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	<title>Título do termo | Literatura Policial</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Título do termo | Literatura Policial</title>
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		<title>Benjamin Black mostra o que é escrever bem em “Morte no Verão”</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/05/25/benjamin-black-mostra-o-que-e-escrever-bem-em-morte-do-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 18:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Livros policiais e de suspense compõem um dos gêneros mais democráticos e amplos da literatura. Nessa prateleira tem livros que entretém, que exercitam o raciocínio lógico, que fazem crítica social e que nos arrepiam com a maldade alheia. Tem livros ligeiros e escapistas, mas também oferece belos tratados da psicologia...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Livros policiais e de suspense compõem um dos gêneros mais democráticos e amplos da literatura. Nessa prateleira tem livros que entretém, que exercitam o raciocínio lógico, que fazem crítica social e que nos arrepiam com a maldade alheia. Tem livros ligeiros e escapistas, mas também oferece belos tratados da psicologia humana e de como as sociedades lidam com crimes. Tem obras escritas para serem devoradas pelas massas, impressas em papel barato, vendidas nas bancas de jornal, mas também tem títulos em capa dura, que se tornam clássicos e são adotados por acadêmicos.</p>
<p>Popular, o gênero atrai todo tipo de leitor, mas também de autor, e nem sempre nos deparamos com bons escritores. Benjamin Black, definitivamente, não se encaixa nesse rótulo e esbanja um dos melhores textos da praça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Morte no Verão, recém-lançado pela Rocco, é um exemplo de como a literatura policial pode envolver e gerar um prazer estético único.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No enredo, um poderoso dono de jornais é encontrado morto em sua casa de campo. Um tiro arrancou parte da cabeça de Richard Jewell, e o que restou de seu corpo ficou sentado no escritório, com uma espingarda nas mãos. A terrível cena parece dar conta de um suicídio, mas isso não seria motivo para um romance de detetives, não é mesmo?</p>
<p>Entram em cena o inspetor Hackett e o patologista Garret Quirke, o cérebro a nos conduzir por essa história incômoda para parte da high society de Dublin. Estamos na década de 50, os homens usam chapéus mesmo sob um calor abrasador e algumas viúvas ricas oferecem champanhe nos funerais. A fauna local lembra histórias de intriga do século passado, mas não se distraia: há segredos perturbadores na capital irlandesa que fazem-na parecer uma minúscula e incivilizada vila.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8532531652&amp;asins=8532531652&amp;linkId=a7fb0693e70ee363eb713a5f27c52ee1&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Quirke não é só um protagonista improvável, já que o caso estaria nas mãos do detetive de plantão, mas sequer deveria estar na cena do crime. O acaso tirou da jogada o legista titular, e coube ao hesitante patologista trabalhar naquela tarde. Seria mais um domingo modorrento, não fosse a fama do cadáver e a beleza incomum da viúva…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Em pouco mais de 250 páginas, Benjamin Black nos apresenta a atormentados corações e nos leva aos corredores podres de uma comunidade que parecia impoluta.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua trama segue um ritmo calibrado, constante, sem grandes sacolejos e soluções simples. Os principais personagens evoluem com precisão, e as camadas reveladas da história merecem leitura atenta. Em Benjamin Black, o diabo também mora nos detalhes. Sem exageros estilísticos, o autor é um artesão da palavra, desses onde não há sobras nas frases. Black escreve com elegância sem pedantismo, e expressa um domínio de texto raro em qualquer tipo de gênero.</p>
<p>É bem verdade que ele não é um iniciante. Benjamin Black é o pseudônimo literário de John Banville, respeitado escritor irlandês que já ganhou o Man Booker Prize, entre outros. Outra verdade é que “Morte no Verão” não é sua estreia no gênero policial, nem a primeira aparição de Garret Quirke. O personagem debutou em “O Pecado de Cristine”, escrito em 2006 e publicado no Brasil cinco anos mais tarde. Uma terceira verdade é que a qualidade do texto &#8211; a prosa poderosa com melancolia indisfarçável &#8211; é o que temos de melhor em “Morte no Verão”.</p>
<p>O livro não é surpreendente como muitas histórias policiais, mas a experiência de leitura que proporciona reserva momentos de uma escrita tão refinada, que só pode ser o atestado da inteligência e da sensibilidade. Veja este trecho: <em>“O padre o examinava atentamente de novo, passando os dedos fantasmagóricos no braile da alma de Quirke”</em>. É em passagens como esta que Benjamin Black não só descreve uma cena, mas relembra um dos feitos mais importante da literatura: revelar o quão complexos são esses os humanos. Até mesmo os mais desprezíveis.</p>
<p><em>* Livro enviado ao site pela Editora Rocco.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Morte-no-Ver%C3%A3o-Benjamin-Black/dp/8532531652/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=morte+no+ver%C3%A3o&amp;qid=1590431074&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a71a397648e6b70ed2a3e6aca2ed3625&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8532531652&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8532531652" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Morte no verão<br />
<strong>Autor</strong>: Benjamin Black<br />
<strong>Tradução</strong>: Ryta Vinagre<br />
<strong>Páginas</strong>: 256<br />
<strong>Editora</strong>: Rocco<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3d36EQv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Um magnata da imprensa encontra um fim violento. Teria sido suicídio ou assassinato? Numa onda de calor tórrida, segredos, mentiras e revelações na Dublin da década de 1950.Em uma sufocante tarde de verão em Dublin, o magnata Richard Jewell – conhecido por seus inúmeros inimigos como Diamond Dick – é encontrado com a cabeça estourada por um tiro de espingarda. Jewell era o proprietário de grande parte dos veículos de imprensa do país e diretor do sensacionalista Daily Clarion, o jornal de maior vendagem da capital. Embora tudo leve a crer que tenha sido suicídio, os jornais, por convenção, não mencionam essa possibilidade. Caberá então ao detetive inspetor Hackett tocar as investigações, nas quais irá contar com a ajuda de seu velho amigo, o patologista Garret Quirke.Quirke, que circula entre a alta sociedade e o submundo de Dublin com igual destreza, tem fortes suspeitas de que Jewell tenha sido assassinado. Na tentativa de solucionar a questão, Quirke confronta a elegante e enigmática viúva, Françoise, com quem tem motivações conflitantes e interesses amorosos; Dannie, a frágil irmã de Jewell que, em seu luto, procura apoio em David Sinclair, o ambicioso assistente de Quirke no laboratório de patologia; Carlton Sumner, um dos maiores rivais comerciais do magnata; além de todos que trabalham para a família, como o capataz Maguire e a esposa, Sarah, a governanta. Todos parecem saber um pouco demais a respeito de Jewell, e, quando uma onda de calor envolve a cidade e os negócios escusos que sustentam o império de Jewell começam a ser revelados, Quirke e Hackett se veem presos em uma sinistra rede de intrigas e violência que esconde atrocidades ainda maiores.Lançado em um redemoinho de surpreendentes eventos desconcertantes, Quirke irá descobrir que, em uma cidade em que o dinheiro e famílias intocáveis exercem total controle, ninguém está a salvo de perigos mortais.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/05/25/benjamin-black-mostra-o-que-e-escrever-bem-em-morte-do-verao/">Benjamin Black mostra o que é escrever bem em “Morte no Verão”</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>“Stranger Fans” é uma overdose dos anos 80</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/11/06/stranger-fans-e-uma-overdose-dos-anos-80/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2019 15:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Era mais do que esperado que, depois do sucesso de Stranger Things, aparecessem no mercado uma porção de produtos que celebrassem a galáxia simbólica que preenche e cerca o seriado dos Duffers Brothers. Em três temporadas bem costuradas, a atração da Netflix não só fez um bem-vindo revival da década...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Era mais do que esperado que, depois do sucesso de Stranger Things, aparecessem no mercado uma porção de produtos que celebrassem a galáxia simbólica que preenche e cerca o seriado dos Duffers Brothers.</p>
