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	<title>Arquivos colunista -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos colunista -</title>
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		<title>Gênese é mais um trabalho primoroso de Karin Slaughter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2018 18:15:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
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		<category><![CDATA[Raquel de Mattos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Raquel de Mattos &#8211; A cada dia que eu leio um de seus livros eu me apaixono mais e mais por ela. Sim, tem que ter sangue frio para ler Karin Slaughter, pois suas histórias são pesadas e suas descrições, mais ainda. Mas se você gosta do gênero tanto quanto eu, irá adorar os...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Raquel de Mattos</em> &#8211; A cada dia que eu leio um de seus livros eu me apaixono mais e mais por ela. Sim, tem que ter sangue frio para ler Karin Slaughter, pois suas histórias são pesadas e suas descrições, mais ainda. Mas se você gosta do gênero tanto quanto eu, irá adorar os detalhes. Não são aqueles detalhes chatos de ler, intermináveis. Ela só te conta o suficiente para deixar que a sua imaginação complete o resto.</p>
<p>Apesar de ser fã confessa da Karin, eu não estava exatamente no ritmo para começar a leitura, pois eu <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/21/jantar-secreto-de-raphael-montes/" target="_blank" rel="noopener">havia acabado de ler Jantar Secreto, do Raphael Montes</a>, e estava devastada! O livro dele é maravilhoso e eu tinha aquela sensação de que nada preencheria aquele vazio. Mas era a Karin Slaughter, uma das minhas autoras favoritas da atualidade (junto com a Tess Geritsen) e eu sabia que ela não me decepcionaria. E não me decepcionou!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.25em; color: #333333;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24118 size-medium" style="margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/genese2.jpg?w=203" alt="" width="203" height="300">Uma trama bem elaborada, com toques de humor pontuais&nbsp;e bem colocados, fizeram com que a leitura fluísse rápida,&nbsp;mas sem desespero. Não é um livro que se quer devorar&nbsp;em uma noite, mas também não se consegue&nbsp;passar impune ou deixar pra lá.</span></p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa foi a primeira história em que aparece a personagem Sara Linton, (uma fofa) médica na emergência do Hospital Grady, onde ela conhecerá Will Trent e Faith Mitchell. Todos estarão presentes em outras tramas, juntos ou não (Will aparece em <em>Tríptico</em>, mas ainda não é parceiro da Faith, por exemplo). O legal da autora é que todos os personagens têm um passado um tanto sombrio, mas que ela vai revelando bem aos poucos para que você queira ler os outros livros para saber mais. E pelo visto tem bastante&#8230;</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-24115 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 35px; margin-bottom: 35px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/genese.jpg" alt="" width="540" height="480"></p>
<p>&nbsp;<br />
A história começa quando um casal idoso atropela uma mulher na floresta e, quando ela chega ao hospital, descobre que seus ferimentos vão muito além daqueles cometidos pelo carro. Por acaso Will &amp; Faith estão no Grady, pois Faith já tem seus próprios problemas&#8230; Nenhum dos personagens da trama está ali à toa, nem que seja para roubar sua atenção. Não existe enrolação. Todos são bem construídos, parecem com pessoas com as quais a gente convive ou conhece de alguma forma. Quando for escritora quero saber fazer as coisas tão bem feitas quanto ela! Eu descobri o que acontecia mais por intuição do que por dedução (dificilmente eu acerto). Mas todos são suspeitos o tempo todo. E os detalhes sempre fazem a diferença. E não precisa ficar voltando na história para entender algo que deixou passar, pois tudo fica sempre bem claro.</p>
<p>Mais uma vez Karin Slaughter me provou que ela pode se superar a cada livro. Ela já tinha me capturado com <em>Flores Partidas</em> e <em>Tríptico</em>, e não me deixou na mão com <em>Gênese</em>. Se você nunca leu nada dela, recomendo que comece por <em>A garota de olhos azuis</em> e <em>Flores Partidas</em> (<a href="https://literaturapolicial.com/?p=13802" target="_blank" rel="noopener">tem resenha aqui</a>).</p>
<p>Abraços literários!</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11309" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/parceria_record.jpg" alt="" width="226" height="70"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10249" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png" alt="" width="106" height="22"></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-19553 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/08/genese.jpg?w=197" alt="" width="197" height="300">Título</strong>: Gênese<br />
<strong>Autora</strong>: Karin Slaughter<br />
<strong>Tradução</strong>: Gustavo Mesquita<br />
<strong>Editora</strong>: Record<br />
<strong>Páginas</strong>: 490<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/genese-699219ed702605.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;–<img loading="lazy" decoding="async" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8535906312" alt="" width="1" height="1" border="0"> Uma caçada a uma mente doentia que está prestes a dar vazão a toda a crueldade de que a natureza humana é capaz.&nbsp;Quando uma paciente chega à emergência do hospital Grady gravemente ferida, a médica Sara Linton se depara com um mundo de violência e terror. A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua, com marcas de tortura pelo corpo, ela parece ter sido vítima de uma mente muito perturbada.&nbsp;A polícia começa a investigação, porém o detetive Will Trent não se dá por satisfeito. Ele logo descobre uma câmara subterrânea que esconde uma revelação macabra: a mulher que deu entrada no hospital não foi a única vítima desse sádico.&nbsp;&nbsp;Com a ajuda da Dra. Linton, Will e a sua parceira, Faith Mitchell, mergulham na caça ao assassino. Quando outra mulher desaparece sem deixar vestígios, a verdade os atinge como um golpe brutal: o esconderijo do assassino foi descoberto, mas ele continua em ação. Agora os três são o único obstáculo entre um louco e sua próxima vítima.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/01/17/genese-e-mais-um-trabalho-primoroso-de-karin-slaughter/">Gênese é mais um trabalho primoroso de Karin Slaughter</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Um, de Antonio D. Cattani, retrata um país terrível (e familiar)</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/01/03/o-um-de-antonio-d-cattani-retrata-um-pais-terrivel-e-familiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jan 2018 12:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio D. Cattani]]></category>
		<category><![CDATA[autor nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[O Um – inquérito parcial sobre o caso Ingo Ludder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; A afirmação está desgastada, mas ainda encontramos sentido nela: numa terra arrasada, qualquer tipo de planta pode crescer. Principalmente as oportunistas ervas daninhas. É num cenário como este que Antonio D. Cattani insere seu mais recente livro, O Um – inquérito parcial sobre o caso Ingo Ludder (Bestiário, 2017), novela criminal...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; A afirmação está desgastada, mas ainda encontramos sentido nela: numa terra arrasada, qualquer tipo de planta pode crescer. Principalmente as oportunistas ervas daninhas. É num cenário como este que Antonio D. Cattani insere seu mais recente livro, O Um – inquérito parcial sobre o caso Ingo Ludder (Bestiário, 2017), novela criminal que dialoga muito com o contexto atual.</p>
<p>Na história, um líder carismático aproveita a descrença política, o ceticismo nos partidos e a frouxidão moral de parte da sociedade para se projetar como salvador da pátria. Ingo Ludder é magnético e arrebatador, e está cercado de estetas deslumbrados, financiadores espúrios e consultores abjetos. Alicerçado por um conjunto de vídeos enaltecedores, Ludder destila ódio, xenofobia, racismo e discriminação social, despontando como o avesso da política que está aí, estratégia que o catapulta para ser favorito a uma vaga no Senado Federal. Tudo corre bem para o homem que é apontado como O Um da organização Ordem e Verticalidade, mas, de repente, às vésperas da eleição, Ludder desaparece.</p>
<p>Em O Um, Antonio D. Cattani instiga o leitor a percorrer um conjunto esparso de depoimentos da investigação sobre esse sumiço para que reconstitua a narrativa original. Por isso, desfilam pelas páginas as versões parciais de personagens colaterais que testemunharam a ascensão daquela figura hipnotizante. Ganham fala a continuísta desimportante da produtora de vídeos, a pesquisadora oblíqua, a enfermeira oscilante… Com controle quase absoluto, o autor vai despejando pistas nas falas desses depoentes, aumentando a ansiedade do leitor que deseja enxergar a figura completa do quebra-cabeças. Como disse anteriormente, o controle do autor é quase absoluto, já que Cattani desliza em diversos momentos na prosódia de seus personagens, seja porque as falas ficam pouco críveis pelo formalismo das palavras, seja porque os discursos (que deveriam ser claramente distintos) não se impõem como unidades individuais. Quer dizer: a estratégia de tornar os documentos da investigação peças soltas e aparentemente difíceis de encaixar não funciona tão bem quanto se desejaria. Mais de uma vez, o autor tenta explicar algum artificialismo, atribuindo a uma escrivã interferências para uniformizar as falas, mas esse recurso soa mais como desculpa do que como um elemento deliberado.</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Apesar disso, O Um é uma novela que merece atenção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23904 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/26543968_1933031843623881_1449128175_o.jpg" alt="" width="639" height="447"></p>
