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	<title>Rodrigo Padrini, Autor em</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Rodrigo Padrini, Autor em</title>
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		<title>Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2018 13:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
		<category><![CDATA[O Livro das Evidências]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/">Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos que levaram alguém a cometer um assassinato, por exemplo. Além disso, é ainda mais convidativo, conhecer as sensações e as emoções que emergem no indivíduo criminoso no momento do crime, em uma tentativa de se colocar na pele do assassino, no que considero uma busca por explicações de tamanhas monstruosidades ou banalidades.</p>
<p>Entretanto, alguns crimes são, relativamente, inexplicáveis ou, pelo menos, não são passíveis de grandes interpretações, apresentando até algum grau de futilidade e simplicidade. Todavia, isso não significa que a experiência psicológica do criminoso, da vítima e de todos os envolvidos seja insignificante. Esse é o caso do crime narrado por Frederick Montgomery em “O Livro das Evidências”, lançado originalmente em 1989, pelo autor irlandês John Banville.</p>
<p>Banville é um escritor contemporâneo que acumula alguns prêmios, inclusive por este livro, publicado agora no Brasil pela Globo Livros, sob o selo Biblioteca Azul, em abril de 2018.</p>
<p>Frederick, ora chamado por “Freddie”, é um daqueles adultos imaturos que parecem viver em uma realidade fantasiosa, até que um comportamento com consequências concretas – um crime, por exemplo – destrua a sua vida, mas ao mesmo tempo o traga à realidade, fazendo-o assumir responsabilidades antes desconhecidas. É como consigo interpretar a experiência de Frederick em sua confissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Como diz a sinopse, após tentar recuperar algumas obras de arte vendidas por sua mãe a um colecionador da região, na tentativa de sanar dívidas e voltar a viver a sua vida afortunada, Frederick se depara com um obstáculo e comete um homicídio aparentemente simples, como uma forma de se livrar daquilo que o impedia de prosseguir com o roubo. É em torno desse crime que a narrativa está centrada.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez eu indique vários pontos negativos, porque o livro me decepcionou e não atendeu nem de longe as minhas expectativas. Por isso, vamos às críticas.</p>
<p>“O Livro das Evidências” é narrado em primeira pessoa e, apesar de cumprir o que se propõe – trazer notas de uma confissão escritas pelo autor do crime, como um relato de tudo que se passou –, decepciona pela falta de elementos que surpreendam ou cativem o leitor. Afinal, a partir do momento em que tomamos conhecimento do crime – que não é nada demais –, nada mais acontece.</p>
<p>“O que há de peculiarmente horrível nisso tudo não é o prospecto de ser arrastado perante os tribunais e ser metido na prisão por um crime o qual nem tenho certeza de ter cometido, mas o simples, o terrível fato de ter sido descoberto. É isso o que me faz suar, o que enche a minha boca de cinzas e o meu coração de vergonha”</p>
<p>A narrativa em torno de detalhes da experiência subjetiva do criminoso não chega a um grau de profundidade ou novidade que justifique seu extenso relato. Claro, existem bons trechos. No entanto, o que poderia ser ótimo, é regular. “Crime e castigo” seria um bom exemplo da belíssima utilização de um crime banal e do relato subjetivo do pós-crime. No caso aqui, são obviedades que, em alguns momentos, parecem que vão engrenar, mas não engrenam. Detalhes demais, enredo de menos.</p>
<p>O assassinato em si é trivial e não tem muita conexão com todo o contexto psicológico e social que é criado pelo autor. As cenas são bem narradas, mas alguns aspectos ficam perdidos no tempo, assim como alguns personagens que, apesar de bem caracterizados, não saem disso. Parece que toda uma história será montada, mas não é.</p>
<p>A confusão temporal e espacial é um ponto que marcou a minha leitura, algo causado talvez pela mistura de carta-confissão-presente-passado com diálogos misturados no interior dos parágrafos, sem distinção do emissor. Para quem já leu Raduan Nassar, por exemplo, seria algo do tipo, só que ruim, ao invés de excelente, como ocorre no caso do autor brasileiro, na minha opinião.</p>
<p>Por fim, fiquei esperando em grande parte da leitura o surgimento daquele elemento que iria me surpreender e fazer de toda aquela contextualização algo justificada. Não aconteceu. Apesar de trazer bons personagens, descrições cruas do crime e boas passagens, o “Livro das Evidências” me chegou como um grande esboço de algo que poderia ser, mas não foi.</p>
<p><em>* Livro enviado em parceria com a Editora Globo.</em></p>
<p><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29870" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/08/star2.png"  alt="star2 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville"  width="54" height="22"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525060070/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525060070&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=873bcee092469a8b995c5e1a2ab1ce58" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8525060070&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8525060070&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" border="0"></a><strong><img  title="" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525060070"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525060070 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville"  width="1" height="1" border="0">Título</strong>: O Livro das Evidências<br />
<strong>Autor</strong>: John Banville<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Bonillo<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul / Editora Globo<br />
<strong>Páginas</strong>: 240<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-livro-das-evidencias-39201ed776135.html">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;&#8211; Frederick Charles St. John Vanderveld Montgomery, mais conhecido como Freddie Montgomery, é um exemplo de bon-vivant. Após abandonar o emprego de cientista, decide morar com a esposa, Daphne, e o filho em uma ilha do Mediterrâneo, bebendo gim e aproveitando os prazeres da vida às custas do dinheiro da família. Quando a herança deixada pelo pai acaba, Freddie resolve pegar um empréstimo para manter seu alto padrão de vida, mas termina envolvendo-se com pessoas de má índole. Para sanar essa dívida, Freddie decide então abandonar a família e voltar para sua terra natal, a Irlanda, em busca do que restou do espólio de seu pai. Só não contava que sua mãe, Dolly, havia usado o restante dos bens deixados como herança para investir no nem tão promissor comércio de pôneis. Desesperado, Freddie decide então recuperar as obras de arte que sua mãe vendeu para um conhecido colecionador da região e, nessa tentativa frustrada, comete um assassinato. Narrado a partir dos relatos de Freddie Montgomery na prisão, O livro das evidências é um típico romance do irlandês John Banville, vencedor do aclamado Man Booker Prize. Com uma escrita ácida repleta de ironias, Banville brinda os leitores com mais uma obra-prima da literatura contemporânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/">Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<item>
		<title>SIMENON &#124; Maigret e Os Porões do Majestic</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/04/05/maigret-e-os-poroes-do-majestic/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Apr 2018 14:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[maigret]]></category>
		<category><![CDATA[Os porões do Majestic]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rodrigo Padrini &#8211; Quando leio os romances de Simenon com o Comissário Maigret, tenho a sensação de acompanhar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Quando leio os romances de Simenon com o Comissário Maigret, tenho a sensação de acompanhar investigações à moda antiga e observar descobertas de um detetive astuto e intuitivo. Sou um fã declarado de Maigret, mas quando fico algum tempo distante de suas aventuras e tenho a oportunidade de reencontrá-las, me lembro rapidamente dos motivos que o colocam no topo do ranking dos detetives ilustres.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/09/15/maigret-entre-os-flamengos-de-georges-simenon/">Maigret entre os Flamengos, de Georges Simenon</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2014/09/04/7-curiosidades-de-simenon/">7 curiosidades sobre Georges Simenon</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2023/02/24/top-20-os-melhores-livros-de-suspense-de-todos-os-tempos/">TOP 20 | Os melhores livros de suspense de todos os tempos</a></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3xS6PKi" target="_blank" rel="noopener">Os Porões do Majestic</a></span> (Companhia das Letras, 2017) é o mais recente título do Comissário publicado pela editora, que o faz de modo inédito, já que o intrigante assassinato de uma rica mulher norte-americana, nos porões de um hotel de luxo em Paris, ganha assim sua primeira tradução no Brasil.</p>