<p>Em três temporadas bem costuradas, a atração da Netflix não só fez um bem-vindo revival da década de 1980, mas também apresentou aos mais jovens muitos argumentos para negar que aquela tenha sido a “década perdida”. “Stranger Fans”, de Joseph Vogel, é um desses produtos previsíveis, já que é um guia das nerdices que atravessam o seriado, decifrando referências do cinema, música, TV, games e lifestyle da época.</p>
<p>Lançado originalmente nos Estados Unidos em 2018, quando havíamos mergulhado em apenas duas temporadas de Stranger Things, o livro oferece um bem-sucedido arremate cultural e sociológico sobre a década de 1980. Teria sido muito melhor se pudéssemos esperar uma obra que desse conta do arco de histórias que compõem as três temporadas, mas sabe como é fã: fã é um sujeito entusiasmado, ansioso, louco para compartilhar tudo o que sabe sobre aquilo que mais adoramos. E o escritor e crítico de cultura Joseph Vogel é um autêntico fã do seriado, como ele mesmo reconhece desde as primeiras páginas.</p>
<p>Apesar da ansiedade fanática, “Stranger Fans” não se limita a estabelecer ligações superficiais entre as aventuras de Dustin, Eleven &amp; Cia. Faz um satisfatório contexto histórico e social, remexendo criticamente no período de Ronald Reagan na presidência dos Estados Unidos, no final da Guerra Fria, e no aumento da histeria em torno do fim da infância.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38807" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01.jpg" alt="" width="550" height="492" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01.jpg 550w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01-300x268.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38808" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01.jpg" alt="" width="550" height="511" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01.jpg 550w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p>Isso nos leva inevitavelmente a pensar as transformações nos padrões de paternidade/maternidade e a refletir sobre as mudanças que a sociedade do país mais poderoso do mundo estava passando à época. Claro que esses câmbios se projetam nos produtos culturais, e é por isso que nossos heróis e vilões têm suas peculiaridades, e é por isso que valores como a bravura, a amizade e a tenacidade são tão celebrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 80px;">[su_quote]Do processo de criação do logotipo do seriado à sua trilha sonora, passando pelos muitos easter eggs espalhados pelos episódios, somos freneticamente catapultados a um tempo repleto de inocência, energia e cor.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sim, eu também vivi os anos 80 e assistir a “Stranger Things” reativou velhos e soterrados sentimentos. A leitura de “Stranger Fans” é um ótimo complemento, pelo menos até a página 189. A partir de lá, os editores brasileiros da DarkSide Books empreenderam um movimento ao mesmo tempo ousado e arriscado: convocaram especialistas em cultura pop para assinar textos e artes que poderiam servir de reforço ao trabalho original de Joseph Vogel. A ousadia é juntar tanta gente com talentos tão distintos numa empreitada como esta. O risco: calibrar qualidades diferentes sem empanturrar o leitor.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540841&amp;asins=8594540841&amp;linkId=b9029072ea1cec24cb6813d1385e55a1&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>E é nesse aspecto que “Stranger Fans” peca, a meu ver. Pelo excesso. Depois do texto original de Vogel, temos mais umas cem páginas desses materiais extras, nem sempre com bons resultados e várias vezes repetindo ideias ou conceitos. Precisava tudo aquilo? Acho que não. Mas ninguém pode acusar os editores nacionais de ficarem com medinho de arriscar. Se estivessem com o bando de Hawkins, certamente, teriam entrado até a fissura do Mundo Invertido e peitado o Demogorgon&#8230;</p>
<p>Para os mais velhos, “Stranger Fans” evoca um sentimento importante para esses tempos sombrios que vivemos: nostalgia, a visitação a uma atmosfera familiar e acolhedora. Para os mais jovens, o livro de Vogel &amp; Cia alimenta uma invejinha gostosa misturada com um desejo de ter experimentado aqueles tempos. Vale a viagem. Monte em sua BMX e pedale até o vento revolver os seus cabelos&#8230;</p>
<p><em>* Exemplar enviado ao site pela Editora Darkside Books.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Stranger-Fans-Joseph-Vogel/dp/8594540841/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=stranger+things+darkside&amp;qid=1572817252&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=4cdb868c65d6d0dd2eca992a7c8e1c73" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540841&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540841" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Stranger Fans<br />
<strong>Autor</strong>: Joseph Vogel<br />
<strong>Tradução</strong>: Flávia Gasi<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2PEl9RU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Quatro amigos inseparáveis se reúnem para uma partida de Dungeons &amp; Dragons em uma casinha na pacata cidade de Hawkins. O temível Demogorgon parece incansável, o jogo termina tarde e já é hora de dormir. Os meninos sobem em suas bicicletas para voltar para casa, mas um deles nunca termina o caminho. Will Byers desapareceu misteriosamente, e algo estranho está prestes a acontecer&#8230; Desde sua estreia, em julho de 2016, Stranger Things se tornou um fenômeno global. A série é um mergulho completo nos detalhes vívidos e sensações de uma época: os adoráveis anos 1980. O clima de aventura, mistério, ficção científica e humor que ronda os filmes que mais amamos&#8230; Nada disso foi esquecido por Stranger Things. Outras produções audiovisuais tentaram evocar esse período e suas singularidades, mas nenhuma delas conseguiu um resultado que chegasse aos pés do sucesso da Netflix. Para muitos de nós, a década de 1980 significou bem mais do que um período de dez anos, e talvez o grande culpado por esse fenômeno seja o próprio tempo, que parecia avançar em um ritmo bem menos acelerado naqueles estranhos anos. Em Stranger Things, tudo remete a este período vivo, criativo e libertador: da trilha sonora do sintetizador às fontes retrô, dos nostálgicos acenos a Spielberg e Stephen King ao figurino impecável. E como amigos não mentem, a DarkSide® Books finalmente revela a surpresa que estava preparando para os leitores sedentos por muitas coisas estranhas: Stranger Fans ― A década de 80 no universo da série Stranger Things. O autor, Joseph Vogel, é fã de carteirinha da série e criou um documento completo que é uma verdadeira homenagem ao universo dos Irmãos Duffer. Falando de fã para fã, Vogel mergulha nos detalhes que tornaram essa década um terreno tão fértil para as ideias dos criadores de Stranger Things. Ele apresenta ainda informações preciosas e ilustrações de artistas que se inspiraram na sinergia sinistra que une a história, seus personagens e, é claro, os fãs. Um livro que evoca leitores e espectadores a compartilhar teorias e lembranças de uma série que veio para fincar raízes no imaginário pop mundial. Stranger Fans ― A década de 80 no universo da série Stranger Things é um livro completo que documenta quão imersa a série está na cultura dos anos 1980, desde sua trilha sonora até seus personagens, tecnologias e bicicletas. Entre as muitas curiosidades desvendadas por Joseph Vogel estão os videogames na casa de fliperamas Palace Arcade e como eles transformaram a cultura jovem nos anos 1980, os paralelos com et: O Extraterrestre, o contexto por trás de Dungeons &amp; Dragons, como surgiram as caixinhas de leite com anúncios de crianças desaparecidas, os filmes e livros mais importantes para a série e muitas outras coisas que todo fã vai adorar saber. Prepare-se para entrar em uma verdadeira máquina do tempo. Se Stranger Things é uma carta de amor para os anos 1980, este livro é um guia minucioso para se apaixonar pela era revivida pela série.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/11/06/stranger-fans-e-uma-overdose-dos-anos-80/">“Stranger Fans” é uma overdose dos anos 80</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOKYO GHOST &#124; A violência indomável de cada um</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2019 11:23:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Em 2089, o mundo não é muito diferente do nosso: há multidões de miseráveis, a polícia produz massacres, as cidades são sujas e caóticas, e a maioria das pessoas age como zumbis na frente das telas. Em 2089, o mundo é bem diferente do nosso: os mares se apossaram do...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Em 2089, o mundo não é muito diferente do nosso: há multidões de miseráveis, a polícia produz massacres, as cidades são sujas e caóticas, e a maioria das pessoas age como zumbis na frente das telas. Em 2089, o mundo é bem diferente do nosso: os mares se apossaram do planeta, a chuva é ácida pra valer e Tóquio &#8211; vejam só! &#8211; é um paraíso da natureza, sem eletricidade ou alta tecnologia.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540868&amp;asins=8594540868&amp;linkId=30b38de1c7b3654a8587a3849f843d8b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>É por essa paisagem acidentada que acompanhamos a dupla Led Dent e Debbie Decay, delegados que deveriam colocar as coisas em ordem, mas que deixaram os contornos da lei há muito tempo. Led é um bombadão superviolento, ultra-dependente de tecnologia, um Ranxerox com a cara do Wolverine e o palavreado de Hell-Boy. Ele acelera sua poderosa moto, atropelando facínoras, cobrando dívidas de gângsteres e tendo na garupa a aparentemente inofensiva Debbie. Ela é sua amante, sua parceira, uma amiga que desde a infância se mostrou valente e casca-grossa, apesar do rosto angelical e da cascata de cabelos prateados. De olho nesses dois, vivemos uma viagem lisérgica, violenta e tecno-confusa. O nosso passaporte é “Tokyo Ghost”, uma graphic novel da DarkSide Books com ritmo alucinante, farta pancadaria e rios de sangue.</p>
