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	<title>Arquivos colaborador -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>O Colecionador: Miranda Versus Caliban</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Apr 2018 12:32:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
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		<category><![CDATA[john fowles]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Leila Gonçalves &#8211; No final de 1960, John Fowles começou a redigir seu primeiro livro e, em apenas um</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/04/30/o-colecionador-miranda-versus-caliban/">O Colecionador: Miranda Versus Caliban</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; No final de 1960, John Fowles começou a redigir seu primeiro livro e, em apenas um mês, o rascunho estava pronto. No entanto, ele levou cerca de um ano para revisar e mostrá-lo a um agente, que ficou entusiasmado com o resultado. “O Colecionador” só chegou às livrarias em 1963 e seu estrondoso sucesso trouxe a tão sonhada independência financeira para Fowles, que pode largar o magistério e dedicar-se exclusivamente à carreira de escritor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Em linhas gerais, trata-se de um thriller pós-moderno que resistiu incólume à passagem do tempo e distingue-se pela presença de dois protagonistas memoráveis.</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Frederick Clegg é funcionário público que tem como passatempo colecionar borboletas e perseguir Miranda Grey, uma bonita estudante de artes plásticas. Ao receber um vultoso prêmio de loteria, ele decide capturá-la, como se a jovem fosse uma espécie rara que não pudesse faltar em sua coleção. Na realidade, ele acredita que, se Miranda tiver uma chance de conviver ao seu lado, acabará se apaixonando.</p>
<p>Dividido em quatro capítulos, os dois primeiros correspondem a 80% do livro e exceto pelo diário de Miranda no cativeiro, todos estão a cargo de Frederick. A vantagem de duas vozes em primeira pessoa está na abordagem de personalidades distintas, inclusive, na maneira de se expressar. Sem dúvida, uma estratégia que adiciona um adensamento psicológico ao enredo e traz à tona um interessante olhar para a classe média inglesa da época, com seus valores sociais e econômicos bastante distintos.</p>
<p>O enfoque narrativo fica por conta deste relacionamento. Revelando um amor platônico e sem conotação erótica por parte do sequestrador, Miranda consegue confundi-lo constantemente com sua superioridade, sensibilidade e cultura. Em alguns momentos, essa situação chega a atrair a compaixão da jovem e até do próprio leitor. Uma curiosidade é que este distúrbio psíquico foi denominado Síndrome de Estocolmo pelo criminólogo e psicólogo Nils Brejerot dez anos mais tarde e está relacionado ao famoso assalto de Norrmalmstorg do Kredibanken, na capital sueca.</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594541082&amp;asins=8594541082&amp;linkId=6aadd6df057f69e7563192df77de3445&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Por sinal, é perturbadora a maneira como Frederick não vê nada de errado com suas atitudes, exibindo justificativas para todos seus atos, já Miranda descreve seu dilema emocional como prisioneira de um homem isento de qualquer empatia pelas pessoas. Enquanto ele é obtuso e medíocre, a estudante revela-se cheia de vida e de apurado senso estético. Por sinal, é perfeito o apelido que ela lhe dá, Caliban, uma criatura abjeta e disforme da peça &#8220;A Tempestade&#8221;, de Shakespeare.</p>
<p>“O Colecionador” estava restrito a sebos há décadas e é muito bem-vinda a reedição pela Darkside Books. Com nova tradução de Antônio Tibau e em capa dura, o livro exibe um belíssimo projeto gráfico e visual. Também está bem diagramado e foi impresso em papel off-white de boa gramatura e opacidade. Quanto aos extras, eles são indispensáveis e foram escolhidos a dedo:<br />
a) Prefácio de Stephen King, escrito em 1989.<br />
b) Posfácio que  discorre sobre as referências artísticas (teatro, literatura, música e artes plásticas) que fazem parte da narrativa.</p>
<p>Como possuem spoilers, para quem não conhece a história, recomendo a leitura após a conclusão da narrativa.</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Notas</strong><br />
a) A adaptação de “O Colecionador” mais conhecida é um filme homônimo, de 1965, com Terence Stamp e Samantha Eggar nos papéis principais. Trata-se de uma raridade e algumas cenas estão disponíveis no YouTube.<br />
b) John Fowles é autor de outro best-seller que virou filme: “A Mulher do Tenente Francês”. Recomendo especialmente o livro, uma ousadia literária.</p>
<p><em>[Imagem: Divulgação Darkside Books]</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><span style="font-size: 1.15em;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594541082/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8594541082&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=21ed7fc3554ec464bda598efeec3d71b" target="_blank" rel="noopener">O Colecionador, de John Fowles</a></span></p>
<p><strong><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594541082/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8594541082&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=541d1cfd34657660cc7894bb162b0a91" target="_blank" rel="noopener"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft" style="margin-top: 0; margin-bottom: 30px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8594541082&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20"  alt="q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8594541082&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20 O Colecionador: Miranda Versus Caliban"  width="204" height="250" border="0" /></a>Título</strong>: O Colecionador<br />
<strong>Autor</strong>: John Fowles<br />
<strong>Tradução</strong>: Antonio Tibau<br />
<strong>Páginas</strong>: 256<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-colecionador-1582ed2126.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – O Colecionador é a história de Frederick Clegg, um homem solitário, de origem humilde, menosprezado por uma sociedade esnobe, que encontra o grande amor de sua vida. Tudo o que ele deseja é passar um tempo a sós com ela, demonstrar seus nobres sentimentos e deixar claro que eles nasceram um para o outro. O Colecionador também é a história de Miranda Gray, uma jovem estudante de artes sequestrada por um maníaco que acha que pode obrigá-la a se apaixonar por ele. Tudo o que ela deseja é escapar do cativeiro, e vai usar de toda sua inteligência para sobreviver ao inferno em que sua vida se transformou. O Colecionador é um livro narrado por dois personagens antagônicos: o sequestrador e sua vítima. Ferdinand e Miranda. Todos temos um pouco dos dois dentro de nós, concluímos ao final de suas páginas — quem consegue se desgrudar delas? Essa obra-prima lançada em 1963 continua perigosamente atual. Best-seller internacional, e ainda um sucesso de venda nos sebos após décadas fora de catálogo no Brasil, o grande romance de estreia de John Fowles está de volta com uma ediçãode colecionador pela DarkSide Books.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Colecionador: Miranda Versus Caliban" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/04/30/o-colecionador-miranda-versus-caliban/">O Colecionador: Miranda Versus Caliban</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Os Amantes de Hiroshima, de Toni Hill</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2017 12:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre amaral]]></category>
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		<category><![CDATA[editora tordesilhas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Alexandre Amaral &#8211; Os crimes costumam acontecer sem hora nem local determinados. Eles são uma quebra na ordem social,</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/01/16/os-amantes-de-hiroshima-de-toni-hill/">Os Amantes de Hiroshima, de Toni Hill</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Alexandre Amaral</em> &#8211; Os crimes costumam acontecer sem hora nem local determinados. Eles são uma quebra na ordem social, que sempre precisará ser restabelecida. A necessidade de reorganizar as estruturas, quando um crime ocorre, depende de um detetive. Detetive esse que seja capaz de doar todos seus esforços para a solução, mesmo que isso o faça deixar de lado seus interesses pessoais e ainda que estes esforços possam afetar de alguma forma as pessoas ao seu redor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>E quando uma investigação causa danos irreparáveis na vida do detetive, quem reestrutura a ordem?</p></blockquote>
<p>&nbsp;<br />
<span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://amzn.to/2SslC7F" target="_blank" rel="noopener">Os Amantes de Hiroshima</a></strong></span>, terceiro livro que tem como protagonista o detetive Héctor Salgado, traz um ambiente pré-moldado por acontecimentos que ajudaram a trazer os leitores até o ponto atual. Terminado o segundo exemplar com o desaparecimento repentino de sua ex-esposa, muitos leitores seguem o detetive Salgado esperando a solução desse mistério de caráter pessoal, que mobiliza alguns agentes da polícia espanhola e também pessoas de fora dela.</p>
