<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Título do termo | Literatura Policial</title>
	<atom:link href="https://literaturapolicial.com/category/opiniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://literaturapolicial.com/category/opiniao/</link>
	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 16:21:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-33333782_2030838226987324_246982996299612160_n-2-32x32.jpg</url>
	<title>Título do termo | Literatura Policial</title>
	<link>https://literaturapolicial.com/category/opiniao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O que Arthur Conan Doyle acharia de Jovem Sherlock?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/o-que-arthur-conan-doyle-acharia-de-jovem-sherlock/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/o-que-arthur-conan-doyle-acharia-de-jovem-sherlock/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 17:07:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[sherlock holmes]]></category>
		<category><![CDATA[arthur conan doyle]]></category>
		<category><![CDATA[jovem sherlock]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=47631</guid>

					<description><![CDATA[<p>Poucos personagens da literatura atravessaram tantas gerações quanto Sherlock Holmes. Criado por Arthur Conan Doyle no final do século XIX, o detetive de mente afiada e métodos dedutivos revolucionários virou um ícone cultural lembrado até hoje. LEIA MAIS Como era Londres na época de Sherlock Holmes Todos os livros de Sherlock Holmes em ordem de...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2026/03/06/o-que-arthur-conan-doyle-acharia-de-jovem-sherlock/">O que Arthur Conan Doyle acharia de Jovem Sherlock?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos personagens da literatura atravessaram tantas gerações quanto Sherlock Holmes. Criado por <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4b92dTw" target="_blank" rel="noopener">Arthur Conan Doyle</a></span> no final do século XIX, o detetive de mente afiada e métodos dedutivos revolucionários virou um ícone cultural lembrado até hoje.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2026/02/17/como-era-londres-na-epoca-de-sherlock-holmes/">Como era Londres na época de Sherlock Holmes</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2023/06/21/todos-os-livros-de-sherlock-holmes-em-ordem-de-publicacao/">Todos os livros de Sherlock Holmes em ordem de publicação</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2021/02/24/sherlock-holmes-realmente-existiu/">Sherlock Holmes realmente existiu?</a></span></p>
<p data-start="592" data-end="773">Com a série Jovem Sherlock o detetive ganha uma nova abordagem, que é a história do gênio antes de se tornar o lendário investigador. A pergunta que surge é curiosa e inevitável: <strong>o que o próprio Arthur Conan Doyle acharia dessa versão jovem de seu personagem?</strong></p>
<p data-start="592" data-end="773">É claro que nunca saberemos, visto que Doyle já se foi há muito tempo (em 1930), mas é possível imaginar algumas reações dele analisando sua obra, sua personalidade e a forma como ele reagiu a adaptações enquanto viveu.</p>
<p data-start="592" data-end="773"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-47648" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2026/03/doyle_conan.png" alt="" width="1536" height="1024" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2026/03/doyle_conan.png 1536w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2026/03/doyle_conan-300x200.png 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2026/03/doyle_conan-1024x683.png 1024w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2026/03/doyle_conan-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></p>
<p data-start="1186" data-end="1352">Para entender o que Doyle poderia pensar sobre Jovem Sherlock, é preciso compreender a relação de amor e ódio que ele tinha com o personagem.</p>
<p data-start="1354" data-end="1583">Sherlock Holmes apareceu pela primeira vez em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3Na2AFb" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Um Estudo em Vermelho</span></span></a></span>, publicado em 1887. O sucesso inicial foi modesto, mas tudo mudou quando as histórias começaram a ser publicadas na revista <em data-start="1561" data-end="1582">The Strand Magazine</em>. A partir daí, Sherlock Holmes virou uma febre, um fenômeno literário que pegou até Doyle de surpresa. Curiosamente, ele viria a detestar esse fenômeno tempos depois.</p>
<p data-start="1752" data-end="1933">Conan Doyle considerava seus romances históricos muito mais importantes para sua carreira literária, talvez por uma simples questão de elitismo literário dele mesmo. Holmes era para ele quase um trabalho comercial, algo que escrevia para pagar contas. Tanto que, em 1893, o autor decidiu matar sua galinha dos ovos de ouro em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4rUEn4Q" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">O Problema Final</span></span></a></span>, fazendo-o cair nas Cataratas de Reichenbach com o Professor Moriarty.</p>
<p data-start="1752" data-end="1933"><img decoding="async" class="size-full aligncenter" src="https://s2982.pcdn.co/wp-content/uploads/2021/05/Holmes-and-Moriarty-fighting-at-Reichenbach-Falls-by-Sidney-Paget-public-domain-feature-700x375-1.jpg.optimal.jpg" width="699" height="365" /></p>
<p data-start="2105" data-end="2129">Só que o que ele não contava era com a reação dos leitores. O público fez uma fiasqueira! Cartas indignadas chegaram aos milhares e muitos leitores cancelaram assinaturas da revista. A pressão foi tão grande que Doyle acabou ressuscitando o detetive alguns anos depois em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3OQhqBn" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">A Casa Vazia</span></span></a></span>. Esse episódio acabou revelando que Sherlock Holmes não pertencia mais a ele, que ele agora era propriedade do público.</p>
<p data-start="2541" data-end="2628">Hoje sabemos que Holmes é um dos personagens mais adaptados da história da cultura pop. Ele já apareceu em filmes, séries, quadrinhos, jogos, animações e livros derivados.</p>
<p data-start="2541" data-end="2628">Cada versão apresenta uma interpretação diferente do personagem. Algumas enfatizam o gênio lógico, outras destacam sua personalidade excêntrica e outras exploram a ação. Jovem Sherlock segue outro caminho: mostrar como Holmes se tornou Holmes.</p>
<p data-start="3224" data-end="3385">A série explora um período da vida do detetive que praticamente não aparece nas histórias originais: sua juventude. Nos contos e romances de Conan Doyle, o passado de Holmes é apenas sugerido, alimentando um mística sobre suas raízes. Sabemos poucas coisas, como por exemplo que ele estudou em universidade, que tem um irmão mais velho, Mycroft, e que desenvolveu cedo habilidades de observação. Só que muitos detalhes ficaram em aberto, provavelmente pela pura falta de interesse de Doyle em explorar essas origens. E é justamente nesse espaço narrativo que a série entra.</p>
