Darkside Books lança antologia com contos clássicos de terror nacionais

 

A editora Darkside Books revelou que um de seus próximos lançamentos será a antologia Medo Imortal, que trará 32 contos clássicos de terror de autores ligados à Academia Brasileira de Letras.

Os contos selecionados foram publicados entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, configurando um resgate dos primórdios da literatura de terror no Brasil.

Nomes como Álvares de Azevedo, Machado de Assis, Medeiros e Albuquerque e Júlia Lopes de Almeida integram a lista de 13 autores na antologia, que teve organização de Romeu Martins e ilustrações de Lula Palomanes.

Medeiros e Albuquerque foi um dos grandes incentivadores da literatura policial no país, e foi quem teve a ideia de publicar aquele que é considerado o primeiro romance policial brasileiro, O Mistério. O livro foi escrito em conjunto com outros três autores, e publicado no formato folhetim a partir de 20 de março de 1920.

Medo Imortal tem 464 páginas e faz parte da coleção Medo Clássico. O lançamento será dia 18 de junho.

 

 

SOBRE O LIVRO

Título: Medo Imortal
Autores: Afonso Arinos, Afonso Celso, Aluisio de Azevedo, Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães, Coelho Neto, Fagundes Varela, Humberto de Campos, Inglês de Sousa, João do Rio, Julia Lopes de Almeida, Machado de Assis e Medeiros e Albuquerque
Organização: Romeu Martins
Ilustrações: Lula Palomanes
Páginas: 464
Editora: Darkside Books
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SINOPSE – O ano é 1897. Estamos nas vésperas da celebração dos oitenta anos de publicação da primeiríssima edição de Frankenstein, ou o Prometeu Moderno, escrito por Mary Shelley. Naquele mesmo ano, outro inglês, H.G. Wells, lança em forma de livro O Homem Invisível e publica os capítulos iniciais de A Guerra dos Mundos em revistas da Inglaterra e dos EUA. Já o irlandês chamado Bram Stoker coloca nas livrarias o livro que viria a mudar sua vida e a história da literatura: Drácula. Do outro lado do oceano, nos Estados Unidos, um garoto de apenas sete anos acabou de escrever seu primeiro conto, que levou o nome de “The Noble Eavesdropper”. H.P. Lovecraft é este escritor americano precoce. Mais ao sul do continente americano, no Brasil, naquele marcante ano de 1897, quarenta intelectuais se reúnem para fundar a Academia Brasileira de Letras (abl), inspirados em um modelo de agremiação de escritores já existente na França desde 1635. Cada um daqueles fundadores escolhe um patrono para nomear a cadeira que vai ocupar, e eles passam a chamar a si mesmos de imortais. A antologia Medo Imortal, mais nova integrante da coleção Medo Clássico da Darkside® Books, vem a público para mostrar que existe mais em comum entre os fatos dos dois parágrafos anteriores do que pode aparentar à primeira vista. Liderados por nosso maior escritor, Machado de Assis, aqueles intelectuais brasileiros são pessoas de seu tempo, conectados com o que estava sendo produzido nos grandes centros culturais do mundo em sua época. Nas páginas de Medo Imortal estão reunidos, além de poesias, 32 exemplares da prosa de escritores diretamente ligados à nossa principal instituição dedicada à literatura. São contos que evocam o sobrenatural, apresentam monstros, descrevem atos de psicopatas, dão o testemunho de todo tipo imaginável de atrocidades concebidas pela mente humana. Produzidos entre a segunda metade do século xix e a primeira metade do século xx, tais textos representam o que de melhor se escreveu nos primeiros cem anos de produção do terror em nosso país. Organizado pelo jornalista Romeu Martins, a lista de autores para o livro contou com a colaboração de estudos realizados pelos maiores pesquisadores do terror e do insólito das principais universidades brasileiras. São ao todo treze autores, escolhidos entre os patronos, os fundadores e os primeiros eleitos para ocupar os salões da Academia Brasileira de Letras. Entre eles, a Darkside® Books aproveitou a oportunidade de reparar uma injustiça histórica cometida naquele ano de 1897 e traz também contos da escritora Júlia Lopes de Almeida, importante nome de nossa literatura que participou das reuniões para a fundação da Academia mas que na última hora acabou sendo barrada por ser mulher em uma instituição que em seus primeiros oitenta anos só aceitou a presença de homens.

 

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