<p>Levando em conta que o mistério do desaparecimento de Ruth Valldaura já o acompanha desde o volume anterior, Toni Hill acrescenta um detalhe que faz movimentar ainda mais a consciência de Salgado. Dois corpos encontrados, mortos violentamente, em uma casa abandonada, porém artisticamente decorada, em uma região pouco habitada. Somada aos problemas anteriores e a Guilhermo, seu filho pré-adolescente. Essas são as preocupações de um investigador da polícia de Barcelona. São esses os assuntos que povoam a mente do detetive Héctor Salgado enquanto ele caminha pelas ruas da cidade, fumando seu cigarro e tentando reverter o passado dentro de sua cabeça.</p>
<p>Assim são apresentados alguns dos conflitos e contrastes presentes em &#8220;Os Amantes de Hiroshima&#8221;, onde o nome dado ao livro faz menção a elementos internos inerentes ao enredo e possui uma quantidade intensa de cenários e personagens, que levam o leitor a passear junto ao narrador por diversos pontos marcantes da cidade de Barcelona.</p>
<p>Dentre as diversas características do livro, que é um volume extenso, fica marcado para o leitor a grande quantidade de capítulos e a aparência de que são ordenados aleatoriamente. A narrativa não linear pode acabar confundindo um leitor menos experiente pela forma como as informações são dispostas durante o livro, preenchendo lacunas e apresentando personagens de forma desprendida. Em alguns momentos nos deparamos com fluxos de consciência que não se mostram de início e necessitam de um pequeno esforço para serem acompanhados e compreendidos.</p>
<p>A utilização de um detetive que segue ao modelo ontológico já é uma marca da literatura de detetives do século XXI. Diferente do detetive clássico, que buscava entender o mundo ao seu redor, o detetive ontológico conflitua-se diariamente com as formas em que a sua existência se desenrola diante das situações e as reflexões sobre essas situações, fazendo com que seja cada vez mais frequente a exposição de um detetive que possua uma aparente vida pessoal, e que a profissional, objeto de predileção do leitor, seja narrada concomitante com ocorrências banais de um pai, marido ou dono de um cão.</p>
<p>Assim, o romance chega ao leitor com um terreno preparado e a solução de ambos como promessa. Mas o leitor terá um longo caminho até lá, e durante esse caminho, compartilhará das angústias de Héctor Salgado e esperará dele a solução para problemas que parecem aumentar de tamanho enquanto o detetive caminha até sua solução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Livro cedido pela Editora Tordesilhas<br />
<a href="https://amzn.to/2SslC7F" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro ou e-book</a><br />
</em><em>(Imagem: Ana Paula Laux)&nbsp;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Os Amantes de Hiroshima, de Toni Hill" alt='Alexandre Amaral' src='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/alexandre-amaral/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Alexandre Amaral</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Letras pela UERJ/FFP, é professor e pesquisador da literatura policial brasileira. Aprendeu a gostar de ler com Veríssimo, mas tem o hábito de dosar a leitura de Sherlock Holmes, com pena de que a obra acabe. Gosta de filosofia, história e futebol. De Niterói, RJ.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/01/16/os-amantes-de-hiroshima-de-toni-hill/">Os Amantes de Hiroshima, de Toni Hill</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Spotlight: Segredos revelados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2016 01:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[andré leonel]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por André Leonel &#8211; Um dos nichos mais interessantes que podemos encontrar dentro de tudo que se agrupa como “literatura</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/04/13/spotlight-segredos-revelados/">Spotlight: Segredos revelados</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-12316 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/04/spotlight3.jpg"  alt="spotlight3 Spotlight: Segredos revelados"  width="639" height="422" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por André Leonel</strong> &#8211; Um dos nichos mais interessantes que podemos encontrar dentro de tudo que se agrupa como “literatura policial” é o jornalismo investigativo. Sem querer tirar o mérito dos nossos queridinhos detetives, policiais e afins, ler sobre sujeitos que correm atrás da verdade sem respaldo de armas e distintivos, só na cara e na coragem, gera uma admiração bem diferente.</p>
<p style="text-align:justify;">E é de se admirar mais ainda quando se trata de uma história real, como em Spotlight &#8211; Segredos Revelados (Vestígio, 2016), em que uma equipe de jornalistas de Boston investiga minuciosamente casos de pedofilia praticados por padres, e de como estes crimes foram acobertados pela própria igreja por anos a fio. O título traz à tona uma investigação que custou meses de trabalho puxado em uma cidade extremamente católica, resultando em matérias vencedoras do Prêmio Pulitzer de 2003, um dos maiores prêmios jornalísticos do mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando fui convidado para resenhar o livro, fiquei bem animado por ainda não ter assistido o filme de mesmo nome (ganhador do Oscar de melhor filme de 2016), realizando uma leitura livre de qualquer influência. O que me surpreendeu é que o filme é somente baseado no livro, no melhor sentido da palavra. Isso por que sua estrutura é completamente diferente do que eu imaginava: a edição aqui apresentada é uma coletânea de informações originadas das investigações publicadas no The Boston Globe.</p>
<p style="text-align:justify;">Em vez de contar uma história mastigada, ele apresenta as reportagens, depoimentos e relatos de maneira mais solta, como um dossiê com direito a fotos e documentos conseguidos pelos quatro jornalistas e os dois editores que compunham a equipe Spotlight. É muito interessante analisar de forma quase didática o passo a passo da investigação desde que surgiu a primeira denúncia de abuso sexual infantil por um padre na cidade onde o The Boston Globe é sediado.</p>
<p style="text-align:center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12318 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:45px;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/04/spotlight2.jpg?w=639"  alt="spotlight2 Spotlight: Segredos revelados"  width="639" height="852" />(Imagens: André Leonel)</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;">A medida que mais denúncias começam a surgir, vemos que nem mesmo os jornalistas imaginavam tudo o que iriam descobrir, desvendando outros crimes de mesmo teor. Além dos diversos casos de crianças abusadas pelos padres, nos deparamos com uma questão moral bem mais delicada com a revelação de como agia o alto escalão da igreja católica para abafar estes escândalos através de influência religiosa, comprando o silêncio das vítimas e de suas famílias, e permitindo que os criminosos continuassem a agir em outras paróquias.</p>
<p style="text-align:justify;">Já no filme (que assisti assim que terminei minha leitura) acompanhamos a história de uma maneira mais “romanceada”, com personagens bem trabalhados e com início, meio e fim mais elaborados. Tanto que seu segundo Oscar é por melhor roteiro original, e não adaptado, indicação geralmente mais lógica em caso de roteiros de cinema baseados em livros. É algo contado do zero, o que ilustra muito bem sua parte literária, complementando-a sem te deixar entediado como se tivesse acabado de ler o que se está assistindo.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Spotlight &#8211; Segredos Revelados&#8221; é o resultado de um trabalho árduo de investigação jornalística, de busca pela verdade e justiça, quebrando paradigmas tão pesados como os incrustados pela religião. Em tempos onde o jornalismo flerta com a parcialidade, ler um livro como este nos dá um verdadeiro exemplo de coragem, em que profissionais conseguem fazer justiça revelando crimes tão bárbaros e evitar que milhares de novas vitimas sejam feitas, mesmo tendo que desafiar uma instituição tão forte quanto a igreja católica.</p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11290 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:25px;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/parceria_vestigio.jpg"  alt="parceria_vestigio Spotlight: Segredos revelados"  width="223" height="70" /></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9465 alignnone" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 Spotlight: Segredos revelados"  width="98" height="22" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-12320 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/04/spotlight4.jpg?w=103"  alt="spotlight4 Spotlight: Segredos revelados"  width="103" height="150" />Título</strong>: Spotlight: Segredos revelados<br />
<strong>Autor</strong>: The Boston Globe<br />
<strong>Páginas</strong>: 288<br />