<p>Como todo bom enredo de Simenon, quando o assunto é Maigret, estamos envoltos na atmosfera de uma Paris na primeira metade do século XX e temos a oportunidade de, não só visitar o subúrbio e suas ruas e casas simples, como de adentrar um luxuoso e exclusivo espaço nos arredores da prestigiada avenida Champs-Elysées. Estamos na época em que ligações precisavam de telefonistas para serem feitas. Em que cartas escritas à mão eram provas únicas detentoras de segredos.</p>
<h3 style="padding-left: 120px;">“As bonitas madames olhavam com estupor para aquelas famosas algemas de que tinham ouvido falar, mas que nunca haviam visto de tão perto”</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Les Caves du Majestic foi publicado pela primeira vez em 1942 e a história foi utilizada adaptada algumas vezes para as telas ao longo do tempo. Primeiro, virou filme na França em 1945, com Albert Préjean no papel do Comissário. Já em 1963, se tornou o episódio The Cellars of the Majestic na série produzida pela BBC no Reino Unido, com o ator Rupert Davies como protagonista.</p>
<p>Alguns anos mais tarde, é a vez de Jean Richard encarnar o Comissário no episódio homônimo que foi ao ar na França em novembro de 1987. Em 1993, é a vez de Bruno Cremer vestir o sobretudo de Maigret e estrelar o episódio Maigret et les caves du Majestic, também exibido em telas francesas. No mesmo ano, uma nova adaptação inglesa traz Michael Gambon como Chief Inspector Maigret no episódio Maigret and the Hotel Majestic. Até onde foi possível garimpar, não houve outras adaptações do romance.</p>
<p>A trama não foge ao tradicional estilo Simenon e diverte o leitor que busca uma história breve, inteligente e bem construída. Alguns diálogos, em especial, são excepcionais. Para os fãs de Maigret, então, o nosso Comissário está livre, leve e solto, com anos de experiência na Polícia Judiciária e encontrando na conhecida Sra. Maigret o porto seguro tão necessário para a rotina peculiar que adota em suas investigações.</p>
<p>Alguns elementos fazem desse título uma novidade particular, afinal, após ler muitos – sim, muitos mesmo – livros com o Comissário, nunca o havia visto andar de bicicleta. Além disso, ficamos sabendo que Maigret, pelo menos nessa época, não gostava de cachorros. Todos esses detalhes vão compondo a personalidade um investigador ímpar na literatura policial.</p>
<h3 style="padding-left: 160px;">“Ele deu uma freada tão brusca que derrapou e quase bateu na bicicleta de Maigret. Porque era Maigret que ia a seu lado, numa bicicleta pequena demais para ele, que havia sido emprestada por um mensageiro do Majestic”</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Maigret prefere fazer as coisas ele mesmo, ainda que tenha sempre o apoio dos seus colegas policiais. É ele quem pega o trem e vai até alguma cidade buscar informações. É ele quem senta ao lado de um suspeito no bar, pede uma bebida e puxa assunto. É ele quem sai cedo demais de casa ou volta tarde demais. Parece crer que precisa estar lá pessoalmente, ver, sentir, cheirar.</p>
<p>Simenon, como de costume, está implacável na dinâmica de suas tramas, na descrição dos personagens e no encadeamento de eventos que tornam a leitura tão agradável. Em cerca de cento e cinquenta páginas, e onze capítulos, ao melhor gênero dos romances curtos do Comissário, desvendamos um crime de natureza imprevisível, onde a ganância se mostra determinante ao macular o curso de uma vida comum.</p>
<p>Para conhecer outros títulos do autor publicados pela Companhia das Letras, não deixe de visitar a <a href="http://www.clubedocrime.com.br/listas/Georges_Simenon" target="_blank" rel="noopener">Sala Simenon</a> no Clube do Crime, um lugar que reúne o melhor da literatura policial e que te ajudará a encontrar a sua próxima leitura, depois deste aqui, é claro. Bom Maigret para todos(as)!</p>
<p><em>[Imagens: Rodrigo Padrini, divulgação]<br />
</em><em>Livro enviado ao site pela Companhia das Letras</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25690 size-medium alignnone" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/04/majestic.jpg?w=195"  alt="majestic SIMENON | Maigret e Os Porões do Majestic"  width="195" height="300" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Os porões do Majestic<br />
<strong>Autor</strong>: Georges Simenon<br />
<strong>Tradução</strong>: Eduardo Brandão<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 152<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3YZ2Ibo" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Maigret terá de desvendar o assassinato de uma expatriada americana, encontrada em um hotel de luxo em Paris. O comissário Maigret apura o assassinato de Mrs. Clark, esposa de um rico empresário americano encontrada morta no porão de um hotel de luxo parisiense, nos arredores da Champs-Elysées. As investigações do comissário o conduzem dos inúmeros corredores do hotel Majestic aos campos do Bois de Boulogne e à ensolarada Cannes, mergulhando-o em um mundo de prostituição, drogas e chantagem. O lado sombrio da glamorosa vida dos expatriados em Paris é brilhantemente recriado neste romance, que ganha sua primeira tradução no Brasil.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g SIMENON | Maigret e Os Porões do Majestic" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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		<title>Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/02/16/dois-garotos-desaparecidos-suspense-e-drama-em-home-de-harlan-coben/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2018 12:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<category><![CDATA[editora dutton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Dez anos depois do sequestro de dois jovens garotos, apenas um retorna para casa. Onde esse</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Dez anos depois do sequestro de dois jovens garotos, apenas um retorna para casa. Onde esse garoto esteve durante uma década? O que ele pode dizer sobre o paradeiro da criança que foi levada junto com ele? Esse é o ponto de partida do romance &#8220;Home&#8221;, escrito pelo norte-americano Harlan Coben e publicado em setembro de 2016 nos Estados Unidos, e considerado, por muitos comentários que li por aí, um dos melhores do autor.</p>
<p>Para quem não conhece, Harlan Coben nasceu em 04 de janeiro de 1962 e vive em Nova Jersey. É autor de vários best-sellers e possui mais de vinte livros publicados no gênero ‘mistério’ ou ´romance policial’, e mais de 70 milhões livros impressos ao redor do mundo, traduzidos para mais de 40 línguas. O cara não é fraco.</p>
<p>Antes, um esclarecimento. Hoje vou falar sobre duas experiências: a minha “primeira vez” com o autor e o desafio – e o prazer – de ler uma obra em sua língua original, no caso, o inglês. Isso mesmo. Até onde consegui pesquisar, o romance ainda não foi traduzido por aqui e, no fim das contas, isso foi uma grande coincidência, porque eu não sabia nada sobre o livro quando o adquiri em uma viagem recente por alguns dólares.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24462 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/02/harlan-coben-home-1.jpg?w=170"  alt="harlan-coben-home-1 Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben"  width="170" height="300"></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 1.25em; color: #000000;">“So how do we do it?” Myron asked. “When you love something that much. How do you live with the fear that they can be hurt or killed at any time?”</span></strong><br />
(Tradução livre: Então, como fazemos? Myron perguntou. Quando você ama alguma coisa esse tanto. Como você vive com o medo de que essa coisa possa ser machucada ou morta a qualquer momento?)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>‘Home’ é o 11º livro da série com Myron Bolitar – e o mais recente – e a sequência de &#8220;Alta Tensão&#8221; (Live Wire), já publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2011. Senão me engano, os dez livros anteriores já estão disponíveis em português. Como já disse, foi a minha primeira experiência com o autor, então não fazia ideia de ‘quem era quem’ no livro e peguei o bonde andando. No entanto, isso não foi um problema. Ao longo do livro, Coben faz pequenas apresentações dos personagens e, apesar de citar eventos do passado, o faz de forma suave, tornando a leitura bem agradável e sem exigir do leitor aquela fidelidade.</p>
