A literatura policial é um gênero literário que se concentra em crimes e investigações policiais. De uma forma genérica, o objetivo principal é resolver um mistério ou um crime – seja um sequestro, um assassinato -, geralmente com um detetive ou investigador como protagonista.
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A trama pode incluir elementos de suspense, de mistério e tensão, acompanhada de um enredo complexo, com personagens interessantes que devem resolver pistas, interrogar suspeitos e muitas vezes com um final surpreendente.
Quando falamos sobre literatura policial, automaticamente temos que voltar para a metade do século 19, época em que Edgar Allan Poe escreveu o conto Os Crimes da Rua Morgue. Poe é considerado um dos primeiros escritores a explorar o gênero do romance policial pois foi ele o responsável por criar alguns dos elementos-chave do gênero, como o uso de detetives racionais e analíticos e o uso de técnicas de narrativa de suspense.
Ou seja, histórias de crime e de mistério já existiam na literatura mas foi Poe quem deu uma “cara” para a ficção policial, e foi partir de suas histórias que muitos passaram a criar tramas de mistério mais bem elaboradas, inclusive Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes.
Quando falamos sobre subgêneros da ficção policial, que são como estilos criados a partir do gênero principal, há vários exemplos para citar:
– WHODUNIT: um dos mais populares, é também conhecido como “quem fez”, e nesse estilo o leitor é convidado a adivinhar quem é o criminoso. Temos como exemplo maior deste estilo a grande Agatha Christie, até hoje campeã de vendas.
– PROCEDURAL: um estilo que se concentra nas etapas de uma investigação policial e principalmente com foco na ciência e na psicologia forense. Os melhores exemplos deste tipo de ficção policial estão na TV, com séries que explodiram no começo dos anos 2000 como CSI, Law & Order, Bones, entre outras.
– NOIR: um estilo que retrata principalmente um ambiente sombrio e pessimista nas histórias. Ficou muito popular nos anos 40 e 50, e foi uma espécie de respostas à popularidade de gêneros como o da Agatha Christie, o “whodunit”, que não tinham tanta crítica social e apresentam o mistério mais como um enigma a ser solucionado. Os pioneiros da literatura noir foram Raymond Chandler, grandes fazedor de frases inclusive, e o Dashiell Hammet, e eles criaram esses detetives que entraram pra história, o Philip Marlowe e o Sam Sapde, detetives durões que foram bem retratados no cinema pelo inesquecível Humphrey Bogart.
– NOIR NÓRDICO: um estilo que vem da Escandinávia, com uma característica igualmente tensa e melancólica nas histórias, muitas vezes apresentando crimes violentos e bastante realistas, e com detetives que costumam ser solitários, ter algum tipo de dependência, ou seja, não são super-heróis perfeitos. Dois bons exemplos são os livros do Stieg Larsson, com a protagonista Lisbeth Salander, e os livros de Henning Mankell, com histórias com muita crítica social, explorando temas como justiça, moralidade e os lados ocultos da sociedade, e trazendo crimes tenebrosos.
É claro que não poderia faltar Conan Doyle e seu Sherlock Holmes, claramente o personagem mais importante da ficção policial, aquele que popularizou o gênero e que era um super-herói de sua época. Ele é este detetive que soluciona crimes usando métodos científicos e lógicos, e enxerga muito além do que uma pessoa normal costuma enxergar. Ele vê os detalhes, é extremamente inteligente e brilhante e consegue resolver as charadas mais difíceis, geralmente surpreendendo o leitor no final das histórias.
Outra razão pela qual Sherlock Holmes é tão importante para a ficção policial é por causa da capacidade que ele tem de se adaptar e evoluir com o tempo. Embora tenha sido criado em 1887, sua imagem ainda é muito conhecida, ele é incrivelmente influente ainda hoje, com adaptações de livros, filmes e séries na televisão e no cinema. Um personagem atemporal que entrou para a história da literatura universal.
Literatura policial um gênero apaixonante, e que está sempre sendo reinventado. Para quem procura por dicas de leitura, confira a lista de 40 romances policiais para conhecer este gênero irresistível, com destaques para clássicos como O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie; O cão dos Baskerville, com Sherlock Holmes; O sono eterno de Raymond Chandler, e mais recentemente O código Da Vinci de Dan Brown, O guerreiro solitário de Henning Mankell e Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson.
Título: O assassinato de Roger Ackroyd
Autora: Agatha Christie
Páginas: 296
Editora: Globo Livros
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SINOPSE – Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. O assassinato de Roger Ackroyd é um dos mais famosos romances policiais da rainha do crime.
[Imagem de benzoix no Freepik]
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Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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