<strong>Editora</strong>: Vestígio<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/spotlight-segredos-revelados-565967ed567969.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE:</strong> &#8220;Spotlight – Segredos Revelados&#8221; conta as descobertas da real investigação feita por um grupo de jornalistas, ganhadores do Prêmio Pulitzer em 2003, que denunciaram uma sucessão de abusos sexuais, obrigando a Igreja Católica a prestar contas. As reportagens revelaram a quantia gasta pela Igreja Católica com acordos para comprar o silêncio das vítimas cujas vidas foram devastadas por pedófilos que vestiam hábito e tinham o Pai Nosso na ponta da língua.</p>
<pre><strong>ANDRÉ LEONEL</strong> - Publicitário em Belo Horizonte e chegado em romances policiais desde quando cansava a biblioteca da escola lendo coleção Vaga-lume. Atualmente passeia pelas terras nórdicas pra ver se esbarra com o Nesbo ou com o Arnaldur.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Spotlight: Segredos revelados"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/04/13/spotlight-segredos-revelados/">Spotlight: Segredos revelados</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Mistério, primeiro romance policial brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2016 16:06:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Afrânio Peixoto]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre amaral]]></category>
		<category><![CDATA[Coelho Neto]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[Medeiros e Albuquerque]]></category>
		<category><![CDATA[O Mistério]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro romance policial]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro romance policial brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Viriato Corrêa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Alexandre Amaral &#8211;&#160;O romance &#8220;O Mistério&#8221; foi publicado primeiramente como folhetim, sendo lançado um capítulo diário&#160;do período de 20</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Alexandre Amaral</em> &#8211;&nbsp;O romance &#8220;O Mistério&#8221; foi publicado primeiramente como folhetim, sendo lançado um capítulo diário&nbsp;do período de 20 de março até 20 de maio de 1920. Foi&nbsp;escrito por Afrânio Peixoto, Coelho Neto, Viriato Corrêa e Medeiros e Albuquerque, que na época era diretor do jornal A Folha. Em uma nota prévia, diz-se que Medeiros e Albuquerque, denominado “&amp;”, era o dono da ideia e que escreveu o primeiro capítulo apenas para “tirar a fieira”. Mas ao final do folhetim, Medeiros e Albuquerque havia escrito nove capítulos, cobrindo imprevistos durante a produção. Coelho Neto escrevera sete, Viriato Corrêa concluiu catorze e Afrânio Peixoto, dezessete.</p>
<p>A publicação de &#8220;O Mistério&#8221; foi, evidentemente, um sucesso, pois no mesmo ano em que saiu no jornal, chegou à segunda edição e pelo menos ao terceiro milheiro de vendas no período compreendido entre maio e dezembro de 1920. Ao fim de 1928, já na terceira edição, totalizava dez mil cópias produzidas. Mesmo após tamanho sucesso, Medeiros e Albuquerque foi o único que continuou a se aventurar pela literatura policial. Os outros três autores não voltaram a contribuir para o gênero até o fim de suas vidas. Apesar de todos serem membros da Academia Brasileira de Letras, a literatura policial, ou de detetives, nunca chegou a figurar como um gênero relevante e merecedor de estudos na visão dos acadêmicos, tendo perdurado seu estigma de subliteratura.</p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12148 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 40px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/03/medeiros.jpg"  alt="medeiros O Mistério, primeiro romance policial brasileiro"  width="217" height="300"><em>Medeiros e Albuquerque</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O folhetim, e por consequência o romance, conta a história de Pedro Albergaria, rapaz que vive na pobreza e com a sede de vingança ao banqueiro Sanchez Lobo. Tal vingança se dá por motivos passados, aos quais Albergaria se atém para concluir sua missão. Leitor ávido de romances policiais, Albergaria os utiliza como manual para a criação de um plano perfeito onde se vingaria sem ser descoberto. Mas como em todo folhetim, reviravoltas diversas colocam Pedro de encontro com Mello Bandeira, uma filha rejeitada por Sanchez Lobo, um aproveitador americano e diversas situações em que quase é descoberto. Detetive e amante da ciência como forma de elucidar mistérios, Major Mello Bandeira possui uma lanterna furta-fogo como equipamento e replica os métodos do detetive de Conan Doyle. Por tal modo peculiar de agir, é chamado de “O Sherlock da Cidade”.</p>
<p>Uma característica muito peculiar do que seria o primeiro romance policial brasileiro é que, apesar de começar&nbsp;com um crime e em seguida iniciar-se uma investigação que daria todo o aspecto policial do texto, o romance destoa do modelo canônico, mas não de forma a mudá-lo. Com o decorrer da história, ocorre uma leve transição à um modelo mais humorístico do que policial, ao serem ressaltados os infortúnios da polícia do Rio de Janeiro. Mesmo tendo o respeito de alguns colegas por suas técnicas e resultados, Mello Bandeira é tratado por outros como chacota por depositar crença na ciência. Essa transição pode ser corroborada por fatores diversos, mas entre eles a origem da investigação que, ao ser feita pela instituição policial, cai no descrédito da teoria do romance policial, que privilegia os detetives amadores. O outro fator seria o trato dos escritores com o próprio gênero que, ao nosso ver, era mais caro apenas ao dono da ideia geral.<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6298 size-full aligncenter" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/primeiro2.jpg"  alt="primeiro2 O Mistério, primeiro romance policial brasileiro"  width="617" height="352"></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as diversas especulações em torno do romance, o que fica claro é que independente de como se deu sua formulação, e mesmo contando com a contribuição de autores que talvez não levassem tão a sério a literatura policial, &#8220;O Mistério&#8221; é, de todas as formas, o primeiro projeto literário policial a ser completado no Brasil. Talvez, por não termos iniciado o campo literário policial brasileiro com um modelo sólido e definidor da nossa vertente do gênero, reverbera-se uma literatura policial feita no Brasil, sem aspectos próprios, mas em condições totais de ser reconhecida pela qualidade, tanto das obras como dos autores nacionais que tomam a literatura policial como gênero de carreira ou a&nbsp;ela dedicam seus esforços.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span><strong><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-12142 size-thumbnail" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/03/mysterio.jpg?w=100"  alt="mysterio O Mistério, primeiro romance policial brasileiro"  width="100" height="150">Título</strong>:&nbsp;O Mistério<br />
<strong>Autores</strong>: Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa<br />
<strong>Ano</strong>: 1920<br />
<strong>Páginas</strong>:&nbsp;263<br />
<strong>Editora</strong>:&nbsp;Companhia Editora Nacional<br />
<a href="https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=midias&amp;id=129180" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia em PDF</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE –</strong>&nbsp;O major Mello Bandeira é encarregado de investigar um caso de assassinato. Descrito como &#8220;o Sherlock da cidade&#8221;, ele aplica métodos científicos-tecnológicos de investigação e nem sempre é levado a sério.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Mistério, primeiro romance policial brasileiro" alt='Alexandre Amaral' src='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/alexandre-amaral/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Alexandre Amaral</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Letras pela UERJ/FFP, é professor e pesquisador da literatura policial brasileira. Aprendeu a gostar de ler com Veríssimo, mas tem o hábito de dosar a leitura de Sherlock Holmes, com pena de que a obra acabe. Gosta de filosofia, história e futebol. De Niterói, RJ.</p>
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		<title>Peter Pan tem que morrer, John Verdon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2015 13:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[David Gurney]]></category>
		<category><![CDATA[editora arqueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Eu sei o que você está pensando]]></category>
		<category><![CDATA[Feche bem os olhos]]></category>
		<category><![CDATA[john verdon]]></category>
		<category><![CDATA[Não brinque com fogo]]></category>
		<category><![CDATA[peter pan tem que morrer]]></category>