<p>O personagem principal é Myron Bolitar um jogador de basquete razoavelmente conhecido por seus anos de atuação no time do colégio, mas que precisou interromper a carreira promissora por conta de uma lesão no joelho. Após estudar na Escola de Direito de Harvard, Myron – que é meio que um alter ego do autor – trabalha como agente de atletas e celebridades, e – ainda não descobri o motivo real – se envolve em alguns casos de forma ‘não oficial’, sendo considerado uma espécie de detetive acidental.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24467 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/02/img_0717.jpg"  alt="img_0717 Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben"  width="639" height="394"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como não conheço a trajetória dos personagens, nem os demais livros da série, é prematuro fazer qualquer análise maior deste romance nesse sentido ou do destino de Win, Esperanza, Big Cindy, Mickey e outros personagens que conheci somente agora, mas que já considero pacas. Dessa forma, falemos sobre a história. Uma bela história, por sinal, com um final surpreendente.</p>
<p>Patrick Moore, então com seis anos de idade, e Rhys Baldwin, seu colega de escola, são filhos de famílias ricas e o desaparecimento de ambos logo ganha atenção. No entanto, muitos anos se passam e nenhuma novidade surge sobre o paradeiro das crianças. Ao construir uma interessante dinâmica entre as duas famílias, o autor utiliza das nossas próprias emoções ao imaginar a angústia vivida por pais que não conseguem encontrar o filho. A trama elaborada por Coben dispensa conhecimento prévio da série e traz, com alguma dose de drama, um suspense bem-humorado e imprevisível. Nesta edição que comprei, meio de bolso e lançada em 2017, é difícil largar o livro e dá vontade de ler tudo de uma vez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Myron had so often heard of people wrongly convicted (or wrongly exonerated) because jurors felt that they could “read” the perpetrators, that they didn’t show enough (or showed too much) remorse, that their reactions were not in what the jurors considered the range of normal. As though humans came in one size and shape. As though we all react the same way to a horrible or stressful situation.</strong><br />
(Tradução livre: Myron ouvira tanto sobre pessoas condenadas incorretamente – ou soltas por engano – porque os <em>jurados sentiam que eles podiam ler os réus, e que eles não demonstravam remorso o suficiente – ou demonstravam demais – e que suas reações não estavam no que os jurados consideravam o normal. Como se os humanos viessem em um tamanho e formato apenas. Como se todos reagissem da mesma forma a situações horríveis ou estressantes).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, quanto ao inglês, acho que isso tornou a experiência ainda melhor e, por isso mesmo, vou fazer algumas considerações. Afinal, a escrita de Coben é repleta de trocadilhos e piadas próprias do idioma, e como se trata de um inglês pouco rebuscado, você encontra poucas dificuldades com termos desconhecidos.</p>
<p>Em termos de literatura policial, sempre li traduções. Nunca li Chandler ou Simenon – os meus preferidos – no original, ou mesmo Stephen King, Tess Gerritsen, entre outros que já tive oportunidade de resenhar por aqui. Dessa forma, ainda que o trabalho dos tradutores seja, grande parte das vezes, impecável, algo da experiência original trazida pelo autor se perde. E, se queremos nos aproximar ainda mais de suas tramas, ler suas obras em sua língua nativa é uma boa dica.</p>
<p>Como a minha experiência lendo Harlan Coben no inglês foi muito boa, cito alguns fatores positivos para quem quiser se aventurar nos originais: ler em outra língua exercita a mente; possibilita aumentar o vocabulário na língua que você está estudando – e também para escrever futuramente; te deixa um pouquinho mais perto do que o autor pensou que seria a sua experiência ao ler aquela história; e, por fim, você consegue ler livros que ainda não foram lançados no Brasil, ou que as vezes, nem vão ser traduzidos tão cedo.</p>
<p>Se você ainda não topa essa empreitada, procure pelos livros do Coben traduzidos aqui no Brasil. São muitos. A série do Myron Bolitar é uma boa dica. Mas não deixe de lado a ideia de ler em outros idiomas, pois é algo que pode contribuir ainda mais com a sua paixão por romances policiais e também trazer um certo grau de novidade às suas trilhas literárias.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10249" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png"  alt="star5 Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben"  width="106" height="22"></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-24462 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/02/harlan-coben-home-1.jpg?w=170"  alt="harlan-coben-home-1 Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben"  width="170" height="300"><strong>Título</strong>: Home<br />
<strong>Autor</strong>: Harlan Coben<br />
<strong>Editora</strong>: Dutton<br />
<strong>Páginas</strong>: 480<br />
<strong>Formato</strong>: 10,9 x 19,2 cm</p>
<p>SINOPSE &#8211; Há uma década, sequestradores levaram dois garotos de famílias ricas e pediram um resgate, mas depois ficaram em silêncio. Nenhum vestígio dos garotos surgiu. Por dez anos, suas famílias foram deixadas sem nada, exceto memórias dolorosas e um desespero silencioso pelo dia que finalmente e milagrosamente chegou: Myron Bolitar e seu amigo Win acreditam que localizaram um dos garotos, agora um adolescente. Onde ele esteve por dez anos, e o que ele sabe sobre o dia em que foi levado? E o mais crítico: o que ele pode dizer a Myron e Win sobre o destino do seu amigo ainda desaparecido? Com o seu talento único, Harlan Coben nos entrega um thriller sobre amizade, família e o significado de lar.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/02/16/dois-garotos-desaparecidos-suspense-e-drama-em-home-de-harlan-coben/">Dois garotos desaparecidos, suspense e drama em ‘Home’, de Harlan Coben</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/01/22/pai-e-filho-king-as-belas-adormecidas-e-uma-premissa-mal-aproveitada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jan 2018 14:56:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[stephen king]]></category>
		<category><![CDATA[belas adormecidas]]></category>
		<category><![CDATA[editora suma]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[owen king]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Algo que aprendi desde que adquiri o hábito da leitura, é que não precisamos amar todos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Algo que aprendi desde que adquiri o hábito da leitura, é que não precisamos amar todos os livros escritos por um determinado autor. Por mais que pronunciemos aos sete ventos ‘Eu amo o Simenon’ ou ‘Jo Nesbø é o maioral’, algumas histórias não correspondem às nossas expectativas. Estamos falando de um desses casos? Sim, estamos.</p>
<p>Belas Adormecidas (Suma, 2017) é um baita tijolo escrito pelo mestre foda do suspense e do terror Stephen King em parceria com seu filho Owen King. Pai e filho King, nesse caso, trazem até nós a surreal experiência de um dia todas as mulheres do mundo começarem a dormir envoltas em casulos bizarros e simplesmente não acordarem. Uma espécie de ‘doença do sono’ que só afeta as mulheres – em escala mundial, apesar de vivenciarmos apenas a experiência de uma cidadezinha do interior – é a grande premissa do livro.</p>
<p>Mas será que basta uma boa premissa para que uma história seja envolvente, divertida e bem executada? Nem sempre. King – os Kings, nesse caso – escreve bem, é inegável. Não há como simplesmente dizer que está ruim e não está legal. Pelo contrário, os personagens de ‘Belas Adormecidas’ são bem construídos. Lila e Clint Norcross, Frank Geary e Terry Combs são bons exemplos. Rendem algumas risadas e alguns suspenses.</p>
<p>Os cenários são bem detalhados e todo o universo que serve de pano de fundo para o caos gerado com o cochilo da mulherada é extremamente característico de Stephen King, ou seja, uma bela cidade do interior americana, com uma galera mais urbana, outra mais caipira. Ademais, grande parte da história se passa em uma prisão feminina, o que também é bem interessante, principalmente por se tratar de um mundo pouco conhecido e ilustrado. Os autores trabalham bem essa parte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Porém, será difícil defendê-los dessa vez. ‘Belas Adormecidas’ tem mais de 700 páginas, mas poderia ter menos de 300, ou mesmo virar apenas um conto. A premissa é boa, mas toda a história construída em torno dela não convence e poderia ser algo bem diferente.</h5>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p>Os elementos sobrenaturais como ´Evie Black´ &#8211; uma espécie de bruxa bonita rainha da natureza e dos animais – e ‘A raposa’, que protagoniza alguns trechos do livro, não foram fáceis de engolir. O mundo do outro lado da árvore, os animais que se comunicam, os ratos que obedecem à rainha da natureza que ninguém sabe de onde veio, tudo isso ficou só estranho mesmo. O ‘mundo sem homens’ e toda aquela coisa de ‘os homens que são agressivos e responsáveis pelas guerras e todos os problemas da humanidade’ também não foram suficientemente explorados ou mesmo devidamente argumentados, por mais que possa ser verdade.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24189 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/img_0305-e1516625655333.jpg"  alt="img_0305-e1516625655333 Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada"  width="1200" height="899"></p>
