos dedicados ao cinema clássico, permitindo que uma nova geração conhecesse essa interpretação histórica do detetive.
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William Gillette ajudou a criar a imagem de Sherlock Holmes

A importância do filme vai muito além de sua raridade. William Gillette foi um dos atores mais marcantes da história de Sherlock Holmes e interpretou o personagem mais de mil vezes nos palcos.
Muitos elementos que hoje associamos ao detetive foram popularizados justamente por Gillette. Entre eles estão alguns maneirismos, o famoso cachimbo curvado e o visual que ajudou a consolidar a imagem de Sherlock Holmes na cultura popular.
Gillette também é frequentemente associado à popularização da frase “Elementar, meu caro Watson”, embora a origem exata dessa expressão seja motivo de debate entre estudiosos da obra de Conan Doyle.
Um tesouro do cinema mudo
Filmado em Chicago pelo Essanay Studio durante a era do cinema mudo, Sherlock Holmes (1916) ficou desaparecido por décadas. A cópia encontrada na França passou por um processo de restauração, devolvendo ao público uma produção que se acreditava perdida.
Além de sua importância para os fãs de Sherlock Holmes, o filme é um registro valioso da história do cinema e da evolução do personagem antes de ele se tornar uma das figuras mais reconhecidas da literatura e das telas.
A obra restaurada também foi selecionada para exibições em festivais dedicados ao cinema clássico, incluindo o Festival de Filmes Mudos de São Francisco.
Mais de um século depois de sua estreia, Sherlock Holmes (1916) continua sendo uma verdadeira raridade — e uma oportunidade única de ver William Gillette, o homem que ajudou a construir a imagem do detetive que conhecemos até hoje.
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: [email protected]