		<category><![CDATA[regina carvalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>POR REGINA CARVALHO &#8211; Logo que acabo de ler algum dos romances policiais, tenha ou não gostado, tenho a obrigação</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/06/peter-pan-tem-que-morrer-john-verdon/">Peter Pan tem que morrer, John Verdon</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8056" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/pan2.jpg"  alt="pan2 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="630" height="431" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>POR REGINA CARVALHO</strong> &#8211; Logo que acabo de ler algum dos romances policiais, tenha ou não gostado, tenho a obrigação de repassá-lo para vizinho que é apreciador, mas lamenta sempre suas próprias compras. Diz que eu é que entendo do assunto, e prefere seguir minhas escolhas. De vez em quando pergunta: não saiu mais nada DAQUELE cara? E sei perfeitamente de quem está falando: de John Verdon, de quem leu todos imediatamente após minha leitura. Pois agora saiu mais um Verdon, e terminei de ler, resenho, e passo para o José, que espera aflito por ele!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Publicitário de sucesso, ao se aposentar John Verdon foi morar nas belíssimas montanhas Catskill, área sul, rural, do estado de Nova Iorque. A mesma coisa faz seu detetive, Dave Gurney, precocemente aposentado após ser ferido em investigação difícil e dolorosa &#8211; sob todo e qualquer aspecto. Casado, sem filhos, Gurney tem uma convivência não muito fácil com a esposa, Madeleine. Não é difícil, porém, por desamor, antes pelo contrário. Os dois se amam, mas ela &#8211; que já sofreu risco de vida em um de seus casos &#8211; considera que investigar homicídios é arriscado demais, classifica como tendência suicida dele, e talvez realmente o seja. Ela sofre a cada vez que, mesmo aposentado, ele se envolve em alguma investigação. E de cada vez fica comprovado que ela teria razão mais que suficiente para se afligir. Mas ele não se sente ligado àquele telurismo todo, como ela o faz. Mesmo sem querer, sente falta das investigações de homicídio, pelo enigma, principalmente pelo enigma que representam. E pela responsabilidade que conseguem fazer que sinta, ao lhe garantirem que seria o único policial de NY, mesmo aposentado, com condições de solucionar o caso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Anteriores a este &#8220;Peter Pan tem que morrer&#8221;, saíram &#8220;Eu sei o que você está pensando&#8221;, &#8220;Feche bem os olhos&#8221; e &#8220;Não brinque com fogo&#8221;. Foram todos publicados pela Arqueiro, com boa tradução de Ivanir Alves Calado. O primeiro deles, &#8220;Eu sei o que você está pensando&#8221;, já saiu em versão cinematográfica (<a href="http://www.johnverdon.net/pages/index.php" target="_blank">há trailer do filme na página oficial do autor</a>). Gurney comprova, ao ir para a telona, que já está incluído no rol dos grandes investigadores do noir americano, e em muito boa companhia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Dave Gurney é calado e ético, e tem aquela inata compreensão das pessoas que tempo e profissão só fazem aprofundar. Em &#8220;Não brinque com fogo&#8221;, ele vai servir de consultor para uma jovem jornalista que prepara documentário sobre uma série de crimes ocorridos há vários anos, e que ambos consideram que tenha sido investigado de forma equivocada. O assassino reaparece, um serial apelidado <em>O Bom Pastor</em> e, para conseguir acesso aos arquivos da NYPD, Gurney depende dos favores de um ex-colega problemático chamado Hardwick. Hardwick, irreverente, grosseiro, cínico, com forte desprezo pela autoridade, acaba sendo punido pelo vazamento e demitido da polícia. Vai trabalhar como detetive particular e agora, contratado para esclarecer o assassinato de um marido pela esposa &#8211; que se diz inocente &#8211; vem cobrar o favor prestado, e exigir o auxílio de Gurney.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Este nada garante, mas exige ir conhecer a esposa acusada &#8211; e, ao se ver defronte a ela, não resiste ao forte apelo que uma personalidade muito forte, escandalosamente sincera, e a uns olhos verdes inusitados em rosto não tão cativante exercem sobre ele. Sim, a sinceridade de uma mulher que declara que traía o marido, sim, com o personal e que vê seu álibi &#8211; este mesmo personal &#8211; declarar em corte que não estava na cama com ela, de jeito nenhum, acaba por ser o fator condenatório, em um processo estranhamente montado, e que o comportamento da esposa (Viúva Negra?) complica. Ela mesma se denomina &#8220;escrota e insensível&#8221;, porque é assim que é denominada: se você não demonstra os sentimentos como a sociedade espera que o faça, se não chora em enterros, não se baba por cachorros e crianças, coisas assim, sem dúvida é disso que será tachado&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O fascínio que a personalidade de Kay Spalter exerce sobre ele, mais a necessidade de descobrir o que havia causado a espantosa expressão congelada no rosto da vítima, na hora da morte, fazem com que Gurney aceite o caso. E se vê a partir daí envolvido num enigma como poucos, e numa trama intrincada como menos ainda. Com a densidade que Verdon consegue emprestar a seus livros &#8211; vazada em uma linguagem surpreendentemente eficaz e leve &#8211; resquícios de uma vida em que a publicidade deixou suas marcas. Para nossa felicidade! E a do vizinho José, sem dúvida!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9406" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png"  alt="star3 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="75" height="22" /></p>
<p><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-8058" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/pan.jpg?w=105"  alt="pan Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="89" height="127" /></em></p>
<p><strong>Título</strong>: Peter Pan tem que morrer<br />
<strong>Autor</strong>: John Verdon<br />
<strong>Páginas</strong>: 400<br />
<strong>Editora</strong>: Arqueiro<br />
<strong>Ano</strong>: 2015<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/peter-pan-tem-que-morrer-512303ed518732.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> No mais tortuoso romance policial escrito por John Verdon, o especialista em mistérios David Gurney dedica sua mente brilhante à análise de um assassinato terrível que não pode ter sido cometido da forma como os investigadores responsáveis pelo caso afirmam que foi.</p>
<pre><strong>REGINA CARVALHO</strong> - De Florianópolis, SC.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/06/peter-pan-tem-que-morrer-john-verdon/">Peter Pan tem que morrer, John Verdon</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Entrevista: Mercedes Rosende</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/30/entrevista-mercedes-rosende/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2015 15:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Anísio Homem]]></category>
		<category><![CDATA[BAN]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires Negra]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[festival literário]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[Mercedes Rosende]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quantos escritores policiais uruguaios você conhece? E escritoras? Se está procurando as respostas, conheça Mercedes Rosende, que já foi apontada</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/30/entrevista-mercedes-rosende/">Entrevista: Mercedes Rosende</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quantos escritores policiais uruguaios você conhece? E escritoras? Se está procurando as respostas, conheça Mercedes Rosende, que já foi apontada como a pioneira do gênero naquele país. Autora de quatro livros, entre eles Demasiados Blues e La Muerte Tendrá Tus Ojos, tem se destacado na cena literária do Mercosul. Por e-mail, Mercedes respondeu as perguntas de Anisio Homem, autor de O Homem que Mutilava Leminski e de O Diabo não Aperta o Gatilho. Os autores vão acompanhar o festival literário BAN! &#8211; a Buenos Aires Negra &#8211; que começa em 31 de julho, na capital argentina.</p>
<p>O festival traz gratas lembranças a Mercedes. Em 2013, ela venceu o prêmio de contos da BAN!, o que chamou a atenção do mercado editorial argentino e facilitou o lançamento de seu mais recente título, Mujer Equivocada, por lá. Leia abaixo a entrevista de Mercedes Rosende.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>1. Você mal chegou a Montevidéu vinda da Semana Negra de Gijon, na Espanha, e já está fazendo as malas para o festival literário “Buenos Aires Negra” (BAN), agora no começo de agosto. Parece que a literatura policial está a mil por hora. Essa é a sua impressão?</strong></p>
<p>Em agosto participarei da Buenos Aires Negra (BAN) e do Fórum Internacional de Fomento do Livro no Chaco, ambas atividades na Argentina. Depois participarei da Semana Negra de Montevidéu, organizada pelo Centro Cultural da Espanha, e da Semana Negra de San José, as duas no Uruguai. Não sei se a novela negra está a mil por hora. O que estão a mil por hora são os festivais, encontros e jornadas em torno da novela policial ou negra. Pensemos. Em minha casa sempre teve novelas policiais, supostamente era um gênero passadista, menor, inclusive recordo que ficavam um pouco escondidas, nas estantes menos visíveis da biblioteca, porém, ali estavam os europeus e os norte-americanos: Conan Doyle ou Chesterton, Chandler, Jim Thompson ou Graham Greene, entre outros. Ou seja, já estavam instalados no gosto dos latino-americanos. Me recordo especialmente da coleção Sétimo Círculo, que editavam Borges e Bioy Casares. Algum tempo depois a região começou a produzir seu próprio noir e, me animo a dizer, graças a um brasileiro que lhe deu estilo e dignidade literária: Rubens Fonseca. E hoje vivemos esta espécie de boom da novela policial e dos festivais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7945 " style="border: 1px solid #000000; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/345184.jpg"  alt="345184 Entrevista: Mercedes Rosende"  width="290" height="426"><em>&#8220;O livro tem uma personagem que adoro, Úrsula: mulher inteligente, frustrada, cheia de humor, de raiva, fobias e talentos; valente e impiedosa, terna e assassina serial.&#8221;</em><br />