<p>Claro, não esperava ler nenhum artigo científico. Pelo contrário, estamos lendo ficção aqui pessoal. Mas, mesmo uma ficção que pretende abordar algo tão próximo da nossa realidade, deve buscar convencer o leitor e sugá-lo para o seu universo, em minha opinião. O que, tendo em vista tudo o que eu disse até agora, não aconteceu.</p>
<p>A partir do momento em que ultrapassei a página 500 e até chegar ao fim do livro, me senti escalando uma montanha sem equipamento adequado. O fim simplesmente não chegava, mas o livro já tinha acabado pra mim. O desfecho de tudo é razoável, e um pouco óbvio. Ao longo do livro, diversos acontecimentos vão se acumulando para dar à história um toque caótico, mas infelizmente apenas cansam o leitor porque acrescentam muito pouco ao resultado final.</p>
<p>Apesar de gostar muito de Stephen King, e de todos os livros os quais resenhei por aqui, não indico a leitura de ‘Belas Adormecidas’. Indicaria se fosse um conto ou um livro de 300 páginas, como disse anteriormente. Mas, no atual formato ‘tijolo’, não acho que a experiência traga satisfação ao leitor. É muita narração e pouca efetividade, o que lembra apenas um exercício de escrita algumas vezes, algo ainda inacabado. Quanto à edição e à tradução, nada a reclamar, tudo nos conformes.</p>
<p>De qualquer forma, King não se dispensa e você, leitor, pode ter uma experiência totalmente diferente da minha. Portanto, se você estiver curioso para saber o que pai e filho King arrumaram a partir de uma premissa realmente interessante, vá em frente e vamos discutir o que deu certo ou errado dessa vez. Se você está pensando ‘Então porque diabos eu li essa resenha’, pense que, se você quiser ler mais um King ou mesmo iniciar sua amizade com o autor, talvez esse título não seja o mais indicado.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11318" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/parceria_suma.jpg"  alt="parceria_suma Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada"  width="226" height="70"></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10104" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/09/star2.png"  alt="star2 Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada"  width="49" height="22"></p>
<p><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20169 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/10/belas.jpg?w=209"  alt="belas Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada"  width="209" height="300">Título</strong>: Belas Adormecidas<br />
<strong>Autor</strong>: Stephen King e Owen King<br />
<strong>Tradução</strong>: Regiane Winarski<br />
<strong>Editora</strong>: Suma<br />
<strong>Páginas</strong>: 728</p>
<p>SINOPSE &#8211; Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”,incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Pai e filho King, as Belas Adormecidas e uma premissa mal aproveitada" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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		<title>Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/10/31/harry-hole-e-uma-trama-muito-bem-arquitetada-em-policia-de-jo-nesbo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 13:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Hole]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[polícia]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rodrigo Padrini – É comum que as editoras utilizem algumas frases marcantes ditas por críticos literários para chamar</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> – É comum que as editoras utilizem algumas frases marcantes ditas por críticos literários para chamar a atenção do leitor em suas capas. “Incrível!”, “O próximo Stephen King”, “Uma história para a sua vida”, coisas do tipo. Neste caso, somos informados que Jo Nesbø é um autor imprevisível e que nos conduz pela história como se estivéssemos em uma montanha russa, prestes a desabar a toda a velocidade.</p>
<p>Costumo ficar um pouco incrédulo diante dessas afirmativas, no entanto, nunca uma frase disposta humildemente em uma capa despretensiosa se encaixou tão bem ao que eu iria encontrar ao longo de 500 e poucas páginas. Sim, Jo Nesbø realmente nos conduz com inteligência e suspense.</p>
<p>“Polícia” (Editora Record, 2017) é um dos romances com o detetive Harry Hole publicados pelo escritor norueguês Jo Nesbø, nascido em Oslo, em 1960. O autor tem acumulado alguns best-sellers, publicados no Brasil pela Editora Record, como ‘O leopardo’ e ‘O fantasma’, e tem sido falado por aí devido à recente adaptação de ‘Boneco de neve’ para o cinema. Nesbø já foi atleta profissional, analista financeiro, músico e, hoje em dia, é ‘somente’ um dos escritores de romances policiais mais conhecido no mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;Os lobos que foram excluídos da alcateia são os mais perigosos. Eles não sentem nenhuma responsabilidade, só ódio e amargura”[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Harry tem lá os seus ‘trinta e tantos anos’ e é o policial mais competente da polícia de Oslo. Nascido em Oppsal, ao sudeste de Oslo, Noruega, o detetive possui tendências alternadas ao alcoolismo e ao vício pelo trabalho. É reverenciado por alguns de seus colegas, mas não faz muito o tipo de outros. Até o momento, Hole protagonizou onze títulos, dez deles publicados no Brasil. De acordo com o site do autor, Harry Hole tem como ambição entender o que é o ‘mal’ e o que é o ‘amor’. Bonito, não?</p>
<p>Basicamente, “Polícia” traz um assassino de policiais a Oslo em um contexto complicado, já que Harry Hole, ‘o fodão’, está provisoriamente ‘incapacitado’ para ajudar os seus colegas. Ou seja, o pessoal tem que se virar. Os personagens são bem construídos e o estilo da escrita faz com que, apesar de alguns detalhamentos aparentemente excessivos, a experiência de ler quinhentas páginas não seja penosa. Pelo contrário, a maioria dos eventos se conecta e a astúcia do autor impressiona algumas vezes.</p>
<p>Pode-se dizer que “Polícia” é a continuação de “O fantasma” e, de fato, a leitura de seu predecessor é uma dica importante, já que alguns elementos trazidos ao longo de “Polícia” remetem diretamente a eventos do passado, o que nos faz apenas imaginar o que aconteceu e ficar curiosos, apesar dos breves resumos apresentados. Se puder ler “O fantasma” antes, leia.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8501109584&amp;asins=8501109584&amp;linkId=4c63fba77f50b1c777d00fc43fc0c3cb&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A narrativa tem quatro partes divididas em capítulos menores que, por sua vez, são distribuídos em seções que adotam a perspectiva de diferentes personagens da trama. Essa forma de conduzir a história como um quebra-cabeças é um dos elementos que contribui para o suspense. Muitas vezes, achamos que é uma coisa, mas na verdade é outra. Isso também aumenta a ansiedade e a vontade de pular umas cinco páginas de uma vez, mas não pule, vale o esforço.</p>
<p>O fim da história dá a entender que algo mais virá, algum fio solto, um elemento que acabamos deixando pra lá. Ficou a curiosidade. Quando descobrimos o desfecho, dá vontade de ler o livro inteiro de novo para conhecer o que deixamos passar. Cada diálogo, cada telefonema, cada comportamento. Como não vimos isso antes?</p>
<p>“Polícia” foi a minha primeira experiência com o detetive Harry Hole e acredito que a primeira de muitas. O personagem em si é bastante carismático mas, além disso, a escrita de Jo Nesbø me agradou muito. Sem querer ser chato, mas a escrita tem ‘algo de contemporâneo’ e informal, o que torna a experiência bem interessante, algo como os livros de Tess Gerritsen e Stieg Larsson. Pretende divertir. E diverte.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11309 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/parceria_record.jpg"  alt="parceria_record Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø"  width="226" height="70" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Pol%C3%ADcia-Jo-Nesbo/dp/8501109584/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=pol%C3%ADcia+jo+nesbo&amp;qid=1560428417&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=7e3f3af69dea2cf2723edc11dbad3c53" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8501109584&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20 Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8501109584&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8501109584"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8501109584 Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø"  width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Polícia<br />
<strong>Autor</strong>: Jo Nesbø<br />
<strong>Tradução</strong>: Kristin Garrubo<br />
<strong>Editora</strong>: Record<br />
