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	<title>Mateus Baldi, Autor em</title>
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	<title>Mateus Baldi, Autor em</title>
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		<title>Jantar Secreto, de Raphael Montes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2016 11:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Quando Raphael Montes e eu sentamos para conversar sobre seu novo livro, Breaking Bad estava</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/21/jantar-secreto-de-raphael-montes/">Jantar Secreto, de Raphael Montes</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/05/14/todo-mundo-e-suspeito-em-uma-mulher-no-escuro-lancamento-de-raphael-montes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Raphael Montes</a></span> e eu sentamos para conversar sobre seu novo livro, Breaking Bad estava quase terminando e ele estava começando a surfar a onda do sucesso avassalador de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/03/19/breve-olhar-psicologico-sobre-dias-perfeitos-de-raphael-montes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dias Perfeitos</a></span>, seu segundo romance – e primeiro publicado pela Companhia das Letras. Lembro muito bem de como Rapha estava determinado a guinar em 180 graus as expectativas das pessoas e fazer um livro que, se não fosse revolucionário, pelo menos pudesse mostrar sua face mais honesta.</p>
<p>No início desse ano, quando a eleição de Donald Trump ainda era delírio, Raphael me mandou o original. Queria saber minha opinião. Uma semana depois, sentamos no Koni da Barata Ribeiro e, entre mordidas nas carnes mortas, debatemos o que ele estava querendo publicar. É arriscado, falei, mas vai em frente: tá na hora da humanidade se chocar direito. Ele foi.</p>
<p>Se &#8220;Suicidas&#8221; (finalista dos prêmios Benvirá, São Paulo e Machado de Assis) era a crônica brutal do esfacelamento das amizades e &#8220;Dias Perfeitos&#8221; surgia como uma Patricia Highsmith escrita por Stephen King, o próximo romance deveria ser algo completamente novo – mais sexo, mais violência, mais referências, mais tudo. Lançado em 20 de novembro, &#8220;Jantar Secreto&#8221; entrega o que promete – e como.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Trata-se de um Raphael Montes mais maduro,disposto a arcar com os ônus e bônus de uma trama tão intrincada quanto arriscada[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Equilibrado entre o rigor literário de &#8220;Suicidas&#8221; e a densidade psicológica de &#8220;Dias Perfeitos&#8221;, &#8220;Jantar Secreto&#8221; é a história de quatro jovens que deixam a fictícia Pingo D’água, no interior do Paraná, para levar a vida no Rio de Janeiro. Se a princípio cada um carrega um estereótipo – o mauricinho, o nerd, o gordo fodido, o certinho –, no desenrolar das 360 páginas vamos acompanhando a evolução (e involução) desses sujeitos extremamente bem desenvolvidos.</p>
<p>Quando o aluguel do apartamento atrasa em muitos meses, a solução encontrada é criar jantares sofisticados para conseguir a grana em tempo curto (Hugo, o mauricinho, é chef de cozinha). O que nenhum deles poderia esperar é que Leitão, o gordo fodido – e hacker, diga-se de passagem –, inventasse jantares de carne&#8230; humana. É a partir dessa espécie de Breaking Bad carioca que Raphael Montes vai desmontando uma série de conceitos e fazendo uma análise antropológica da humanidade enquanto nos brinda com seus já famosos plot twists – aqui surgindo de forma turbinada.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535928359&amp;asins=8535928359&amp;linkId=c9d5c87bd4769599ea965eebbc756ffa&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Conforme a orelha adianta, trata-se de um romance hiperbólico. O leitor mais exigente certamente estranhará alguns dos fatos narrados, embora todos sejam justificáveis mais ou menos adiante. A ausência de verossimilhança aqui e ali se parece muito com a empregada por Antonio Xerxenesky no ótimo policialesco F., lançado pela Rocco em 2014. O grande problema é o excesso de exclamações e frases ligeiramente truncadas, mas isso se deve mais a um descuido na preparação do livro do que um problema do autor – escritor escala o time, preparador conduz as jogadas e editor toca pro gol: &#8220;Jantar Secreto&#8221;, portanto, tem um ótimo time de personagens &amp; tiradas &amp; referências (dá-lhe Tarantino, Game of Thrones, Galinha Pintadinha, etc.), uma jogada capenga e um gol que encanta os olhos. Mas como diria o poeta, não existe gol feio; feio é não fazer gol.</p>
<p>No final das contas, esse terceiro romance adulto de Raphael Montes (ele lançou o fix-up O Vilarejo pelo selo Suma de Letras, dedicado ao público jovem) é uma ótima experiência que só confirma o prestígio conferido por gente do porte de Zuenir Ventura, Fernanda Torres, João Emanuel Carneiro, Marçal Aquino, Sophie Hannah, Jeffery Deaver e Scott Turow. A história desses quatro meninos é um banho de sangue e água fria na hipocrisia que nos circunda, fazendo o tempo todo questionarmos nossos hábitos – alimentares ou não; um Suicidas recheado de MDMA e cocaína, tal qual seu narrador-protagonista, o livreiro Dante. Bem-vindos ao inferno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Jantar-secreto-Raphael-Montes/dp/8535928359/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=jantar+secreto&amp;qid=1569408019&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=3d07f9f28e3f429f8ee0a9bf20b2c37a" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535928359&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20 Jantar Secreto, de Raphael Montes" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535928359&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img  title="" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535928359"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535928359 Jantar Secreto, de Raphael Montes"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Jantar Secreto<br />
<strong>Autor</strong>: Raphael Montes<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 376<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2LPSIjD" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE –</strong> Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.</p>
<p><em>(Imagem: Mateus Baldi)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Jantar Secreto, de Raphael Montes" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/21/jantar-secreto-de-raphael-montes/">Jantar Secreto, de Raphael Montes</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 15:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira &#160; Por Mateus Baldi &#8211; Jean Paul Sartre</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.25em;">Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Jean Paul Sartre certa vez disse que <em>A Noite dos Desesperados</em> era a primeira obra existencialista norte-americana. Abordando temas espinhosos sob uma aura de loucura, o romance de 1935 realmente se encaixava na filosofia do francês. Mas nenhum dos protagonistas criados por Horace McCoy seriam capazes de imprimir tanto existencialismo &amp; questionamento &amp; mindfuck quanto Philip Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;">Resultado do que o próprio Raymond Chandler chamava de canibalização de contos, onde elementos de pulps publicadas na revista Black Mask ao longo dos anos 1930 eram metamorfoseados em enredos maiores, as histórias do detetive particular Philip Marlowe tiveram início em 1939 com a publicação de <em>O Sono Eterno</em>. Cínico, mulherengo e egoísta, Marlowe não é exatamente o tipo que faz peso na Terra, mas está quase lá. Vive um dia após o outro sem nada a perder. Protagonista de sete romances originalmente escritos por Chandler – haveria spin-offs de gente como Robert Parker e John Banville –, o anti-herói que faria Sam Spade choramingar feito uma criança vivia na fictícia Bay City, uma cidade tão corrompida quanto pretensamente glamourosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8556520022&amp;asins=8556520022&amp;linkId=a2b46bc3f7d508b760231c5fa7f39fe9&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo livro da série, <em>Adeus, minha querida</em> foi publicado um ano após o sucesso de &#8220;The Big Sleep&#8221;. Depois de resolver o caso dos Sternwood, encontramos um Philip Marlowe novamente metido com casos pequenos. Na pista falsa de um barbeiro grego, tromba com Moose Malloy, o Alce, na entrada de um bar de negros. Numa sequência formidável, Chandler nos brinda com o melhor da humanidade marlowiana, algo que seria melhor explorado no magnum opus <em>O Longo Adeus</em>, de 1953. Compadecido da causa de Moose, ex-presidiário grandalhão que está atrás de sua antiga amante, Phil resolve investigar o caso. Contando com a ajuda de alguns policiais escroques e uma garota um tanto quanto avant-garde para a época (Anne Riordan, eu te amo, me beija, casa comigo, pelo amor de deus), Marlowe embarca na tradicional odisseia do hard-boiled: tipos escusos, mulheres fatais e gângsteres suaves feito seda, até se deparar com um final explosivo onde tudo de fato não era o que parecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa carta pré-Long Goodbye, Raymond Chandler diz que esse &#8220;Farewell, my lovely&#8221; é seu melhor livro. Embora eu honestamente prefira The Big Sleep (pelo discurso final e outros motivos – spoiler: as irmãs Sternwood são um deles), a história flui de modo soberbo. Chandler, possivelmente um decorador frustrado, sabe ambientar uma trama, construir personagens complexos e cenas memoráveis. O capítulo 31, meu preferido, se desdobra com um diálogo de Marlowe em paralelo a um besouro – motif que persiste até a última página, e já que estamos falando de última página, a frase final me fez literalmente chorar, confesso. Chandler, é bonito de ver, foi trilhando um caminho cujo fim era previsível. <em>Playback</em>, último romance de Marlowe, é uma adaptação de um roteiro frustrado – e considerado seu pior romance. Ora, depois de <em>O Longo Adeus</em> ficaria difícil dar ao público algo melhor que a amizade com Terry Lennox.