<p data-start="3706" data-end="3719">Ela constrói a formação intelectual do personagem, suas primeiras investigações e o desenvolvimento de sua mente analítica. Outro ponto especialmente intrigante na série é a conexão inicial com Moriarty. Em vez de aparecer apenas como o grande vilão, a história aponta que os dois se conheceram ainda jovens, tornaram-se colegas, rivais intelectuais ou até aliados momentâneos. Essa relação inicial, marcada por admiração mútua e competição intelectual, pode ter se deteriorado ao longo do tempo, dando origem ao conflito que mais tarde se tornaria um dos maiores duelos de inteligência da literatura policial.</p>
<p data-start="3706" data-end="3719"><img decoding="async" class="size-full aligncenter" src="https://static0.srcdn.com/wordpress/wp-content/uploads/2026/02/sherlock-with-two-characters-hiding-in-young-sherlock.jpg?w=1600&amp;h=900&amp;fit=crop" width="1600" height="900" /></p>
<p data-start="4078" data-end="4166">Existem bons motivos para acreditar que Doyle poderia então gostar da ideia desta série, apesar do ranço que desenvolveu com Sherlock. Afinal, ele era um autor bastante aberto à experimentação narrativa. Além de contos sherlockianos, escreveu ficção científica, histórias de terror, aventuras históricas e literatura espiritualista.</p>
<p data-start="4372" data-end="4506">Um exemplo famoso é <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4rYnqqm" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">O Mundo Perdido</span></span></a></span>, que apresenta o Professor Challenger e dinossauros em uma ilha isolada. Ou seja, Doyle gostava de imaginação e exploração de novos conceitos, e ele sabia que personagens evoluem quando passam para novos meios. Na época dele, já existiam peças de teatro baseadas em Sherlock Holmes, e ele chegou a colaborar com algumas adaptações. Provavelmente ele ficaria curioso, intrigado e interessado em ver o resultado, sabendo que seu personagem tinha ultrapassado os limites da literatura e se tornado parte da cultura mundial.</p>
<p data-start="6553" data-end="6676">Se você quer entender melhor o personagem antes de assistir à série, vale muito a pena começar pelos livros de Conan Doyle. Algumas leituras essenciais incluem:</p>
<ul data-start="6716" data-end="6955">
<li data-section-id="5zxymn" data-start="6716" data-end="6795">
<p data-start="6718" data-end="6795"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4dcl1DI" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Um Estudo em Vermelho</span></span></a></span> – a primeira aparição de Holmes</p>
</li>
<li data-section-id="1tewtwn" data-start="6796" data-end="6876">
<p data-start="6798" data-end="6876"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4laR2xY" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">O Signo dos Quatro</span></span></a></span> – uma das histórias mais famosas</p>
</li>
<li data-section-id="1oszgy9" data-start="6877" data-end="6955">
<p data-start="6879" data-end="6955"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4b44CyI" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">As Aventuras de Sherlock Holmes</span></span></a></span> – coletânea clássica de contos</p>
</li>
</ul>
<p data-start="6957" data-end="7060">Esses livros são perfeitos para quem quer descobrir por que o personagem se tornou um fenômeno mundial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1 data-start="6957" data-end="7060">Veja também</h1>
<p data-start="6957" data-end="7060"><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/DB_ke8UoOIw?si=x26Y-JicuyTffvUC" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p data-start="6957" data-end="7060"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/@LiteraturaPolicial" target="_blank" rel="noopener">Inscreva-se no canal</a></span></p>
<p data-start="6957" data-end="7060">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2026/03/06/o-que-arthur-conan-doyle-acharia-de-jovem-sherlock/">O que Arthur Conan Doyle acharia de Jovem Sherlock?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/o-que-arthur-conan-doyle-acharia-de-jovem-sherlock/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que editoras rejeitam livros que viram best-sellers?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/por-que-editoras-rejeitam-livros-que-viram-best-sellers/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/por-que-editoras-rejeitam-livros-que-viram-best-sellers/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:52:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[agatha christie]]></category>
		<category><![CDATA[freida mcfadden]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=47503</guid>

					<description><![CDATA[<p>Todo mundo já ouviu alguma versão dessa história: um livro é rejeitado por várias editoras e, um tempo depois, vira um best-seller mundial. LEIA MAIS Casas mal-assombradas que inspiraram a literatura gótica O livro de Agatha Christie que foi rejeitado pelas editoras 3 meses grátis de Kindle Unlimited! Obras hoje consideradas clássicos ou fenômenos de...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2026/03/06/por-que-editoras-rejeitam-livros-que-viram-best-sellers/">Por que editoras rejeitam livros que viram best-sellers?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="590" data-end="844">Todo mundo já ouviu alguma versão dessa história: um livro é rejeitado por várias editoras e, um tempo depois, vira um best-seller mundial.</p>
<p data-start="590" data-end="844"><strong>LEIA MAIS</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2026/01/27/casas-mal-assombradas-que-inspiraram-a-literatura-gotica/">Casas mal-assombradas que inspiraram a literatura gótica</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2023/09/10/sabia-que-o-primeiro-livro-de-agatha-christie-foi-rejeitado-por-editoras/">O livro de Agatha Christie que foi rejeitado pelas editoras</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4bsiR2g" target="_blank" rel="noopener">3 meses grátis de Kindle Unlimited!</a></span></p>
<p data-start="846" data-end="1193">Obras hoje consideradas clássicos ou fenômenos de vendas já foram descritas como difíceis demais, sombrias demais, sem público definido ou simplesmente inviáveis do ponto de vista comercial.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">A pergunta que fica é: <strong>como editoras experientes deixam escapar histórias que mais tarde dominam rankings, ganham adaptações para o cinema e conquistam milhões de leitores?</strong></p>