<p>Nas páginas de Cattani, uma produtora de vídeos contribui para que o fenômeno desponte e, literalmente, o Brasil assiste e dá suporte ao surgimento de uma ameaça. Brasil, neste caso, é o videasta Jorge Brasil, joguinho de palavras que não é involuntário. O autor se diverte salpicando personagens na trama, cujos nomes são aliterações sobre nomes verdadeiros. O leitor atento também poderá se divertir ao reconhecer figuras da política nacional desfilando mal-disfarçadas naquelas linhas…</p>
<p>No seu terço final, entra em cena o delegado Linder que não apenas atua para aglutinar as peças do jogo, mas dá humanidade e tensão narrativa à história. Não se trata de mais um herói típico de histórias criminais, mas de uma esperança legítima que o leitor acalenta por dezenas de páginas. A partir disso, O Um se impõe como uma narrativa que não se contenta apenas a reconstituir um crime, mas a destilar críticas à sociedade e àqueles que lhe dão seus contornos. É o que faz a melhor literatura policial: não se embevece com o sangue das vítimas, mas lança um olhar impiedoso para a cena que nos aterroriza.</p>
<p>O Um dialoga com o nazismo e com sua paródia tupiniquim, o integralismo. Mas também faz referências aos tempos de intolerância e ódio que estamos vivendo nos últimos anos. Não chega a revelar um país diferente, inusitado ou original. Pelo contrário, convida o leitor a reconhecer seu tempo presente, seu país, nossas omissões e escolhas mal feitas. É um momento sombrio e nefasto, terrivelmente familiar. Na telegráfica dedicatória no exemplar enviado, Cattani pergunta: E depois? Eu gostaria de saber responder, e de saber a que desdobramentos aquele inquérito parcial vai levar&#8230;</p>
<p><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B072JXGNWJ&amp;asins=B072JXGNWJ&amp;linkId=e17f0b17c8edea2efcd86e7de6bdef63&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9406 size-full" style="margin-top: 20px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="" width="75" height="22"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-23907" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/cattani_capa1.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300"><strong>Título:</strong> O Um – inquérito parcial sobre o caso Ingo Ludder<br />
<strong>Autor</strong>:&nbsp;Antonio D. Cattani<br />
<strong>Editora</strong>: Bestiário<br />
<strong>Páginas</strong>: 101 páginas</p>
<p><strong>SINOPSE –</strong> O surgimento de personagens tais como Hitler, Trump ou Ludder depende da existência de indivíduos excepcionais ou de condições previamente encontradas na sociedade? Para alguns, a junção de carisma e competência política explicaria como despontam homens-acontecimento, líderes ou gênios maléficos capazes de arregimentar pessoas ordinárias e incautas. Para outros, a explicação se encontra no caráter moral de parte da sociedade. Para atingir seus objetivos, ela produz de maneira consciente e deliberada o homem-instrumento.&nbsp;Essa controvérsia teórica se materializa numa situação verídica: a trama da ascensão e queda d’O UM reconstruída pelo Delegado A. A. Passos Linder. Além de lidar com caso tão complexo, Linder é confrontado a um desafio: como redigir o inquérito de forma isenta sem interferir na realidade?</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/01/03/o-um-de-antonio-d-cattani-retrata-um-pais-terrivel-e-familiar/">O Um, de Antonio D. Cattani, retrata um país terrível (e familiar)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Matem o Presidente é tudo o que se quer!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2017 11:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; O presidente dos Estados Unidos é intempestivo, politicamente incorreto, fanfarrão e não tem nenhum respeito pelo cargo que ocupa. Publicamente, anda trocando insultos com a Coréia do Norte, espeta as pessoas pelo Twitter e não se importa em ofender imigrantes e minorias. É uma figura polêmica, que coleciona escândalos, e parece...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/19/matem-o-presidente-e-tudo-o-que-se-quer/">Matem o Presidente é tudo o que se quer!</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; O presidente dos Estados Unidos é intempestivo, politicamente incorreto, fanfarrão e não tem nenhum respeito pelo cargo que ocupa. Publicamente, anda trocando insultos com a Coréia do Norte, espeta as pessoas pelo Twitter e não se importa em ofender imigrantes e minorias. É uma figura polêmica, que coleciona escândalos, e parece ter um prazer especial em ser desagradável. Não, não estou falando do homem eleito há um ano, para pavor do resto do planeta. A descrição acima está em <em>Matem o presidente</em>, thriller quentíssimo que acaba de chegar às livrarias brasileiras e que fecha o ano com tudo.</p>
<p>Assinado por Sam Bourne, <em>Matem o presidente</em> poderia ser mais uma história de conspiração típica do cinema e de best-sellers de aeroporto, mas a proximidade vertiginosa com a realidade atual e um corajoso ceticismo estrangeiro salvam a missão. Eu explico.</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8501112267&amp;asins=8501112267&amp;linkId=294cc60c5a0633e135a5a817497779eb&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>No romance, o irascível presidente dos Estados Unidos cai numa provocação dos norte-coreanos e decide iniciar um ataque nuclear. Perto do fim do mundo, o que se quer é parar o homem, mas quem pode fazê-lo? Ele parece incontrolável, parece o foguete que escapa de sua rota e tem tudo para atingir o que vem pela frente. Quando manobras políticas fracassam e quando as soluções constitucionais parecem distantes, resta apenas uma saída: acabar com ele, de uma vez por todas. Confesse: você já pensou nessa solução após ver os tuítes mais desnecessários e idiotas disparados pelo inquilino da Casa Branca.</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>É esse jogo de espelhamento com a realidade que torna <em>Matem o presidente</em> uma experiência eletrizante. A todo momento, reconhecemos parte do noticiário cotidiano e nos escandalizamos com as atitudes de personagens reais que teriam tudo para ser fictícios. A todo momento, revisitamos sentimentos de repulsa e indignação, revolta e ódio. Sim, é fácil detestar racistas, xenófobos e machistas. É fácil torcer para que eles se dêem mal e que provem do próprio veneno. Ansiamos para chegar rápido a um final feliz porque desejamos virar essa página de ignomínia internacional. Somos invariavelmente atraídos para uma zona cinzenta cujas fronteiras entre ficção e realidade já se perderam. Então, de forma habilidosa, Sam Bourne alimenta nossa fúria leitora para que cheguemos enfim a um momento de purgação do mal… Com um detalhe: diferente das patriotadas estadunidenses a que estamos acostumados, o autor adota uma postura menos ingênua e adesista. Isso porque Sam Bourne, na verdade, é Jonathan Freedland, premiado e experiente jornalista inglês que já cobriu Washington, mas não precisa jurar pela bandeira norte-americana. Autor de outros cinco romances, Bourne opera numa margem menos rígida, livre do civismo quase religioso pós-11 de setembro.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23683 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/12/25552934_1926585790935153_93670387_o.jpg" alt="" width="639" height="479"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23684 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/12/25577133_1926584134268652_290442315_o.jpg" alt="" width="639" height="852"></p>
<p>&nbsp;<br />
A Casa Branca esculpida por Bourne exibe um orgulho obsceno de ser intolerante e imperialista, mas ela ainda abriga ocupantes da gestão anterior, que hoje estão na oposição. A rigorosa funcionária do departamento jurídico Maggie Costello é o melhor exemplo desses infiltrados, e é justamente ela quem descobrirá que existe um plano para matar o comandante-em-chefe da maior máquina de guerra do planeta. A força do romance de Bourne está justamente na insistência de invocar um dilema moral: Maggie deve evitar o assassinato e deixar o mundo à mercê de um fanático ou deve ignorar seus princípios e se omitir? Tal dilema não fica restrito à protagonista, e é muito possível que o leitor se sinta confuso ao perceber que está torcendo para que o execrável presidente seja poupado e nossa heroína salve o dia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 210px;"><span style="font-size: 1.35em; color: #808080;">De complô em complô, desfilam sorrateiros pelos corredores da Ala Oeste todos os tipos de personagens: ambíguos e salientes, desvairados e controlados. Não importa quem são. Estamos em Washington, a capital federal, a cidade onde o oxigênio do poder é rarefeito e há muitas narinas querendo aspirá-lo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em matéria de suspense, o livro reserva bons momentos graças à costura caprichosa de um enredo que não se rende a invencionices apressadas e ridículas teorias conspiratórias. Duelos com diálogos cortantes, capítulos curtos e muita malícia política fazem de <em>Matem o presidente</em> uma leitura viciante. Assim, as mais de quatrocentas páginas são devoradas em um ou dois dias. Anunciado no exterior como “o thriller mais explosivo do ano”, o livro chega ao Brasil apenas seis meses depois de ser lançado nos Estados Unidos, e sua edição nacional tem um minúsculo pecado: na página 296, trocaram o nome de um personagem. Um deslize tão insignificante que não valeria nem um tuíte, mesmo para quem tem dedos nervosos e muito topete…</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11309 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/parceria_record.jpg" alt="" width="226" height="70"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10249" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png" alt="" width="106" height="22"><br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B077NTQWKQ/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B077NTQWKQ&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=0ed59a75ed0c3f6a1f5b0d2e0afd9241" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="margin-top: 30px; border: 1px solid #c0c0c0; margin-bottom: 0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=B077NTQWKQ&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="167" height="250" border="0"></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B077NTQWKQ" alt="" width="1" height="1" border="0"><br />