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre comparado a Hammett, a quem tinha como mestre, Chandler se superava a cada novo conto, a cada novo romance, a cada ensaio. Seu próprio editor, Albert Knopf, concordava. Se Sam Spade fundou um gênero que persiste até hoje, Philip Marlowe sedimentou a muralha que separa o mau do bom romance policial. O mau romance policial é aquele dos salões, preguiçoso, com poucos personagens e quase nenhuma ação, puramente dedução; o bom, não – o bom policial corre feito sangue, desliza pelas ruas e saias e nudezas da humanidade e da alma como se fosse água. Chandler era o gênio da raça. E isso fica ainda mais evidente agora que a Alfaguara está relançando toda a sua obra com tradução, prefácio e organização de Braulio Tavares.</p>
<p style="text-align: justify;">Brutalidade, existencialismo, sarcasmo, cinismo e críticas a Hemingway. Chandler sabe muito bem como fisgar o leitor. Vai ler esse farewell? Leia até o final. Eu mesmo achei que o livro não fosse ser isso tudo – o segundo ato engana bastante, mas esse é o truque do bom policial: enganar. Marlowe recebe as pistas mas não conta seu raciocínio. Age na página x e mostra na página x+30 que sabia direitinho o que fazia com aquela informação aparentemente inútil. Atentem aos detalhes. Se Agatha Christie e Conan Doyle abusavam deles de modo quase caricatural, incrível no sentido mais literal da palavra, Raymond Chandler não; usa-os no momento certo, para aumentar a temperatura do já sangrento hard-boiled.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, essa edição acompanha, também em tradução de Braulio, o clássico ensaio <em>A Simples Arte do Crime</em>, em que ao longo de vinte páginas Chandler discorre sobre como escrever uma boa história policial. Não sem meter o malho em praticamente toda a fauna de escritores policiais contemporâneos, é claro – até o best-seller <em>O Caso dos Dez Negrinhos</em>, de Agatha Christie, é minuciosamente espinafrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Livro cedido em parceria com a Companhia das Letras.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Adeus-minha-querida-Raymond-Chandler/dp/8556520022/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=adeus+minha+querida&amp;qid=1569408553&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=edf1bf448b040e65297af9d5832aeaee" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8556520022&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20 A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8556520022&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img  title="" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8556520022"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8556520022 A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Adeus, minha querida<br />
<strong>Autor</strong>: Raymond Chandler<br />
<strong>Tradução</strong>: Bráulio Tavares<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara Brasil<br />
<strong>Páginas</strong>: 312<br />
<strong>Ano</strong>: 2016<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2naHmuN" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span><br />
<a href="https://www.skoob.com.br/adeus-minha-querida-8575ed552365.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Durante um caso de rotina, o detetive Philip Marlowe conhece “Moose” Malloy, o Alce, um brutamontes cruel recém-saído da prisão. Malloy está disposto a tudo para encontrar Velma, uma cantora de cabaré com quem mantivera uma relação. Em paralelo, o investigador se vê no meio de um caso de chantagem e assassinato, ligados ao roubo de um colar de jade.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOP 4 &#8211; Filmes policiais nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2015 14:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[2 coelhos]]></category>
		<category><![CDATA[filme nacional]]></category>
		<category><![CDATA[filme policial investigação]]></category>
		<category><![CDATA[filmes policiais contemporaneos]]></category>
		<category><![CDATA[lucio flavio]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[o lobo atrás da porta]]></category>
		<category><![CDATA[tropa de elite 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mateus Baldi &#8211; Todo mundo sabe que o cinema brasileiro anda metido numas de reviver a chanchada – o</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10569 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/coelhos.jpg"  alt="coelhos TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="615" height="330" /></strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;"><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Todo mundo sabe que o cinema brasileiro anda metido numas de reviver a chanchada – o que até tem dado certo. Mas no meio dessa comédia toda, a História nos mostrou que sempre há espaço para retratar – muito bem, por sinal – o crime e seus desdobramentos.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B0149E5VSI/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B0149E5VSI&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=aed16d6cfef415a7d8965f7c69da3247" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Rio de Janeiro: Histórias de vida e morte</a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B0149E5VSI"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B0149E5VSI TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="1" height="1" border="0" /><br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B0149E5VSI/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B0149E5VSI&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=73f30e27282249ee2b7dcfba362e5871" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=B0149E5VSI&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20"  alt="q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=B0149E5VSI&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20 TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="167" height="250" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B0149E5VSI"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B0149E5VSI TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">1. LUCIO FLAVIO, O PASSAGEIRO DA AGONIA</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10566 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/lucio.jpeg?w=700"  alt="lucio TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="700" height="500" /></strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Dirigido por Hector Babenco e escrito pelo chileno Jorge Duran, Lucio Flavio conta a história de um dos mais notórios bandidos dos anos 1970. Extremamente belo e inteligente, Lucio Flavio aterrorizou o Rio de Janeiro com seus assaltos cinematográficos. Brutal na medida certa, esse filmaço conta com Reginaldo Faria, Milton Gonçalves, Paulo César Pereio e Grande Otelo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;">2. COELHOS</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10569 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/coelhos.jpg"  alt="coelhos TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="615" height="330" /></strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Escrito e dirigido pelo publicitário Afonso Poyart, 2 Coelhos trata de política e vingança como se fosse um videoclipe dirigido por Quentin Tarantino. Com Alessandra Negrini no elenco, a história versa sobre um homem que deseja matar dois coelhos com uma cajadada só. O final, redentor, é uma belezinha. Grande filme, sobretudo para quem aprecia um bom policial cheio de flashbacks e roteiro intrincadíssimo. PS: em algum momento da história, tudo vira um verdadeiro GTA, com gráficos, estrelinhas e tudo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">3. O LOBO ATRÁS DA PORTA</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10571 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/coimbra1.jpg"  alt="coimbra1 TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="620" height="358" /></strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Sob a mira da FACA DO SPOILER, não me atrevo a falar nada demais sobre o melhor filme nacional dos últimos tempos. Brutal, bem dirigido e escrito pelo paulista Fernando Coimbra, O Lobo versa sobre um casal, a amante do homem e os segredos que o subúrbio, oculto pelas linhas de trem que não chegam à zona sul, escondem. Corre pra Netflix e vai ver. Já.