<em> (sobre o livro Mujer Equivocada)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. Alguns dizem que você é a primeira mulher uruguaia a escrever romances policiais. Este pioneirismo te afeta?</strong></p>
<p>Eu não posso afirmar que seja a primeira uruguaia que escreveu policiais. Seria impossível certificar-se disso. Quem pode saber tudo que escreveram as uruguaias em 200 anos de vida independente do país e em outros tantos anos sob a dominação espanhola, portuguesa e brasileira? O que sei, e é bastante provável, que fui a primeira uruguaia a publicar novelas policiais, ao menos a primeira em publicá-las como tais, como novelas do gênero. Não sei de outras anteriores, nunca encontrei antecedentes. Mas não me considero uma pioneira, tampouco tive consciência de estar escrevendo “a primeira narrativa policial escrita por uma mulher uruguaia”. Simplesmente me sentei a escrever e começaram a aparecer os delitos, o crime, a corrupção, sem que eu me propusesse de antemão a isso. Só quando terminei de escrever, aí sim é que um amigo mencionou a possibilidade de que tenha sido a primeira a fazer algo do tipo.</p>
<p><strong>3. A protagonista de seu último livro “Mujer Equivocada”, saiu de um relato que alguém lhe contou e que acabou lhe inspirando uma trama ficcional. O que você pode nos dizer sobre isso?</strong></p>
<p>O livro tem uma personagem que adoro, Úrsula: mulher inteligente, frustrada, cheia de humor, de raiva, fobias e talentos; valente e impiedosa, terna e assassina serial. Porém Úrsula, sobretudo, é uma mulher gorda ou apenas com um sobrepeso, dependendo do estado de sua dieta de emagrecimento, é uma mulher que sofre e sofreu a discriminação e a burla por parte do mundo e de sua própria família. E a personagem surgiu sim de uma história que me contaram. Um dia conheci um homem que me falou de sua ex-esposa, a descreveu fisicamente, emocionalmente, me relatou algumas cenas que eu comecei a imaginar e, quando ele quis mudar de assunto, lhe pedi que por favor continuasse falando de sua ex-mulher. Naquele momento eu já tinha um personagem.</p>
<p><strong>4. Há um outro romance policial seu cujo título me pareceu de uma força de atração extraordinária e ao mesmo tempo terrivelmente ameaçadora. Esse romance se chama “A morte terá teus olhos”. O que te parece?</strong></p>
<p>Esse título “A morte terá teus olhos” eu retirei de um poema do escritor italiano Cesare Pavese. Na verdade, a trama desse romance – e a chave para resolvê-lo – está nesta frase, na qual me inspirei. No caso do título, o mérito é todo de Pavese. Esse título “A morte terá teus olhos” eu retirei de um poema do escritor italiano Cesare Pavese. Na verdade, a trama desse romance – e a chave para resolvê-lo – está nesta frase, na qual me inspirei. No caso do título, o mérito é todo de Pavese.<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>5. Você está escrevendo um livro novo neste momento?</strong></p>
<p>Acabei de terminar a continuação de Mulher Equivocada, um romance que tem um título um pouco estranho: O Miserere dos Crocodilos, também inspirado num verso de um poema, desta vez de Júlio Herrera Reissig, um modernista uruguaio. E como sempre que termino um texto – seja um romance ou um conto – necessito de um tempo e paz, um tempo longe da escrita, de minha escrita. É o momento de submergir em todas as leituras que tenho atrasadas. No entanto, a mente trabalha silenciosa.x</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Imagens: divulgação, <a href="http://semananegragijon.blogspot.com.br/2014/07/memoria-literaria-la-eternidad-elegida.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Laura Munoz em Semana Negra de Gijón</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><em><strong>ANÍSIO HOMEM</strong> é autor dos romances policiais “<a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/14/um-leminski-mortal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Assassino que Mutilava Leminski</a>” (Editora Letras Contemporâneas) e “<a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/25/anisio-homem-o-diabo-nao-aperta-o-gatilho/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Diabo não Aperta Gatilho</a>” (Editora Noite Escura).</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Entrevista: Mercedes Rosende"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/30/entrevista-mercedes-rosende/">Entrevista: Mercedes Rosende</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2015 12:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[hercule poirot]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[os trabalhos de hercules]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de tomar uma decisão, todo cuidado é pouco. Maman Porot sem dúvida se arrependeu do nome escolhido para seu</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/16/os-trabalhos-de-hercules-agatha-christie/">Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7645" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/hercules_trabalhos.jpg"  alt="hercules_trabalhos Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="500" height="377" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Antes de tomar uma decisão, todo cuidado é pouco. Maman Porot sem dúvida se arrependeu do nome escolhido para seu rebento. Hercule, o rotundo e pequeno detetive belga que faz das células cinzentas seu principal atributo profissional, pouco tem a ver com o mitológico Hércules, cuja força descomunal foi sua maior aliada para realizar doze trabalhos que lhe garantiram a imortalidade. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Contudo, Poirot está disposto a amenizar tamanha diferença e resolveu encerrar sua carreira com doze casos que remetessem à odisseia mitológica de seu xará. Quem quiser conhecê-los, segue um pequeno resumo, uma espécie de aperitivo da hilária e impecável leitura que terá pela frente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong><span style="color:#000000;">1. O leão de Nemeia</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7656 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;border:1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/nemeia.jpg"  alt="nemeia Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="300" height="239" /><br />
</strong></span></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Mediante o pagamento de um vultoso resgate, Shan Tung, o pequinês de Milly Hogin, acaba de ser devolvido após ser sequestrado durante um passeio no parque. Sir Joseph, marido de Milly, recorre a Poirot a fim de tentar recuperar o dinheiro e levar o criminoso para trás das grades. Respeitada as devidas proporções, de fato, o cãozinho possui a coragem e a bravura de um leão, como provam os tornozelos do detetive. Enfim, eis o primeiro trabalho de Hercule.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong><span style="color:#000000;">2. Hidra de Lerna</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7658 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/lerna.jpg"  alt="lerna Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="200" height="267" /><br />
</strong></span></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Desde a morte da Sra. Oldfield, suspeitas sobre seu possível envenenamento correm pelo pequeno vilarejo onde ela morava. O principal suspeito é seu marido, um médico, que está interessado na jovem secretária. Querendo por fim nos rumores antes de formalizar um pedido de casamento, ele pede ajuda ao detetive, pois o boato é como a hidra de Lerna que não pode ser exterminada: quando se corta uma de suas nove cabeças, outra cresce no lugar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>3. A corça da Arcádia</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7662 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/corca.jpg"  alt="corca Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="220" height="293" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Ted Williamson, um mecânico, está perdidamente apaixonado por Nita Valleta, a criada de quarto de uma famosa bailarina russa. Entretanto, depois do primeiro encontro, a jovem sumiu sem deixar pistas e ele quer reencontrá-la a qualquer custo. Poirot aceita o caso, interessado na descrição da garota que lembra a &#8220;Corça da Arcádia&#8221;, capturada por Hércules no seu terceiro trabalho. Entre as características de Nita estão a delicadeza, o andar saltitante e seus cabelos dourados, parecidos com asas ou chifres de ouro. Pelo visto, ela está precisando de um bom cabeleireiro&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong><span style="color:#000000;">4. O javali de Erimanto</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7663 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/javali.jpg"  alt="javali Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="250" height="250" /><br />