<strong>Título: Matem o Presidente</strong><br />
<strong>Autor</strong>: Sam Bourne<br />
<strong>Tradução</strong>: Clóvis Marques<br />
<strong>Editora</strong>: Record<br />
<strong>Páginas</strong>: 406<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.skoob.com.br/matem-o-presidente-722574ed724501.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></span></p>
<p>SINOPSE – Um plano para matar o presidente e um dilema moral unidos em um thriller explosivo. Aquilo que ninguém acreditava aconteceu&#8230; Os Estados Unidos elegeram como presidente um homem instável, machista e demagogo, apoiado por seu implacável estrategista, Crawford McNamara. Quando uma guerra de insultos com o regime da Coreia do Norte foge do controle e leva o presidente a ordenar o lançamento de um ataque nuclear, o que coloca em risco o mundo inteiro, fica claro que alguém precisa agir antes que a humanidade seja reduzida a cinzas. Assim, quando Maggie Costello, uma experiente funcionária de Washington e fiel aos seus princípios — completamente opostos aos do atual presidente —, descobre um plano dentro da própria Casa Branca para matar o presidente dos Estados Unidos, ela se depara com um grande dilema moral: ela deve salvá-lo, deixando o mundo à mercê de um tirano desequilibrado, ou trair seu comandante em chefe e arriscar lançar o país em uma guerra civil?</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/19/matem-o-presidente-e-tudo-o-que-se-quer/">Matem o Presidente é tudo o que se quer!</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Viaje no tempo com Contos de Horror do Século XIX</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/12/09/viaje-no-tempo-com-contos-de-horror-do-seculo-xix/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2017/12/09/viaje-no-tempo-com-contos-de-horror-do-seculo-xix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Dec 2017 11:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[arthur conan doyle]]></category>
		<category><![CDATA[bram stoker]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[contos de horror do século XIX]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>CLÁSSICOS DO HORROR – Fantasmas e criaturas assombrosas dão o tom de Contos de horror do século XIX, coletânea organizada pelo argentino Alberto Manguel que reúne 33 histórias sinistras do tempo dos cabriolés e lamparinas a óleo. Alguns autores selecionados são ícones do gênero, como Edgar Allan Poe e Bram Stoker, alguns são pouco conhecidos,...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/09/viaje-no-tempo-com-contos-de-horror-do-seculo-xix/">Viaje no tempo com Contos de Horror do Século XIX</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>CLÁSSICOS DO HORROR – Fantasmas e criaturas assombrosas dão o tom de Contos de horror do século XIX, coletânea organizada pelo argentino Alberto Manguel que reúne 33 histórias sinistras do tempo dos cabriolés e lamparinas a óleo. Alguns autores selecionados são ícones do gênero, como Edgar Allan Poe e Bram Stoker, alguns são pouco conhecidos, e há quem seja mais popular em outros “departamentos”, como Arthur Conan Doyle no policial e HG Wells na ficção científica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535906312&amp;asins=8535906312&amp;linkId=6454d3591771603156b6d49ef478bd34&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Ler essa coletânea é como embarcar numa máquina no tempo (ou mais precisamente, num trem-fantasma do tempo). Viaja-se para uma época onde espíritos, casas mal assombradas, vampiros de vilas e objetos amaldiçoados eram temas passíveis de um medo genuíno. E não tem como começar melhor do que com o inquietante A mão do macaco (também conhecido por A pata do macaco, <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe/trecho.php?codigo=12001" target="_blank" rel="noopener">que tem um trecho disponível no site da Companhia das Letras</a>), escrito por WW Jacobs e com tradução pomposa de Rubem Fonseca. É o melhor conto da coleção, sem sombra de dúvidas! Foi escrito em 1902 mas mantém um fascínio aterrador, sobre o dono de uma pata encantada de macaco que, após ter três desejos concedidos, percebe que tudo na vida tem seu preço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 120px;"><em>Quando o paciente virou de frente para o seu rosto, o enfermeiro por pouco não recuou de susto; que raiva e que ódio selvagem ardiam nos olhos dementes.</em></p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="padding-left: 120px;">(<em>A flor vermelha</em>, Vsévolod Gárchin)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <em>Os fatos no caso do sr. Valdemar</em>, o genial Edgar Allan Poe nos arrasta para uma história de terror entremeada por intervenções científicas e lições sobre hipnotismo. Funciona como se estivéssemos junto ao moribundo Ernest Valdemar, renomado autor e compilador da Bibliotheca Forensica, testemunhando uma certa experiência macabra e sobrenatural. A curiosidade fica por conta da informação revelada na introdução: quando lançado, o conto pareceu tão convincente que foi tomado como história verídica e assustou muita gente (e aposto que ainda enganaria). Reações previsíveis em se tratando do poder de convencimento trevoso da mente de Poe.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-23253 size-large" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/12/25130134_10210674467486899_564842803_o.jpg?w=639" alt="" width="639" height="712" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2017/12/25130134_10210674467486899_564842803_o.jpg 1440w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2017/12/25130134_10210674467486899_564842803_o-269x300.jpg 269w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2017/12/25130134_10210674467486899_564842803_o-768x855.jpg 768w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2017/12/25130134_10210674467486899_564842803_o-919x1024.jpg 919w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /></p>
<p>As participações de HG Wells (O cone) e Arthur Conan Doyle (O cirurgião de Gaster Fell) são satisfatórias. Seus contos são bons. Exploram não o medo sobrenatural como no caso de Poe, mas o terror diante da própria maldade humana. Sobre finais que particularmente chamam a atenção, está A aia, de Eça de Queiroz, que imprime um ritmo regular para se completar num desfecho surpreendente. A selvagem, de Bram Stoker, não tem nada de vampiresco mas não deixa de ser tenebroso, enquanto que A janela vedada, de Ambrose Bierce, só perde no quesito inacreditável para o fim que levou o próprio escritor, em 1913, no México. E tem ainda Morte na sala de aula, de Walt Whitman, de um remate que choca pelo misto de indignação e horror.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 270px;">Um belo moço e uma moça bela se casaram com entusiasmo, Depois da<br />
cerimônia &#8211; enfim sós &#8211; , sentados um em face do outro em poltronas<br />
confortáveis, olharam-se mutuamente por muito tempo e, sem nada dizer,<br />
explodiram de horror.</p>
<p style="padding-left: 270px;">(Compêndio de história contemporânea<br />
<em>A fava</em>, Léon Bloy)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns contos se perdem pelo caminho, seja pela descrição exagerada de coisas e situações, seja pela própria falta de charme. É o caso de&nbsp;<em>Esperidião</em>, de Georges Sand, ou um episódio do livro escrito pela romancista francesa em 1838. Nem a tradução de Milton Hatoum salva esse conto, que mais lembra uma versão simplificada (e chata) do inferno de Dante nos delírios de um monge chamado Aléxis. Acontece o mesmo com&nbsp;<em>A volta do parafuso</em>, de Henry James, que enrola tanto para discorrer sobre possíveis assombrações assustando crianças numa casa de campo ao ponto de fazer o interesse migrar rapidinho para a próxima história. A seu favor, contribui o fato do conto ter saído em série numa revista em 1898 e, por isso, ser mais longo. Mesmo assim, é uma seleção discutível.</p>