<p>Com roteiro de Rick Remender, desenhos frenéticos de Sean Murphy e cores vibrantes de Matt Hollingsworth, “Tokyo Ghost” aciona gatilhos de memória de leitores mais experientes de quadrinhos, mangás e ficção científica. Para um ancião como eu, foi uma torrente de referências. O start é vertiginoso como em “Neuromancer” ou “Johnny Mnemonic”, ambos de William Gibson, com cargas avassaladoras de informação sobre o contexto social de época, no melhor estilo de Philip K. Dick.</p>
<p>A ambientação bebe nas melhores fontes do cyberpunk, e recorre a elementos comuns de “Akira”, só que com menos gritos! Estão ali a velocidade do traço e das ações, as consequências nefastas da energia nuclear e um sujeito irado sobre uma moto… Há samurais evocando um neo-bushidô, animais fofinhos nos ombros de nossos heróis, e katanas com fios que cortam até pensamentos. Há uma heroína de cabelos longos degolando homens abjetos como em “Kill Bill” e dando golpes acrobáticos como em “Ghost in the shell”.</p>
<p>“Tokyo Ghost” é forte e pulsante, mas não chega a ser nenhum “Ronin”, embora sua paleta de cores dialogue com a mítica série assinada por Frank Miller em 1983-84. Há um desfile de personagens histriônicos, e o vilão parece uma simbiose de “Exterminador do Futuro” e o Coringa de “Piada Mortal”. Assim, a quantidade de referências ajuda a erguer um edifício que se mantém em pé e consolida alguma exuberância. Para os mais velhos, a graphic novel presta tributos importantes; para os mais jovens, oferece uma amostra do que colhemos de melhor há quarenta anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 120px;">[su_quote]Tokyo Ghost chega agora aos leitores brasileiros em edição única, reunindo a série que foi originalmente lançada em 2015 e 2016 pela Image Comics. A capa dura e o material de estúdio adicionado ao final dão ao volume o status de edição de colecionador.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2089, imagino que o adjetivo “distópico” já nem exista mais, de tanto que foi utilizado no começo do século. Por isso, evitarei usar esse rótulo em “Tokyo Ghost”. O que temos em mãos é uma história de ação que esconde o tema da busca pessoal. Neste sentido, a obra é muito fiel à tradição das artes marciais e à filosofia oriental. As sequências de luta são vigorosas e impõem à narrativa algumas camadas que podem turvar a vista do leitor. É ação, sim!, e tem até algum romance, é verdade. Mas não se engane: a violência expressa os conflitos internos de Led e Debbie.</p>
<p>Assombrado pelo que considera fragilidade física, Led tenta soterrar seus sentimentos com doses cavalares de adrenalina e drogas tecnológicas. Mal percebe o quanto é oprimido por um imaginário machista e paternalista. Debbie, por sua vez e ao seu jeito, persegue um horizonte que se distancia a cada passo que dá, o da autonomia. Afinal, é possível ser feliz sozinha?</p>
<p>Ao fim e ao cabo, nossos heróis são humanamente imperfeitos, incompletos, claudicantes como bêbados nas madrugadas. Apelar para a violência não é uma forma de fazer justiça ou de restituir o equilíbrio. Talvez seja só uma maneira espetacular de desprender as carapaças para se autoconhecer e encontrar a paz interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Imagens</h4>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-38661" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2.jpg" alt="" width="500" height="473" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2-300x284.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-38663" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg" alt="" width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3-254x300.jpg 254w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-38665" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg" alt="" width="500" height="607" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4-247x300.jpg 247w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38670" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg" alt="" width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6-253x300.jpg 253w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38668" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5.jpg" alt="" width="500" height="640" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5-234x300.jpg 234w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"></h4>
<h4></h4>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Tokyo-Ghost-Rick-Remender/dp/8594540868/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=tokyo+ghost&amp;qid=1571135187&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=c40083b5a6285e600c494e19d609cf9d" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540868&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540868" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Tokyo Ghost<br />
<strong>Autores</strong>: Rick Remender (Autor), Sean Murphy (Ilustrador), Matt Hollingsworth (Inker)<br />
<strong>Tradução</strong>: Érico Assis<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2IRcEyI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Ilhas de Los Angeles, 2089. O planeta foi tomado pelos oceanos, mas a água é tão poluída que dissolve a pele. A humanidade está viciada em tecnologia em níveis inimagináveis, mesmo para os tempos em que vivemos hoje. A grande maioria, desempregada e famélica, vive em busca da alienação e um pouco de paz que o “barato” digital proporciona. Mesmo que para isso os tecnoiados precisem roubar e matar. Todo mundo anda ocupado em evitar a realidade, enfurnado nos antros do ópio eletrônico, cujo monopólio está nas mãos de gângsteres comandados pelo famigerado Flak. E como em todo comércio que envolve viciados, os problemas não são poucos. Para enquadrar os tecnoiados, cobrar dívidas e eliminar aqueles que incomodam além da conta, Flak e seus adeptos recorrem à dupla de delegados Led Dent e Debbie Decay, assassinos cruéis. Debbie, porém, nunca se rendeu ao vício digital, exceção das exceções, uma autêntica zero-tec. A dupla está prestes a cumprir uma missão longe da miserável Los Angeles. O objetivo: derrubar o último país que ainda não se rendeu ao mundo uberconectado, os Jardins Verdejantes de Tóquio.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/">TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Em Chernobyl, o perigo mesmo é a nossa ignorância</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/06/05/em-chernobyl-o-perigo-mesmo-e-a-nossa-ignorancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 17:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; A série televisiva mais comentada do momento não é apenas um triunfo das redes sociais, mas sobretudo da sua capacidade narrativa. Produzida pela HBO e Sky Atlantic, de cara, Chernobyl desbancou sucessos como Breaking Bad e Game of Thrones, que antes tinham as melhores pontuações no IMDb. A história do...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; A série televisiva mais comentada do momento não é apenas um triunfo das redes sociais, mas sobretudo da sua capacidade narrativa. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.hbo.com/chernobyl" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Produzida pela HBO e Sky Atlantic</a></span>, de cara, Chernobyl desbancou sucessos como Breaking Bad e Game of Thrones, que antes tinham as melhores pontuações no IMDb. A história do maior desastre nuclear do planeta é um prato cheio de dramas pessoais, fincados sobre um terreno de permanente tensão. Em abril de 1986, o reator de uma importante usina na Ucrânia explode, contaminando tudo ao redor num raio de dezenas de quilômetros e espalhando cinzas radioativas até a Suécia!</p>
<p>Não fosse a terrível tragédia que causa diversas mortes e a evacuação de uma cidade inteira, há ainda as disputas de poder dentro do governo soviético, indisposto a reconhecer o tamanho do problema e a receber auxílio de outras nações para controlar a situação. Se você tem menos de quarenta anos, talvez tudo isso não soe muito alarmante. Coloque na balança que ainda estávamos em plena Guerra Fria, que os efeitos maléficos da radiação eram conhecidos quase que só por especialistas e que não havia internet nem tecnologias importantes para enfrentar uma crise como essa. Sim, Chernobyl mudou a nossa história, alterando não apenas as plantas das centrais nucleares, mas protocolos de segurança, tratamentos médicos, investimentos científicos, pactos internacionais e a próprio senso comum sobre radioatividade.</p>