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align:left;"><strong><span style="color:#000000;">4. TROPA DE ELITE 2</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10573 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/tropa1.jpg?w=700"  alt="tropa1 TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="700" height="466" /></strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Se o primeiro era uma denúncia ao sistema policial e à corrosão da defesa brasileira, o segundo é uma porrada em absolutamente todas as partes do sistema. De deputados a governadores, passando por Brasília, televisão e milicianos: não sobra ninguém. Dez anos depois da visita do Papa, Roberto Nascimento está mais furioso, mais letal e mais perigoso que nunca. Nosso John McLane se embrenha numa luta contra o sistema para tentar salvar sua própria vida. Um filmaço recheado de violência, diálogos afiadíssimos e uma trama surpreendente pra crítico nenhum botar defeito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8788" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/09/mateus_banner_novo2.png"  alt="mateus_banner_novo2 TOP 4 - Filmes policiais nacionais"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g TOP 4 - Filmes policiais nacionais" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/12/16/top-4-filmes-policiais-nacionais/">TOP 4 &#8211; Filmes policiais nacionais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOP 5 &#8211; As melhores músicas policiais</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/11/23/top-5-as-melhores-musicas-policiais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2015 14:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[goldfinger]]></category>
		<category><![CDATA[james bond]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[mission impossible]]></category>
		<category><![CDATA[panetra cor de rosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mateus Baldi &#8211; Eu sei, isso é um site sobre literatura policial, mas seria inevitável, com o advento do</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Eu sei, isso é um site sobre literatura policial, mas seria inevitável, com o advento do cinema, que a mesma se fundisse ao cinema numa simbiose espetacular.</p>
<p>Assim, quando um terceiro elemento chegou – o famigerado som – tornou-se impossível desvencilhar alguns personagens de suas trilhas sonoras inconfundíveis.</p>
<p>Esse post é simplesmente um livre exercício de memória: as melhores trilhas policiais; sons que contribuíram para que o estímulo sensorial aumentasse o suspense ou simplesmente fizesse uma prévia do que estava por vir. À lista, pois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. THE PLOT<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10277" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0; border: 0 solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/mission-impossible-season-5.jpg?w=700"  alt="mission-impossible-season-5 TOP 5 - As melhores músicas policiais"  width="600" height="443" /></h3>
<p>Todo mundo conhece Missão:Impossível e seu tema pão-pão-pão-pão-pirulito-pirulito, mas nem todo mundo conhece essa que pra mim é a melhor trilha da História da TV norte-americana. Um jazzinho malandro meio sexy, meio na corda-bamba, pra Jim Phelps nenhum botar defeito. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=T8lmSxTH3NA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ouça</a></span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2. AS PANTERAS<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10280 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/628-charliesangels-old.jpg"  alt="628-charliesangels-old TOP 5 - As melhores músicas policiais"  width="628" height="374" /></h3>
<p>Farrah Fawcett e seu maiozinho que me perdoem, mas Kate Jackson é a mais bonita das anjinhas do Charlie. A abertura do seriado setentista – ainda inédito em DVD no Brasil, o que é uma pena –, além de contar com a clássica “once upon a time there was three little girls who went to the police academy” também oferecia um dos temas mais bonitinhos e classudos para preparar a audiência. Feminino e durão na medida certa, essa trilha certamente merece um lugarzinho nessa lista. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OVtVru9KXao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Ouça</span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10287" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/majesty2.jpg?w=700"  alt="majesty2 TOP 5 - As melhores músicas policiais"  width="500" height="667" /></h3>
<p>Não seria uma lista policial se não tivéssemos James Fuckin’ Bond. Ainda que Spectre, o último filme da franquia, tenha sido musical e cinematograficamente péssimo, lá nos anos 1960 o agente secreto mais famoso do cinema tinha crédito de sobra para errar. Se On Her Majesty’s Secret Service, apesar do final, não é dos preferidos, sua trilha sonora é festejadíssima. Ainda que tenha a última gravação de Louis Armstrong, a baladinha açucarada We Have All The Time In The World, o destaque fica por conta da abertura. Composta por John Barry, essa pérola instrumental é uma das melhores da franquia e chega bem perto de Goldfinger como melhor-música-de-007. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=N8XNBpIkQpU" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Ouça</span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. PETER GUNN<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10289 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/1.jpg"  alt="1 TOP 5 - As melhores músicas policiais"  width="360" height="504" /></h3>
<p>Esse seriado americano fez bastante sucesso entre as décadas de 1950 e 1960, mas sua música de abertura permanece até hoje como uma das melhores pérolas do jazz. Composta por Henry Mancini, virou hit instantâneo pelo riff de baixo poderoso e os metais dançantes. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=nz3WMFEC9Gs" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ouça</a></span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5. PANTERA COR-DE-ROSA<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10282 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/the-pink-panther-titles-508x360.jpg"  alt="the-pink-panther-titles-508x360 TOP 5 - As melhores músicas policiais"  width="508" height="360" /></h3>
<p>Favorita de onze a cada dez strippers – profissionais ou não –, essa música embalou milhões de noites apimentadas de casais (além de uma das melhores cinesséries da História, lógico). Também obra de Henry Mancini, surgiu pela primeira vez no filme homônimo de 1963, quando Clouseau já estava em sua segunda aventura. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9OPc7MRm4Y8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Ouça</span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>BONUS TRACK – GOLDFINGER</h3>
<p>Também de 1963, composta por John Barry e cantada por Shirley Bassey, consolidou a franquia 007 como sinônimo de músicas emblemáticas e grandes cantores. Quis o destino que isso acontecesse justamente naquele que é considerado o melhor filme de James Bond, o que mostra a caça a Auric Goldfinger. O clássico dos clássicos, para ninguém botar defeito. Só porque sou fanboy assumido, vou colocar aqui o vídeo redentor de Shirley Bassey, quase cinquenta anos depois, cantando até a última – longuíssima e sufocante – nota em pleno Oscar. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=eszhV1M3Dk8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Ouça</span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g TOP 5 - As melhores músicas policiais" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/23/top-5-as-melhores-musicas-policiais/">TOP 5 &#8211; As melhores músicas policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/09/02/resenha-a-garota-na-teia-de-aranha-de-david-lagercrantz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 20:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<category><![CDATA[lisbeth salander]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[mikael blomkvist]]></category>