<p>Ler <em>Contos de horror do século XIX</em> é uma experiência única, que nos transporta para o mundo fascinante, sombrio e distante do século 19. Medos primitivos são estimulados a cada nova história e podem nascer em qualquer lugar, como num reflexo aterrador do espelho, numa sombra deslizando inexplicavelmente pela parede ou no morto que desperta para fugir a escuridão. A essência da natureza humana, essa dificilmente muda.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #000000;">Assista à resenha em vídeo</span></h3>
<p style="text-align: left;">[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=urEI9mkF_kM[/embedyt]</p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11868" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/parceria_companhia.jpg" alt="" width="268" height="70"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22"></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535906312/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535906312&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=904b1df7f19540a490afb5976caa0548" target="_blank" rel="noopener">Contos de Horror do Século XIX</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8535906312" alt="" width="1" height="1" border="0"><br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535906312/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535906312&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=d0b5026b246e3ee770923745e6272b0d" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8535906312&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="163" height="250" border="0"></a><br />
<strong>Título: Contos de horror do século XIX</strong><br />
Autor: Vários autores, com organização de Alberto Manguel<br />
Editora: Companhia das Letras<br />
Páginas: 552<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/contos-de-horror-do-seculo-xix-2542ed3336.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211;<img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8535906312" alt="" width="1" height="1" border="0"> Nesta antologia de&nbsp;<em>Contos de horror do século XIX</em>, o escritor Alberto Manguel reuniu, especialmente para o público brasileiro, a fina flor do medo. Tão antigo quanto a civilização, o conto de horror define suas regras e chega a seu apogeu na literatura anglo-saxônica, na linhagem de escritores que vai da &#8220;gótica&#8221; Ann Radcliffe a Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft. Mas Manguel não se contenta apenas com os mestres mais conhecidos do gênero, como Henry James, Guy de Maupassant ou Robert Louis Stevenson. Convoca escritores de toda estatura e de várias línguas, do português de Eça de Queiroz ao íidiche de Lamed Schapiro.</p>
<p>Nesse percurso, o leitor transita por todos os ambientes e resvala em todos os motivos do conto de horror: igrejas em ruínas, subsolos pútridos, jardins ermos, prisões e campos de batalha, criaturas invisíveis, mortos-vivos, animais espantosos e espelhos encantados. Tudo isso em sua poltrona preferida, em (relativa) segurança, desfrutando ainda do último charme deste livro: novas traduções de todas as narrativas, cada uma a cargo de um nome expressivo da cultura brasileira contemporânea.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20095" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/ana3_mod.png" alt="" width="630" height="133"></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/09/viaje-no-tempo-com-contos-de-horror-do-seculo-xix/">Viaje no tempo com Contos de Horror do Século XIX</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Para um livro de estreia, Todas as garotas desaparecidas é pra lá de interessante</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/11/03/20811/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2017/11/03/20811/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2017 14:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[editora verus]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel de Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[todas as garotas desaparecidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para um livro de estreia, ele é pra lá de interessante. Muitas questões que parecem sem resolução e uma autoanálise da personagem bem sufocante. &#160; A história de Todas as garotas desaparecidas é muito bem escrita, narrada em primeira pessoa e com uma questão peculiar: a segunda parte – a maior parte do livro –...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 1.35em;"><em>Para um livro de estreia, ele é pra lá de interessante. Muitas questões que parecem sem resolução e uma autoanálise da personagem bem sufocante.</em></span></p>
<p>&nbsp;<br />
A história de <em>Todas as garotas desaparecidas</em> é muito bem escrita, narrada em primeira pessoa e com uma questão peculiar: a segunda parte – a maior parte do livro – é contada em retrospectiva, ou seja, os quinze dias em que se passam o grosso da história são contados de trás pra frente.</p>
<p>Confesso que o começo me deixou meio desanimada, parecia que a narrativa não fluía e eu levei vários dias para engrenar na leitura. A primeira parte – que é curta, ainda bem – conta como Nicollette Farrell – Nic, como seus conterrâneos a chamam – retorna à sua cidade depois de 10 anos fora em definitivo, para ajudar seu irmão, Daniel, a vender a casa onde eles cresceram para pagar o tratamento do pai, que está internado em uma clínica de repouso. Só que papai mandou uma mensagem misteriosa e também não quer que eles vendam a casa. Ai, ai, ai&#8230;</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>A casa pertenceu a diversas gerações da família, a mãe deles morreu ali, há muitas memórias e o papai anda meio perdido nas lembranças. Mas eles precisam da grana. Lá chegando, vê seu ex-namorado e grande amor Tyler de namoro com Annaleise Carter, que vai ser a próxima a sumir.</p>
<p>Quando eu vi essa questão da inversão da cronologia, pensei nos vários livros que eu já li sobre crimes e pensei: “mas se eu estou lendo o final da história e ele não me revela o que aconteceu, como o começo vai revelar? Essa escritora tem que ser muito boa para resolver essa questão”. E é. Ela é mesmo muito boa! Resolveu a história de forma brilhante. A cada dia que se passa para trás, mais da história é revelado, mais do caráter dos personagens aparece – personagens bem elaborados, por sinal –, mais complicações se assomam aos problemas já existentes e dúvidas que o leitor não tinha, aparecem e – ufa! – se resolvem. Não que seja fabuloso, mas a forma como foi resolvido me agradou.</p>
<p>Não ficou nada de fora. O pai, as garotas desaparecidas, o irmão e todas as relações são esclarecidas ou finalizadas. Todos os personagens me pareceram bem construídos, as sensações dos ambientes foram bem descritas, estava tudo certo. No começo parecia que ela estava fazendo uma lição de “como escrever um livro”, dado o tipo de descrição que ela fazia era bem de principiante (quem já tentou escrever ficção percebe isso logo de cara); depois parece que ela pega o jeito e logo essa questão é contornada de uma forma mais profissional e tudo flui melhor.</p>
<p>Mas devo fazer outra confissão: esse tipo de narrativa me deixou meio confusa algumas vezes, pois precisava lembrar do que tinha acontecido em um dia para lembrar que no dia anterior tal coisa ainda não tinha acontecido. Mas se sua memória é melhor do que a minha, talvez sua experiência seja melhor.</p>
<p>Espero que um dia saia um filme desse livro e que quem o roteirize e dirija consiga dar o suspense na dose certa. Não é um super thriller, mas pode vir a ser nas telonas.</p>
<p>Abraços literários!<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11309" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/parceria_record.jpg" alt="" width="226" height="70"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9406" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="" width="75" height="22"></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20816 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/garotas1.jpg" alt="" width="200" height="297">Título</strong>: Todas as garotas desaparecidas<br />
<strong>Autora</strong>: Megan Miranda<br />
<strong>Tradução</strong>: Petê Rissatti<br />
<strong>Editora</strong>: Verus<br />
<strong>Páginas</strong>: 294<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/todas-as-garotas-desaparecidas-710211ed711584.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – Ninguém simplesmente some.&nbsp;Faz dez anos que Nicolette Farrell deixou Cooley Ridge, sua cidadezinha natal, depois que sua melhor amiga, Corinne, desapareceu sem deixar rastros. De volta para resolver assuntos pendentes, Nic logo se vê imersa em um drama chocante que faz o caso de Corinne ser reaberto e remexe em antigas feridas.&nbsp;Logo ao chegar, Nic descobre que seu namorado da época está envolvido com Annaleise Carter, a jovem vizinha que foi o álibi do grupo de suspeitos para a noite do sumiço de Corinne. E então, poucos dias após a volta de Nic, Annaleise desaparece.&nbsp;Agora Nic precisa desvendar o desaparecimento de sua vizinha e, no processo, vai descobrir verdades chocantes sobre seus amigos, sua família e o que realmente aconteceu com Corinne naquela noite, dez anos atrás. <em>Todas as garotas desaparecidas</em> é um suspense psicológico impactante — contado de trás para frente. Quando você pensa que está seguindo por um caminho conhecido, Megan Miranda — autora revelação no gênero do suspense — vira tudo de cabeça para baixo e nos faz questionar até onde estaríamos dispostos a ir para proteger aqueles que amamos.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/03/20811/">Para um livro de estreia, Todas as garotas desaparecidas é pra lá de interessante</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 13:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Hole]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rodrigo Padrini – É comum que as editoras utilizem algumas frases marcantes ditas por críticos literários para chamar a atenção do leitor em suas capas. “Incrível!”, “O próximo Stephen King”, “Uma história para a sua vida”, coisas do tipo. Neste caso, somos informados que Jo Nesbø é um autor imprevisível e que nos...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> – É comum que as editoras utilizem algumas frases marcantes ditas por críticos literários para chamar a atenção do leitor em suas capas. “Incrível!”, “O próximo Stephen King”, “Uma história para a sua vida”, coisas do tipo. Neste caso, somos informados que Jo Nesbø é um autor imprevisível e que nos conduz pela história como se estivéssemos em uma montanha russa, prestes a desabar a toda a velocidade.</p>