<strong>Páginas</strong>: 546<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2IJ4F5F" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2WHpL9S" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o e-book</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Ao longo dos anos, o inspetor Harry Hole esteve envolvido nos principais casos de assassinato em Oslo e salvou a vida de muitas pessoas. Mas, quando um assassino brutal ataca os policiais da cidade e seus colegas são expostos ao perigo, Harry não se encontra em posição de proteger ninguém – muito menos a si mesmo. Um investigador aposentado é assassinado de modo brutal em um bosque nos arredores da cidade; um detetive é morto com requintes de crueldade. Ambos são encontrados nos locais dos crimes que não foram capazes de solucionar. E o assassino não para por aí. Funcionando como uma força-tarefa, os amigos de Harry na polícia entram em ação. Apesar da falta de pistas, eles contam com uma ajuda inesperada para deter o assassino antes que seus colegas sejam as próximas vítimas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/10/31/harry-hole-e-uma-trama-muito-bem-arquitetada-em-policia-de-jo-nesbo/">Harry Hole e uma trama muito bem arquitetada em Polícia, de Jo Nesbø</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/09/07/raphael-montes-e-sua-roleta-russa-carioca-na-nova-edicao-de-suicidas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Sep 2017 12:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[raphael montes]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
		<category><![CDATA[suicidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Se você se considera um entusiasta da literatura policial, do mistério e do suspense, já deve</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/09/07/raphael-montes-e-sua-roleta-russa-carioca-na-nova-edicao-de-suicidas/">Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Se você se considera um entusiasta da literatura policial, do mistério e do suspense, já deve ter se questionado sobre o seu lado sombrio, aquele lado escondido que te leva a escolher enredos bizarros e que faz coçar os dedos para ler as próximas páginas daquela trama sangrenta. Você talvez tenha se sentido meio culpado por estar curtindo demais as descrições detalhadas daquelas torturas de um belo livro de horror e preferiu nem comentar com ninguém. Afinal, o quão bem conhecemos as pessoas próximas de nós? Será que realmente conhecemos a personalidade dos nossos pais, filhos ou melhores amigos?</p>
<p>“Suicidas”, o primeiro livro escrito pelo hoje conhecido autor Raphael Montes, ganhou uma nova edição da Companhia das Letras, em agosto de 2017. O livro <a href="https://literaturapolicial.com/2016/04/28/suicidas-de-raphael-montes/">já foi comentado por aqui por nossa colunista Raquel de Mattos no ano passado</a> – a edição anterior é de 2012, mas agora temos uma edição que traz, dentre outras novidades, um novo capítulo.</p>
<p>Em pouco mais de quatrocentas páginas, Montes apresenta, principalmente, inteligência na construção de uma trama que prende o leitor e que, por mais clichê que seja dizer isso, te mantém ligado até que a verdade apareça. Uma verdade inesperada e possível, dado a loucura de toda a situação desde o início.</p>
<p>Não é um livro sobre suicídio, mas ao mesmo tempo é. É um livro sobre a vida e sobre o melhor e o pior nos seres humanos. Sobre aquilo que podemos fazer para alcançar o que queremos, de forma egoísta, cruel, inteligente. É ficção e terror.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19825 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/suicidas2.jpg"  alt="suicidas2 Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="639" height="479"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, voltando às bizarrices e parafraseando Cazuza, coincidências sinceras me interessam. Cá estou, no ônibus, lendo um livro chamado “Suicidas” no mês de prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo. O que as pessoas vão pensar? Bom, não interessa. Mas, pode piorar. Cá estou, lendo os capítulos, quando percebo que a história se passa exatamente no mesmo período, só que alguns anos atrás. Sim, na última semana de agosto e primeira semana de setembro. Medo? Um pouco. Proposital? Vai saber. Só sei que tudo isso aí tornou a leitura mais interessante, afinal leituras nos marcam afetivamente pelos fatos mais aleatórios.</p>
<p>Montes divide a narrativa, basicamente, de três formas. O diário de Alessandro – anotações aleatórias sobre suas experiências nos eventos que antecedem o prato principal, o livro escrito por ele durante a roleta russa catastrófica e a reunião das mães dos jovens mortos com a delegada de polícia responsável pelo caso, um ano depois. Para mim, a divisão tornou o livro dinâmico e atiçou minha curiosidade. Em alguns momentos, quis pular o diário do Alessandro porque os outros dois formatos estavam bem mais interessantes. No entanto, me contive e a experiência na ordem escolhida pelo autor fez bastante sentido.</p>
<p>Lembra que eu falava dos relatos sangrentos e do seu lado sombrio? Então, é bem possível que ele resolva lhe visitar ao longo de alguns capítulos. Muita coisa bizarra e nojenta acontece, mas de uma forma crível, nada muito fora da realidade ou exagerado. É bem possível que os eventos narrados acontecessem de forma bem parecida em uma ocorrência real. Afinal, jovens de classe média alta resolveram se matar coletivamente e se juntaram em um porão para fazer isso, escolhendo um método nem um pouco ortodoxo: a roleta russa, regada a álcool e drogas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><span style="font-size: 1.45em;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-17549" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/aspas-1.png?w=150"  alt="aspas-1 Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="40" height="40">Sou curioso. Assim como você, leitor, que percorre com avidez estas linhas, eu queria saber exatamente o que ia acontecer. Por mais macabro que fosse. Por mais louco. E não me importo. Não se importe você também. Ninguém está olhando&#8230; Ninguém vai nos condenar por estes segundinhos de sordidez&#8230;”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tive acesso a três livros do Raphael Montes: Dias Perfeitos, O Vilarejo e Suicidas, nesta ordem. O último é o melhor, em minha opinião, apesar de ser o primeiro a ser escrito. Quando escrevi minha resenha sobre Dias Perfeitos, talvez o tenha superestimado um pouco e hoje seria menos gentil ao avaliá-lo. Ao contrário do que ocorre em Suicidas, a trama se torna pouco possível em alguns momentos e o final não me agradou muito, como também observei em outras resenhas por aí. Mas, livros não são feitos para agradar ninguém, claro. Entretanto, “Suicidas” me agrada, inclusive com o novo capítulo maluco desta edição. A bizarrice fica bem próxima da realidade e dá até pra comprar ainda mais a forma como tudo aconteceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19827 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/09/suicidas3.jpg"  alt="suicidas3 Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="696" height="521"></p>
<p>A escolha do autor por trazer a perspectiva de Alessandro – é um dos jovens que resolve escrever um livro enquanto toda a trama da roleta russa e do suicídio coletivo acontece – como um dos registros da história é, ao mesmo tempo, fundamental e questionável, e um dos pontos fracos do livro, em minha opinião. Li críticas parecidas em outros blogs e, realmente, em vários momentos é difícil imaginar como isso aconteceria na prática, ainda mais se tratando de registro em papel e caneta, no calor do momento. Ainda mais com a quantidade de merda que começa a acontecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 180px;"><span style="font-size: 1.45em;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-17549" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/aspas-1.png?w=150"  alt="aspas-1 Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="40" height="40">Era interessante como a postura mudava ao receber a arma. Mais do que um objeto metálico, o revólver carregava um peso moral, a hesitação diante do futuro, o medo estampado nos olhos trêmulos”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto, se não fosse da forma como é, não teríamos a história e a experiência não seria interessante como é. A proposta perderia o seu valor original. Então, vale a pena deixar um pouco de lado o questionamento crítico de como a coisa acontece, para só viver o enredo. A dinâmica com datas, relatos e apresentações dos personagens, e suas intimidades pouco a pouco reveladas, dão o tom do livro.</p>
<p>Em suma, “Suicidas” é um romance policial que cumpre o seu papel de entretenimento e garante bons momentos. Um pouco chocante, um pouco sangrento, mas nada que ultrapasse o limite do razoável. Bons personagens, boas cenas, bons diálogos. Se for começar a ler Raphael Montes, comece por este.</p>