		<category><![CDATA[romances policiais]]></category>
		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O DRAGÃO ESTÁ NERVOSO (MAS NÃO MUITO) Os erros e acertos – mais acertos do que erros – do novo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O DRAGÃO ESTÁ NERVOSO (MAS NÃO MUITO)</strong><br />
<em>Os erros e acertos – mais acertos do que erros – do novo livro baseado nos personagens de Stieg Larsson</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211;&nbsp;Ao longo da história recente da literatura, dezenas de bastiões, verdadeiros representantes de nichos consolidados, foram revisitados após a morte de seus autores. Por praticidade, a literatura policial demonstrou ser o gênero mais prolífico no que tange à adaptação/continuação de sagas, séries e legados de autores. Sherlock Holmes, James Bond, Sydney Sheldon. Todos foram às prateleiras em obras de caráter duvidoso e ajudaram a botar uma grana no bolso das editoras.</p>
<p>Com isso em mente, era mais que natural o receio do mundo literário quando os herdeiros de Stieg Larsson anunciaram que o autor David Lagergrantz, repórter que escrevera a biografia de Ibrahimovic, daria continuidade aos personagens Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.</p>
<p>Larsson, o sueco criador da trilogia Millennium, foi vítima de um infarto fulminante antes que seus livros chegassem às livrarias – portanto não teve como testemunhar o sucesso avassalador da dupla: a trilogia vendeu 80 milhões de exemplares ao redor do globo e o primeiro volume, Os homens que não amavam as mulheres, foi justamente eleito melhor romance policial dos últimos dez anos. Carregada de feminismo, tecnologia, violência e um retrato brutalista da pacata Suécia, as prosa de Larsson atingiu em cheio todo um nicho refém das mesmas técnicas batidas de sempre, que convenciam ao requentar fórmulas batidas de um gênero idoso.</p>
<p>A missão de Lagercrantz, adianto desde já, foi cumprida com sucesso: copiando o estilo e a construção dos livros, ele conseguiu manter vivo o espírito de Larsson e construir uma trama intrincadíssima sem cair na maioria dos clichés. Mas eu disse maioria. Como tratava-se de um livro para comemorar o aniversário de dez anos do lançamento da trilogia, nada melhor do que homenagear a matéria-prima, certo? O problema é que Lagercrantz homenageia demais, deixando algumas coisas meio que sem sentido. O retorno dos agentes da Säpo – a polícia secreta sueca –, queridinhos dos leitores, me pareceu um tanto quanto forçado, ainda que renda boas cenas de ação e humanidade, principalmente na figura de Jan Bublanski, um policial judeu desacreditado com a vida e a existência de Deus.</p>
<p>Mesclando vários pontos de vista, assim como na trilogia, David oferece nesse &#8220;Aquilo Que Não Mata&#8221; – título sueco, extraído de uma frase de Nietzsche – um retorno aos dois últimos livros. Não só trazendo os policiais de volta, mas também toda a mitologia de Zalachenko e o passado de Lisbeth – muito bem recriado, deixando margem para algumas interpretações –, Lagercrantz foi feliz na escolha da trama principal: um cientista em perigo acaba recorrendo a Mikael; enquanto isso, um hacker invade a rede interna da NSA, a mesma denunciada por Edward Snowden. Conforme as páginas avançam, os fatos se cruzam numa cadeia cada vez mais intrincada onde as informações vão sendo despejadas em doses homeopáticas, como num filme de suspense – assassinos, União Soviética, autistas, espionagem industrial e personagens riquíssimos: está tudo lá.</p>
<p>(Em alguns pontos da narrativa fica difícil crer nas soluções apresentadas pelo autor, e para o grande público, eu diria, compreender o significado de termos cibernéticos e matemáticos será uma grande batalha. Os diálogos também parecem forçados aqui e ali, mereciam uma edição mais rigorosa).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8776" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/09/teia_mateus.jpg"  alt="teia_mateus A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz"  width="495" height="500"></p>
<p>Mas vamos ao que interessa:</p>
<p>Lisbeth e Mikael. Se o segundo aparece amargurado e distante do homem pragmático e objetivo que sempre foi – é o único personagem para quem o tempo parece ter passado; sério, todos os outros parecem ter ficado presos em 2003 –, a hacker favorita da literatura mundial retorna em grande estilo. Aparecendo pouco, como sempre, Lisbeth é providencial – e praticamente divina – quando tem de ser. Talvez falte um pouco de agressividade e cenas das tradicionais torturas físicas e psicológicas que seus inimigos costumam sofrer, mas o leitor fiel não vai se incomodar muito com isso.</p>
<p>O grande problema no arco de Lisbeth é a forma como ela se conecta com toda a história: pode ser que tenha sido uma decisão arriscada demais por parte do autor, e não vou desfilar argumentos aqui para não dar o inevitável e temido spoiler, inserir certos elementos do passado de Lisbeth como motor das 465 páginas desse romance. No esforço de se manter autoral, emular Stieg Larsson e agradar os fãs, David Lagercrantz fez um verdadeiro tour de force. Errando bastante, com certeza, mas acertando em cheio na nostalgia &amp; diversão, A Garota Na Teia De Aranha é um ótimo entretenimento e deixa margem para continuações num final um tanto quanto decepcionante. O sueco já declarou que pretende escrever mais um ou dois livros, e depois cair fora. Não quer ser Stieg Larsson para sempre. De qualquer forma, é fato que, com Lagercrantz ou não, Lisbeth e Mikael voltarão.</p>
<p style="text-align: justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9406" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png"  alt="star3 A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz"  width="75" height="22"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/garota-na-teia-aranha/dp/8535926100/ref=as_li_ss_il?ie=UTF8&amp;qid=1541145037&amp;sr=8-1&amp;keywords=a+garota+na+teia+de+aranha&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=4c24eac0cb824aa1c583ac35922ba536&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535926100&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535926100&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0"></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535926100"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535926100 A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz"  width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: A garota na teia de aranha<br />
<strong>Autor</strong>: David Lagercrantz<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 472<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/livro/452883#_=_" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> – Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem Você foi invadido piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim?</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/02/resenha-a-garota-na-teia-de-aranha-de-david-lagercrantz/">A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A Entrega, de Dennis Lehane</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2015 19:06:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a entrega]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[James Gandolfini]]></category>
		<category><![CDATA[Kenzie e Gennaro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Há várias colunas eu já manifestei meu profundo descontentamento com a atual fase da literatura</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Há várias colunas eu já manifestei meu profundo descontentamento com a atual fase da literatura policial – não só no Brasil: no mundo! São tramas previsíveis, detetives ou amargurados demais, ou bonzinhos e idealistas e cultos demais, ou ainda aquelas séries intermináveis em que cada livro é um procedural que só serve pra alimentar saudadinha dos fãs, sem acrescentar nada à mitologia do personagem principal.</p>
<p>Nesse cenário caótico, em que toda semana alguma editora solta uma nova promessa do scandi-crime ou sucessora da Agatha Christie (quase sempre ruins, diga-se de passagem), é uma felicidade imensa constatar que Dennis Lehane ainda se mantém no topo.</p>
<p>Nascido em Boston, o americano que estreou com Um Drink Antes Da Guerra retrata há mais de duas décadas uma cidade fraturada pela criminalidade: mesclando os guetos irlandeses, italianos e escandinavos/russos que compõem a fauna bostoniana, a bibliografia de Lehane é riquíssima em construir bons personagens que, mesmo a milhares de quilômetros dos leitores, conseguem fazer bater aquela identificação; mas mais do que isso, o grande mérito da carreira de Dennis é saber que um bom autor policial não se rende ao procedural ou aos casos tão brutais quanto insossos.</p>