<p>Infelizmente, é uma grande história para ser contada, e o criador Craig Mazin comprimiu dois anos em cinco episódios com drama, inteligência e suspense. As mortes de gente comum e as perdas pessoais drenam a gordura das explicações mais científicas ao longo dos capítulos. O elenco afinado e os diálogos bem cortados fazem o ritmo oscilar, fazendo com que, diversas vezes, despenque vertiginosamente, alcançando quase a marcha de ponto morto. Nessas horas, não há tédio ou cansaço; há o pesar das grandes tragédias, como se o tempo parasse para que a vida (e a morte) atravessassem a rua.</p>
<p>Do tipo documental, mas com liberdades narrativas, Chernobyl não poupa críticas explícitas ou veladas ao regime moribundo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O burocratismo técnico, o ufanismo cegante, a máquina partidária, tudo, enfim, parece ser o azeite que move a máquina do maior desastre nuclear que já testemunhamos. Há muita verdade ali, mas o telespectador deve lembrar que se trata de uma produção anglo-americana, ideologicamente orientada para satanizar Moscou e seus arredores. Para equilibrar a balança, recomendo ler Vozes de Tchernóbil, de Svetlana Aleksiévitch, uma tristíssima colcha de retalhos memorialísticos sobre este episódio e o que ele provocou na humanidade.</p>
<p>Apesar do ranço da revanche ideológica, existe um trunfo narrativo em Chernobyl – a série &#8211; que merece a atenção. Diretores, roteiristas e atores não estão contando a história de um furacão, de uma guerra ou de uma invasão bárbara. Esses perigos são visíveis e plasticamente catastróficos. Em Chernobyl, eles estão falando de algo que não tem cor nem cheiro, não pode ser contido numa garrafa, e pode até atravessar as paredes. Um inimigo mortal, silencioso, invisível e muito desconhecido. Está esperando um artefato radioativo brilhando no escuro, emitindo um zumbido tétrico? Esqueça. O terror é mais sutil, reage com o DNA das pessoas, devasta suas carnes e vidas.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535927085&amp;asins=8535927085&amp;linkId=c0b145192cdc00d1a44849ab982458e4&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Mas, note: em Chernobyl, o grande perigo é a radioatividade, mas é também a nossa ignorância. O reator explodiu mesmo? Como é possível? Há outros registros de cientistas soviéticos sobre casos semelhantes? E agora, o que podemos fazer para conter essa ameaça? Quem foi responsável por essa tragédia? O que o governo esconde? Por que não alertaram os habitantes de Pripyat do quanto tudo aquilo era perigoso? Ainda corremos risco de algo parecido?</p>
<p>Forte e impactante, a série da HBO/Sky Atlantic flerta com o drama e o terror, sem deixar de se render aos elementos do gênero policial. Temos uma física nuclear perseguindo pistas para explicar o que teria acontecido naquela fatídica noite de abril. Temos o mistério que ronda as circunstâncias do desastre. Temos mais mistérios sobre porque as autoridades esconderam tantos outros detalhes importantes para gerir usinas daquele tipo. Temos corpos sem vida e a curiosidade que nos impele a investigar. A depender do que formos encontrando pelos escombros, talvez tenhamos também não um acidente, mas um crime. Circuito fechado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Veja o trailer</h4>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/s9APLXM9Ei8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/05/em-chernobyl-o-perigo-mesmo-e-a-nossa-ignorancia/">Em Chernobyl, o perigo mesmo é a nossa ignorância</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Onda de Crimes explora os vários caminhos que a ficção policial pode trilhar</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/06/04/onda-de-crimes-explora-os-varios-caminhos-que-a-ficcao-policial-pode-trilhar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jun 2019 09:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Josué de Oliveira &#8211; Selos e coleções dedicados à literatura policial não são mais tão populares quanto já foram. Por isso, é motivo de comemoração quando vemos novos surgirem. Em 2018 foi anunciado o M0rgue, selo de suspense e thrillers da editora paulista Lendari. Agora, um novo representante chega ao mercado. Nascido da...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; Selos e coleções dedicados à literatura policial não são mais tão populares quanto já foram. Por isso, é motivo de comemoração quando vemos novos surgirem. Em 2018 foi anunciado o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.facebook.com/m0rguebr/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">M0rgue</a></span>, selo de suspense e thrillers da editora paulista Lendari. Agora, um novo representante chega ao mercado.</p>
<p>Nascido da parceria entre a editora Avec e o escritor, editor e tradutor César Alcázar – um dos responsáveis pelo evento <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://portoalegrenoir.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Porto Alegre Noir</a></span> –, surge o Safra Vermelha, batizado em homenagem à obra do norte americano Dashiell Hammett, um dos grandes expoentes do gênero. A primeira publicação do selo já está na praça: trata-se de Onda de Crimes, antologia que reúne contos de três autores brasileiros, além de dois representantes da Argentina e um uruguaio.</p>
<p>O resultado é uma obra de rara qualidade, com textos diversificados que apontam os muitos caminhos que a narrativa policial pode trilhar, das suas facetas mais lúdicas às mais sombrias. A opção de congregar um número menor de contos traz como compensação uma média de tamanho maior para cada um, dando mais tempo aos autores e autoras para mostrar o que sabem.</p>
<p>Seguem comentários sobre cada um dos textos, na ordem em que figuram na antologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8554470389&amp;asins=8554470389&amp;linkId=1a914e1441249205c040784dc578c1e8&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Teia de aranha, de Nicolás Ferraro</h4>
<p>No conto de abertura, o retorno de um pai após uma de suas misteriosas ausências muda a dinâmica de uma família argentina. O suspense é construído a partir do olhar da filha mais velha e seu crescente entendimento sobre o tipo de homem que têm como pai. Trata-se de uma narrativa enxuta sobre a perda da inocência e a força inescapável dos laços de sangue, em que o crime e a violência surgem como uma inesperada explosão. Ferraro trabalha com uma linguagem contida, até seca em alguns momentos, e conduz os acontecimentos para um final que reitera a condição vulnerável dos personagens. Ótimo conto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>O Estranho, de Cláudia Lemes</h4>
<p>Um homem encontra um recibo de loja de penhores e decide ir atrás do item penhorado antes de tomar um trem de volta para casa, onde a esposa e o filho recém-nascido o aguardam. No caminho de volta para a estação, um estranho passa a segui-lo. Aqui temos um texto mais tradicional, que se apóia em trama e reviravoltas para prender o leitor – e é bem-sucedido nesse sentido. A autora é competente na criação do clima de perseguição e paranóia que acompanha o protagonista, e entrega um final cheio de surpresas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>A fronteira do acaso, de Kike Ferrari</h4>
<p>Um brasileiro, uma paraguaia e um argentino se envolvem enquanto aguardam na tríplice fronteira o barco que os levará ilegalmente para a Argentina. Kike trabalha a ideia de fronteira não apenas como a localização física onde indivíduos se encontram, mas como metáfora para limites que jamais se imaginaram capazes de ultrapassar. O sinuoso relacionamento entre os personagens é o foco principal do conto, que, em termos de complexidade temática, é o que mais se destaca na antologia, em minha opinião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Rosa, de Paula Bajer</h4>
<p>Num domingo pacato, uma mulher ouve tiros vindo da casa do vizinho. Este é o mote do menor do conto do livro, em que uma professora se vê enredada num crime cometido na casa ao lado e procura entender o que aconteceu. O texto é direto e ágil, pode-se dizer que até mesmo despretensioso. O desenvolvimento da trama é simples e o final um pouco abrupto, mas impactante. Não é nem de longe um conto ruim, mas foi o que menos me chamou a atenção na coletânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Os Pregadores, de Rodolfo Santullo</h4>