</strong></span></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">No quarto trabalho, Hércules capturou vivo o javali de Erimanto. Nesse conto, o tal javali é um perigoso ladrão capaz de assassinar friamente quem atrapalhar seus planos. Chamado Marrascaud, sua aparência é desconhecida e ele está prestes a encontrar seus comparsas para dividir o produto de um golpe. O local escolhido é um hotel dos Alpes suíços onde o detetive está hospedado e, sem dúvida, trata-se de um dos casos mais difíceis e arriscados dessa seleção.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>5. Os estábulos de Áugias</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7665 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/augias.png"  alt="augias Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="300" height="204" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Na mitologia grega, os grandes estábulos do rei da Elida, Áugias, não foram limpos durante muitos anos, mas Hércules realizou esse feito num só dia. Portanto, a expressão &#8220;estábulos de Áugias&#8221; tornou-se sinônimo da acumulação de todo o tipo de imundície e nessa investigação, Poirot terá de impedir que um escândalo político venha a público, o que determinaria a queda do primeiro-ministro Edward Ferrier e a desonra de seu sogro e antecessor, John Hammett. Uma história bem tramada, baseada em Jezebel e na mulher de César, um assunto atemporal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>6. As aves do lago Estínfalo</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7667 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/aves.jpg"  alt="aves Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="350" height="200" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">O detetive surge no final do episódio, pronto para colocar na cadeia duas perigosas chantagistas que iam aplicar um golpe em Harold Waring, subsecretário do Governo, em férias num pequeno hotel as margens do lago Stempka na Herzoslováquia. Com certeza, a associação da dupla de vilãs com as famosas aves de rapina envenenadas por Hércules foi uma grande ideia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>7. O touro de Creta</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7668 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/touro.jpg"  alt="touro Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="225" height="169" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Diana Maberly acredita que seu ex-noivo, Hugh Chandler, está ficando louco, acometido por uma maldição familiar. Aliás, foi por conta desse problema que ele rompeu o noivado com a jovem e ela teme que Hugh esteja pensando em suicídio. Como último recurso, ela contrata o detetive, interessada em descobrir o que está realmente acontecendo, o que traz à luz uma trama diabólica para acabar com a felicidade do casal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>8. Os cavalos de Diomedes</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7669 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/diomedes.jpg"  alt="diomedes Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="200" height="255" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Nesse conto, os cavalos de Diomedes são representados pelas quatro filhas do Coronel Grant. Michael Stodart, um médico, recorre a Poirot para ajudá-lo a descobrir quem pode estar fornecendo cocaína para uma delas. Na verdade, apaixonado por Sheila, ele teme que a droga venha atrapalhar seus planos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>9. O cinto de Hipólita</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7670 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/cinto.jpg?w=247"  alt="cinto Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="247" height="300" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">O que um quadro de Rubens, furtado recentemente de uma exposição, tem a ver com o desaparecimento de uma jovem de apenas 14 anos? Winnie King sumiu sem deixar pistas enquanto ia de Londres para Paris, a fim de estudar arte e música no seleto colégio da Srta. Pope. Não há como deixar de associar a narrativa ao filme &#8220;Thomas Crown, a Arte de um Crime&#8221; (1999), estrelado por Pierce Brosnan.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>10. O rebanho de Gerião</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7671 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/geriao.jpg"  alt="geriao Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="200" height="166" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Se você é uma rica viúva sem herdeiros é melhor tomar cuidado com uma nova seita religiosa, o &#8220;Rebanho do Pastor&#8221;. A Srta. Carnaby, que aparece no primeiro conto, está desconfiada que trata-se de uma grande armação cuja única finalidade é arrancar dinheiro dos fiéis. Sob a orientação de Poirot, ela vai arriscar sua segurança para provar que o chefe religioso, um tal de Dr. Andersen, não passa de um grande vigarista.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>11. As maçãs de Hespérides</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7672 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/hesperides.jpg"  alt="hesperides Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="200" height="199" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">O detetive é contratado pelo milionário Emery Power para encontrar uma taça de ouro desaparecida, que data do Renascimento e apresenta a imagem bíblica da cobra enrodilhada na macieira. Entre inúmeros suspeitos, o desfecho do caso surpreende pelo motivo que permanece acima de qualquer suspeita.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;color:#000000;"><strong>12. A captura de Cérbero</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7673 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/cerbero.jpg"  alt="cerbero Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="320" height="213" /></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">A condessa russa Vera Rossakov, única mulher que balançou o coração do detetive em &#8220;Poirot Investiga&#8221;, retorna nesse caso como dona de uma boite da moda, sugestivamente chamada de &#8220;Inferno&#8221;. O problema é que o lugar pode estar sendo usado como esconderijo por ladrões de joias e também para o tráfico de drogas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Enfim, de &#8220;O Leão de Nemeia&#8221; até a &#8220;Captura de Cérbero&#8221;, eis &#8220;Os Doze Trabalhos de Hercule&#8221;. E agora, será que ele vai realmente se aposentar? Descubra no livro seguinte, &#8220;O Assassinato de Roger Ackroyd&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7652 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/hercules_trabalhos2.jpg"  alt="hercules_trabalhos2 Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie"  width="120" height="200" /></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Título</strong>: Os Trabalhos de Hércules<br />
<strong>Autora</strong>: Agatha Christie<br />
<strong>Páginas</strong>: 320<br />
<strong>Editora</strong>: L&amp;PM<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/os-trabalhos-de-hercules-7644ed498291.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="color:#0000ff;">Este livro no Skoob</span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE</strong>: Um pouco antes de se aposentar, Poirot se propõe um desafio: aceitar seus últimos doze casos, que corresponderiam aos famosos doze trabalhos de Hércules. E para complicar ainda mais sua decisão, o detetive reencontra por acaso a condessa Rossakoff, o amor de sua vida. Com seu poderoso intelecto, Poirot planeja nada menos que superar as proezas de seu antecessor.<em><br />
</em></p>
<p><span style="font-size:.75em;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.deldebbio.com.br/2014/03/31/hercules-e-o-cinturao-de-hipolita/" target="_blank" rel="noopener">Deldebbio</a>, <a href="https://mitologiahelenica.wordpress.com/2015/02/10/iii-as-aves-do-estinfalo/" target="_blank" rel="noopener">Mitologia Helênica</a>, <a href="http://alquimiaemitologia.com/2015/02/25/os-12-trabalhos-de-hercules-1212-limpando-os-estabulos-de-augias/" target="_blank" rel="noopener">Alquimia e Mitologia</a>)</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><strong>LEILA DE CARVALHO E GONÇALVES</strong> &#8211; Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/16/os-trabalhos-de-hercules-agatha-christie/">Os Trabalhos de Hércules, Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 16:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[andrea camilleri]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com quase 90 anos, o escritor e diretor teatral siciliano Andrea Camilleri é dono de um senso de humor meio</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7465 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/andrea.png"  alt="andrea Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  width="750" height="422" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Com quase 90 anos, o escritor e diretor teatral siciliano Andrea Camilleri é dono de um senso de humor meio pervertido, mas irresistível. E aquela transbordante afetividade dos italianos transparece não apenas na forma como vai traçando seus personagens, mas também como se relaciona com os amigos próximos ou distantes. Conhecemos melhor Camilleri por seu Comissário Montalbano, na hipotética Vigatta, sua invejável Adelina, suas namoradas tempestuosas, seus policiais tão gente, mais gente impossível.