<p>Se por um lado mantém duas séries mais distintas impossíveis – detetives particulares Kenzie e Gennaro, o Nick &amp; Nora Charles dos nossos tempos; as aventuras de Joe Coughlin, um mafioso dos anos 1920/1940 –, por outro arrisca em obras bissextas que mantém suas características narrativas apesar da ousadia. Foi assim com Mystic River, Ilha do Medo e A Entrega, todos sucessos de bilheteria no cinema.</p>
<p>No caso do último, a coisa é um pouquinho mais intrincada, vamos lá: criada para uma antologia de contos noir, The Drop saiu nos States em 2009 no formato de conto sob o título Animal Rescue. Quando Hollywood decidiu filmá-la, ele enxergou ali um potencial literário muito mais amplo e fez um livro que não sabe se é novela ou romance. Se por um lado tem quase 200 páginas, configurando-se estilisticamente como um romance, por outro a narrativa ágil e a ausência de um plot muito amplo acabam restringindo o enquadramento. Por mim, é um livro em suspensão.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B013VDG05G&amp;asins=B013VDG05G&amp;linkId=ed9ffb1250ad6883260c71c41bdc9219&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A trama é simples: Bob, um solitário bartender, encontra um filhote de pitbull espancado numa lata de lixo e começa a cuidar do bicho junto de sua vizinha, Nadia. Quando um velho conhecido dela – e criminoso habituée do bairro –, Eric Deeds, aparece na jogada, as coisas ficam pretas e todos se metem numa grande enrascada com muitas trapalhadas e confusões.</p>
<p>Misturando subplots desnecessários – romance entre policiais que pouco se conectam à história de fato; a igreja que vai ser desapropriada, etc. – a personagens densos – Cousin Marv foi o último papel de James Gandolfini antes de morrer, e pelo menos aqui surge como alguém imponente –, Lehane consegue equilibrar essa ciranda com metáforas estapafúrdias e doses cirúrgicas de violência: quando tem, tem mesmo.</p>
<p>O final é uma belezinha que só e serve para comprovar que: sim, a literatura policial respira. Ainda que seja preciso espancar cachorros para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>PS: a tradução beira o sofrível em alguns momentos, sem se decidir entre o estilo originalmente fluido do autor ou algo um tiquinho mais rebuscado. Assim, temos pérolas como trela no lugar de COLEIRA – sério, quem autorizou TRELA no lugar de COLEIRA, alguém coloca TRELA no lugar da COLEIRA do cachorro? eu tô inconformado com isso até agora – e face no lugar de rosto. O cara toma um tapa no rosto e o tradutor mete um bateu em sua face como se estivéssemos lendo José de Alencar. Pelamor. Mas isso são detalhes – que só menciono porque no próprio site da editora já teve gente reclamando de traduções ruins em livros da série Kenzie/Gennaro. Mas isso é papo pra outra coluna&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/entrega-Dennis-Lehane/dp/8535925643/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=a+entrega+dennis+lehane&amp;qid=1559485140&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=8610668ba2937a30164ee592137960a3&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535925643&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR A Entrega, de Dennis Lehane" decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535925643&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535925643"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535925643 A Entrega, de Dennis Lehane"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: A Entrega<br />
<strong>Autor</strong>: Dennis Lehane<br />
<strong>Tradução</strong>: Luciano Vieira Machado<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 184<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2Mq6Znn" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> – Bob é um bartender solitário e desiludido, que tenta encontrar razões para continuar vivo. Três dias depois do Natal, seu marasmo é interrompido por um latido abafado. Esse filhote de cachorro mudará para sempre a sua vida. Nessa mesma noite, ele conhece Nadia, uma garota sofrida que, como ele, busca algo em que acreditar. Unidos pelo desejo de resgatar o cachorro, Bob e Nadia estreitam seus laços. Quando as coisas parecem ter tomado rumo, eles se encontrarão em um jogo sujo, que envolve a máfia chechena, um assassino, dois trambiqueiros profissionais, um policial e o próprio dono do cachorro. Em A entrega, Dennis Lehane volta às ruas de Boston num explosivo enredo de morte e traição.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g A Entrega, de Dennis Lehane" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/26/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane/">A Entrega, de Dennis Lehane</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOP 5 filmes policiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2015 20:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De antemão, aviso desde já que se trata de uma coluna arbitrária onde o autor tem total responsabilidade para escolher</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">De antemão, aviso desde já que se trata de uma coluna arbitrária onde o autor tem total responsabilidade para escolher OS SEUS – não é nada definitivo, posto que tem sempre um bom filme policial saindo por mês, mas ATÉ AGORA esses foram meus preferidos. Obrigado, de nada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:2.55em;">1. Killer Joe<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8148 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/killer.jpg?w=750"  alt="killer TOP 5 filmes policiais"  width="750" height="401" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Dirigido por William Friedkin, o homem por trás de Operação França e O Exorcista, &#8220;Matador de Aluguel&#8221; (Killer Joe, em inglês) é estrelado por Matthew McConaughey e baseado numa peça escrita em 1991 por Tracy Letts, mais tarde vencedor do Pulitzer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Desejando se apossar de uma apólice milionária, um pai e seus filhos problemáticos decidem contratar o tal matador Joe do título (McConaughey, irreconhecível) para assassinar a ex-mulher deste – mãe da menina autista e do rapaz sem perspectivas. Um filme arrebatador que não poupa o espectador de nada. Destaque especial para a cena do KFC e o final arrebatador.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:2.55em;">2. O lobo atrás da porta<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8156 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/lobo.jpg"  alt="lobo TOP 5 filmes policiais"  width="750" height="468" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Estrelado por Leandra Leal e Milhem Cortaz, e escrito e dirigido por Fernando Coimbra, esse longa parte da premissa da Fera da Penha, conhecido caso policial dos anos 1960, para descortinar o Rio de Janeiro como uma cidade cheia de pecados, principalmente no subúrbio. Quando um fiscal de ônibus casado se envolve com Rosa, uma jovem bonita e sensual, sua vida gira de cabeça pra baixo. Marcado por planos-sequência longos e uma estética belíssima, o filme possui um dos finais mais acachapantes e vem abocanhando dezenas de prêmios – merecidamente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:2.55em;">3. Sunset Boulevard<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8158 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/deuses.jpg?w=750"  alt="deuses TOP 5 filmes policiais"  width="750" height="550" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Clássico dos clássicos, &#8220;Crepúsculo dos Deuses&#8221; (Sunset Boulevard, em inglês), de Billy Wilder, resgata toda a fauna que permeava o cinema hollywoodiano nos anos 20. De Buster Keaton a Erich Von Stronheim, essa pérola é estrelada por Gloria Swanson e William Holden e narra a odisseia de tragédias de um roteirista falido que se envolve com uma atriz decadente. Numa atmosfera <em>terrible noir</em>, Wilder vai te envolvendo até o ponto em que a loucura de Norma Desmond se confunde com a própria loucura do cinema. Recheado de frases emblemáticas – <em>Mr. DeMille, I’m ready for my close-up</em> é a mais famosa –, Sunset Boulevard é obrigatório para quem deseja conhecer de uma só tacada o cinema clássico &amp; métodos para fazer um bom filme noir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:2.55em;">4. Pulp Fiction<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8160 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/pulp.jpg?w=750"  alt="pulp TOP 5 filmes policiais"  width="750" height="422" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Os anos noventa já eram loucos o suficiente, mas Quentin Tarantino precisava realizar algo que o colocasse na rota definitiva de Hollywoodland. Inspirado pelas revistas vagabundas dos anos 1930/1940, o americano ex-clerk-de-videolocadora se mandou para Amsterdã e escreveu um roteiro de clichés onde nada é cliché. Misturando todos os personagens pertinentes ao gênero policial – do matador de aluguel à mulher do chefe, passando pelo boxeador e o solucionador de tretas –, Tarantino conseguiu criar um universo único de violência e lirismo onde a única certeza é estar apreciando um bom filme.