resenha

Joyland, de Stephen King


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Por Ana Paula Laux – “Joyland” (ou literalmente, ‘terra da diversão’) é o parque que serve de pano de fundo para essa deliciosa história do mestre do terror, com doses equilibradas de mistério e sobrenatural.

Vamos à trama? Em 1973, Devin Jones é um adolescente que está prestes a entrar para a Universidade de New Hampshire e decide trabalhar em um parque de diversões nas férias de verão, enquanto tenta superar uma desilusão amorosa. Quando chega na cidade, ele descobre que houve um assassinato violento no trem fantasma daquele parque de diversões. O crime nunca solucionado pela polícia e acabou marcando o vilarejo turístico da Carolina do Norte. Atraído pelo mistério, Devin é surpreendido pelas previsões da cartomante de Joyland.

Então ele decide permanecer trabalhando no parque após o final das férias, para investigar quem matou Linda Grey, a moça do trem fantasma que ele acredita ter sido vítima de um serial killer. Para apimentar a história, pessoas que usaram o brinquedo alegam que viram o fantasma da garota no lugar onde ela teria tido a garganta cortada, trajando as roupas do dia do crime e implorando por socorro.

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King é um excelente contador de histórias, e trabalha as reviravoltas do começo ao fim desse livro praticamente sequestrando o leitor. Eu já tinha lido sobre sua inspiração particular, que a ideia para muitas tramas vem dos próprios sonhos dele. Com Joyland foi quase isso. Em uma entrevista de 2013, ele disse que o livro nasceu de uma única imagem conservada por 20 anos na sua memória, a de um menino em cadeira de rodas em uma praia empinando uma pipa ilustrada com a face de Jesus (um dos personagens que ajuda Devin é esse menininho da cadeira de rodas). O que me leva a imaginar a lista de gente boa que frequenta os sonhos do Stephen King (o palhaço Pennywise, Jack Torrance de O Iluminado)…

Outra curiosidade é que ele se inspirou em um parque real para criar Joyland. O nome do lugar é “Canobie Lake Park”, que fica na cidade de Salem, em New Hampshire. Fundado em 1902, é um parque à moda antiga (longe de ser uma Disneylândia da vida) com atrações populares como montanha-russa (tem uma de 1930 toda de madeira), roda-gigante, tendas de prêmios, shows de música, etc.

“Joyland” saiu em 2013 nos Estados Unidos, e sai no no Brasil pela Suma de Letras. O livro foi indicado a uma das categorias do Edgar Awards no ano passado, um dos mais importantes prêmios da literatura policial. É uma leitura leve e despretensiosa. Diversão garantida!

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Título: Joyland
Autor: Stephen King
Páginas: 240
Editora: Suma de Letras Brasil
Ano: 2013 (no Brasil, 2015)
Este livro no Skoob

SINOPSE: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

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4 replies »

  1. Gostei do livro, como praticamente tudo de Stephen King, mas fiquei com a sensação de que tudo poderia ter sido escrito em forma de conto. Achei que grande parte da narrativa são situações que circundam a história.

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  2. Acabo de ler o livro e gostei bastante. É envolvente, o protagonista-narrador é muito carismático e acho que isso ajuda o leitor a entrar na sua pele durante a história. O terror é bem leve, mas o pouco de suspense fantasmagórico se adequa bem ao enredo. O King escreve trechos memoráveis como na página 185: “Só posso dizer o que você já sabe: alguns dias são preciosos. Não muitos, mas acho que em quase toda vida há alguns”.

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