<p>Costumo ficar um pouco incrédulo diante dessas afirmativas, no entanto, nunca uma frase disposta humildemente em uma capa despretensiosa se encaixou tão bem ao que eu iria encontrar ao longo de 500 e poucas páginas. Sim, Jo Nesbø realmente nos conduz com inteligência e suspense.</p>
<p>“Polícia” (Editora Record, 2017) é um dos romances com o detetive Harry Hole publicados pelo escritor norueguês Jo Nesbø, nascido em Oslo, em 1960. O autor tem acumulado alguns best-sellers, publicados no Brasil pela Editora Record, como ‘O leopardo’ e ‘O fantasma’, e tem sido falado por aí devido à recente adaptação de ‘Boneco de neve’ para o cinema. Nesbø já foi atleta profissional, analista financeiro, músico e, hoje em dia, é ‘somente’ um dos escritores de romances policiais mais conhecido no mundo.</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;Os lobos que foram excluídos da alcateia são os mais perigosos. Eles não sentem nenhuma responsabilidade, só ódio e amargura”[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Harry tem lá os seus ‘trinta e tantos anos’ e é o policial mais competente da polícia de Oslo. Nascido em Oppsal, ao sudeste de Oslo, Noruega, o detetive possui tendências alternadas ao alcoolismo e ao vício pelo trabalho. É reverenciado por alguns de seus colegas, mas não faz muito o tipo de outros. Até o momento, Hole protagonizou onze títulos, dez deles publicados no Brasil. De acordo com o site do autor, Harry Hole tem como ambição entender o que é o ‘mal’ e o que é o ‘amor’. Bonito, não?</p>
<p>Basicamente, “Polícia” traz um assassino de policiais a Oslo em um contexto complicado, já que Harry Hole, ‘o fodão’, está provisoriamente ‘incapacitado’ para ajudar os seus colegas. Ou seja, o pessoal tem que se virar. Os personagens são bem construídos e o estilo da escrita faz com que, apesar de alguns detalhamentos aparentemente excessivos, a experiência de ler quinhentas páginas não seja penosa. Pelo contrário, a maioria dos eventos se conecta e a astúcia do autor impressiona algumas vezes.</p>
<p>Pode-se dizer que “Polícia” é a continuação de “O fantasma” e, de fato, a leitura de seu predecessor é uma dica importante, já que alguns elementos trazidos ao longo de “Polícia” remetem diretamente a eventos do passado, o que nos faz apenas imaginar o que aconteceu e ficar curiosos, apesar dos breves resumos apresentados. Se puder ler “O fantasma” antes, leia.</p>
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<p>A narrativa tem quatro partes divididas em capítulos menores que, por sua vez, são distribuídos em seções que adotam a perspectiva de diferentes personagens da trama. Essa forma de conduzir a história como um quebra-cabeças é um dos elementos que contribui para o suspense. Muitas vezes, achamos que é uma coisa, mas na verdade é outra. Isso também aumenta a ansiedade e a vontade de pular umas cinco páginas de uma vez, mas não pule, vale o esforço.</p>
<p>O fim da história dá a entender que algo mais virá, algum fio solto, um elemento que acabamos deixando pra lá. Ficou a curiosidade. Quando descobrimos o desfecho, dá vontade de ler o livro inteiro de novo para conhecer o que deixamos passar. Cada diálogo, cada telefonema, cada comportamento. Como não vimos isso antes?</p>
<p>“Polícia” foi a minha primeira experiência com o detetive Harry Hole e acredito que a primeira de muitas. O personagem em si é bastante carismático mas, além disso, a escrita de Jo Nesbø me agradou muito. Sem querer ser chato, mas a escrita tem ‘algo de contemporâneo’ e informal, o que torna a experiência bem interessante, algo como os livros de Tess Gerritsen e Stieg Larsson. Pretende divertir. E diverte.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11309 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/parceria_record.jpg" alt="" width="226" height="70" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Pol%C3%ADcia-Jo-Nesbo/dp/8501109584/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=pol%C3%ADcia+jo+nesbo&amp;qid=1560428417&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=7e3f3af69dea2cf2723edc11dbad3c53" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8501109584&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8501109584" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Polícia<br />
<strong>Autor</strong>: Jo Nesbø<br />
<strong>Tradução</strong>: Kristin Garrubo<br />
<strong>Editora</strong>: Record<br />
<strong>Páginas</strong>: 546<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2IJ4F5F" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Ao longo dos anos, o inspetor Harry Hole esteve envolvido nos principais casos de assassinato em Oslo e salvou a vida de muitas pessoas. Mas, quando um assassino brutal ataca os policiais da cidade e seus colegas são expostos ao perigo, Harry não se encontra em posição de proteger ninguém – muito menos a si mesmo. Um investigador aposentado é assassinado de modo brutal em um bosque nos arredores da cidade; um detetive é morto com requintes de crueldade. Ambos são encontrados nos locais dos crimes que não foram capazes de solucionar. E o assassino não para por aí. Funcionando como uma força-tarefa, os amigos de Harry na polícia entram em ação. Apesar da falta de pistas, eles contam com uma ajuda inesperada para deter o assassino antes que seus colegas sejam as próximas vítimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/10/31/harry-hole-e-uma-trama-muito-bem-arquitetada-em-policia-de-jo-nesbo/">Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<item>
		<title>As Boas Damas é uma novela policial com Sherlock Holmes</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/10/16/as-boas-damas-e-uma-novela-policial-com-sherlock-holmes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2017 11:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[sherlock holmes]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[as boas damas]]></category>
		<category><![CDATA[clara madrigano]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
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		<category><![CDATA[youtube]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Boas Damas: uma novela policial de Sherlock Holmes, de Clara Madrigano (Editora Dame Blanche) é a aventura de Annabel Watson, filha do famoso doutor e parceiro de investigações de Sherlock Holmes. Anos depois da morte dos pais, Anna vive com Holmes, seu tutor legal, que está prestes a se aposentar, até uma última cliente...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/10/16/as-boas-damas-e-uma-novela-policial-com-sherlock-holmes/">As Boas Damas é uma novela policial com Sherlock Holmes</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>As Boas Damas: uma novela policial de Sherlock Holmes</em>, de Clara Madrigano (Editora Dame Blanche) é a aventura de Annabel Watson, filha do famoso doutor e parceiro de investigações de Sherlock Holmes. Anos depois da morte dos pais, Anna vive com Holmes, seu tutor legal, que está prestes a se aposentar, até uma última cliente aparecer: uma dama da sociedade, que confessa ter assassinado o próprio filho, desafiando o detetive a descobrir suas motivações. Holmes, com Annabel a tiracolo, vê-se diante de um mistério que parece encobrir um mundo sobrenatural.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B0761WLJFS&amp;asins=B0761WLJFS&amp;linkId=173118c8f510eac83f56d701961f0581&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000000;">Assista ao vídeo</span></h2>
<p style="text-align: left;">[youtube=https://youtu.be/F-9LiH0w-Vg]</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9465 size-full" style="margin-top: 80px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22"></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20162 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/10/boasdamas.jpg?w=205" alt="" width="205" height="300">Título: As boas damas: uma novela de Sherlock Holmes</strong><br />
Autora: Clara Madrigano<br />
Editora: Dame Blanche<br />
Páginas: 240<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/as-boas-damas-717662ed719398.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>SINOPSE – Conheçam Annabel Watson, filha do famoso doutor e parceiro de investigações de Sherlock Holmes. Anos depois da morte dos pais, Anna vive com Holmes, seu tutor legal, que está prestes a se aposentar, até que uma última cliente aparece em busca de serviços: uma dama da sociedade, que confessa ter assassinado seu próprio filho, e que desafia o detetive a descobrir suas motivações. Holmes, com Annabel a tiracolo, sua nova cronista, vê-se lidando com forças que parecem encobrir um mundo sobrenatural.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/10/16/as-boas-damas-e-uma-novela-policial-com-sherlock-holmes/">As Boas Damas é uma novela policial com Sherlock Holmes</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A vida que enterramos, de Allen Eskens, é uma investigação sobre o passado</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/10/09/a-vida-que-enterramos-de-allen-eskens-e-uma-investigacao-sobre-o-passado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2017 11:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a vida que enterramos]]></category>