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:2.55em;">5. Sherlock Holmes<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8161 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/basil.jpg?w=750"  alt="basil TOP 5 filmes policiais"  width="750" height="450" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ok, aqui eu vou trapacear um pouco, mas vocês já vão entender.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Se por um lado eu ODEIO ler Sherlock Holmes por achar fake demais, por outro sempre gostei de ver os filmes&#8230; dos anos 1940. Na cinessérie que durou 14 installments, Basil Rathbone provou ser o Sherlock definitivo mesclando a argúcia dos livros com seu próprio pedantismo. Já famoso por filmes de capa-e-espada, Rathbone é lembrado até hoje como o melhor Holmes de todos. Se hoje temos em Benedict Cumberbatch uma visão cínica e egocêntrica, muito se deve a Rathbone e seu Holmes completamente despretensioso e sarcástico. Acompanhado de Nigel Bruce como um Watson muito perto do ideal, Basil atuou até 1946 em filmes que adaptaram histórias clássicas e criaram um frescor próprio para uma série que poderia muito bem ter ficado engessada no tempo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Meu ato de escolher todos os 14 como um quinto item de TOP5 não passa de uma homenagem: ao meu ator favorito, a vários desses 14 filmes, ao Sherlock definitivo e, principalmente, ao cinema clássico.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: divulgação)</p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"  alt="mateus11 TOP 5 filmes policiais"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g TOP 5 filmes policiais" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/13/top-5-filmes-policiais/">TOP 5 filmes policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Brasil no precipício literário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2015 20:22:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os livros ao redor do mundo ou qual o problema com as editoras brasileiras? &#160; I. Frangalhos literários Desembarquei em</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/09/o-brasil-no-precipicio-literario/">O Brasil no precipício literário</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7627 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/mateus_italia1.jpg?w=750"  alt="mateus_italia1 O Brasil no precipício literário"  width="750" height="422" /><br />
<em><span style="font-size:1.25em;">Os livros ao redor do mundo ou qual o problema com as editoras brasileiras?</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.55em;"><strong>I. Frangalhos literários</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Desembarquei em Roma no final de junho para rever meu pai e irmãos após um hiato de oito anos. Além desse detalhe familiar no retorno ao Velho Continente, algo sacolejava dentro de mim: <strong>uma vontade enorme de conhecer as livrarias europeias e a oferta literária no berço da civilização</strong>; conhecer in loco o que os europeus leem e emplacam nas listas dos mais vendidas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A primeira parada foi em Portugal, onde uma espera de duas horas pela conexão no aeroporto de Lisboa me permitiu fazer um pit-stop estratégico na Fnac. Comprei &#8216;O amor é fodido&#8217;, de Miguel Esteves Cardoso, basicamente pelo título irresistível. O livro estava em destaque logo na entrada do estabelecimento, o que me garantiu boas risadas ao imaginar como o Brasil reagiria se alguém como o Gregório Duvivier fizesse um livro com esse título.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Escondidos num fiapo de prateleira nos fundos da lojinha-aperitivo, os romances policiais espantavam pela diversidade: basicamente todos os autores americanos contemporâneos tinham seu espaço.</strong> Os clássicos, porém, pareciam sequer um dia ter existido. Pensei que fosse algo pontual.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ledo engano.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Já em Roma, tirei dois dias para visitar livrarias que me foram recomendadas por uma colega ítalo-húngara. Nas duas livrarias que visitei em Trastevere, espécie de reduto boêmio às margens do rio Tibre, os <em>gialli</em> (amarelos em italiano, como são conhecidos os romances policiais na terra do espaguete – a partir de 1929 a literatura pulp passou a ser publicada por lá com capa nessa cor) tinham uma prateleira só para si. <strong>Autores como Stephen King, Patricia Cornwell, John Grisham e os europeus Lars Kepler, Camilla Lackberg e Arnaldur Indradsson tinham suas obras completas traduzidas para o idioma de Alighieri</strong>. Dois livros recentes de King – Revival e Mr. Mercedes – e o último volume da série Scarpetta de Cornwell – Flesh and Blood – estavam estrategicamente posicionados com edições capa dura no meio dos últimos lançamentos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Aquilo mexeu comigo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O idioma italiano, menos ainda que o português, só serve para um público específico. <strong>Como era possível que eles já tivessem à disposição todo esse material?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Decidi consultar meu pai.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">&#8211; Aqui ninguém lê – ele disse. – Se você diz que lê as pessoas te olham torto, não entendem como é possível ficar com a cara grudada num livro durante horas e horas. Eu, por exemplo, leio um livro por mês e já estou muito acima da média do país.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Uma das hipóteses, pensei num arroubo de philipmarlowismo, já está descartada: os italianos não justificam a oferta. Não valeria a pena, portanto, colocar imediatamente nas prateleiras material que sai primeiro lá fora. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da Argentina. Henning Mankell tem toda sua obra disponível numa livraria furreca no centro de Bariloche. A justificativa é simples: o idioma espanhol é enorme, o que se traduz para a Espanha pode ser comercializado na Argentina e por aí vai.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A dúvida, portanto, persistia em mim.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Resolvi tentar sair dos <em>gialli</em> e partir para outros autores.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Literatura brasileira? Em todas as livrarias a resposta foi parecidíssima: ou Jorge Amado ou Paulo Coelho, se bem que esse último não é propriamente uma literatura brasileira. Encontrei volumes de Luiz Ruffato e Vanessa Barbara, e só. Nem Daniel Galera, o mais incensado da nova geração, aparecia nas prateleiras. Os livreiros também pareciam desconhecer seu nome.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A crise se agravava dentro de mim. <strong>Como um país que tem Machado de Assis, Graciliano Ramos, Sérgio Porto, Rubem Fonseca, Millôr Fernandes e Jorge Amado é tão vazio no comércio literário europeu?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Arrisquei dois dos meus autores preferidos: Roberto Bolaño e Philip Roth. O primeiro, morto em 2003 e maior autor latino das últimas décadas, não foi fácil de encontrar, mas quando a busca se revelou frutífera, escondido num estabelecimento em Trastevere, tive uma surpresa daquelas que gelou a espinha: 2666, Amuleto, Putas Assassinas e Estrela Distante já haviam sido traduzidos para o italiano. &#8216;Una novellita lumpen&#8217;, último romance publicado em vida, inédito no Brasil, também estava lá.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Com Philip Roth não foi diferente. Toda a obra do maior autor americano vivo, repito, toda a obra, estava disponível em italiano.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Tal qual Bartleby, eu preferia não (acreditar).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O tiro de misericórdia foi lembrar, segurando o pesado volume de 2666, melhor livro que já li em toda a minha vida, que em Portugal Roberto Bolaño também foi traduzido. Li &#8216;La Literatura Nazi en Americas&#8217; em inglês, mas dois meses depois, perambulando pela Livraria da Travessa de Botafogo, encontrei um exemplar em português. Levei para casa e dei para minha avó ler.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Naquela época eu não sabia, mas meus questionamentos já faziam parte de um cenário muito maior.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.55em;"><strong>II. Bartleby à deriva</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-7628" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/mateus_italia2.jpg"  alt="mateus_italia2 O Brasil no precipício literário"  width="342" height="543" /><strong>Nas últimas semanas o Facebook foi tomado por uma enxurrada de posts indignados sobre diversos assuntos</strong> – cantor sertanejo morto e a cobertura sensacionalista da mídia; Zeca Camargo comparando a sociedade aos livros de colorir; divulgação de dados mostrando que o brasileiro lê 1,7 livro por ano.