<p>Mortes estranhas começam a ocorrer na pequena Punta del Diablo, no Uruguai, todas aparentemente relacionados com um misterioso homem de semblante abatido que ninguém nas redondezas sabe quem é. Temos aqui uma história de investigação mais calcada na narrativa policial clássica – assassinatos, investigação policial –, mas que não hesita em se afastar dela e buscar direções mais peculiares. O enredo toma um caminho que flerta com o horror cósmico e apresenta um desfecho sombrio e um tanto pessimista. Meu favorito da antologia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Aqui há monstros, de César Alcázar</h4>
<p>Um ex-policial alcoólatra atende ao pedido da prima e se envolve numa desastrada investigação para descobrir o paradeiro de seu tio, que anda metido com tipos meio suspeitos. O conto se situa dentro do subgênero hardboiled, apresentando um detetive relutante, perseguido por tragédias passadas. Em meio a alguns clichês, Alcázar consegue criar momentos marcantes, como a explicação dos motivos do &#8220;criminoso&#8221; e acompanhamento das consequências traumáticas do caso na vida do protagonista, encerrando o texto com um final pesado e reflexivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nenhum texto ruim, portanto. Onda de Crimes é uma obra que fãs do gênero farão bem em conferir, e uma ótima estréia para o selo Safra Vermelha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4></h4>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Onda-crimes-Cesar-Alc%C3%A1zar/dp/8554470389/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=onda+de+crimes&amp;qid=1559636933&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=995825817e386d509091994d9af736c6&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8554470389&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8554470389" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Onda de Crimes<br />
<strong>Autores</strong>: Cesar Alcázar (Compilador, Tradutor, Autor), Nathaly Nalerio (Tradutor), Andrea Kahmann (Tradutor), Cláudia Lemes (Autor), Kike Ferrari (Autor), Nicolás Ferraro (Autor), Paula Bajer (Autor), Rodolfo Santullo (Autor)<br />
<strong>Páginas</strong>: 120<br />
<strong>Editora</strong>: AVEC<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2JVZQsN" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro </a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Atividades suspeitas, tramas macabras, assassinatos misteriosos, desaparecimentos… Nas regiões isoladas e ermas até nas ruas apinhadas das grandes cidades, o crime está sempre à espreita. Reunindo contos de autores do Brasil, Uruguai e Argentina, Onda de Crimes é emoção do início ao fim! O lado mais sombrio da existência humana está à solta em Onda de Crimes, uma antologia que reúne algumas das principais vozes da Literatura Policial latino-americana atual. Da Argentina, Nicolás Ferraro aborda as agruras de uma jovem que acaba envolvida nas aventuras ilegais do próprio pai. Já seu conterrâneo, Kike Ferrari, mergulha nas tensões da tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil. Nascido no México, mas radicado no Uruguai, Rodolfo Santullo apresenta uma série de mortes desconcertantes no inverno sombrio de Punta del Diablo. Do Brasil, Cláudia Lemes investe no suspense ao retratar um homem vítima de uma perseguição que não consegue compreender. O feminicídio é a base da história narrada por Paula Bajer, na qual uma mulher suspeita que o vizinho é um assassino. Por fim, Cesar Alcázar mostra que segredos obscuros do passado podem gerar uma explosão de violência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/04/onda-de-crimes-explora-os-varios-caminhos-que-a-ficcao-policial-pode-trilhar/">Onda de Crimes explora os vários caminhos que a ficção policial pode trilhar</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A MULHER NA JANELA &#124; “Não é paranoia se está realmente acontecendo”</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/04/17/a-mulher-na-janela-nao-e-paranoia-se-esta-realmente-acontecendo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 14:18:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a mulher na janela]]></category>
		<category><![CDATA[AJ Finn]]></category>
		<category><![CDATA[editora arqueiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Raquel de Mattos &#8211; Um suspense interessante, com umas pitadas meio piegas, mas nada que atrapalhe o fluxo da obra. Anna Fox é uma psicóloga que tem agorafobia (transtorno psicológico que a impede de sair de casa) e que gosta de observar a vida de seus vizinhos através das lentes de sua câmera...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Raquel de Mattos</em> &#8211; Um suspense interessante, com umas pitadas meio piegas, mas nada que atrapalhe o fluxo da obra.</p>
<p>Anna Fox é uma psicóloga que tem agorafobia (transtorno psicológico que a impede de sair de casa) e que gosta de observar a vida de seus vizinhos através das lentes de sua câmera fotográfica. Mora sozinha numa casa em um subúrbio de Nova York e esse é o seu passatempo. Até que o dia ela vê algo sinistro pela sua janela que vai questionar sua sanidade. Aconteceu ou não?</p>
<p>Bom, esse é um resumo simples do que acontece no livro (pois eu corria o risco de lhe encher de spoilers), mas ele não faz jus ao que é de fato o livro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]Marcado para ter o filme lançado em outubro deste ano, o livro é um suspense psicológico tenso, que vai se abrindo ao longo de suas páginas.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de não ter muita ação, o autor estreante tem uma escrita fluída, que te prende e faz com você queira devorar suas palavras em pouco tempo. Conforme vamos conhecendo mais Anna Fox, mais nos questionamos (ou pelo menos foi assim comigo) sobre a nossa sanidade.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B079J15JBZ&amp;asins=B079J15JBZ&amp;linkId=e89083062ee51314119fe27d73b95b4b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Ela abusa de medicamentos, os mistura com vinho, com as várias garrafas de Merlot que ela ingere por dia e isso só me mostrou o quanto somos vulneráveis e que temos a ideia de que “não vai acontecer nada demais comigo” ou “isso só acontece com os outros”. Algumas pontas ficaram soltas pra mim, mas não posso revelá-las sem um risco de spoiler.</p>
<p>É um livro interessante, vale a leitura, apesar de não ter uma ação feroz acontecendo. Estou ansiosa pelo filme, que contará com Amy Adams no papel principal, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/10/a-mulher-na-janela-vai-virar-filme-mas-a-vida-do-seu-autor-e-mais-sinistra.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">apesar dos recentes escândalos envolvendo o autor A.J. Finn</a></span>.</p>
<p><em>Nota 3 de 5</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/dp/B079J15JBZ/ref=as_li_ss_il?_encoding=UTF8&amp;btkr=1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=0b03214988f4175a9ea7f9f6ead46492&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B079J15JBZ&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B079J15JBZ" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: A Mulher na Janela<br />
<strong>Autor</strong>: A.J. Finn<br />
<strong>Editora</strong>: Arqueiro<br />
<strong>Páginas</strong>: 352<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2WWzEVS" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> – Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e&#8230; espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/04/17/a-mulher-na-janela-nao-e-paranoia-se-esta-realmente-acontecendo/">A MULHER NA JANELA | “Não é paranoia se está realmente acontecendo”</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
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		<title>Um passe de mágica, de Agatha Christie</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/04/05/um-passe-de-magica-de-agatha-christie/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 10:52:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[agatha christie]]></category>
		<category><![CDATA[miss marple]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel de Mattos]]></category>
		<category><![CDATA[um passe de mágica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Raquel de Mattos &#8211; Desde a primeira vez que li Agatha Christie (muito tarde na minha vida, diga-se de passagem), não se passou um ano sequer que eu não tivesse relido ao menos um livro dela – normalmente são dois ou três – e esse ano (para não fugir à regra) meu primeiro livro...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/04/05/um-passe-de-magica-de-agatha-christie/">Um passe de mágica, de Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Raquel de Mattos</em> &#8211; Desde a primeira vez que li Agatha Christie (muito tarde na minha vida, diga-se de passagem), não se passou um ano sequer que eu não tivesse relido ao menos um livro dela – normalmente são dois ou três – e esse ano (para não fugir à regra) meu primeiro livro foi logo um dela: Um Passe de Mágica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525431591&amp;asins=8525431591&amp;linkId=9430792ae861b41d25c9863cd99d9332&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu não sei se é uma benção ou uma maldição, mas esqueço com facilidade pormenores dos livros que eu li, mesmo aqueles pelos quais eu me apaixonei, e Um Passe de Mágica não foi exceção. Li com o mesmo entusiasmo e encantamento da primeira vez.</p>