		<category><![CDATA[allen eskens]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[editora intrínseca]]></category>
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		<category><![CDATA[intrínseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Paula Laux &#8211; O personagem principal de A vida que enterramos é um jovem chamado Joe Talbert, que está cursando a faculdade e recebe a tarefa de escrever uma biografia. Joe não tem parentes próximos, sua relação com a própria mãe é muito ruim e ele não tem tantos amigos, então acaba tendo...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; O personagem principal de <em>A vida que enterramos</em> é um jovem chamado Joe Talbert, que está cursando a faculdade e recebe a tarefa de escrever uma biografia. Joe não tem parentes próximos, sua relação com a própria mãe é muito ruim e ele não tem tantos amigos, então acaba tendo a ideia de procurar um biografado no asilo da cidade.</p>
<p>Lá ele encontrará Carl Iverson, condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de 14 anos e que passou 30 anos de sua vida na cadeia. Carl foi liberado da prisão porque é um paciente terminal. Ele está morrendo de câncer. Joe decide escrever sua história de vida, acaba descobrindo que vários pontos da condenação de Carl ficaram mal explicados e que existe a possibilidade de que ele não tenha matado a menina. O próprio Carl reforça a sua inocência no primeiro dia em que encontra Joe, e só decide contar a verdade para ele depois que o faz confessar segredos do próprio passado, como se estivesse o testando para provar que todos erramos na vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><span style="font-size: 1.45em; color: #808080;">A trama é sobre é a investigação do passado de Carl, sua possível inocência, seu período como soldado no Vietnã, as dificuldades que enfrentou na vida e como lidou com questões que o afetaram profundamente. </span></p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há outros conflitos menores criados pelo autor, como o fato de Joe ter uma mãe bêbada e irresponsável e ter que lidar com ela, com a fragilidade do irmão, um jovem autista encantador com papel chave na história, sua relação com Lily, a vizinha que o ajuda nas investigações e pela qual ele se apaixona, e a própria batalha interna de Joe para enfrentar seus demônios e questionar a realidade.</p>
<p>Allen Eskens sabe prender a atenção do leitor, e o resultado é um livro que se lê rapidamente. Há alguns trechos descritivos que poderiam ter sido mais resumidos, principalmente nos capítulos finais, mas isso não prejudica tanto o ritmo da leitura. O autor é advogado criminalista há 25 anos, e também é formado em jornalismo. Há coerência na abordagem dos temas sobre a lei e sobre os trâmites legais que envolvem as ações do protagonista.<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8551002449&amp;asins=8551002449&amp;linkId=25f5c2fd35a3cb71db9bfbefe4310c28&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>A vida que enterramos</em> foi traduzido para 16 idiomas e ganhou alguns prêmios, e no Brasil foi publicado pela Editora Intrínseca. Allen Eskens também foi finalista do prêmio Edgar Award, que é um dos mais importantes, senão o mais importante, dentro do gênero policial. O livro é muito interessante e envolvente. Definitivamente recomendo para quem gosta de histórias com uma boa dose de emoção!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000000;">Confira a resenha em vídeo</span></h2>
<p style="text-align: left;">[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=FXt9WygWLWs]</p>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><em>* Exemplar enviado pela Editora Intrínseca</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-19952 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/allen_eskens.jpg?w=206" alt="" width="206" height="300"><strong>Título: A vida que enterramos</strong><br />
Autor: Allen Eskens<br />
Tradução:&nbsp;Renato Marques e Alexandre Raposo<br />
Editora: Intrínseca<br />
Páginas: 272<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/a-vida-que-enterramos-688757ed691507.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE –&nbsp;A única coisa que Joe Talbert deseja é terminar o trabalho da faculdade: entrevistar um estranho e escrever uma breve biografia. Com os prazos se aproximando, o garoto decide ir a um asilo para encontrar o tão desejado objeto de trabalho. Lá ele conhece Carl Iverson e logo a vida de Joe vai ter mudado para sempre.&nbsp;Veterano da Guerra do Vietnã, desenganado com apenas alguns meses de vida, Carl foi internado na casa de repouso em liberdade condicional devido ao estágio avançado de câncer depois de trinta anos preso pelos crimes de estupro e assassinato. À medida que escreve sobre a vida de Carl, principalmente sobre o período que o homem passou na guerra, Joe começa a ter dificuldade de conciliar o heroísmo do soldado com os desprezíveis atos do criminoso.&nbsp;Acompanhado de Lila, sua vizinha cética, Joe se lança em uma busca pela verdade, mas lidar com a mãe perigosamente disfuncional, a culpa de deixar o irmão autista sozinho em casa e uma lembrança assustadora vão malograr seus esforços.&nbsp;Fio por fio, Joe começa a desfazer a intricada tapeçaria do crime de Carl, mas, quanto mais se aproxima das reais circunstâncias do crime, mais nós aparecem. Joe vai conseguir descobrir a verdade ou já é muito tarde para escapar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA &#124; Ilana Casoy: a maior especialista em assassinatos em série</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/09/11/entrevista-ilana-casoy-a-maior-especialista-em-assassinatos-em-serie/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2017 14:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[serial killer]]></category>
		<category><![CDATA[arquivos serial killers]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[ilana casoy]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ela anda tão mergulhada em projetos que nem sabe o que está acontecendo lá fora. Quando falamos ao telefone naquela quinta-feira, Ilana Casoy mal sabia se estava chovendo em São Paulo. Eram pouco mais de 18 horas e ela havia passado o dia em pesquisas, contatos para palestras e respondendo a e-mails de leitores. Com...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ela anda tão mergulhada em projetos que nem sabe o que está acontecendo lá fora. Quando falamos ao telefone naquela quinta-feira, Ilana Casoy mal sabia se estava chovendo em São Paulo. Eram pouco mais de 18 horas e ela havia passado o dia em pesquisas, contatos para palestras e respondendo a e-mails de leitores.</p>
<p>Com um novo livro no forno e dois roteiros de cinema engatilhados, a maior especialista brasileira em assassinos seriais não para. “Agora, já estou entrando na ficção também”, disse sem disfarçar a empolgação. Com vinte anos de carreira e cinco livros no currículo, Ilana Casoy colhe hoje os melhores frutos do seu trabalho. É procurada pela mídia, foi assimilada pelo público e é respeitada pelas autoridades policiais, judiciais e forenses, o que também é muito importante. Afinal, sem acesso a arquivos, aos especialistas e às cenas de crime, não é possível ir além das primeiras linhas. A fita amarela de isolamento já não a impede de contar as mais escabrosas histórias nem de desenterrar os casos mais sórdidos. Bom para Ilana; melhor para seus leitores&#8230;</p>
<p>Confira a entrevista feita exclusivamente para o blog pelo colunista Rogério Christofoletti.</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>Por que as pessoas são tão fascinadas por serial killers?</strong></p>
<p>Porque a gente não entende esses personagens. O mistério fascina. Tudo o que é mito fascina. O mito não é bom nem mau, é mito, e acho que as pessoas querem entender, querem desvendar . E mistérios da vida real não dá nem pra culpar a imaginação do autor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Você já está nessa estrada há vinte anos. Como mantém o interesse para continuar a pesquisar esses casos?</strong></p>
<p>Cada caso é um caso, diferente do outro. Então, é sempre novo para mim, começo sempre do zero. Não entendo muito bem como um caso entra no meu radar. Não é planejado. Não sou eu que busco. Na maioria das vezes, o caso encosta em mim e por motivos que eu mesma não compreendo. Quando passa a desbravar, vem um mundo de novidades, como se a minha vida fosse um mundo de ficção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540388&amp;asins=8594540388&amp;linkId=ba8f0194023f76a0d59782550d98e2e3&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p><strong>Isso chega a alterar a sua rotina? Isso mexe com a sua sensação de segurança pessoal, por exemplo?</strong></p>