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Em meio ao que alguns definiram (sabiamente) como pororoca de chorume, o cenário me pareceu bastante claro: é óbvio que não se pode esperar muita leitura de uma sociedade fragmentada cultural e politicamente, uma sociedade em que livros de colorir são o principal faturamento do mercado editorial no primeiro semestre. Alguns defensores da nova “terapia” dizem que os livretos ajudam pacientes com Alzheimer e que não se pode cobrar erudição o tempo todo, mas o que se tem observado sequer passa de requerimento de erudição. Trata-se de um sintoma que invariavelmente chega ao dilema Tostines: o mercado editorial nacional é ruim porque a oferta é ruim ou porque o público é ruim e não tem o menor interesse?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Obviamente, é uma discussão ampla demais para um único artigo, mas potencialmente forte para que se apresente uma subdivisão do dilema Tostines: <strong>as editoras abandonam os autores por falta de interesse do público ou o público que abandonou os autores?</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A Companhia das Letras, detentora dos direitos de Philip Roth e Bolaño, por exemplo, nunca deu mostras de publicar os volumes restantes desses autores – no caso de Roth, edições dos anos 70 chegam a valer mais de trezentos (!) reais no site Estante Virtual. Patricia Cornwell e Henning Mankell, publicados pela mesma casa, estão à deriva há um bom tempo – o último livro do sueco lançado por aqui foi A Quinta Mulher, em 2014, publicado lá fora em 2000(!). A defasagem, contudo, não é exclusividade da casa paulista, apontada por muitos como a melhor editora do país. A carioca Record não soltou todos os livros do rei do scandi-crime, Jo Nesbo, e, caso não fosse anunciada a sequência 50 anos depois, continuaria a deixar seu braço José Olympio sem abastecer as livrarias com O Sol é Para Todos, que vende 1 milhão de exemplares anualmente em língua inglesa. <strong>Um milhão de exemplares anuais é bastante coisa. Os brasileiros não tem o mesmo direito dos anglófonos?</strong> Tem. Tanto tem que a reedição veio com destaque e vendas expressivas segundo me contaram livreiros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Há quem argumente que faltem tradutores. Ou que o Brasil só publica material com tratamento artístico impecável, diferentemente dos <em>paperbacks</em> estrangeiros, o que inviabiliza uma produção em larga escala (verdade, nunca vi publicarem livros tão bonitos como os brasileiros, mas será que precisamos de livros bonitos? Será que uma simples obra do Stephen King, ou até mesmo dos prolíficos best-sellers James Patterson e Harlan Coben, não pode ser comercializada num formato mais barato, tipo <em>paperback</em>? Não faz sentido tanto atraso, tanta sonolência. Quer dizer, só se publica algo com eficiência e rapidez quando se trata de 50 Tons de Cinza ou As Crônicas de Gelo e Fogo? Complexo de vira-latas na literatura? Jura?)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Quando levantei no Facebook a polêmica dos livros de colorir, fui tido como conservador, elitista, academicista, etc., me disseram que o mercado seria fomentado – e muito – com a venda desse tipo de “obra”. Pois bem, agora que os balanços foram divulgados e o mercado faturou horrores, cadê o investimento?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Pior que a falta de publicações é o silêncio. Tentei contato diversas vezes com as editoras. Não há uma resposta padrão. Não há calendário de lançamentos. O Brasil parece estar atrasado até na diversão mais simples, botar-os-olhos-no-papel-e-vivenciar-uma-história, como se não fosse digno de acompanhar o ritmo de países que só tem status histórico mas são igualmente pobres em consumo literário.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.55em;"><strong>III. A imutabilidade da pátria</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O cenário é de caos. <strong>Vivemos num circo sem pão, enclausurados numa névoa que teima em se dissipar. Nossa maior conversa literária da atualidade é saber se Mário de Andrade gostava de homens ou não. A que ponto chegamos.</strong> Resta alternativa senão seguirmos sendo Bartleby e abraçando nós mesmos?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Somos os únicos capazes de permanecer agarrados a um fiapo de esperança e idealismo, seja ele qual for, mas se depender de editoras como a 34 e a Cosac Naify, o público brasileiro terá acesso à mais alta literatura. A primeira vem publicando obras da literatura russa com posfácios e traduções atualizadas, o que é uma bênção. A outra, tradicionalmente tida como editora de conteúdo majoritariamente artístico, aposta no público que não tem problema em consumir coisas densas, caprichando nas edições e arriscando reedições da obra de Faulkner.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Os maiores destaques, porém, são as pequenas/médias Iluminuras, Rádio Londres e DarkSide. Enquanto a primeira traz pérolas de James Joyce – correspondências, poemas e dezenas de páginas com ensaios acadêmicos sobre o autor de Ulysses –, as duas últimas são novatas no mercado editorial, mas isso não significa que a qualidade seja pouca, au contraire. Surpreendendo ao publicar Stoner, romance de John Williams publicado em 1965 e idolatrado por gente como Ian McEwan e Tom Hanks, a Rádio Londres trouxe aos brasileiros a oportunidade de conhecer Andrés Caicedo e Abasse Ndione. Ambiciosa, a editora carioca publicará ainda em 2015 o vencedor do PEN/Faulkner, Preparation For The Next Life, de Atticus Lish.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Na outra ponta, a DarkSide apostou nos jovens e editou Psicose, Os Goonies, Tubarão, O Demonologista e a dramatização da trilogia Star Wars, garantindo uma fatia do mercado que não hesita em ler páginas obscuras, porém frescas e acessíveis, na contrapartida dos açucarados romances de Nicholas Sparks publicados pela Novo Conceito e Arqueiro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A já consagrada Intrínseca se mantém como uma das lideranças sendo versátil: se por um lado publica os best-sellers de Gillian Flynn e Joel Dicker, por outro imprime vencedores do Pulitzer – como é o caso de Anthony Doerr e Jennifer Egan – e o boom recente Nic Pizzolato, criador da série True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Fica a questão, portanto: se o mercado editorial nacional é tão rico e ao mesmo tempo tão escasso, publicando coisas pinçadas ao invés de toda a bibliografia de um autor consagrado, por que lemos 1,7 livro por ano?</strong> Por que nomes como Paul Auster, Thomas Pynchon e William Faulkner não têm toda sua obra publicada no Brasil? Por que Cormac McCarthy e James Ellroy ainda não mancharam nossas bibliotecas com o sangue que escorre das páginas? Cadê nossos autores latinos sendo publicados por aqui também? Só a Rocco e a série Otra Lingua são capazes de nos ajudar a compreender o panorama sul-americano?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Estaria James Joyce certo, portanto? <em>We can’t change the country, so let’s change de subject</em>. É isso? Ok.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Changemos o subject, pois.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"  alt="mateus11 O Brasil no precipício literário"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Brasil no precipício literário" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/09/o-brasil-no-precipicio-literario/">O Brasil no precipício literário</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Ao mestre, com carinho</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/05/11/ao-mestre-com-carinho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2015 18:52:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[90 anos]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira coisa que se deve saber sobre Rubem Fonseca é que seu nome não tem S. Não tem plural,</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1899 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/rubem31.jpg"  alt="rubem31 Ao mestre, com carinho"  width="720" height="352" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A primeira coisa que se deve saber sobre Rubem Fonseca é que seu nome não tem S. Não tem plural, pois ele é único, singular. Apesar disso, também é José, como muitos milhões de Zés. Esta invisibilidade na multidão permite que percamos o escritor de vista, o que muito lhe convém: ele não gosta de holofotes, jornalistas e estardalhaço. O homem tenta tocar a vida à margem, como também é conveniente para quem lida com personagens e histórias tão fronteiriços&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O fato é que Rubem Fonseca, Rubem ou Zé Rubem completa noventa anos hoje.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><br />