<p><em>(Imagens: Rodrigo Padrini Monteiro)</em></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11868" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/parceria_companhia.jpg"  alt="parceria_companhia Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="268" height="70"></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="98" height="22"></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-18978 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/07/suicidas.jpg?w=200"  alt="suicidas Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas"  width="200" height="300">Título: Suicidas<br />
Autor: Raphael Montes<br />
Editora: Companhia das Letras<br />
Páginas: 432<br />
Formato: 14 x 21 cm</p>
<p>SINOPSE &#8211; Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirar a própria vida, ou que a série de televisão Thirteen Reasons Why fosse lançada e se tornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos, já tratava do tema do suicídio entre jovens com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontrados mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir os leitores mais fieis de Stephen King</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/06/26/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2017/06/26/resenha-o-bazar-dos-sonhos-ruins-stephen-king/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2017 12:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[stephen king]]></category>
		<category><![CDATA[editora suma]]></category>
		<category><![CDATA[o bazar dos sonhos ruins]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rodrigo Padrini &#8211; O que faz nossas conexões cerebrais dançarem? O que massageia nossa mente, alivia o espírito</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; O que faz nossas conexões cerebrais dançarem? O que massageia nossa mente, alivia o espírito e nos diverte? Não sei pra você, mas pra mim, uma boa receita seria: duas xícaras de tragédia, três colheres de ironia, meio copo de sarcasmo, sete gotas de suspense e uma colher de sobremesa de terror. Misture tudo e bata no liquidificador. Em seguida, disponha o conteúdo em pequenas formas antiaderentes e leve ao forno por trinta minutos. Agora é só esperar esfriar e degustar acompanhado de uma boa caneca de café.</p>
<p>O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir, desde os leitores mais fieis de Stephen King, aos mais esporádicos ou não iniciados. Generoso – são mais de quinhentas páginas –, o livro traz vinte histórias nas quais ‘horror’ e ‘humor’ andam juntos e, mais uma vez, pude recordar o porquê de gostar tanto da escrita de Stephen King. O cara manda muito bem e deve ser lido.</p>
<p>Já tive a oportunidade de falar sobre outro livro de contos do autor, <a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/14/escuridao-total-sem-estrelas-de-stephen-king/">Escuridão Total Sem Estrelas</a> (Editora Suma, 2015), este com apenas quatro histórias mais longas – e excelentes, por acaso. Aqui estamos falando de um livro com histórias de tamanhos e formatos variados – temos até algumas em forma de poema – e com avaliações, em minha opinião, variáveis. Em sua maioria, são histórias bem escritas – claro – e interessantes, além de divertidas daquele jeito que os fãs de King conhecem muito bem.</p>
<p>Como pontos negativos, alguns contos contam com um final razoável que não acompanham a qualidade da história e decepcionam, como “Vida após a morte” e “Moralidade”. Frustração talvez seja a melhor palavra. Outras não precisavam ser tão longas e se deter em detalhes como em “Blockade Billy”, já que é uma história que tem como ponto central o beisebol e isso faz com que a experiência de quem não tem familiaridade com o jogo seja mediana. Umas não têm nada do terror que você talvez espere encontrar como em “Batman e Robin têm uma discussão”, apesar de serem boas passagens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;"><span style="font-size: 1.35em;">“Ele disse que foi uma alucinação<br />
que vimos, provocada pela febre e pela água suja.<br />
Disse de novo que nossas fortunas estavam garantidas e riu.<br />
O filho da mãe, aquela gargalhada foi o fim dele.<br />
Eu vi que ele estava louco – ou eu estava – e que um de nós<br />
teria que morrer” (A igreja de ossos, p.175)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como pontos positivos, vemos estilos diferentes de escrita utilizados por King, propositalmente, como em “Tommy” e “A igreja de ossos” – em forma de versos – e em “Fogos de artifício e bebedeira” – com uma linguagem mais caipira e popular. Esta última, uma das mais divertidas, por sinal. Temos uma riqueza de detalhes que nos faz mergulhar em alguns contos e uma criatividade que diverte e impressiona como em “O pequeno deus verde da agonia” – comicamente terrível –, “Garotinho malvado” – para quem odeia crianças malvadas, essa é excelente – e “Herman Wouk ainda está vivo” – duas histórias se alternam e se encontram no final. Outros contos entre os meus favoritos são “A duna” e “Indisposta”, ambos meio macabros, tristes e inusitados.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8556510302&amp;asins=8556510302&amp;linkId=410913b418f702f4613ecb275bcad269&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Quanto à publicação em si, a Suma de Letras acerta no tipo de papel, nas fontes e na edição, de modo geral. No entanto, a capa não agradou. Não sei se são as cores, a imagem ou o conjunto, mas outras publicações de King como Novembro de 63, Joyland e Escuridão Total Sem Estrelas são tão legais que, ao compararmos, O Bazar dos Sonhos Ruins ganha uma nota apenas um pouco acima da média no quesito beleza. Entretanto, nada que prejudique a experiência. Ele ainda merece um espaço na sua estante.</p>
<p>Por fim, um livro de contos de King é um belo exemplo de como construir histórias curtas e ter, como resultado, pequenas travessas de diversão, boa escrita, ficção e um terrorzinho de leve. Você pode degustar aos poucos e ou se empanturrar de uma só vez, não interessa. O banquete está servido e a satisfação é garantida.</p>
<p><em>(Imagem: Rodrigo Padrini Monteiro)</em></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11318" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/parceria_suma.jpg"  alt="parceria_suma O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir os leitores mais fieis de Stephen King"  width="226" height="70" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir os leitores mais fieis de Stephen King"  width="98" height="22" /></p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-17216 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/bazar2.jpg?w=209"  alt="bazar2 O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir os leitores mais fieis de Stephen King"  width="209" height="300" />Título</strong>: O Bazar dos Sonhos Ruins<br />
<strong>Autor</strong>: Stephen King<br />
<strong>Tradução</strong>: Regiane Winarski<br />
<strong>Editora</strong>: Suma<br />
<strong>Páginas</strong>: 527<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2VQPp0f" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211;  Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos &#8211; muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, erros que não cometeríamos se pudéssemos voltar no tempo&#8230; Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes &#8211; como o colunista, em &#8220;Obituários&#8221;, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes. Incríveis, bizarros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Bazar dos Sonhos Ruins promete divertir os leitores mais fieis de Stephen King" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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		<title>RESENHA &#124; Uma sombra na escuridão, de Robert Bryndza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2017 13:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[editora gutenberg]]></category>
		<category><![CDATA[robert bryndza]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
		<category><![CDATA[uma sombra na escuridão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Se amanhã eu encontrasse o autor Robert Bryndza na rua, ele me diria aquela frase icônica</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/06/12/resenha-uma-sombra-na-escuridao-de-robert-bryndza/">RESENHA | Uma sombra na escuridão, de Robert Bryndza</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Se amanhã eu encontrasse o autor Robert Bryndza na rua, ele me diria aquela frase icônica da internet, aquela dos momentos de volta por cima: parece que o jogo virou, não é mesmo queridinho? Parece que sim, Robert, parece que sim.</p>
<p>Há algum tempo, tive a oportunidade de comentar sobre  <a href="https://literaturapolicial.com/2017/01/04/a-garota-no-gelo-de-robert-bryndza/">A Garota no Gelo</a>, o primeiro livro do autor publicado no Brasil. Naquela chance, fui enfático ao dizer que a história não me surpreendia e que os clichês utilizados na construção da protagonista o tornavam um romance mediano. Entretanto, ainda o indiquei por ser uma leitura interessante e divertida, e bem construída, apesar dos pesares.</p>
<p>Mas, cá estamos. E, depois de ler Uma Sombra na Escuridão, talvez recomende um pouco mais a leitura do seu antecessor. Robert Bryndza subiu no meu conceito, não que isso faça nenhuma diferença pra ele, claro, mas para nós, amantes de uma boa dica policial, isso pode ser bacana. Estamos falando do segundo romance do autor publicado por aqui e trata-se de mais uma história protagonizada pela detetive Erika Foster, situada em Londres, Inglaterra.</p>