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Eis a característica mais admirável nos romances de Camilleri: a veracidade de seus personagens, de uma incrível clareza de traços, que mesmo o mais marginal, como o filho de Adelina em <em>A caça ao tesouro</em>, ou seu idiotizado e impagável Cattarela, em todos eles, vêm envoltos em tal dose de humor que os adoça, os humaniza, os embeleza. Chamar seu comissário de Montalbano é clara homenagem ao grande amigo barcelonês Manuel Vásquez Montalban, cujo detetive, Pepe Carvalho, tem um assistente gourmet e anão que lhe prepara pratos típicos, na tendência muito atual de a gastronomia ser parte essencial da literatura, embora Bram Stoker já a utilize (e bem!) em Drácula. Mas Montalbano tem Adelina, e o tradutor para o Português do Brasil tem tido o cuidado de colocar, no rodapé, a explicação de cada um de seus pratos &#8211; típicos, mas da cozinha siciliana, é claro. Tão típicos como os termos dialetais muitas vezes empregados, e que também necessitam de explicação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas este último romance de Camilleri não é um dos de Montalbano. E foge ao que costumamos encontrar e talvez procurar nele. Mas as referências estão presentes, e são sempre sólidas, num universo composto por uma grande erudição. Ariadne e Giulio estão casados, e vivem um casamento que é só cumplicidade. Giulio é homem de recursos, e se dá o luxo de manter, por uma certa perversidade, a esposa bela, imoral, amoral, tão infantil e sem sofisticação que come com as mãos e urina na cama &#8211; por prazer, não por algum problema. Ela, porém, lhe esconde uma parte de si, e ele o sente, sem, no entanto descobrir o que seja.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Giulio, por um acidente, foi emasculado. É o segundo eunuco na vida de Ariadne, que talvez por essa capacidade de atender aos instintos básicos, consegue conviver tranquilamente com o fato. Giulio, porém, mais sofisticado que o anterior, percebe que o sexo faz falta na vida da esposa, e trata de introduzi-lo: toda quinta, na praia de Canetto, com rapazes de programa, e sob suas vistas. Voyeur? Talvez sim, talvez não: o ponto de vista é o dela, e não se manifesta claramente. E é quando Ariadne descumpre uma parte do trato, vai à praia sem Giulio, e se envolve com Mario, que não é um dos michês habituais, que vamos ter a complicação que dá sequência e razão de existir ao enredo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A Marquesa de Casatti Stampa foi um ícone da moda &#8211; teria sido uma inspiração para Ariadne. A Marquesa usava cobras como colares, branqueava o rosto, escurecia muito toda a área dos olhos, criava tigres, e dizem que eram seus amantes que haviam morrido&#8230; Ariadne é puro instinto, e além de fazer exatamente o que lhe dá na telha &#8211; mas sempre tendo Giulio em mente, para não lhe desagradar &#8211; seria uma Marquesa sem a sofisticação que era característica daquela. A sinopse da editora também cita <em>Santuário</em> do Faulkner e <em>O amante</em> de Lady Chatterley, mas são referências também remotas: não há mais temas absolutamente originais. Se formos pensar em Faulkner, eu lhe daria maior proximidade com <em>O som e a fúria</em>, por causa dessa loucura e infantilidade que Ariadne controla e disfarça até certo ponto, e que a conduz ao todomeu, um recanto em que sua amiga Stefania a aguarda e premia&#8230; ou castiga. O Santuário, então, seria esse único lugar em que a loucura de Ariadne se deixa ver, no sujo, no amontoado, na falta de trato e cuidado, no sórdido, no sem controle, e que ela chama, para si mesma de todomeu, e que cria em todo lugar para onde vá, como criara em uma caverna, nos campos de sua infância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O Todomeu é livro pequeno, de leitura rápida, e é óbvio que, para um homem culto como Giulio, impossibilitado de sexo por razões físicas (na literatura há outros personagens assim, como em <em>O sol também se levanta</em>, de Hemingway, ou <em>Memórias de um vendedor de mulheres</em>, do também italiano Giorgio Falletti), a relação do nome de sua mulher com o mito do labirinto e a lenda do Minotauro é irresistível. E, neste livro como nos outros de eunucos citados, as mulheres são ligadas a eles pela impossibilidade de realizar o desejo, e isso as torna infelizes e crueis, mas não menos a eles. E, na verdade, na verdade, vejo mais mistério em Giulio que em Ariadne, pois o fio condutor da narrativa a esclarece para nós. E ele permanece na sombra&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7471 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/todomeu.jpg?w=97"  alt="todomeu Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  width="97" height="150" /></em><strong>Título</strong>: O Todomeu<br />
<strong>Autor</strong>: Andrea Camilleri<br />
<strong>Páginas</strong>: 140<br />
<strong>Tradução</strong>: Ana Maria Chiarini<br />
<strong>Editora</strong>: Bertrand Brasil<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/o-todomeu-438286ed496651.html" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">Este livro no Skoob</span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE</strong>: <span id="lblSinopse" class="txtDescricao">Em O Todomeu, Camilleri põe em cena uma protagonista extraordinária: inquietante na sua pureza, assombrosa na luz que irradia. Nesse jogo irônico e refinado, o leitor é conduzido pelo labirinto de Eros até as profundezas do amor e da perdição, onde – como no mito de Ariadne – o Minotauro devora os desejos mais obscuros e inconfessáveis.</span><em><span id="lblSinopse" class="txtDescricao"><br />
</span></em></p>
<pre><strong>REGINA CARVALHO</strong> - De Florianópolis, SC.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/02/uma-loucura-toda-minha-andrea-camilleri/">Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Memórias de Sherlock Holmes, um clássico da literatura policial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 14:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila de Carvalho e Gonçalves &#8211; De acordo com uma pesquisa realizada anos trás, ao lado de Papai</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Leila de Carvalho e Gonçalves</em> &#8211; De acordo com uma pesquisa realizada anos trás, ao lado de Papai Noel e Mickey Mouse, Sherlock Holmes é uma das personagens mais conhecidas do planeta. Portanto, ele dispensa apresentações, especialmente, entre os apreciadores de uma boa história de detetive. O mesmo acontece com seu fiel escudeiro, Dr. Watson, cuja lentidão de raciocínio sempre foi um consolo para minhas deduções.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM</strong><br />
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<p>Por sinal, devo confessar meu profundo interesse pelos contos de Conan Doyle, um mestre da escrita cujos enredos influenciaram indelevelmente o gênero policial no século XX e ainda hoje, repaginados, continuam fazendo sucesso em livros, filmes e seriados. Curiosamente, o próprio escritor costumava usar esse artifício, por exemplo, é inegável a semelhança entre &#8220;As Faias Acobreadas&#8221; e &#8220;O Corretor&#8221; cujo texto faz parte do livro &#8220;Memórias de Sherlock Holmes&#8221; que acabo de reler.</p>
<p>&lt;Lançado em 1895, trata-se de uma seleção de doze histórias publicadas originalmente na revista &#8220;Strand Magazine&#8221; entre dezembro de 1892 e dezembro de 1893. No entanto, na primeira edição eram só onze pois, na última hora, o escritor excluiu &#8220;A Caixa de Papelão&#8221; cuja violência o desagradava. Porém, como sua abertura era impecável, ela foi aproveitada em &#8220;O Paciente Residente&#8221;. Somente anos mais tarde, na segunda edição, Doyle autorizou reverter tais mudanças, voltando o livro a ter seu formato original.</p>
<p>Essa é a versão costumeiramente preferida pelas editoras e segue uma breve apresentação de cada episódio:</p>
<p><strong>Silver Blaze</strong> &#8211; Seu título refere-se ao nome de um cavalo campeão que desaparece poucos dias antes da &#8220;Taça de Sussex&#8221;. Holmes é contratado para descobrir seu paradeiro, a medida que, líder nas apostas, sua ausência interessa a muita gente.</p>
<p><strong>A Caixa de Papelão</strong> &#8211; Esse caso gira em torno de uma caixa contendo duas orelhas que vai parar nas mãos de Miss Cushing, uma pacata dona de casa. Afinal, de quem é ou quem são seus proprietários?</p>
<p><strong>A Face Amarela</strong> &#8211; Politicamente incorreto, o episódio envolve um suposto adultério, expondo o preconceito racial de forma bastante cruel, mas adequada ao comportamento da sociedade na época.</p>
<p><strong>O Corretor</strong> &#8211; O conto é baseado numa estranha proposta: que tal você ganhar o dobro num novo emprego desde que jamais apareça para trabalhar? Se ficou interessado, leia o texto antes de pedir a conta.</p>
<p><strong>A Tragédia do Gloria Scott</strong> &#8211; Primeira investigação de Holmes, quando ainda era um estudante. O caso foi o estopim para ele escolher a carreira de detetive e trata do desaparecimento de um navio, o Glória Scott, com mais de cem pessoas a bordo.</p>