Em situações normais de temperatura e pressão, teríamos um feriado nacional, a esquadrilha da fumaça riscaria os céus e as crianças recitariam seus escritos nas escolas. Como se trata do Brasil e de Rubem Fonseca, não é bom alimentar essas expectativas. Gosto de imaginar que saraivadas de metralhadoras celebrarão a data nos alegres-e-agitados morros cariocas; que festivais de arremesso de anões e revoadas ilegais de balões lembrarão o seu nome; que pacatos motoristas estenderão seus passeios noturnos, retornando a seus lares com sorrisos nos rostos e para-choques lambuzados&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Na manhã desta segunda, o aniversariante vai deixar o peso de nove décadas no apartamento e sairá pelo bairro. Caminhando anônimo, passará pela banca de jornais e fará uma careta diante da notícia de que seu Vasco empatou com o Goiás na abertura do Brasileirão. O time de São Januário tenta e não desiste, e seus torcedores insistem em chamá-lo pelo aumentativo. Rubem não é Rubão, mas também não dá mole. Poderia estar descansando e curtindo a vida, mas não. Está matando e roubando nas páginas de seus livros. Outro dia lançou mais um, e alguns críticos já torceram o nariz. Aliás, faz tempinho que parte dos resenhistas se queixa da mesmice de seus títulos, da repetição de si mesmo e por aí vai. Falta a eles também criatividade para abordar a obra recente do velho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Não que precisem ser complacentes com o escritor, acho que ele detestaria isso. É verdade que ainda há muita reverência ao seu trabalho, mas isso deve ser igualmente enfadonho. Respeito é bom e eu gosto, poderia resmungar. Mas o condicional da frase anterior esfarela todas as minhas certezas sobre o que sente e pensa o homem que – com seus braços magrelos – ergueu catedrais de narrativa urbana e violenta. Rubem está careca de saber o que acham dele. A cabeça proeminente, habitada por populações de degredados, está escassa de fios há décadas. As taturanas que sobrevoam os olhos escapam dos óculos escuros, como se quisessem denunciar incontidas intenções ao interlocutor. A boca é um parêntese deitado, uma tabuleta “keep out” para os desavisados.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Claro que as ilações que desfilam por essas linhas esculpem um personagem que a mídia e o imaginário popular adoram cultivar. O velho escritor que foge do assédio, que observa secretamente o mundo à medida que colhe casos para seus próximos livros. O ficcionista mal humorado, que esconde uma mente perigosa e que destila no teclado sua fúria pela humanidade. Afff&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Por comodidade ou preguiça, esse figurino veste bem o velho Rubem, mastigado pelo tempo e pela vida. É muito provável que ele cague para isso. Fui escatológico? Não o suficiente e nem com o mesmo estilo. É bem possível também que sua indiferença com a efeméride alimente a lenda, fortaleça a aura de quem só está tentando viver.<br />
Eu adoraria tê-lo como meu vizinho. Fingiria não conhecer a sua carreira brilhante quando nos cruzássemos no corredor. Trocaria alguns resmungos no boteco da esquina. Seguraria a porta do elevador para o velho. Sacanearia&#8230; Tudo para não espantar o sujeito arisco, o ilustre do bairro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Faz quase meio século que Rubem Fonseca é parte preciosa da literatura nacional. Não é uma nota de rodapé ou verbete; é capítulo, e que não foi concluído. O velho podia ficar na dele, mas não. Rubem Fonseca – o maior nome da literatura policial brasileira e um dos grandes expoentes do conto contemporâneo mundial &#8211; não dobra os joelhos. Pode até ser a artrite, mas é também uma vontade filha-da-puta de continuar a escrever.</span></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png"  alt="roger11 Ao mestre, com carinho"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Ao mestre, com carinho" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/11/ao-mestre-com-carinho/">Ao mestre, com carinho</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>5 motivos para ler literatura policial</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/04/20/5-motivos-para-ler-literatura-policial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2015 15:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[5 motivos]]></category>
		<category><![CDATA[lista literária]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>I. EXPLORAÇÃO Quer melhor motivo para explorar a mente e a condição humanas do que um assassinato? x II. PLOT</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/20/5-motivos-para-ler-literatura-policial/">5 motivos para ler literatura policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.85em;color:#000000;"><strong>I. EXPLORAÇÃO</strong></span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6244 size-medium" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/murder.jpg?w=251"  alt="murder 5 motivos para ler literatura policial"  width="251" height="300" /><br />
<span style="font-size:1.25em;"><strong>Quer melhor</strong> <strong>motivo</strong> para explorar a mente e a condição humanas do que um assassinato?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.85em;"><strong><span style="color:#000000;">II. PLOT TWISTS</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6248 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/plot.jpg"  alt="plot 5 motivos para ler literatura policial"  width="441" height="343" /></strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Um bom livro policial não funciona se não houver plot twists – sim, no plural. São essas viradas que te deixam desgraçado da cabeça, se perguntando <strong>como-eu-não-vi-isso-antes</strong>, que tornam a literatura policial tão rica e espetacular. O assassino é o narrador? O assassino estava vivo na ilha o tempo todo? O assassino é a velha paraplégica muito dócil e amável? Como eu não vi isso antes????</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.85em;"><strong><span style="color:#000000;">III. DETETIVES</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6250 " style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/detective_zine.jpg?w=206"  alt="detective_zine 5 motivos para ler literatura policial"  width="270" height="393" /></strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;"><strong>Não existe livro policial sem um detetive</strong> – policial ou não – que seja cativante. Normalmente são seres problemáticos e traumatizados que ganham a compaixão do leitor na primeira piada – ou revelação sombria sobre seu passado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.85em;"><strong><span style="color:#000000;">IV. FORMAÇÃO</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6253 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/books_mystery1.jpg"  alt="books_mystery1 5 motivos para ler literatura policial"  width="600" height="355" /></strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Se hoje leio Philip Roth, Fitzgerald, Ricardo Lísias e Daniel Galera, devo minha formação literária aos mestres da narrativa policial. Foram eles que me mostraram o quão divertido pode ser ler e se engajar com uma narrativa. É praticamente uma regra básica: <strong>todo bom leitor começa com literatura policial</strong>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.85em;"><strong><span style="color:#000000;">V. ASSASSINOS</span><br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-6255" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/killer.png"  alt="killer 5 motivos para ler literatura policial"  width="550" height="367" /></strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Detetives, plot twists, mente humana, blá, blá, blá. Tudo isso é muito bacana, coisa e tal, mas nada é tão delicioso num livro policial quanto um assassino filho da puta, sinistro, cruel e sanguinário. <strong>Nada motiva mais um leitor do que querer descobrir quem está matando as pessoas com tanto requinte e POR QUE faz isso</strong>. É um consenso entre os autores policiais: criar o antagonista é a melhor parte do trabalho, simplesmente porque acarreta em moldar o esqueleto da história e os já mencionados plot twists.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"  alt="mateus11 5 motivos para ler literatura policial"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g 5 motivos para ler literatura policial" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/20/5-motivos-para-ler-literatura-policial/">5 motivos para ler literatura policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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