<p>Erika é problemática, como a maioria dos detetives policiais dos livros. Ela tem um passado triste também. Não gosta de regras, também. Tem dificuldades de relacionamento, mas, ela é legal e você vai ser apegar a ela. Dessa vez, Erika está mais intransigente, mal humorada e insubordinada, porém com a língua afiada e o instinto também. Bom, quanto ao mau humor ela tem os seus motivos, já que se completam dois anos desde a perda do seu marido, o também policial Mark, em uma operação desastrosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>“Sentou-se no sofá, o calor circulava pela casa e o cortador de grama zumbia ao fundo. Apesar de todas as coisas que tinha dito a si mesma sobre seguir em frente, sobre progredir, ela sentia-se puxada de volta para aquele dia escaldante naquela decadente rua em Rochdale&#8230;”</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora, o autor acerta a dose ao nos apresentar melhor a sua personagem principal. A amizade de Erika com o perito criminal Isaac Strong, além de ser um elemento chave no enredo, é algo que nos aproxima de sua humanidade. Erika não está apenas enlutada e entristecida, como ocorre no livro anterior, mas tentando dar a volta por cima, começar de novo, e talvez até engatar num novo amor ou amizade colorida. Não que seja fácil, afinal os serial killers estão por aí e não dão trégua.</p>
<p>No segundo romance de Bryndza, temos um assassino bem construído, com direito a uma infância destruída, um casamento daqueles e um “quê” de parafuso a menos. No entanto, existe ainda um grande diferencial, o qual, além de influenciar diretamente a condução das investigações, nos apresenta um tipo incomum de criminoso. Pena que não posso falar qual é esse diferencial, afinal, sem spoilers. Só posso dizer que temos um assassino, tem sangue, que algumas pessoas morrem e que a polícia vai tentar descobrir quem é e pegar ele. Que tal?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]A sombra respirou fundo, saiu da escuridão e subiu as escadas silenciosamente. Para observar. Para aguardar. Para colocar em prática a vingança que há tanto tempo planejava.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Robert Bryndza aborda temas complexos como violência sexual e doméstica, pedofilia, uso e abuso de drogas e suicídio, mas não o faz de forma pesada. Está tudo ali, em nossa atmosfera, nas vizinhanças aparentemente tranquilas, na internet, entre quatro paredes. A sombra assassina criada por Bryndza é uma ferramenta de fazer justiça com as próprias mãos, um dispositivo de vingança para eliminar o mal, cortá-lo pela raiz, e talvez seja um instinto presente em todos nós, ainda que obscuro, bem obscuro.</p>
<p>O livro é envolvente, não é arrastado, não é grande, nem pequeno demais. A forma que o autor encontra para nos situar na cidade de Londres é um ponto a seu favor, já que, assim como em “A Garota no Gelo”, nos sentimos passeando pela metrópole inglesa junto com os personagens. A alternância da narrativa é utilizada mais uma vez por Bryndza e temos a oportunidade de acompanhar a história na perspectiva de diferentes atores. Isso deixa tudo bem dinâmico e também colabora para que os capítulos não sejam extensos, pelo contrário, são curtos e objetivos.</p>
<p>O segundo título de Robert Bryndza no Brasil é melhor que o anterior, em minha opinião. Mais dinâmico, com menos clichês, mais reviravoltas e descrições psicológicas aperfeiçoadas de seus personagens. Entretanto, talvez esse upgrade observado em Uma Sombra na Escuridão seja possível apenas com a base que é fornecida pelo seu antecessor. Dessa forma, sugiro que leia ambos e faça uma boa dobradinha. Ah, é possível que você fique com raiva dos chefes e superiores de Erika, eu fiquei. Sendo assim, mandei uma mensagem para o autor no Twitter querendo ver a detetive promovida nos próximos romances. Quem sabe?</p>
<p>Depois deste, outros dois livros com a detetive Erika Foster foram escritos por Robert, mas ainda sem edição no Brasil: “Dark Water” e “Last Breath”. Aguardamos ansiosamente. Se você gostou do Robert, procure os livros da Tess Gerritsen enquanto não chegam os novos dele por aqui. Provavelmente, você também vai curtir. Até a próxima!</p>
<p><em>* Livro enviado pela Editora Gutenberg.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 RESENHA | Uma sombra na escuridão, de Robert Bryndza"  width="98" height="22" /></p>
<p><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-17872 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/04/46479631.jpg?w=208"  alt="46479631 RESENHA | Uma sombra na escuridão, de Robert Bryndza"  width="208" height="300" />Título</strong>: Uma sombra na escuridão<br />
<strong>Autor</strong>: Robert Bryndza<br />
<strong>Tradução</strong>: Marcelo Hauck<br />
<strong>Editora</strong>: Gutenberg<br />
<strong>Páginas</strong>: 320<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/uma-sombra-na-escuridao-656736ed658735.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Em uma noite de verão, a Detetive Erika Foster é convocada para trabalhar em uma cena de homicídio. A vítima: um médico encontrado sufocado na cama. Seus pulsos estão presos e através de um saco plástico transparente amarrado firmemente sobre sua cabeça é possível ver seus olhos arregalados. Poucos dias depois, outro cadáver é encontrado, assassinado exatamente nas mesmas circunstâncias. As vítimas são sempre homens solteiros, bem-sucedidos e, pelo que tudo indica, há algo misterioso em suas vidas. Mas, afinal, qual é o segredo desses homens? Qual é a ligação entre as vítimas e o assassino? Erika e sua equipe se aprofundam na investigação e descobrem um serial killer calculista que persegue seus alvos até achar o momento certo para atacá-los. Agora, Erika Foster fará de tudo para deter aquela sombra e evitar mais vítimas, mesmo que isso signifique arriscar sua carreira e também sua própria vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g RESENHA | Uma sombra na escuridão, de Robert Bryndza" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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		<title>NETFLIX &#124; The Keepers, who killed Sister Cathy?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/05/25/netflix-the-keepers-who-killed-sister-cathy/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 May 2017 13:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
		<category><![CDATA[netflix]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
		<category><![CDATA[séries]]></category>
		<category><![CDATA[séries de TV]]></category>
		<category><![CDATA[the keepers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mistérios da ficção sempre nos cativam. Mistérios da realidade, então, costumam ser ainda mais envolventes. Quando juntamos uma dose</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/05/25/netflix-the-keepers-who-killed-sister-cathy/">NETFLIX | The Keepers, who killed Sister Cathy?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Mistérios da ficção sempre nos cativam. Mistérios da realidade, então, costumam ser ainda mais envolventes. Quando juntamos uma dose de religião, corrupção policial, histórias mal contadas e casos não resolvidos, pronto, eis a receita para um suspense que fará você ficar pregado no seu sofá durante algumas horas. Pelo menos, foi assim comigo. No último dia 19 de Maio, o famoso serviço de streaming Netflix disponibilizou mais uma série documental, esta com sete episódios com cerca de uma hora de duração.</p>
<p>No melhor estilo do sucesso Making a Murderer – outra série original do Netflix lançada em dezembro de 2015, sobre a qual já falamos por aqui -, a série documental The Keepers promete fazer sucesso, levantar a poeira e tirar alguns esqueletos católicos do armário.</p>
<p>Baseada principalmente no mistério envolvendo <a href="http://www.huffpostbrasil.com/entry/cesnik-nun-murder-maskell_n_7267532" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o assassinato da Irmã Cathy Cesnik</a> em novembro de 1969, o documentário dividido em sete partes é muito mais. Estamos falando de diversos casos de abusos sexual cometidos em uma escola católica em Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos, de denúncias envolvendo padres pedófilos e perguntas sem resposta. Impunidade, decepção, tristeza, raiva e desejo de justiça caminham lado a lado.</p>
<p>Cathy Cesnik tinha 26 anos quando foi assassinada e era professora na Archbishop Keough High School, em Baltimore. Na noite de 7 de novembro de 1969, Cathy desapareceu e o seu corpo foi encontrado apenas dois meses depois, no dia 3 de janeiro de 1970, abandonado em um terreno utilizado como depósito de lixo e entulho. Desde então, a sua morte nunca foi esclarecida e os culpados nunca foram identificados. A noite do seu desaparecimento e as circunstâncias de sua morte guardam muitos segredos.</p>