<p data-start="846" data-end="1193">Existe um mito persistente de que rejeição editorial significa falta de qualidade. Na prática, a qualidade literária é só um dos fatores analisados, e nem sempre o mais decisivo.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Editoras são empresas e focam em prever vendas, equilibrar catálogos, acompanhar tendências e reduzir riscos financeiros. Um livro pode ser bem escrito, original, impactante, mas ainda assim não se encaixar na estratégia daquele momento.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Já o mercado editorial funciona em ciclos. Há períodos em que thrillers psicológicos dominam as listas, outros em que autoajuda fala mais alto ou em que a fantasia se destaca enquanto a ficção histórica perde espaço. Se um manuscrito chega fora de sintonia com a tendência, ele pode ser recusado mesmo sendo interessante.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Um dos casos mais emblemáticos é o de <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Agatha Christie</span></span>. Antes de se tornar uma das autoras mais bem sucedidas da história, ela enfrentou uma sequência de rejeições com seu primeiro suspense, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4aQX4jX" target="_blank" rel="noopener"><span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">O Misterioso Caso de Styles</span></span></a></span>.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">O manuscrito foi rejeitado por várias editoras, que não enxergaram potencial comercial na estreia de uma escritora desconhecida e em uma trama de detetive considerada tradicional demais para a época.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Quando finalmente foi publicado, o livro apresentou ao mundo o detetive Hercule Poirot e deu início a uma das carreiras mais brilhantes da literatura.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="846" data-end="1193"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgT_xV_LGBixBXHDPoYHopmIdeDVWnXNyEJ_fSrcr843fUHAPfinuEuKOerASz0EAvEZbmHMUPhIMNqhuBi4J8eXbuej3y8CapU3V2QDlSas_5bRG8KBZNM27IO9GUJzqUP5rfde16Lzrc/s640/2014_36agatha22.jpg" width="640" height="400" /><em>Agatha Christie também enfrentou rejeição das editoras</em></p>
<p data-start="846" data-end="1193"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/40dM9e5" target="_blank" rel="noopener">E o Vento Levou, de Margaret Mitchell</a></span> é outro exemplo. O livro foi rejeitado por 38 editoras antes de encontrar espaço no mercado. O resultado contrariou todas as previsões: cerca de 30 milhões de exemplares vendidos e uma das adaptações cinematográficas mais icônicas da história, com Vivien Leigh e Clark Gable. Casos assim mostram que o timing pode ser tão decisivo quanto o talento.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="846" data-end="1193"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://cdn.britannica.com/13/153113-050-24BD3BAD/Margaret-Mitchell-1938.jpg" width="1285" height="1600" /><em>Margareth Mitchell segurando seu livro bestseller, E O Vento Levou</em></p>
<p data-start="846" data-end="1193">Outro fator comum de rejeição é a dificuldade de posicionamento. Editores precisam responder a perguntas práticas: para quem é esse livro, onde ele ficará na livraria, qual público ele mobiliza? Quando as respostas não são claras, o risco cresce.</p>
<p data-start="846" data-end="1193"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4rvkb8Z" target="_blank" rel="noopener">A Paciente Silenciosa</a></span>, de Alex Michaelides, por exemplo, gerou dúvidas iniciais por girar em torno de uma protagonista que não fala, algo visto como um desafio comercial. Ainda assim, tornou-se sucesso internacional.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">O tom da obra também pesa. Histórias consideradas perturbadoras ou emocionalmente pesadas frequentemente enfrentam resistência, especialmente no suspense e no thriller psicológico.</p>
<p data-start="846" data-end="1193"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4cuzbjy" target="_blank" rel="noopener">A Empregada, de Freida McFadden</a></span>, chegou a ser engavetado pela própria autora por parecer sinistro demais, até se transformar em um fenômeno global anos depois.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="846" data-end="1193"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://media.lesechos.com/api/v1/images/view/694baccd7e0444d3ed0565f5/1280x720/0170804909556-web-tete.jpg" width="1280" height="720" /><br />
<em>Freida McFadden, autora de A Empregada</em></p>
<p data-start="846" data-end="1193">Protagonistas moralmente ambíguos ou pouco simpáticos também assustam. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4b0WChP" target="_blank" rel="noopener">A Garota no Trem, de Paula Hawkins</a></span>, foi recusado porque a personagem principal, uma mulher alcoólatra e instável, era vista como pouco atraente para o público. O livro vendeu mais de 23 milhões de cópias e provou que leitores se conectam justamente com personagens imperfeitos.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Há ainda a questão da saturação. Às vezes o problema não é o livro, mas o excesso de títulos semelhantes no mercado. Quando muitas obras parecidas são lançadas ao mesmo tempo, novas apostas acabam adiadas ou descartadas.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">No entanto, o caminho até o sucesso nem sempre depende de uma grande editora desde o início. Publicação independente, editoras menores, lançamentos digitais e crescimento orgânico nas redes sociais mudaram profundamente a dinâmica do setor.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Plataformas como TikTok, Instagram e Goodreads têm impulsionado livros de forma imprevisível, criando fenômenos que nascem diretamente do entusiasmo dos leitores.</p>
<p data-start="846" data-end="1193"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3MMD74J" target="_blank" rel="noopener">Verity, de Colleen Hoover</a></span>, é um exemplo de obra que cresceu com o público antes de se consolidar como fenômeno editorial.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">O mais curioso é que, depois que o sucesso acontece, a narrativa muda. Livros antes vistos como arriscados, difíceis ou problemáticos passam a ser chamados de ousados, inovadores e visionários. O mercado se reorganiza rapidamente, relança edições, investe em novas capas e cria campanhas inspiradoras.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">Isso revela algo essencial sobre o mercado editorial: ninguém consegue prever com <em>absoluta precisão</em> o que vai tocar milhões de pessoas.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">No fim, a quantidade de livros rejeitados que se tornam best-sellers não é só uma curiosidade, mas um retrato das limitações do próprio mercado. Editoras trabalham com projeções, planilhas e tendências, e não com certezas. Muitas vezes, o que é descartado não é o que falta qualidade, mas o que não se encaixa em fórmulas momentâneas.</p>
<p data-start="846" data-end="1193">O sucesso posterior desses livros expõe um sistema que privilegia previsibilidade em vez de originalidade. E talvez a lição menos confortável seja esta: nem sempre o mercado sabe reconhecer inovação quando ela bate à porta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 data-start="846" data-end="1193">Veja o comentário sobre A Empregada no canal:</h2>