<p>Deve ser, mas eu não posso parar pra pensa nisso. Eu não posso me permitir ficar pensando na minha segurança pessoal porque isso me paralisaria. Eu só ficaria pensando nisso. Talvez a forma como eu vejo a vida, tão positiva, a minha falta de medo, tudo isso me permita fazer o que eu faço. Porque se eu parar para pensar no que realmente acontece, no mundo cão que está lá fora, aí não dá pra fazer o que eu faço. Tem que escolher outra coisa! Eu tinha uma briga com meu filho mais velho: ele queria ter moto e eu achava perigoso. Até que ele viu um documentário em que estou num manicômio judiciário, numa fila de refeitório. Ele olhou pra mim e falou: “Você acha andar de moto perigoso?” Aí, a gente combinou: não falo da moto e ele do manicômio… Cada um pensa que pode ter controle sobre o seu perigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Brasil não tem uma tradição de armazenar informações, de conservar arquivos. Que perfis foram os mais difíceis para fazer sobre os criminosos em Made in Brazil?</strong></p>
<p>Aqui, tudo é difícil. Hoje é até um pouco mais fácil porque já publiquei, já conheço esse universo melhor, tenho mais acesso. O segredo não é você saber tudo, mas saber para quem pergunta. Ao longo desses anos, fui colecionando amizades importantes, conhecimentos, cursos e palestras. Essas referências vão te permitindo achar os acessos com mais facilidade. A primeira pesquisa que fui fazer sobre um caso brasileiro, eu nem sabia que existia um museu no Tribunal de Justiça de São Paulo! Fui até lá e eu tinha que fazer uma petição, e eu não sabia como funcionava isso. Liguei para o marido de uma amiga da ginástica, que era desembargador, para saber como fazia isso. Ele riu e disse: “A petição sou eu. Diz para o desembargador de plantão que fui eu que te indiquei”. Então, muitas vezes, é assim. É difícil, mas olha: hoje, o acesso está muito melhor do que já foi.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19432 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/08/ilana2.jpg" alt="" width="518" height="433"></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong>Mas o problema pode ser que os documentos não estejam organizados ou digitalizados…</strong></p>
<p>É verdade. Nem tudo está digitalizado por aqui. Quando escrevi o primeiro livro – Serial Killer: Louco ou Cruel? -, usei muito esses acessos porque lá fora, os processos estão digitalizados. Então, você consegue fazer uma pesquisa com muito mais facilidade do que no Brasil. Mas pesquisar é isso: é chafurdar no porão! Essa parte eu gosto também. É difícil montar o quebra-cabeças, saber por onde começar, mas isso já faz parte do jogo. Estou com alguns projetos na área documental que não sei como fazer, vou ter que descobrir. Uma das diversões aqui, se é que se pode dizer isso, é onde encontrar esses dados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por falar em projetos, você está trabalhando num livro sobre o caso Gil Rugai, aquele rapaz que foi condenado sob a acusação de ter matado o pai e a madrasta em São Paulo em 2004. Já terminou de escrever?</strong></p>
<p>Quero muito escrever esse caso porque ele, para mim, fecha um ciclo: o dos casos de família. Escrevi sobre o caso Richtoffen pesquisando pela polícia e pela perícia, na fase de inquérito ainda. O caso Nardoni, eu acompanhei pelo Ministério Público, pela acusação. E o caso do Gil Rugai, eu acompanhei pelo lado da defesa por conta de uma coincidência: eu tenho um filho que é advogado criminalista e ele trabalha pro-bono [de forma voluntária e sem remuneração] para o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), e ele foi escalado para defender o Gil. Isso eu conto no livro: teve uma conversa em família. Meu filho disse: “Você ajudou tanto a polícia em outros casos, será que você consegue ajudar uma defesa?” Eu respondi que precisava acreditar na história. Um advogado não precisa acreditar pois ele defende o direito que qualquer pessoa tem para se defender. Eu não funciono assim, eu preciso acreditar na história. Foi um desafio. Se eu acreditasse na inocência do Gil, eu participaria do caso, além da condição de mãe do advogado de defesa. Quando eu encontrei aquilo que me convenceu, eu entrei no caso. E eu vou te falar: o que me convenceu é brutal! Não foi uma tese que me convenceu da inocência. Foi o fato de que o Gil Rugai não está no local na hora do crime. Ele está em outro lugar!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540132&amp;asins=8594540132&amp;linkId=41ff42bbedee65da587880f06a7181ff&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p><strong>Mas ele pegou 33 anos de pena por essa acusação!</strong></p>
<p>Pegou. Eu sei, eu lamento, nem dormi na época, fiquei de cama… Mas é o caso de recorrer a instâncias superiores de justiça porque tem uma prova cabal de que ele está em outro lugar na hora do crime. O problema do nosso inquérito aqui é que ele não estabeleceu a hora do crime, mas uma faixa de horário. E nem era difícil estabelecer a hora porque todos os vizinhos ligaram para o vigilante da rua na hora dos tiros. Neste caso, a hora do crime é exato e não entendo porque isso não está no inquérito. Às vezes, não é exata a hora. Uma vez me chamaram para um caso em Araranguá, em Santa Catarina, e tive uma grande dificuldade. A moça sumiu no sábado às três da tarde e foi encontrada na segunda, às 11 da manhã. Que horas então ela foi assassinada? Isso é grande questão porque envolve se ela ficou ou não em cativeiro, envolve cálculo de temperatura, de decomposição do corpo, enfim, é muito complexo estabelecer a hora exata do crime. No caso Gil Rugai é facílimo: os vizinhos ligaram para o vigia. Bastava requisitar esse dado do telefone.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>&#8220;Acho que o conhecimento e a educação são as saídas para tudo, inclusive para baixar a criminalidade. E eu considero que os registros históricos são importantes para uma sociedade. Somos uma sociedade sem memória, as pessoas esquecem.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong>Esse livro do Gil Rugai está como?</strong></p>
<p>Está no estágio em que eu preciso pegar um monte de outros trabalhos para financiar a escrita dele. Paro pra fazer palestras, para fazer outras coisas. Um livro desses demora para você escrever. Tem que ser preciso, pois estou lidando com processo, com a realidade. Não é inspiração, é braçal o trabalho: ler, estudar, entender e trazer aquilo para uma linguagem que todos possam entender… Demanda tempo e numa crise dessas, demora muito mais! Estou escrevendo. Tenho umas cem páginas escritas, mas falta bastante pra contar. É um livro que eu quero lançar porque assim que conto a história, que coloco ela pra fora, posso dormir em paz. Antes disso, ela fica martelando a minha cabeça. Sou a maior interessada em lançar o livro. Mas tem um outro problema: não terminou o caso. A justiça por aqui é tão lenta que às vezes penso: será que é melhor esperar o final do caso ou escrever um livro sem final?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é que a sociedade se beneficia com a publicação dos perfis desses personagens?</strong></p>
<p>Acho que o conhecimento e a educação são as saídas para tudo, inclusive para baixar a criminalidade. E eu considero que os registros históricos são importantes para uma sociedade. Somos uma sociedade sem memória, as pessoas esquecem. As pessoas podem estudar e aprender com esses livros sobre como funcionam grandes casos, pela visão da polícia, da acusação, da perícia, da defesa… É também uma forma de popularizar o acesso a essas informações, já que pouca gente entenderia da forma que está nos processos. A linguagem usada é para as tribos de juristas, de psiquiatras e psicólogos, enfim. Eu escrevo como se fizesse ficção para facilitar a leitura e o entendimento. É um alcance mais popular do assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Você mencionou ficção. Está trabalhando nisso também?</strong></p>
<p>O Tony Bellotto me convidou no ano passado para escrever um conto para aquela antologia “São Paulo Noir”. Até brinquei com ele, achando que era engano porque eu nunca tinha escrito nada de ficção. Topei o desafio e escrevi um conto chamado “Boniclaide e ela” e foi legal o resultado. Ficou uma visibilidade para quem lê ficção, e fui convidada por um roteirista de grande prestígio para dois projetos de longa-metragem! Não quero falar o nome dele ainda porque ainda estamos trabalhando…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para rodar os filmes já em 2017?</strong></p>
<p>Acho que não. E tem todas as questões do cinema, para viabilizar e tal, e tem também um longo aprendizado para mim para falar numa linguagem que é muito diferente da dos livros. É um momento muito bacana esse que estou vivendo, e estou curtindo pra burro! Estou achando tudo incrível. O melhor da ficção é que, se você não gostou do final, você muda. Coisa que não posso fazer nunca!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>São dois argumentos da área policial, naturalmente…</strong></p>
<p>No momento, já deixaram de ser argumentos e são roteiros. Um é argumento desse roteirista, e eu só estou escrevendo junto, e o outro é nosso. Vamos ver no que vai dar isso. Estou bem feliz!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ilana, você consome romances policiais ou séries de TV desse gênero?</strong></p>
<p>Adoro ler e acho sempre superior que o filmado. Leio muito. Vejo várias séries, mas enjoo depois da primeira temporada porque existe bastante repetição na área policial. Muitas se baseiam em casos que já conheço e sei do final, e aí fica sem graça pra mim. Agora, outras séries que não são policiais eu gosto, como Scandal e The affair… outra pegada! Porque na minha hora de lazer é difícil querer ver um crime, né?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E na literatura?</strong></p>