<p>A história da vez é da nossa querida <a href="https://literaturapolicial.com/2019/03/07/agatha-christie-miss-marple-vai-voltar-as-telas-de-tv/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Miss Marple</span></a>. Ela começa conversando com uma amiga que vê de tempos e tempos e essa – Ruth Van Rydock – lhe diz que está preocupada com a irmã Carrie Lousie Serrocold (ambas estudaram com Miss Marple na infância) &#8211; e no meio da conversa, arranja um jeito de enviar Jane Marple para a casa onde o provável perigo se encontra.</p>
<p>A irmã em perigo já está casada pela terceira vez, mas Ruth não sabe dizer exatamente qual o perigo em que a irmã está metida. É só uma “sensação”, ela não tinha provas. E assim Miss Marple é levada ao centro dessa trama. É incrível como esses arranjos eram fáceis naquela época!</p>
<p>Bom, a história em si não tem nada de excepcional e, para quem já leu livros icônicos de Agatha Christie, como E Não Sobrou Nenhum, Assassinato no Expresso do Oriente ou mesmo O Assassinato de Roger Ackroyd, pode achar Um Passe de Mágica um livro simples e sem muitas pretensões. Mas o final agrada, não foi previsível para mim e é sempre um enorme prazer estar em contato com a minha autora favorita da vida!</p>
<p>Esse é aquele tipo de livro que você pode ler depois de uma leitura densa, como a que eu tinha acabado de fazer – <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/08/15/voce-precisa-ler-eu-vejo-kate-o-despertar-de-um-serial-killer-de-claudia-lemes/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Eu Vejo Kate</a></span> – e precisava de algo mais leve; nada como uma trama e uns assassinatos para relaxarem a cabeça. Se você nunca leu nada da <a href="https://literaturapolicial.com/2018/12/06/a-biografia-de-agatha-christie-que-todo-mundo-deveria-ler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">Rainha do Crime</span></a>, não perca mais um minuto! Sugiro começar por um daqueles três que eu citei acima. Se eles não te convencerem, nada mais o fará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>SOBRE O LIVRO</strong></h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Um-passe-m%C3%A1gica-Agatha-Christie/dp/8525431591/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=um+passe+de+m%C3%A1gica&amp;qid=1554460676&amp;s=gateway&amp;sr=8-1-fkmrnull&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=920a7a6d5aaa7a8815f452f6a2d374c4&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8525431591&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525431591" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Um Passe de Mágica<br />
<strong>Autora</strong>: Agatha Christie<br />
<strong>Editora</strong>: L&amp;PM Pocket<br />
<strong>Páginas</strong>: 240</p>
<p>SINOPSE &#8211; As irmãs Ruth e Carrie Louise são amigas inseparáveis de Miss Marple desde os tempos de colégio. Por isso Ruth não hesita em compartilhar com a adorável investigadora seus piores pressentimentos &#8211; Carrie estaria correndo perigo em Stonygates, a mansão da família que agora também abriga um centro de reabilitação para meninos delinquentes. Quando três crimes acontecem na casa, Miss Marple decide juntar todas as peças deste quebra-cabeça antes que sua amiga seja a próxima vítima&#8230;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/04/05/um-passe-de-magica-de-agatha-christie/">Um passe de mágica, de Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A Boa Filha, de Karin Slaughter, é uma aula para aprender o valor da escrita</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/04/01/a-boa-filha-de-karin-slaughter-e-uma-aula-para-quem-quer-aprender-o-valor-da-escrita/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2019/04/01/a-boa-filha-de-karin-slaughter-e-uma-aula-para-quem-quer-aprender-o-valor-da-escrita/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2019 11:26:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a boa filha]]></category>
		<category><![CDATA[harper collins]]></category>
		<category><![CDATA[karin slaughter]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel de Mattos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=35509</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Raquel de Mattos &#8211; E chegou a vez de mais um livro dessa autora sensacional, que conquistou meu coração. Cheio de violência, com descrições realistas e com muito sangue, Karin ocupa hoje um lugar ao lado de Agatha Christie (eterna!). A Karin é uma autora que tem um diferencial na construção das suas...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/04/01/a-boa-filha-de-karin-slaughter-e-uma-aula-para-quem-quer-aprender-o-valor-da-escrita/">A Boa Filha, de Karin Slaughter, é uma aula para aprender o valor da escrita</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Raquel de Mattos</em> &#8211; E chegou a vez de mais um livro dessa autora sensacional, que conquistou meu coração. Cheio de violência, com descrições realistas e com muito sangue, Karin ocupa hoje um lugar ao lado de Agatha Christie (eterna!).</p>
<p>A Karin é uma autora que tem um diferencial na construção das suas narrativas, em especial dos seus personagens. Eles são feitos de uma forma que o leitor consegue perceber que são parte da ficção, mas ao mesmo tempo não tem como passar impune, não tomar um lado ou não se apaixonar por um deles (como é o caso do detetive Will Trent, que protagoniza outras histórias dela).</p>
<p>É uma característica rara de se ver na literatura de ficção atual, pois muitos autores querem, de toda forma, passar um personagem real demais e que acaba nos soando não-crível. Acho que é por isso que a leitura flui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Até hoje não conheci ninguém que tivesse lido uma história dela e não tivesse gostado; por mais que você não curta o gênero, pode reconhecer o valor da escrita ali presente. É uma aula para quem quer aprender.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas, voltando ao livro, o mais interessante é que é uma história sobre família, perdão, recomeços. Mesmo com tanto massacre (trocadilho com o sobrenome Slaughter, em inglês significa massacre), o tema familiar é tratado com tanta direção, que conseguimos ver nossa própria família descrita em algum momento do livro. Na verdade, ela consegue escrever qualquer história bem.</p>
<p>De todos os que eu já li dela (leia as resenhas de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/08/04/flores-partidas-de-karin-slaughter/">Flores Partidas</a></span> e de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/01/17/genese-e-mais-um-trabalho-primoroso-de-karin-slaughter/">Gênese</a></span> aqui no blog), nenhum me decepcionou. Ela conseguiu me envolver com tal força, que eu me vi querendo terminar logo o livro pra saber o final e ao mesmo tempo querendo que ele não acabasse, para ter mais daquela experiência.</p>
<p>Em A Boa Filha, vamos conhecer a história das irmãs Charlotte (Charlie) e Samantha (Sam) começando na adolescência de ambas em 1989, com o assassinato da mãe na frente das duas e muitos outros dramas agregados. Vinte e oito anos depois, outra cena de violência, com a presença de Charlie, vai fazer com que coisas guardadas há quase três décadas, venham à tona perturbar a paz de todo mundo, de novo.</p>
<p>Como disse, os personagens são muito bem construídos, com camadas profundas de histórias e problemas, que vão se revelando conforme lemos. Não dá tempo de conjecturarmos o que pode ter acontecido, pois há sempre uma reviravolta tirando nosso foco dali. E ela faz isso com uma leveza, que nem parece que estamos lendo sobre assassinatos. O final me deu um soco no estômago. É de tirar o fôlego!</p>
<p>Em breve quero ler os outros livros dela disponíveis no Brasil, pois ainda não consegui achar uma outra autora tão incisiva no que faz quanto ela.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8595082561&amp;asins=8595082561&amp;linkId=ef3da7012ccca7c2e1dd1e7f7f289d8d&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Boa-Filha-Karin-Slaughter/dp/8595082561/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=a+boa+filha&amp;qid=1554112983&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=91f91dc583256e64a4e2ecaa88a34336&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8595082561&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8595082561" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: A Boa Filha<br />
<strong>Autora</strong>: Karin Slaughter<br />