<p data-start="846" data-end="1193"><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RVqjCfKfcQU?si=bjJfu2_Yi0KdVzkL" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p data-start="846" data-end="1193"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/literaturapolicial" target="_blank" rel="noopener">Inscreva-se no canal</a></span></p>
<p data-start="846" data-end="1193">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2026/03/06/por-que-editoras-rejeitam-livros-que-viram-best-sellers/">Por que editoras rejeitam livros que viram best-sellers?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2026/03/06/por-que-editoras-rejeitam-livros-que-viram-best-sellers/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em seu primeiro caso, detetive Cobra investiga um mistério em São Paulo</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2021/01/15/em-seu-primeiro-caso-detetive-cobra-investiga-um-misterio-em-sao-paulo/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2021/01/15/em-seu-primeiro-caso-detetive-cobra-investiga-um-misterio-em-sao-paulo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 19:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[alyrio cobra]]></category>
		<category><![CDATA[caravana editorial]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial nacional]]></category>
		<category><![CDATA[paisagens noturnas]]></category>
		<category><![CDATA[vera carvalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=40776</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Ana Paula Laux &#8211; A série de livros com o detetive Alyrio Cobra tem como protagonista uma figura tipicamente paulistana. Ambientada em um cenário nacional, a trama apresenta o detetive Cobra percorrendo a cidade enquanto investiga um caso nebuloso e enigmático. Em Paisagens Noturnas, primeiro romance policial em que aparece, Cobra é contratado...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/01/15/em-seu-primeiro-caso-detetive-cobra-investiga-um-misterio-em-sao-paulo/">Em seu primeiro caso, detetive Cobra investiga um mistério em São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; A série de livros com o detetive Alyrio Cobra tem como protagonista uma figura tipicamente paulistana. Ambientada em um cenário nacional, a trama apresenta o detetive Cobra percorrendo a cidade enquanto investiga um caso nebuloso e enigmático.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B01M14IIUS&amp;asins=B01M14IIUS&amp;linkId=fab35b1d7e603e7995b167f7b07e83ef&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3qol6J8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Paisagens Noturnas</a></span>, primeiro romance policial em que aparece, Cobra é contratado para descobrir as verdadeiras circunstâncias do assassinato de uma professora que lecionava na periferia de São Paulo. Seu irmão não acredita na solução apresentada pela polícia, e pede que Alyrio procure mais evidências sobre o que realmente aconteceu. As paisagens noturnas do título são uma série de telas da pintora Domitila, que podem ou não ter relação com o crime. Caberá a Alyrio desvendar este mistério.</p>
<p>Um toque intrigante é a ligação que a autora estabelece entre o presente e o passado de São Paulo. Sociedades secretas, poetas românticos, a faculdade de Direito do Largo de São Francisco (criada em 1827), o Cemitério da Consolação e o livro Noite na Taverna, tudo pode estar interligado em uma trama para fãs de um bom mistério com inserções históricas.</p>
<figure style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/10/Faculdade_de_Direito_de_S%C3%A3o_Paulo_%28cropped%29.jpg/1024px-Faculdade_de_Direito_de_S%C3%A3o_Paulo_%28cropped%29.jpg" width="1024" height="613" /><figcaption class="wp-caption-text">Faculdade de Direito de São Paulo em 1880, foto de Jean Georges Renouleau (Wikipedia)</figcaption></figure>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full aligncenter" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/13/%C3%81lvares_de_Azevedo.jpg/200px-%C3%81lvares_de_Azevedo.jpg" width="199" height="306" /><span style="font-size: 14px;">O poeta Álvares de Azevedo, autor de Noite na Taverna (Wikipedia)</span></p>
<p>As histórias do detetive Cobra têm combinações literárias clássicas em sua essência: o “quem fez?” de Agatha Christie, o espírito aventureiro de Marcos Rey, o noir urbano de Dashiell Hammett, a culinária irresistível de Andrea Camilleri e Manuel Vazquez Montalban. Os petiscos e vinhos que Alyrio toma junto ao sócio George, na Agência Cobra de Detetives, deixam qualquer leitor com água na boca.</p>
<p>O livro pertence à série Coleção Cobra, da escritora Vera Carvalho Assumpção, dama do gênero policial no país. Ele está sendo reeditado pela Caravana Grupo Editoral, e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://caravanagrupoeditorial.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pode ser encontrado para compra no site da editora</a> </span>e gratuito pelo Kindle Unlimited).</p>
<p>Vale a pena conhecer a primeira aventura do detetive Alyrio Cobra, personagem criado lá em idos de 2003 e que, tal qual uma boa garrafa de vinho, só melhora com o tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/PAISAGENS-NOTURNAS-Alyrio-Cobra-Detetive-ebook/dp/B01M14IIUS/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=paisagens+noturnas&amp;qid=1610733869&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=4c2f898f4880e8df3442f48b676d230b&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B01M14IIUS&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B01M14IIUS" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Paisagens Noturnas<br />
<strong>Autora</strong>: Vera Carvalho Assumpção<br />
<strong>Páginas</strong>: 170<br />
<strong>Editora</strong>: Caravana Grupo Editorial<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/paisagens-noturnas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Um rico executivo tem a irmã assassinada próximo à escola de periferia, da cidade de São Paulo, em que ela lecionava. Dois alunos confessaram o crime e o motivo. Existiam assassinos confessos e um bom motivo. No entanto, algumas dúvidas pairam na mente do irmão da vítima que contrata o detetive Alyrio Cobra. Num crime aparentemente solucionado, Alyrio Cobra se embrenha num mundo onde uma série de quadros que retratam paisagens escurecidas pela noite e assombradas pela lua guia seus passos. O que a princípio parecia um caso resolvido vai se mostrar um desafio para o detetive.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/01/15/em-seu-primeiro-caso-detetive-cobra-investiga-um-misterio-em-sao-paulo/">Em seu primeiro caso, detetive Cobra investiga um mistério em São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2021/01/15/em-seu-primeiro-caso-detetive-cobra-investiga-um-misterio-em-sao-paulo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pelos bigodes de Poirot! A arte não pode ser limitadora</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/02/15/pelos-bigodes-de-poirot-a-arte-nao-pode-ser-limitadora/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2019/02/15/pelos-bigodes-de-poirot-a-arte-nao-pode-ser-limitadora/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Raquel de Mattos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Feb 2019 10:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[agatha christie]]></category>