<p>No entanto, mais de quarenta e cinco anos após a sua morte, algumas pessoas ainda buscam respostas. É nesse contexto de investigações independentes e revelações que nos encontramos ao assistir The Keepers. Ao longo dos sete episódios, acompanhamos o trabalho de duas alunas aposentadas da Irmã Cathy, Gemma e Abbie que, há alguns anos, resolveram investigar a morte da professora que tanto admiravam por conta própria. Mas, logo percebemos que não se trata apenas de um assassinato não resolvido.</p>
<p>Ao entrarmos no universo de circunstâncias envolvendo a morte de Cathy, começamos também a elaborar nossas próprias teorias e, ao assistirmos aos relatos de vítimas de abuso sexual por um padre corrompido, nos vemos mergulhados, pouco a pouco, em um cenário de conspiração e queima de arquivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 80px;">[su_quote]Quem matou a Irmã Cathy Cesnik? Por que a investigação nunca chegou a lugar algum? Por que, tanto anos depois, o mistério continua sem resposta? Teria a Igreja Católica atrapalhado as investigações de alguma forma? A polícia de Baltimore seria capaz de acobertar uma série de crimes?[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ligação do assassinato de Cathy a uma série de abusos sexuais cometidos pelo Padre Joseph Maskell na década de 60 é o mote da série. Temos acesso a depoimentos, documentos, áudios, vídeos, notícias de jornais e relatos das vítimas. São belos cenários, uma boa produção e aquele “quê” constante de “o que vai acontecer meu deus do céu?”. The Keepers é mais uma bela série original do Netflix e, além de se tratar de um mistério cativante, pode contribuir para que um tema tão importante como o abuso sexual de menores não fique debaixo do tapete. Recomendo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Veja o trailer oficial</h4>
<p style="text-align: left;"><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/y2qaVOCxZyw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g NETFLIX | The Keepers, who killed Sister Cathy?" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
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		<title>Os Pássaros, de Frank Baker</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/03/09/critica-os-passaros-de-frank-baker/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2017 12:56:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[alfred hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[frank bauer]]></category>
		<category><![CDATA[os pássaros]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rodrigo Padrini &#8211; Não se assuste se, hoje à noite, um pássaro bicar a sua janela. Ele chegará</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/03/09/critica-os-passaros-de-frank-baker/">Os Pássaros, de Frank Baker</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Não se assuste se, hoje à noite, um pássaro bicar a sua janela. Ele chegará de mansinho, sobrevoando a sua casa, contaminando os seus hábitos e, em breve, não te deixará caminhar sozinho. Qual é o verdadeiro significado dos pássaros?</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B08L9PJBKW&amp;asins=B08L9PJBKW&amp;linkId=55878c3a3ff8e2058f089bb96437430e&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Nas últimas resenhas, tive a oportunidade de ler livros que inspiraram filmes para o cinema ou séries para a televisão, e comparar ou refletir sobre essa adaptação. Uma oportunidade ainda melhor foi a de ler um clássico que, por algum motivo ou circunstância, parece ter sido apagado em virtude do filme que originou.</p>
<p>Esse é o caso de Os Pássaros (DarkSide Books, 2016), escrito e publicado por Frank Baker em 1936 e revisado pelo próprio em 1964, um ano após a estreia do famoso filme dirigido por Alfred Hitchcock. Aliás, sua adaptação possui ares misteriosos, já que, no filme, a história é atribuída ao conto publicado por Daphne Du Maurier, e não ao livro de Frank Baker.</p>
<p>Não assisti ao filme. Nem conhecia a história. Por isso, ressalto essa oportunidade: ler um clássico em seu estado puro, sem estar contaminado por sua materialização audiovisual ou memória pré-existente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17245 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/giphy-3.gif"  alt="giphy-3 Os Pássaros, de Frank Baker"  width="500" height="281" /></h2>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>“Falar do caos terrível que se sucedeu dentro dos próximos minutos é uma tarefa diante da qual, confesso, fico hesitante. Nenhuma das minhas palavras jamais poderá descrever aquela catástrofe”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estamos falando de um livro com pouco menos de trezentas páginas, introspectivo, sombrio e cauteloso, que situa os acontecimentos na cidade de Londres, Inglaterra, em 1935. A história é narrada por um pai que conta, à sua filha, os eventos que se sucederam após a chegada dos pássaros. O mundo e a vida como conhecíamos, nunca mais foram os mesmos.</p>
<p>É interessante observar que “Os Pássaros” aborda, simultaneamente, uma história real, objetiva, e outra ilusória, subjetiva. É a invasão de milhares de pássaros em nossa cidade. É também a aparição de nossos demônios internos, clamando por reconhecimento, por aceitação e por um convite para fazer parte de nossa vida. É olhar os pássaros no céu, à distância. É também olhar o demônio nos olhos, face a face.</p>
<p>Claro, se você está lendo esta resenha, é porque você: ou está procurando referências que lhe digam se esse é um bom livro, digno de suas órbitas oculares; ou você já o leu – ou viu o filme -, e quer outra opinião, uma interpretação diferente que contraste ou harmonize com suas próprias introspecções. Nas duas hipóteses, espero oferecer respostas estimulantes.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-17244" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/img_0635.jpg"  alt="img_0635 Os Pássaros, de Frank Baker"  width="500" height="667" /></p>
<p>O livro? Excelente. Compre. Pegue emprestado. Sei lá. A opinião? É um baita suspense psicológico. O desenvolvimento da história é cativante. Não sabemos como vai terminar. Algumas passagens parecem apenas alegorias, metáforas, cenas que sequer existiram. O protagonista melancólico parece ser o único a manter a lucidez. A sua solidão, o seu trabalho, a sua relação com a mãe, tudo isso são elementos que trabalham como pano de fundo para um complexo conflito existencial.</p>
<h5 style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">“Daquela noite em diante, senti-me oprimido e assustado pela imagem de um pássaro que parecia ter o poder de, a qualquer momento, se materializar no céu em volta de mim”.</span></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poderia dizer que tudo se passou apenas na cabeça de nosso narrador, que nada daquilo existiu, que era apenas o demônio – interno ou externo – brincando com a sua cabeça. As cenas do apocalipse são vivenciadas com horror e tudo parece um pouco irreal.</p>
<p>Essa foi a minha primeira experiência com um livro publicado pela DarkSide Books. Muito positiva, por sinal. Já tinha ouvido falar muito bem sobre as edições e, realmente, merecem aplausos. Essa é a primeira obra de Frank Baker publicada no Brasil e a edição conta com uma nota da editora original, nota do autor em sua versão revisada e uma bela introdução escrita por Ken Moog, respeitado estudioso da obra de Hitchcock. A leitura é também uma experiência sensorial e, caso escolha esse livro para começar ou completar a sua coleção, não se arrependerá.</p>
<p><em>[Imagens: Rodrigo Padrini]</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h3>
<p style="text-align: left;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14688 size-full alignnone" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/passaros.jpg"  alt="passaros Os Pássaros, de Frank Baker"  width="200" height="288" /><br />
<strong>Título</strong>: Os Pássaros<br />
<strong>Autor</strong>: Frank Baker<br />
<strong>Tradução</strong>: Bruno Dorigatti<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3csAGPJ" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Aqueles que são velhos o suficiente para se recordar ainda falam dos dias “antes da chegada dos pássaros”. Pássaros. Milhares, talvez milhões, sobrevoam Londres, de forma aparentemente inexplicável e sem sentido, onde parecem observar os habitantes da capital, que os consideram divertidos, se tanto um pouco estranhos. Enquanto as pessoas ainda tentavam entender o que faziam ali, eles começam a atacar, ferindo e até mesmo matando com tremenda brutalidade e violência. Seriam eles uma força da natureza ou uma manifestação sobrenatural? Ninguém sabe. A única certeza é que o objetivo dos pássaros é a destruição da humanidade e ninguém tem ideia de como impedi-los&#8230;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Os Pássaros, de Frank Baker" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/03/09/critica-os-passaros-de-frank-baker/">Os Pássaros, de Frank Baker</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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