<strong>Editora</strong>: Harper Collins<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/31zmjBR" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/04/01/a-boa-filha-de-karin-slaughter-e-uma-aula-para-quem-quer-aprender-o-valor-da-escrita/">A Boa Filha, de Karin Slaughter, é uma aula para aprender o valor da escrita</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Quanta realidade cabe em uma ficção?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/01/09/quanta-realidade-cabe-em-uma-ficcao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 10:34:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[editora bandeirola]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Abrano]]></category>
		<category><![CDATA[Vestígios: Mortes nem um Pouco Naturais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Sandra Abrano &#8211; REALIDADE. substantivo feminino 1. qualidade ou característica do que é real. 2. o que realmente existe; fato real; verdade. 3. o conjunto das coisas e fatos reais. Ao relatar um fato ocorrido no trânsito, por exemplo, resumimos um acontecimento real, porém, não só isso. Na narração oral, a entonação da voz...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Sandra Abrano</em> &#8211; REALIDADE. substantivo feminino</p>
<p>1. qualidade ou característica do que é real.<br />
2. o que realmente existe; fato real; verdade.<br />
3. o conjunto das coisas e fatos reais.</p>
<p>Ao relatar um fato ocorrido no trânsito, por exemplo, resumimos um acontecimento real, porém, não só isso. Na narração oral, a entonação da voz e trejeitos do corpo interagem, carregados de elementos que compõem a história: emoções, lembranças, ligações com o que você já sabe e com o que imagina. Para mim, essa é a porta de entrada da ficção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Uma história contada nunca é um fato somente</h5>
<p><a href="https://literaturapolicial.com/2018/06/18/bandeirola-lanca-vestigios-mortes-nem-um-pouco-naturais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Vestígios: Mortes Nem Um Pouco Naturais</a> teve uma trajetória de cinco anos entre os primeiros rascunhos e a impressão final.</p>
<p>O thriller tem como cenário a cidade de São Paulo no período de 1976 aos primeiros anos de 2000, apresentando o submundo do serviço secreto brasileiro. Na trama, Mário, um agente do Sistema de Informações retorna depois de duas décadas à Vila Maria, bairro paulistano de sua juventude, para administrar uma empresa de segurança. No passado, Mário foi um dos agentes infiltrados no movimento estudantil da época e que também atuou na queda da Casa da Lapa &#8212; assim ficou conhecido o local em que dirigentes do PC do B foram emboscados ao término de uma reunião. Mas essa é apenas uma das histórias baseadas em fatos reais que estão nas páginas de <em>Vestígios</em>.</p>
<p>Ao delinear a ideia geral do livro, faltavam as minúcias do projeto, porém, tinha definido a opção de compor a narrativa ambientando fatos da história recente brasileira com personagens ligados à ação: os agentes secretos brasileiros sem postos de comando, homens a quem cabiam as tarefas menos nobres e mais violentas, os que estavam na linha de ação e perpetravam a violência diretamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34863" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/Vestigios-2.jpg" alt="" width="284" height="365" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/Vestigios-2.jpg 284w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/Vestigios-2-233x300.jpg 233w" sizes="auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com as primeiras leituras, firmou-se a ideia de colocar esses personagens em um período de descrédito do governo militar e ascensão das vertentes democráticas, período que encontrou o auge das tensões em 1976, em que as negociações para a abertura democrática estavam delineadas e, no outro extremo, grupos contrários a essa ideia agiam com violência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Um thriller de arrepiar é o que ocorreu no Brasil de 1976</h5>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/4/45/VHerzog.jpg/220px-VHerzog.jpg" width="220" height="178" /><br />
<em>O jornalista Vladimir Herzog</em></p>
<p>Em 1976 foram mortos o metalúrgico Manoel Fiel Filho, o jornalista Vladimir Herzog, os dirigentes do PC do B Ângelo Arroyo e Pedro Pomar (os dois últimos na Casa da Lapa), sem esquecer as numerosas bombas plantadas, mostrando a quem quisesse ver que setores militares e civis não entregariam tão facilmente o poder.</p>
<p>Para os agentes lotados nas agências de inteligência brasileiras esse foi um período de desgaste extremo, de lutas internas, de insegurança quanto ao futuro, de perda de poder, de queima de arquivo em disputas de vida e morte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Nada como um período de insegurança e caos para situar a trama de um livro</h5>
<p>Os perpetradores de violência. Cláudio Guerra forneceu uma parte das informações para compor o cotidiano e cenas de violência dos personagens sargento Amaral (codinome Ivan) e Mário, em VESTÍGIOS, especialista em escutas e vigilância, responsável por uma empresa de segurança instalada na Vila Maria, cidade de São Paulo.</p>
<p>Cláudio Guerra, hoje pastor evangélico, foi um policial tido como responsável por 60 execuções em curto espaço de tempo, apontado pela Polícia Federal como chefe do crime organizado no Espírito Santo, condenado a 42 anos pela morte do bicheiro Jonathas Bullamarques e com uma condenação de 18 anos suspensa pelo assassinato de sua mulher e cunhada, abandonadas no lixão da grande Vitória.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;Um agente secreto que nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos e de torturadores, até porque não torturava. Matava. Guerra começou a eliminar esquerdistas em 1973.&#8221;<br />
Marcello Netto e Rogério Medeiros, Memórias de uma Guerra Suja, em depoimento dado por Cláudio Guerra.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com Cláudio Guerra aprendi o que eram conversas diversionistas. “Quando era para eliminar somente um guerrilheiro urbano, a ação era seguida de conversas diversionistas, após a execução, com as testemunhas oculares. Um ou dois agentes se misturavam entre os populares e começavam a descrever o tipo físico do atirador e o veículo de fuga, totalmente diferente da realidade. As pessoas absorviam aquelas informações, até mesmo as aumentavam e davam depoimentos incoerentes, dificultando qualquer investigação.”</p>
<p>Para incinerar suas vítimas, esse agente usava o Forno da Usina de açúcar Cambahyba, em Campos de Goytacazes, RJ. Entre as décadas de 1970 e 1980 esse expediente ainda era usado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>E quanta realidade cabe em um livro de ficção?</h5>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34864 alignnone" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-001.jpg" alt="" width="347" height="260" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-001.jpg 400w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-001-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-34865 alignnone" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-002.jpg" alt="" width="345" height="259" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-002.jpg 400w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-002-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px" /></p>
<p><em>REVISTA Veja 9/12/1998</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já com o agente Carioca conheci o lado dramático do &#8220;trabalho&#8221; de perpetrador de violência. Taís de Morais organizou as &#8220;Revelações de um agente secreto da ditadura militar brasileira&#8221; no livro Sem Vestígios. Carioca deixou anotações de suas ações e remorso, entregue pelo correio à editora que o publicou em uma pasta volumosa, endereçada por uma mulher que pedia anonimato.</p>
<p>Houve um único encontro entre o editor e a mulher misteriosa, que se mostrava preocupada em rapidamente se livrar daqueles papéis e exigia anonimato, inclusive do nome do agente. Nas palavras do editor, nas páginas que antecedem o conteúdo, &#8220;A pasta continha um conjunto de papeis manuscritos em forma de diário e alguns capítulos do que pretendia ser um livro. Havia também algumas poucas fitas e recortes de jornais. O material parecia ter sido escrito até o início dos anos 90 [&#8230;]&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]“Aquele estranho impulso à indiscrição, comum aos homens que vivem vidas secretas, e que é responsável pela invariável existência de ‘documentos comprometedores’ em todos os conluios e conspirações da história.”<br />
Joseph Conrad, Sob os olhos do Ocidente.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <em>Vestígios: Mortes Nem Um Pouco Naturais</em>, a história brasileira recente vai sendo delineada nas anotações em cadernos do agente Mário. A ordem é cronológica e se inicia em 1976, durante a investigação e cerco que se fez à reunião de cúpula do Partido Comunista do Brasil, com a queda da casa em que se realizava o encontro dos dirigentes do PC do B, resultando em mortes e prisões.</p>