		<category><![CDATA[assassinato no expresso do oriente]]></category>
		<category><![CDATA[poirot]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel de Mattos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=35211</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Raquel de Mattos &#8211; Num passado bastante recente, parece que a BBC “descobriu” que Agatha Christie também pode ser adaptada para as telinhas e que nem só de Sherlock vive a literatura policial britânica. Com isso em mente, a produtora resolveu adaptar algumas obras da autora (a cada Natal, diga-se de passagem) e em...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/02/15/pelos-bigodes-de-poirot-a-arte-nao-pode-ser-limitadora/">Pelos bigodes de Poirot! A arte não pode ser limitadora</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Raquel de Mattos</em> &#8211; Num passado bastante recente, parece que a BBC “descobriu” que Agatha Christie também pode ser adaptada para as telinhas e que nem só de Sherlock vive a literatura policial britânica.</p>
<p>Com isso em mente, a produtora resolveu adaptar algumas obras da autora (a cada Natal, diga-se de passagem) e em 2015 começou com&#8230; <a href="https://amzn.to/2EaOgWS" target="_blank" rel="noopener noreferrer">E Não Sobrou Nenhum</a>, da obra homônima, um dos seus maiores sucessos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="http://cienmegas.es/wp-content/uploads/2016/01/And-Then-There-Were-None-critica-miniserie-bbc.jpg" width="620" height="330" /><figcaption class="wp-caption-text">Cena de E Não Sobrou Nenhum, minissérie da BBC. (Imagem: Divulgação)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A minissérie foi feita em 3 episódios e a produção foi um sucesso. Tanto que, nos anos seguintes, eles emplacaram nada menos que três outras histórias (Testemunha da Acusação, duas histórias de Tommy e Tuppence e ano passado lançaram Os Crimes ABC, com John Malcovich como Poirot) e já se preparam para o lançamento de <a href="https://amzn.to/2BwUPkP" target="_blank" rel="noopener noreferrer">E No Final, a Morte</a> – uma das obras menos conhecidas e adaptadas de Dame Christie, mas não menos fenomenal (afinal se passa no antigo Egito, por favor!!!). Agora a pergunta que fica: Por que eles resolveram “ressuscitar” a autora através de suas obras? Porque vende! É simples assim.</p>
<p>Agatha é a autora mais traduzida do mundo e não é à toa. Eu mesma compro livros dela, sempre. Já li todos e tenho várias edições de uma mesma história. Não precisamos ir muito longe para ver que, inclusive, a autora Sophie Hannah obteve autorização para trazer Hercule Poirot de volta à vida.</p>
<p>No final de 2017, um dos livros mais conhecidos dela foi adaptado pela terceira vez para o cinema. É claro que estamos falando de <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/03/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente-uma-nova-estacao-para-poirot-sem-spoilers/">Assassinato no Expresso do Oriente</a>, de 1934 – já tendo Hercule Poirot sido interpretado por Albert Finney (falecido em 8 de fevereiro) e Sir Peter Ustinov – e agora produzido, dirigido e estrelado por Kenneth Branagh, que é muito competente e famoso por adaptar obras de Shakespeare para o cinema e o fez muito bem.</p>
<p>Eu sei que muita gente vai discordar de mim quanto à atuação de Branagh no papel de Poirot, por causa de seus extravagantes e exagerados bigodes. Mas vamos pensar um pouco:</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>É realmente a característica física que importa no personagem? Ou a atuação, a vida que ele dá ao nosso querido belga (ou a qualquer outro que ele porventura adapte)?</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também sei que a história em si tem alguns desvios da original (por que Pilar Estravados está naquele trem, se o que ela pegou era em O Natal de Poirot?), mas nada que interfira no brilhantismo da história. Afinal são coisas diferentes! Literatura é uma coisa, cinema é outra!</p>
<p>Vários autores já se pronunciaram sobre essa questão, acerca de adaptações de seus livros. Eu até entendo, em certas medidas, que não é muito confortável vermos quem amamos de uma forma tão diferente do que o que a gente idealiza, mas gente, isso é uma prisão!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]Cada um é livre para interpretar seu amor da forma que lhe convir. Não vai agradar todo mundo? Claro que não. E é para isso que serve a arte. Para que nos surpreendamos.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ficção é que permite que a imaginação possa ter as tais asas. A arte não é e não pode ser limitadora. E o importante de fato é a história, as características mentais e morais do personagem. E isso sim pode ser debatido.</p>
<p>Como eu disse, fiquei um pouco cismada com algumas atitudes do Poirot do Branagh, achei meio fora de contexto, mas ele é bom. Esqueçam o bigode. Se querem ver o danado do bigode do jeito que Agatha Christie escreveu, sugiro assistirem a série Poirot, com David Suchet – que é um Poirot sem tirar nem pôr (desculpem o trocadilho!).</p>
<p>Quanto ao importante ser a história, me digam com sinceridade: vocês amaram ou não o Sherlock, da BBC (que se passa no século XXI)? Eu amei. Não vi protestos sobre Watson ser uma mulher em Elementary. Claro que não, porque não tem problema. Então, por que Sherlock pode e Poirot não pode? Pode isso, Arnaldo? Claro que pode!</p>
<p>Mas voltemos à nossa querida Agatha, pois é ela a grande dama do crime! Sim, estou super empolgada para ver todas as histórias dela se transformando em filmes e séries e tudo o mais que eles quiserem fazer. Quero poder ouvir em todo canto: “mais oui, mon ami” ou “use suas células cinzentas” e todas as outras frases de Poirot (e por que não “a natureza humana nunca muda”, de Miss Marple e coisas de Tommy e Tuppence também).</p>
<p>Vamos mostrar que amamos a nossa escritora favorita. Vamos comprar livros, fazer camisetas e canecas e, acima de tudo, vamos ver os filmes, sem paixão por causa de bigodes, ok? Conto com vocês para colocar Mrs. Christie no topo de novo! #queremosmaisAgathaChristie</p>
<p>E para encerrar, uma frase que li do Renato Hemsdorff, do site AdoroCinema: “Adaptar é trair com amor”! (@renatoherms)</p>
