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CRÍTICA | Sangue na Neve, de Jo Nesbo


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Por Ana Paula Laux – Lançado em dezembro de 2015 no Brasil, “Sangue na Neve” é um thriller enxuto do norueguês Jo Nesbo e sem a presença do seu personagem mais famoso, o detetive Harry Hole. A trama gira em torno do matador de aluguel Olav, que trabalha para um dos chefes do crime organizado em Oslo. Olav recebe a missão de assassinar a esposa do chefe após a descoberta de uma traição, mas se apaixona por ela e decide mudar os planos.

A história ressalta o lado emocional de Olav, um assassino de aluguel com sentimentos (nobre?), que encara uma existência vazia e solitária. Não há uma ‘grande investigação’ em jogo, e sim uma abordagem mais psicológica sobre as ações e reflexões do protagonista, um disléxico com uma autoestima lá embaixo e risivelmente ingênuo nas questões do amor.
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nesbo_resenha2“Que solidão é mais solitária que a desconfiança?”

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Lê-se rapidamente o livro (ele tem magras 152 páginas), que decepciona por parecer mais um conto prolongado do que um romance. Casos paralelos encorpariam o enredo, evitando que ele se mostrasse frágil num todo. Narrado em primeira pessoa, os diálogos ágeis de Nesbo até que são bem construídos, mas a individualidade dos personagens deixa a desejar. Ao tentar retratar o lado “afetuoso” de um serial killer, Nesbo acabou soando superficial e preguiçoso.
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Algumas descrições são bastante visuais e bem feitas, como quando Olav segura uma arma enquanto acena de longe para seu agressor no metrô. Talvez até vejamos esta cena sendo interpretada em breve por Leonardo di Caprio, já que os direitos do livro foram comprados pela Warner Bros, e é ele quem está sendo cotado para viver o papel do matador loiro de olhos azuis. De qualquer forma, Jo Nesbo é um bom autor e espero ter mais sorte com suas histórias futuramente.

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nesbo3Título: Sangue na neve
Autor: Jo Nesbo
Editora: Record
Páginas: 152
Este livro no Skoob

SINOPSE – Olav tem apenas um talento: matar pessoas a sangue-frio. Não há nada que ele preze mais que ter o poder sobre a vida e a morte. Porém, sua natureza sensível é proporcional às suas habilidades como matador de aluguel. Uma vez tentou roubar bancos, mas não deu certo – ele se sentiu tão culpado que foi visitar uma das vítimas no hospital. Agenciar mulheres para prostituição, idem – Olav se apaixona muito fácil. O assassinato foi tudo que lhe restou. Ele leva uma vida solitária em Oslo até se ver envolvido em um trabalho importante para um dos mais perigosos chefes do crime organizado na cidade, Daniel Hoffman. Ao aceitá-lo, Olav finalmente conhece a mulher da sua vida, mas logo se depara com dois problemas. O primeiro é que ela é a esposa do chefe. E o segundo é que ele foi contratado para matá-la.

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2 replies »

  1. Concordo com a sua análise relativamente ao “Sangue na Neve” de Jo Nesbo, acreditando que o autor poderia ir bem mais longe.
    No entanto, achei interessante as passagens de escrita que o autor faz entre o que aconteceu realmente, e o que o personagem principal (Olav) fantasiou ou o que a sua imaginação adulterou, situação essa extrema no final do livro.
    Um abraço

    Curtido por 1 pessoa

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