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10 estrelas da literatura policial na Escandinávia


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NEVE VERMELHA – Será que, em 1893, Edvard Munch já antecipava com seu “Grito” o medo que sentiríamos das tramas nórdicas e sombrias de hoje? Uma coisa é fato: a região é um celeiro de romancistas policiais, um centro efervescente de cabeças concentradas em criar crimes de mentirinha com requintes de crueldade e perversidade.

Isoladas pela hostilidade da neve e a escuridão do inverno, o que mais resta às mentes criativas daquela parte do mundo, presas no refúgio da própria solidão? Fugir dos programas de TV se entupindo de caramelos é um bom começo. A outra é ocupar a mente com propósitos criativos, em outros termos, escrever romances policiais perturbadores.

Para quem acompanha a literatura policial nórdica, com certeza já ouviu falar de gente como Henning Mankell, Jo Nesbo, Stieg Larsson e Lars Kepler. Mas há outros autores não tão populares no Brasil que já conquistaram o mercado europeu. Nesta lista, descubra 10 estrelas dos ‘nordic noir’ que conquistaram o mundo com suas tramas sinistras.
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1. Henning Mankell

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Natural de Estocolmo (1948), Henning Mankell foi um dos autores mais conhecidos daquela região. Seu detetive é o policial Kurt Wallander, que foi parar em séries de televisão na Suécia e Inglaterra. Mankell foi também dramaturgo e dono de uma companhia de teatro em Maputo. Em seus livros, escreveu sobre escalpelamentos e assassinatos em série.  Apesar do sucesso de Wallander, a série acabou em 2009. Casado com a filha de Ingmar Bergman, ele enfrentava um câncer desde o começo de 2014, e faleceu em outubro de 2015, aos 67 anos.

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2. Åsa Larsson
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Nascida em Uppsala, a sueca Asa Larsson tem 48 anos e é advogada de direito fiscal, profissão que exerceu antes de se dedicar exclusivamente à literatura. Sua personagem é Rebecka Martinsson, também advogada de Estocolmo que é viciada em trabalho. Larsson foi premiada pelo primeiro romance lançado em 2003, Aurora Boreal, sobre a morte de um pastor que tem o corpo encontrado no altar de sua igreja. A série com Rebecka Martinsson aparece em cinco livros dela até 2014, e foi traduzida para mais de vinte idiomas.

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3. Camilla Läckberg
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Camilla Läckberg também vem da Suécia. Aos 40 anos, é economista formada pela Universidade de Gotemburgo. Nascida na pequena cidade de Fjällbacka, ela começou a investir na carreira de escritora depois de fazer um curso sobre escrita criativa de livros policiais. Assim como quem não quer nada, a ideia deu mais do que certo, e hoje sua obra está em 50 países e foi traduzida para 33 idiomas. O primeiro livro foi “A princesa do gelo”, de 2003, mas ela tem outros sete romances policiais publicados, o último deles “A ilha dos espíritos” (2014). Curiosidade: seu nome completo é Jean Edith Camilla Läckberg Eriksson, ou seja, ela tem nome de ponte!

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4. Jussi Adler-Olsen
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Dinamarquês de 64 anos, Jussi Adler-Olsen nasceu em Copenhague. Filho de um psiquiatra e sexólogo de sucesso no seu país, ele morou em várias residências oficiais de médicos em hospitais psiquiátricos quando era criança. Será que essa experiência influenciou na escolha da carreira? Estudou medicina, cinema e sociologia, mas começou a escrever pra valer mesmo a partir da década de 1990. O primeiro livro policial saiu em 1997, “Alfabethuset”, mas ele também escreveu biografias como a do comediante Grouxo Marx. Adler-Olsen tem romances traduzidos para 40 idiomas e vendeu mais de 10 milhões de cópias vendidas no mundo. No Brasil, o leitor irá encontrar “A mulher enjaulada” (2007), com o detetive Carl Mørck.

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5. Jo Nesbo
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Com a maior pinta de estrela de rock (e ele já foi mesmo), Jo Nesbo é nasceu em Oslo, Noruega. Filho de uma bibliotecária, foi jogador de futebol, corretor de ações (assim como Camilla Läckberg, ele também é economista), jornalista e vocalista de uma banda pop antes de se encontrar na literatura. Publicou o primeiro romance policial em 1997 usando um pseudônimo, e para sua surpresa o livro foi um sucesso. Seu detetive é Harry Hole, que aparece em uma série de dez livros até agora. Hoje aos 54 anos (embora não pareça), Nesbo também escreveu a série infatil do “Doktor Proktors prompepulver”.

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6. Sjöwall e Wahlöö
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Dupla literárias nórdicas não são novidade. Desde a década de 1960, os suecos Maj Sjöwall e Per Wahlöö se dedicavam à literatura policial nesses moldes, criando a quatro mãos e mesclando suas individualidades. Juntos eles criaram o inspetor Martin Beck, policial da divisão de homicídios da polícia nacional sueca que apareceu em dez romances. Os dois pesquisavam juntos, escreviam capítulos alternados e depois reuniam as ideias. Per morreu em 1975, mas eles influenciam vários autores que fazem e fizeram sucesso, como é o caso de Stieg Larsson.
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7. Arne Dahl
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Arne Dahl é pseudônimo do sueco Jan Arnald, que foi crítico literário no jornal Dagens Nyheter. Seus livros focam o “A Gruppen”, uma equipe que investiga homicídios. Seus livros ainda não são tão conhecidos no Brasil, mas já encontraram o caminho da TV na BBC4. Dahl tem dez livros com a série, e é um autor bastante premiado no círculo literário europeu.

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8. Arnaldur Indridason
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Único islandês na lista, Arnaldur Indridason é de Reykjavík. Filho de escritor, ele escreveu uma série de treze romances policiais com o enigmático detetive Erlendur, um policial anti-social e solitário (a terceira história de Erlendur virou filme na Islândia). Dois livros populares são O silêncio do túmulo e O segredo do lago.

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9. Kristina Ohlsson
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Ela é cientista social, mas já trabalhou no Serviço de Segurança Sueco e como oficial antiterrorista na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. A sueca Kristina Ohlsson estreou com o livro “Cinderelas”. Em 2013, passou a escrever também para crianças e foi premiada em seu país.

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10. Liza Marklund
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Conhecida pela série de romances policiais com a jornalista Annika Bengtzon, Liza Marklund escreveu oito livros com a personagem (só Studio Sex vendeu um milhão de exemplares), com traduções para mais de 20 países. Além de escritora, ela também é embaixadora da Unicef. Suas obras ainda não chegaram ao Brasil, mas você pode encontrá-la por aqui no livro “Os Assassinos do Cartão-Postal”, que ela escreveu com o best-seller James Patterson.

Artigo com colaboração de Rogério Christofoletti
(Imagens: Dead good books, wikipedia)

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