<p>Aguardem uma resenha de E No Final, a Morte! Abraços literários.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Raquel de Mattos' src='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/405630512f63943477772444aac37f2562019c056b6498b2af5e288ef0b1deb5?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/kelmatts/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Raquel de Mattos</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Carioca aquariana da gema, museóloga em Barretos (SP). Fã de Agatha Christie, descobriu diversos autores fantásticos ao longo da estrada da literatura policial. Ama café, livros e chocolate e é fácil de ser agradada!</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/02/15/pelos-bigodes-de-poirot-a-arte-nao-pode-ser-limitadora/">Pelos bigodes de Poirot! A arte não pode ser limitadora</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2019/02/15/pelos-bigodes-de-poirot-a-arte-nao-pode-ser-limitadora/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quanta verdade precisa a literatura?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/10/06/quanta-verdade-precisa-a-literatura/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/10/06/quanta-verdade-precisa-a-literatura/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2015 14:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[delegado Tobias]]></category>
		<category><![CDATA[ricardo lísias]]></category>
		<category><![CDATA[roger franchini]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
		<category><![CDATA[romance policial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=9301</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Uma corrente da crítica tem afirmado que os livros de crime e suspense são hoje os maiores representantes da literatura realista. Quer dizer: se há autores que ainda mantêm algum apego às tramas do cotidiano, esses “cometem” novelas e romances policiais, impactados pela violência nossa de cada dia, pela corrupção, pela...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/10/06/quanta-verdade-precisa-a-literatura/">Quanta verdade precisa a literatura?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9304 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/livro_coluna.jpg" alt="livro_coluna" width="610" height="324" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Por Rogério Christofoletti</strong> &#8211; Uma corrente da crítica tem afirmado que os livros de crime e suspense são hoje os maiores representantes da literatura realista. Quer dizer: se há autores que ainda mantêm algum apego às tramas do cotidiano, esses “cometem” novelas e romances policiais, impactados pela violência nossa de cada dia, pela corrupção, pela transgressão e por uma espécie de “vontade de saber”. Outros tipos de literatura não estariam mais tão atados a essas amarras, singrando em deriva sob os regimes intempestivos dos ventos da criação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mais mundanos, os policiais navegam por águas confinadas, que podem até se assemelhar às do oceano, mas estão longe disso. As águas do realismo são como as do Mar Cáspio: salgadas, profundas e que desafiam os horizontes. Mas sabemos: é uma ilusão, o Mar Cáspio por maior que seja, não passa de um lago&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O realismo aprisiona, mas também dá estabilidade, pois se ancora em algumas certezas. Ele não tem um compromisso apenas com o nosso tempo e as nossas coordenadas. Mantém ainda vínculos com nacos preciosos do que convencionamos chamar de “verdade”. Para ser mais preciso, “verossimilhança”&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Assim, de início, os crimes se mostram misteriosos e inacreditáveis, mas a trama evolui à medida que desvela a lógica e as razões que produziram aquele quadro grotesco. Os personagens se assemelham aos que conhecemos na vida e talvez por isso nos afeiçoemos tanto a eles. O crime nos exaspera na mesma medida que nos fascina; e o detetive assume a nossa vez de encontrar a forma, o agente e os motivos que causaram toda aquela desordem.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sim, a literatura precisa de verdade. Mas quanto dela?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Roger Franchini é autor de “Ponto Quarenta” e “Matar Alguém”, dois bons exemplos da literatura policial brasileira contemporânea. Neles, o escritor coloca policiais numa condição moral extrema: os combatentes do crime transgridem as leis, os códigos corporativos e a aura de benfeitores. A corrupção parece endêmica, e portar um distintivo ou usar uma farda garante prerrogativas oficiais para se matar e cometer outras atrocidades. Ex-investigador, Franchini sabe o que diz. Virou a noite em plantões, esteve em diligências, ajudou a esticar o longo braço da lei. Viu muita coisa em alguns anos de polícia, e o leitor sorve cada palavra de seus livros como se bebesse de um licor para poucos. Em “Ponto Quarenta”, em plena madrugada na delegacia, um misterioso personagem estimula a metalinguagem: “A polícia não teria nenhuma graça se todos os seus policiais fossem como nós. E a literatura não serviria de nada se seus personagens fossem como nós deveríamos ser”. Imagino que Franchini posicionou o velho personagem como um farol, para não trombar no continente. Afinal, se a luz que ele emite não alertar a tempo, Franchini talvez se esqueça de fazer literatura e passe a fazer apenas acertos de contas, confidências de seu ofício passado. Menos realidade, menos, por favor&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Por conta desse imperativo do real, o absurdo assaltou a literatura nacional com o episódio que pode tornar réu o escritor Ricardo Lísias. Uma denúncia anônima “alertou” as autoridades policiais que o autor teria falsificado documentos na série de livros do Delegado Tobias, o que fez com que recebesse intimação inclusive da Polícia Federal. Não é raro que Lísias faça autoficção, que seus personagens se chamem Ricardo Lísias e sejam escritores, e que fatos e nomes verdadeiros se mesclem ao que cria, mas daí a interpelar um artista por ter “inventado documentos” é demais, não?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Menos realidade, menos, por favor&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas como evitar jogar o bebê com a água da banheira? O realismo não precisa mais do real? Nem tanto céu nem tanto o mar. A literatura aproveita do real os contornos, volumes e odores. Mas ela não se guia por um regime de validade única. Isto é, a arte cria suas próprias verdades, suas possibilidades de crença e de estabilização. Franchini faz literatura quando recorre ao velho trôpego da madrugada para desafiar o real e o esperado. Do contrário, as teclas pressionadas do computador só teriam produzido documentarismo e fel. Lísias faz literatura quando borra as fronteiras entre o que ele vive e seus “eus” vivem nas páginas, criando um terreno minado onde todas as coisas podem assumir a condição de existência efetiva.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A verdade com inicial maiúscula e no singular – aquela que filósofos e crentes buscam como quem persegue a própria sombra -, na literatura, funciona como fantasma. Sabemos que ela existe, mas evitamos encontrá-la. A redenção literária é conjugá-la com letras minúsculas e sempre no plural.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png" alt="roger1" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/10/06/quanta-verdade-precisa-a-literatura/">Quanta verdade precisa a literatura?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/10/06/quanta-verdade-precisa-a-literatura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>6</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[a carta roubada]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Bioy Casares]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[arne dahl]]></category>