<p>Este ano fiz uma incursão nos brasileiros. Acabei de ler o “Neve Negra”, do Santiago Nazarian, e eu já tinha lido o “Biofobia” dele. Adoro o Raphael Montes, ele é meu amigo, li todos os livros dele e curto! O “Inferno” da Patricia Melo me abriu um mundo de entendimento do tráfico e do morro que vejo hoje muito atual na novela da Glória [Perez], por exemplo. Eu falei do “São Paulo Noir”, mas tem também o “Rio Noir”, com a visão de cada autor brasileiro, tem Rubem Fonseca, tem Verissimo, então, eu curto… A DarkSide lançou um livro que eu e a Gloria escrevemos a capa e que ficamos encantadas, que é o “Bom dia Veronica” (de Andrea Killmore) que tem uma trama que me impactou. A DarkSide lançou agora também o “Meu amigo Dahmer” (de Derf Backderf), que é em quadrinhos e isso abre um novo mundo de possibilidades…</p>
<p><em>[Imagens: twitter&nbsp;<span class="username u-dir" dir="ltr"><a class="ProfileCard-screennameLink u-linkComplex js-nav" href="https://twitter.com/icasoy">@<b class="u-linkComplex-target">icasoy</b></a>, Rogério Christofoletti]</span></em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/09/11/entrevista-ilana-casoy-a-maior-especialista-em-assassinatos-em-serie/">ENTREVISTA | Ilana Casoy: a maior especialista em assassinatos em série</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2017 12:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Se você se considera um entusiasta da literatura policial, do mistério e do suspense, já deve ter se questionado sobre o seu lado sombrio, aquele lado escondido que te leva a escolher enredos bizarros e que faz coçar os dedos para ler as próximas páginas daquela trama sangrenta. Você talvez tenha...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Se você se considera um entusiasta da literatura policial, do mistério e do suspense, já deve ter se questionado sobre o seu lado sombrio, aquele lado escondido que te leva a escolher enredos bizarros e que faz coçar os dedos para ler as próximas páginas daquela trama sangrenta. Você talvez tenha se sentido meio culpado por estar curtindo demais as descrições detalhadas daquelas torturas de um belo livro de horror e preferiu nem comentar com ninguém. Afinal, o quão bem conhecemos as pessoas próximas de nós? Será que realmente conhecemos a personalidade dos nossos pais, filhos ou melhores amigos?</p>
<p>“Suicidas”, o primeiro livro escrito pelo hoje conhecido autor Raphael Montes, ganhou uma nova edição da Companhia das Letras, em agosto de 2017. O livro <a href="https://literaturapolicial.com/2016/04/28/suicidas-de-raphael-montes/">já foi comentado por aqui por nossa colunista Raquel de Mattos no ano passado</a> – a edição anterior é de 2012, mas agora temos uma edição que traz, dentre outras novidades, um novo capítulo.</p>
<p>Em pouco mais de quatrocentas páginas, Montes apresenta, principalmente, inteligência na construção de uma trama que prende o leitor e que, por mais clichê que seja dizer isso, te mantém ligado até que a verdade apareça. Uma verdade inesperada e possível, dado a loucura de toda a situação desde o início.</p><div id="liter-1650878407" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Não é um livro sobre suicídio, mas ao mesmo tempo é. É um livro sobre a vida e sobre o melhor e o pior nos seres humanos. Sobre aquilo que podemos fazer para alcançar o que queremos, de forma egoísta, cruel, inteligente. É ficção e terror.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19825 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/suicidas2.jpg" alt="" width="639" height="479"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, voltando às bizarrices e parafraseando Cazuza, coincidências sinceras me interessam. Cá estou, no ônibus, lendo um livro chamado “Suicidas” no mês de prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo. O que as pessoas vão pensar? Bom, não interessa. Mas, pode piorar. Cá estou, lendo os capítulos, quando percebo que a história se passa exatamente no mesmo período, só que alguns anos atrás. Sim, na última semana de agosto e primeira semana de setembro. Medo? Um pouco. Proposital? Vai saber. Só sei que tudo isso aí tornou a leitura mais interessante, afinal leituras nos marcam afetivamente pelos fatos mais aleatórios.</p>
<p>Montes divide a narrativa, basicamente, de três formas. O diário de Alessandro – anotações aleatórias sobre suas experiências nos eventos que antecedem o prato principal, o livro escrito por ele durante a roleta russa catastrófica e a reunião das mães dos jovens mortos com a delegada de polícia responsável pelo caso, um ano depois. Para mim, a divisão tornou o livro dinâmico e atiçou minha curiosidade. Em alguns momentos, quis pular o diário do Alessandro porque os outros dois formatos estavam bem mais interessantes. No entanto, me contive e a experiência na ordem escolhida pelo autor fez bastante sentido.</p>
<p>Lembra que eu falava dos relatos sangrentos e do seu lado sombrio? Então, é bem possível que ele resolva lhe visitar ao longo de alguns capítulos. Muita coisa bizarra e nojenta acontece, mas de uma forma crível, nada muito fora da realidade ou exagerado. É bem possível que os eventos narrados acontecessem de forma bem parecida em uma ocorrência real. Afinal, jovens de classe média alta resolveram se matar coletivamente e se juntaram em um porão para fazer isso, escolhendo um método nem um pouco ortodoxo: a roleta russa, regada a álcool e drogas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><span style="font-size: 1.45em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-17549" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/aspas-1.png?w=150" alt="" width="40" height="40">Sou curioso. Assim como você, leitor, que percorre com avidez estas linhas, eu queria saber exatamente o que ia acontecer. Por mais macabro que fosse. Por mais louco. E não me importo. Não se importe você também. Ninguém está olhando&#8230; Ninguém vai nos condenar por estes segundinhos de sordidez&#8230;”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tive acesso a três livros do Raphael Montes: Dias Perfeitos, O Vilarejo e Suicidas, nesta ordem. O último é o melhor, em minha opinião, apesar de ser o primeiro a ser escrito. Quando escrevi minha resenha sobre Dias Perfeitos, talvez o tenha superestimado um pouco e hoje seria menos gentil ao avaliá-lo. Ao contrário do que ocorre em Suicidas, a trama se torna pouco possível em alguns momentos e o final não me agradou muito, como também observei em outras resenhas por aí. Mas, livros não são feitos para agradar ninguém, claro. Entretanto, “Suicidas” me agrada, inclusive com o novo capítulo maluco desta edição. A bizarrice fica bem próxima da realidade e dá até pra comprar ainda mais a forma como tudo aconteceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19827 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/suicidas3.jpg" alt="" width="696" height="521"></p>
<p>A escolha do autor por trazer a perspectiva de Alessandro – é um dos jovens que resolve escrever um livro enquanto toda a trama da roleta russa e do suicídio coletivo acontece – como um dos registros da história é, ao mesmo tempo, fundamental e questionável, e um dos pontos fracos do livro, em minha opinião. Li críticas parecidas em outros blogs e, realmente, em vários momentos é difícil imaginar como isso aconteceria na prática, ainda mais se tratando de registro em papel e caneta, no calor do momento. Ainda mais com a quantidade de merda que começa a acontecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 180px;"><span style="font-size: 1.45em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-17549" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/aspas-1.png?w=150" alt="" width="40" height="40">Era interessante como a postura mudava ao receber a arma. Mais do que um objeto metálico, o revólver carregava um peso moral, a hesitação diante do futuro, o medo estampado nos olhos trêmulos”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto, se não fosse da forma como é, não teríamos a história e a experiência não seria interessante como é. A proposta perderia o seu valor original. Então, vale a pena deixar um pouco de lado o questionamento crítico de como a coisa acontece, para só viver o enredo. A dinâmica com datas, relatos e apresentações dos personagens, e suas intimidades pouco a pouco reveladas, dão o tom do livro.</p>
<p>Em suma, “Suicidas” é um romance policial que cumpre o seu papel de entretenimento e garante bons momentos. Um pouco chocante, um pouco sangrento, mas nada que ultrapasse o limite do razoável. Bons personagens, boas cenas, bons diálogos. Se for começar a ler Raphael Montes, comece por este.</p>
<p><em>(Imagens: Rodrigo Padrini Monteiro)</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11868" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/parceria_companhia.jpg" alt="" width="268" height="70"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-18978 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/07/suicidas.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300">Título: Suicidas<br />
Autor: Raphael Montes<br />
Editora: Companhia das Letras<br />
Páginas: 432<br />
Formato: 14 x 21 cm</p>
<p>SINOPSE &#8211; Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirar a própria vida, ou que a série de televisão Thirteen Reasons Why fosse lançada e se tornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos, já tratava do tema do suicídio entre jovens com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontrados mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/09/07/raphael-montes-e-sua-roleta-russa-carioca-na-nova-edicao-de-suicidas/">Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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