<p><strong>O Ritual Musgrave</strong> &#8211; Um de seus primeiros casos. Victor Trevor, um amigo dos tempos de faculdade, recorre ao detetive para descobrir o estranho sumiço de seu mordomo.</p>
<p><strong>Os Fidalgos de Reigate</strong> &#8211; O leitor encontra Holmes adoentado, descansando na França, após a resolução de uma investigação de importância internacional. No entanto, seu sossego dura pouco, quando um cocheiro aparece morto na vizinhança.</p>
<p><strong>O Corcunda</strong> &#8211; Trata do violento assassinato do coronel James Barclay. O detetive consegue solucionar o mistério baseado num episódio do Velho Testamento que conta a curiosa história de Betsabé, uma das esposas do rei Davi.</p>
<p><strong>O Paciente Residente</strong> &#8211; Apresenta as desventuras de Mr. Blessington que, idoso e doente, teve a infeliz ideia de convidar seu médico, Dr. Trevilyan, para ir morar com ele e montar um consultório em sua casa.</p>
<p><strong>O Intérprete Grego</strong> &#8211; Envolvendo um poliglota grego, chantagem e sequestro, o conto revela uma surpresa: Mycroft, o irmão mais velho de Holmes, considerado o mais astuto da família.</p>
<p><strong>O Tratado Naval</strong> &#8211; Depois do irmão, chega a vez de conhecer um dos raros amigos do detetive, Percy Phelps, acusado do desaparecimento de importantes documentos do governo.</p>
<p><strong>O Problema Final</strong> &#8211; Nessa narrativa, Doyle, cansado do detetive, mata Holmes. No entanto, acabou tendo que &#8220;ressuscitá-lo&#8221; de olho nas finanças e por conta da insistência dos fãs. O responsável por sua morte é o Professor Moriarty, conhecido como o &#8220;Napoleão do Crime Organizado&#8221; e posso garantir que &#8220;muita água vai rolar&#8221; até o desfecho da história.</p>
<p>Esses casos fazem parte da fase áurea do escritor. Posteriormente, deprimido com a perda dos familiares e cada vez mais envolvido com o Espiritismo, suas histórias foram adquirindo um tom mais sombrio e fantástico, mas esse é um assunto para um próximo comentário e só resta desejar a todos uma boa leitura.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p><a href="https://amzn.to/3VXjHfI" target="_blank" rel="noopener"><img  title=""  alt="51NbDqpLF1L._SY445_SX342_ Memórias de Sherlock Holmes, um clássico da literatura policial" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/51NbDqpLF1L._SY445_SX342_.jpg" width="313" height="445" /></a></p>
<p><strong>Título</strong>: Memórias de Sherlock Holmes<br />
<strong>Autor</strong>: Arthur Conan Doyle<br />
<strong>Páginas</strong>: 384<br />
<strong>Editora</strong>: Zahar<br />
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<p>SINOPSE &#8211; Novas façanhas do mestre de Baker Street, o detetive mais amado de toda a literatura policial &#8211; incluindo seu embate decisivo com o arquirrival professor Moriarty. Mais um volume dos Clássicos Zahar, inclui 40 ilustrações originais, texto integral e os seguintes contos: Silver Blaze * A caixa de papelão * A face amarela * O corretor * A tragédia do Gloria Scott * O ritual Musgrave * Os fidalgos de Reigate * O corcunda * O paciente residente * O intérprete grego * O tratado naval * O problema final Em sua versão impressa apresenta uma belíssima edição de capa dura na já estabelecida série Bolso de Luxo. Outros volumes de Sherlock Holmes disponíveis na mesma série: &#8211; As aventuras de Sherlock Holmes &#8211; O cão dos Baskerville &#8211; Um estudo em vermelho &#8211; O vale do medo &#8211; O signo dos quatro &#8211; A volta de Sherlock Holmes</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Memórias de Sherlock Holmes, um clássico da literatura policial" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/16/memorias-de-sherlock-holmes/">Memórias de Sherlock Holmes, um clássico da literatura policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<item>
		<title>A grande arte, de Rubem Fonseca</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/05/13/a-grande-arte-de-rubem-fonseca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 20:50:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[A Grande Arte]]></category>
		<category><![CDATA[autor nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Murilo Reis &#8211; Há consenso entre críticos e leitores de que a obra de Rubem Fonseca ocupa lugar de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Murilo Reis</em> &#8211; Há consenso entre críticos e leitores de que a obra de Rubem Fonseca ocupa lugar de destaque na literatura brasileira (embora ele não tenha demonstrado a mesma força de outrora em seus livros mais recentes). Seu imaginário criou personagens marcantes, sobreviventes num submundo violento habitado por policiais, criminosos, artistas, miseráveis, advogados, escritores. Sua narrativa ágil tem como base a concisão da literatura policial norte-americana. Na bibliografia básica do autor, não poderia faltar A grande arte, romance publicado originalmente em 1983.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Uma mulher é brutalmente assassinada. Como única pista, a letra P é riscada à faca no rosto da vítima</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir daí, outros assassinatos ocorrem, despertando a atenção do advogado Paulo Mandrake. Personagem clássico na obra de Fonseca e famoso por seu cinismo e erudição, começa a investigar o caso, sendo conduzido para o centro de uma misteriosa organização criminosa.</p>
<p>Porém, Mandrake não possui a capacidade dedutiva de detetives como C. Auguste Dupin ou Sherlock Holmes. Falível, descuidado e movido pelo ódio, atrapalha investigações da polícia federal, sendo levado a uma série de caminhos sem saída que não apontam para a solução do caso. Seu fraco por mulheres não ajuda sua empreitada. Ada, Bebel, Mercedes e Lilibeth, namoradas que povoam a vida de um homem solitário, tentam trazer para si alguém insatisfeito por natureza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00BJNEEE0&amp;asins=B00BJNEEE0&amp;linkId=caf90902a40e1756b7878c22f13a09c4&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B00BJNEEE0"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B00BJNEEE0 A grande arte, de Rubem Fonseca"  width="1" height="1" border="0"></p>
<p>Lima Prado, Nariz de Ferro, Mateus, Rafael e Professor são criminosos anônimos, gangsteres sem glória que exercem sua violência nas sombras onde vivem os miseráveis oprimidos pelo capitalismo. Estão longe dos holofotes da imprensa e autoridades, ao contrário do que fariam Al Capone ou Charlie Luciano. Mestres que sofrem mortes violentas, porém honrosas, são enterrados como indigentes. Enfrentam aliados que viram inimigos, como Camilo Fuentes. Boliviano implacável, movido por um ódio frio, vive num país que hostiliza pessoas com aparência indígena como a sua. Travam uma silenciosa e sangrenta guerra de facas. O manejo de armas brancas é elucidado de maneira quase acadêmica.</p>
<p>Nos romances policiais de Raymond Chandler, há um único foco narrativo. Narrada por Mandrake, A grande arte sofistica o gênero com alternâncias na focalização, adicionando protagonistas, antagonistas e anti-heróis à história.</p>
<p>No aniversário de 90 anos de Rubem Fonseca, é um livro que deve ser lembrado não apenas por ser dos principais na obra do autor, mas como parte dos maiores na literatura brasileira contemporânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6667 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/05/arte.jpg"  alt="arte A grande arte, de Rubem Fonseca"  width="182" height="276"></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Título</strong>: A grande arte<br />
<strong>Autor</strong>: Rubem Fonseca<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/livro/2401ED3176" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong>: Apenas a letra P, traçada a ponta de faca no rosto de uma prostituta assassinada. &#8220;Não haveria impressões digitais, testemunhas, quaisquer indícios que o identificassem. Apenas sua caligrafia. &#8221; Para decifrar essa escrita perversa, o advogado Mandrake &#8211; um dos grandes personagens da literatura brasileira contemporânea &#8211; lança-se em uma frenética aventura pelo lado sombrio da metrópole, enquanto de mão em mão as facas cumprem sua faina silenciosa e mortal. Por meio de uma narrativa em que se entrelaçam a trama policial, os círculos da alta sociedade, o submundo do crime e o desejo sexual, Rubem Fonseca compõe um grande romance, tão preciso e contundente em sua arte quanto uma aguçada lâmina de aço.</p>
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<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;"><strong>MURILO REIS</strong> &#8211; Graduado em Letras, é viciado em jornalismo, literatura, histórias em quadrinhos, cinema e música. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://twitter.com/murilunk">Twitter</a></span></span></em></p>
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<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 A grande arte, de Rubem Fonseca"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/13/a-grande-arte-de-rubem-fonseca/">A grande arte, de Rubem Fonseca</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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