		<category><![CDATA[Cosecha Roja]]></category>
		<category><![CDATA[dashiell hammett]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[el observador]]></category>
		<category><![CDATA[El Séptimo Círculo]]></category>
		<category><![CDATA[henning mankell]]></category>
		<category><![CDATA[hercule poirot]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Carlos Onetti]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial argentina]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial uruguaia]]></category>
		<category><![CDATA[maigret]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Levrero]]></category>
		<category><![CDATA[miss marple]]></category>
		<category><![CDATA[O Falcão Maltês]]></category>
		<category><![CDATA[O Mistério de Marie Roget]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Os Crimes da Rua Morgue]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<category><![CDATA[raymond chandler]]></category>
		<category><![CDATA[Renzo Rossello]]></category>
		<category><![CDATA[romance policial]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=7592</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente no site El Observador, por Andrés Riciardulli (Tradução: Rogério Christofoletti) &#160; O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. O assassino é o mordomo. Com esta frase simples mas poderosa, uma parte...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">X</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Paixões policiais</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 17:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[detetives]]></category>
		<category><![CDATA[editora alpendre]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[fred vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Erbetta]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Hole]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Rayburn]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[martin shaw]]></category>
		<category><![CDATA[paciente particular]]></category>
		<category><![CDATA[pd james]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=6914</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Erbetta &#8211; Pensei em várias maneiras de começar esse texto. Escrevi, apaguei, voltei, escrevi de novo, não gostei. Acontece que eu estava enrolando muito pra dizer o seguinte: eu me apaixono por policiais. Pronto. Não pelos livros, veja bem, mas pelos personagens. Essa mania – seria fraqueza? – vem desde que, aos 12...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/">Paixões policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Gabriela Erbetta</em> &#8211; Pensei em várias maneiras de começar esse texto. Escrevi, apaguei, voltei, escrevi de novo, não gostei. Acontece que eu estava enrolando muito pra dizer o seguinte: eu me apaixono por policiais. Pronto. Não pelos livros, veja bem, mas pelos personagens.</p>
<p>Essa mania – seria fraqueza? – vem desde que, aos 12 ou 13 anos, li O Homem do Terno Marrom, da Agatha Christie, e caí de amores por Harry Rayburn, o sujeito do título. E olha que eu nem conseguia me decidir se ele era mocinho ou bandido. Mas que garota, na principal fase das paixonites platônicas, não se encantaria com aquele tipo alto, moreno, caladão, misterioso? Foi paixão à primeira página.</p>
<p>Então, e isso já depois de adulta, surgiu em minha vida Jean-Baptiste Adamsberg, da Brigada Criminal de Paris. Segundo sua própria criadora, a francesa Fred Vargas, um homem feio e baixote. E daí? Adamsberg é fascinante: contraditório e intuitivo, gosta de caminhar para colocar os pensamentos em ordem e tem um jeito vagaroso que, embora irrite muita gente à sua volta, mais ajuda do que atrapalha. Seus casos, não raro, parecem ter um pezinho no sobrenatural, mas é só isso: parecem. No fim das contas, o delegado prende, mesmo, gente de carne e osso. (Um adendo: eu amo o francês, mas não amo tanto assim a sua autora. Na maioria das vezes, acho o desfecho das histórias fantasioso ou repetitivo demais).</p>
<p>Quando fui apresentada a Adam Dalgliesh, em Paciente Particular, percebi que seria inevitável trair Adamsberg. Ou melhor: encontraria um lugarzinho em meu coração também para o inspetor da New Scotland Yard criado por PD James. Em comum com o francês, Dalgliesh é adepto das caminhadas e tem a vida afetiva, digamos, enrolada (será que eu teria chance?). Mas é bem mais ortodoxo e certinho – até escreve e lançou alguns livros de poesia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-singlepic aligncenter" src="https://i.pinimg.com/originals/25/69/27/2569270642cd0bad18dec6eed3615dce.jpg" width="500" height="286"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dessa onda recente de policiais nórdicos, eu nunca tinha lido nada que me entusiasmasse muito – acho que sou a única pessoa no mundo que não gostou de Os homens que não amavam as mulheres. Até que, no ano passado, uma amiga recomendou O boneco de neve. E, claro, caí de amores também por Harry Hole, o detetive alcoólatra do norueguês Jo Nesbo. Obsessão é pouco: de uma só tacada, li os DEZ volumes em que Harry erra, acerta, se apaixona, enfrenta serial killers, cria confusões, faz inimigos, perde pessoas queridas, esquadrinha Oslo e viaja para Sidney, Bangkok, Hong Kong.</p>
<p>Verdade seja dita: essa mania de me apaixonar por personagens – eu diria, até, que hoje já virou um hobby – não é exclusiva dos policiais. Amei profundamente o Doutor Rodrigo Cambará, da segunda parte de O tempo e o vento. Aquiles, de uma versão em prosa da Ilíada. O Carlos da Maia, de Os Maias, um livro que releio sempre e que, toda vez, torço para terminar de outra maneira. Diante deles, porém, a vantagem da paixão por detetives é a abundância: Adamsberg aparece em oito livros (seis publicados aqui pela Companhia das Letras; o nono, pelo que vejo, está previsto para este ano, em francês); Dalgliesh, em catorze; Harry Hole, em dez. De vez em quando volto a algum deles, para matar a saudade. Mas meu coração ainda tem lugar para mais gente. Alguém tem sugestões?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Imagens: <a href="http://popcorn-time-free.com" target="_blank" rel="noopener">Popcorn</a>, <a href="http://ichef.bbci.co.uk/images/ic/944x531_b/p019rkym.jpg" target="_blank" rel="noopener">Imsoup.com</a>, <a href="http://www.jonesbo.co.uk/newsarchive.asp?nlp=12" target="_blank" rel="noopener">Jo Nesbo Oficial</a>)</em></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>* GABRIELA ERBETTA</strong> &#8211; É sócia da <a href="http://www.editoraalpendre.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Editora Alpendre</a>, que publica livros digitais de não-ficção, é só percebeu agora que&nbsp;esqueceu de citar Archie Goodwin no texto acima.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/">Paixões policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dennis Lehane e a reinvenção do noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 21:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[A série Kenzie/Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[Apelo às Trevas]]></category>