<p>Na trama, apesar de os dois últimos militantes que saem da casa em que se realizava o encontro e deixados livres, serem personagens ficcionais, Coutinho e Rui, houve sim um ex-dirigente do PC do B acusado de entregar informações que levaram ao cerco da Casa da Lapa. Matérias e artigos a respeito são facilmente encontrados em pesquisas na internet.</p>
<p>Agentes disfarçados ou os chamados &#8220;cachorros&#8221; (militantes que, a maioria das vezes, presos e chantageados pelos agentes), passavam a colaborar com os setores de inteligência do governo, entregando informações fundamentais para a perseguição de militantes de esquerda também são personagens na trama de VESTÍGIOS.</p>
<p>Personagem real que encontra espaço importante nas páginas de VESTÍGIOS é o Grupo Secreto que na calada da História deixou marcas de atuação da extrema direita no Brasil, com ataques a bomba e atuação militar, acobertada e pouco comentada até hoje a não ser por honrosas exceções em alguns livros de não ficção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34881" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-009.jpg" alt="" width="320" height="240" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-009.jpg 320w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/torturadores-009-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /><em>Carlos Alberto Brilhante Ustra foi o maior torturador durante a ditadura no Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mortes? Desaparecimentos? Mentiras? Roubos? Fraternidades de poderosos acobertando crimes, ganhando com a morte, com venda de armas, com contrabando?  Então, é só acompanhar o que acontece no Brasil, no Estado, no Município, no seu Condomínio&#8230; Como escritora, acredito que a melhor matéria-prima para a ficção está na realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34878 alignnone" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/20180516185103_7317992683_D.jpg" alt="" width="176" height="263" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/20180516185103_7317992683_D.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/01/20180516185103_7317992683_D-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px" /></p>
<p><a href="http://www.bandeirola.com.br/produto/116872/vestigios-mortes-nem-um-pouco-naturais" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique para comprar Vestígios: Mortes nem um Pouco Naturais</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Sandra Abrano é editora, escritora e livreira, nascida na Vila Maria e estabelecida no Butantã, bairros da cidade de São Paulo. Cursou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. Trabalhou em grandes e pequenas editoras, exercendo diversas funções. Desse período, tem publicado em coautoria livros de apoio didático e HQs.</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/01/09/quanta-realidade-cabe-em-uma-ficcao/">Quanta realidade cabe em uma ficção?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Livro das Mil e uma Noites é uma viagem ao mundo do fantástico</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/03/21/livro-das-mil-e-uma-noites-e-uma-viagem-ao-mundo-do-fantastico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 14:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[globo livros]]></category>
		<category><![CDATA[livro das mil e uma noites]]></category>
		<category><![CDATA[Mamede Mustafa Jarouche]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Paula Laux &#8211; Quem nunca ouviu falar em Sherazade, mulher sagaz e inteligente que teve a vida poupada narrando histórias fantásticas ao Rei Shariar? Clássico da literatura, o “Livro das Mil e Uma Noites” traz contos identificados a partir da segunda metade do século XIII, e voltou às livrarias em nova edição pela...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Quem nunca ouviu falar em Sherazade, mulher sagaz e inteligente que teve a vida poupada narrando histórias fantásticas ao Rei Shariar? Clássico da literatura, o “Livro das Mil e Uma Noites” traz contos identificados a partir da segunda metade do século XIII, e voltou às livrarias em nova edição pela Biblioteca Azul (Globo Livros).</p>
<p>O livro começa com a decepção do Rei Shariar ao descobrir que sua mulher o traía com um escravo de seu palácio. Por vingança, o rei manda matar a mulher e o amante e decide ampliar a violência de seu ato: se casará com uma mulher durante o dia, passará a noite com ela e a matará na manhã seguinte. E assim se sucedeu por vários e vários anos. Até que, num belo dia, Sherazade se colocou em seu caminho.</p>
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<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525065048&amp;asins=8525065048&amp;linkId=c14eb1b21a4c5974caec1914cc6f3367&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
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<p>Filha do vizir, ela praticamente implora para que seu pai a ofereça ao rei em casamento. Contrariado, o conselheiro do rei resiste até não poder mais, certo de que a filha terá o mesmo destino fatal das outras esposas, ou seja, será degolada após a noite de núpcias. Mas, aparentemente, o vizir não contava com a astúcia da própria filha, que bola um plano mirabolante para escapar da alma vingativa do soberano.</p>
<p>Sherazade passa a contar histórias fantásticas noite após noite para o rei, sempre as interrompendo no momento em que vai revelar algo importante e surpreendente (mas é claro que ela não conta o que é). Assim deixa-o profundamente curioso dizendo que só vai terminar a história na noite seguinte, fazendo com que o rei poupe sua vida por mais um dia. E ela segue vivendo por conta da imaginação.</p>
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<h4 style="padding-left: 120px;">“na próxima noite, se eu viver e o rei me preservar&#8230; vou lhes contar a continuação, que é mais admirável e espantosa”.</h4>
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<p>Como é uma coletânea de histórias populares, há temas e personagens variados, como gênios, <em>ifrits</em> (espécie de demônio), mágicas, bruxas, maldições, animais e cidades encantadas, gente se transformando em bicho, bicho se transformando em gente e por aí vai. Chama a atenção a violência naturalizada contra a mulher desde sempre, presente em vários momentos como ferramenta de punição ou controle. Algumas expressões também são curiosas, como quando uma ideia ou vontade deve ser reforçada, aquilo torna-se algo “absolutamente imperioso”.</p>
<p>É um livro para ler com calma, feito para saborear cada conto devagar. Esta edição é apenas o volume 1, que segue até a história número 170. Outra nota importante é que o trabalho do tradutor, Mamede Jarouche, ganhou vários prêmios literários, entre eles o Jabuti de Melhor Tradução nessa primeira versão integral do árabe para a nossa língua. Segundo dizia Jorge Luis Borges, o &#8220;Livro das Mil e uma Noites&#8221; tem o título mais lindo de toda a literatura. E as histórias são mesmo uma viagem admirável no tempo.</p>
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<span style="font-size: 1.15em;"><br />
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<strong>Autor</strong>: Vários autores<br />
<strong>Tradução</strong>: Mamede Mustafa Jarouche<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/livro-das-mil-e-uma-noites-volume-1-727164ed729244.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;–&nbsp;Primeira tradução integral e direta do árabe para o português, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; retorna às livrarias com novo projeto gráfico, numa edição revista e atualizada pelo tradutor Mamede Mustafa Jarouche. Vencedor dos prêmios APCA, Paulo Rónai e Jabuti de melhor tradução, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; é uma obra universal que atravessou séculos fazendo parte da cultura do Oriente e do Ocidente. Mais do que um rico repertório de narrativas fantásticas, é também uma homenagem à mulher e um reconhecimento de sua inteligência. Sua heroína, a narradora Šahräzäd, é um símbolo da infinita capacidade feminina de contornar situações críticas e de salvar o mundo da ruína.&nbsp;&#8220;[&#8230;] Antes da primeira noite, o leitor sabe que o rei Šähriyär foi traído por sua mulher, e que esta traição pode ceifar a vida de todas as mulheres do reino. Mas Šahräzäd decide arriscar sua própria pele a fim de salvar as outras mulheres. Então, começa a contar histórias ao rei. Em cada amanhecer o relato é interrompido num momento de suspense, à espera da próxima noite. Assim, o leitor se depara com tramas ardilosas e escabrosas, cheias de fantasia e surpresa, numa geografia mutável e exuberante como num sonho ou pesadelo. O inverossímil e o inexplicável participam dessas intrigas, que a imaginação da narradora multiplica e expande até a última noite, quando se casa com o rei e salva as mulheres da degola. É esse “repertório de maravilhas” que o leitor vai encontrar nas fábulas do Livro das mil e uma noites.&#8221; (Milton Hatoum)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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