		<category><![CDATA[coronado]]></category>
		<category><![CDATA[Dança da Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[ilha do medo]]></category>
		<category><![CDATA[James M. Cain]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Meninos e Lobos]]></category>
		<category><![CDATA[Um Drink Antes da Guerra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://almanaquedaliteraturapolicial.wordpress.com/?p=1018</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, Dennis Lehane ainda era um nome desconhecido. Nos meses seguintes, contudo, o descendente de irlandeses abocanhou o Shamus Award e uma resenha do New York Times onde os protagonistas – Patrick Kenzie e Angie Gennaro...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/">Dennis Lehane e a reinvenção do noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, Dennis Lehane ainda era um nome desconhecido. Nos meses seguintes, contudo, o descendente de irlandeses abocanhou o Shamus Award e uma resenha do New York Times onde os protagonistas – Patrick Kenzie e Angie Gennaro – são descritos como irreverentes e contrastantes com a seriedade do tema racial da obra.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535923446&amp;asins=8535923446&amp;linkId=1375afd86b260467ca3546b7fc416890&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Envolvido pelo sucesso do primeiro livro, Lehane começou a trabalhar na sequência que viria a ser conhecida pelos fãs como o verdadeiro início da série Kenzie &amp; Gennaro. Retratando em suas páginas um casal de amigos – ao melhor estilo Nick &amp; Nora Charles, do mestre Dashiell Hammett –, Dennis conseguiu unir o espírito libertário dos anos 1990 com a violência impregnada nas páginas do já citado Hammett e de seus contemporâneos James M. Cain e Raymond Chandler. Assim, Apelo às Trevas, segundo título da série, determinou a consagração de Lehane.</p>
<p>Aliando uma ótima trama de character background com serial killer e doses cavalares de adrenalina, Dennis conseguiu alçar seus personagens ao limite entre o best-seller puxado por Michael Connelly e o policial-padrão de Hammett e companhia.</p>
<p>Sagrado, terceiro volume e ponto alto da série, apresenta ao leitor as consequências do final bombástico e estarrecedor de Apelo. Separados por questões de ordem suprema, Patrick Kenzie e Angela Gennaro são sequestrados por um bilionário à beira da morte. Para serem libertados, precisam descobrir onde se meteu a filha dele, uma linda mulher que parece ter atraído para a morte o primeiro responsável pelo caso, um cara chamado Jay Becker – mentor de Kenzie, o que só atiça mais a fogueira. Sagrado é uma sucessão de plot twists inteligentes e coesos que transforma a narrativa num barril de pólvora pronto para ser detonado.</p>
<p>Completamente fatigado pelo enredo anterior, Lehane soltou aquele que é considerado o melhor romance dos detetives: Gone, Baby, Gone.</p>
<p>Finalmente tocando a agência de investigações, Pat e Angie são catapultados para algo inimaginável: uma menininha foi sequestrada. O caso virou notícia nos principais jornais; a polícia não sabe o que fazer. Resta à família da pequena Amanda recorrer aos detetives. Uma trama intrincada se desenvolve. Lehane balança em alguns momentos, mas entrega um final satisfatório e cheio de interrogações para o futuro.</p>
<p>Quando o século 21 começou a se assomar no horizonte, Lehane pôs um ponto final naquela coisa toda de Nick &amp; Nora encapsulados com Kurt Cobain. Dança da Chuva, último romance da chamada fase um, trata da indústria do cinema, o stalk e vira uma saraivada de intimismo e vingança. Karen Nichols procurou a ajuda de Patrick: estava sendo assediada na academia. Caso resolvido, tudo indo muito bem, quando&#8230; meses depois, Karen é encontrada morta e sua vida é muito diferente daquela que Kenzie conhecera. Arrasado pela descoberta, ele parte à procura de Angie – sim, estão brigados de novo – para resolver o caso. Um final digno de anos 90 para os grandes detetives dos anos 90.</p>
<p>Lehane passou a se dedicar a outros projetos. Escreveu o badalado Sobre Meninos e Lobos, o livro de contos Coronado, o cultuado Ilha do Medo e retornou às sagas com uma pegada histórica que nenhum fã poderia imaginar. Naquele Dia, um retrato épico do pós-WW1, nos mostra a família Coughlin e todas as desventuras que Boston passava depois de 1918. Lehane curtiu a brincadeira e resolveu lançar uma sequência, Os Filhos da Noite. Antes, porém, diante da chiadeira geral dos fãs saudosos de Kenzie &amp; Gennaro, o americano soltou o mediano Estrada Escura.</p>
<p>Anos depois, a agora adolescente Amanda – sim, aquela que sumiu em Gone, Baby, Gone – volta a desaparecer. Em seu rastro, máfias da Europa oriental, um artefato hammettiano à la Falcão Maltês e mais doses cavalares de violência. Apesar da trama fraca, não teve má repercussão graças ao bom plot dos protagonistas – casados, formados na faculdade e pais de Gabriella, Patrick e Angela levam uma vida encapsulada pelo frenesi do século 21. Não há mais rock ‘n roll. Não há mais violência. A Crise de 2008 bateu à porta e todos estão desempregados, fazendo bicos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535905944&amp;asins=8535905944&amp;linkId=036cc18d6a95d13f512cd39f81f99a4b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Lehane sabe como acertar mesmo errando (feio). Tem o dom para isso. A série ainda conta com o ótimo Bubba Rogowski, um obeso que sofre de síndrome do pânico e fornece os armamentos necessários para as empreitadas dos protagonistas – sim, até mesmo Lehane cai no clichê do amigo-do-detetive, mas, de novo, acerta na mosca do erro, tornando-o extremamente divertido.</p>
<p>Lehane, em resumo, não é prolífico como Michael Connelly ou Patricia Cornwell. Não escreve um livro por ano e tampouco sente vontade de fazê-lo. Cada obra é uma obra, única, universal, própria daquele momento. Sem hesitar: vale a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>PS: para uma antologia chamada FaceOff, lançada em junho de 2014, Lehane e Connelly escreveram juntos uma história que une Kenzie e Harry Bosch. Disponível na Amazon para encomenda.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2lFQoiT" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Encontre livros e e-books de Dennis Lehane</a></span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/">Dennis Lehane e a reinvenção do noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
