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	<title>Arquivos Dennis Lehane -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos Dennis Lehane -</title>
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		<title>Depois da Queda, de Dennis Lehane</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2018 16:04:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; Dentro da literatura do crime, Dennis Lehane já fez um pouco de tudo. Os primeiros livros do escritor e roteirista, lançados nos anos 1990, formam a elogiada série protagonizada pelos detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro – Um drink antes da guerra, Apelo às trevas, Sagrado, Gone baby gone,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; Dentro da literatura do crime, Dennis Lehane já fez um pouco de tudo. Os primeiros livros do escritor e roteirista, lançados nos anos 1990, formam a elogiada série protagonizada pelos detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro – Um drink antes da guerra, Apelo às trevas, Sagrado, Gone baby gone, Dança da Chuva e Estrada Escura –, histórias inseridas na tradição hardboiled norte americana, mistérios urbanos cheios de corrupção, violência e humor cortante. Depois disso, uma dupla de suspenses psicológicos: Sobre Meninos e Lobos e Paciente 67, cujas adaptações cinematográficas – dirigidas por Eastwood e Martin Scorsese, respectivamente – lhe trouxeram ainda mais notoriedade. Somam-se a estes uma trilogia de romances históricos, Naquele Dia, <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/22/resenha-os-filhos-da-noite-de-dennis-lehane/" target="_blank" rel="noopener">Os Filhos da Noite</a> e World Gone By – este último ainda sem tradução para o português –, onde os irmãos Coughlin circulam entre policiais, gângsters e contrabandistas. Completam a bibliografia o curto <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/25/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane-2/" target="_blank" rel="noopener">A Entrega</a>, sobre um bartender às voltas com o crime em seu bairro, e o volume de contos Coronado.</p>
<p>Essas obras revelam um autor capaz de transitar com segurança entre diversas abordagens possíveis do romance policial. Seus inusitados personagens incluem criminosos cativantes, membros da classe trabalhadora diante de dilemas morais insolúveis, homens e mulheres da lei paralisados frente à loucura do mundo – a lista é longa. Lehane os leva ao limite, obrigando-os a dar uma boa olhada no que têm dentro de si e vislumbrar quem verdadeiramente são, algo que só pode ser alcançado em meio ao fogo da provação. E o melhor: essas jornadas acontecem em meio a tramas das mais envolventes e imprevisíveis.</p>
<p>Depois da Queda (Companhia das letras), seu livro mais recente, acaba de chegar ao Brasil. E mais uma vez vemos Lehane tomar uma direção inesperada, experimentando terreno novo – e obtendo mais um acerto.</p>
<p>Logo nas primeiras páginas, um assassinato: Rachel Childs atira no peito de seu marido. A partir daí, voltamos ao passado e a acompanhamos desde a infância. Filha de uma escritora de autoajuda que lhe nega o direito de saber quem é seu pai, Rachel vem a se tornar uma jornalista bem-sucedida, até um incidente que interrompe sua carreira: durante uma transmissão ao vivo do Haiti, ela sofre um ataque de pânico. Segue-se um período de isolamento, onde sinais de agorafobia começam a se manifestar. A melhora vem a partir do reencontro com Brian, um homem atraente e carinhoso, e a conexão é imediata. O relacionamento evolui para um casamento feliz. Mas, justo quando Rachel percebe os sinais de recuperação psicológica, o avistamento de uma pessoa nas ruas de Boston engatilha uma série de acontecimentos que põem em dúvida tudo que ela acredita sobre si mesma, Brian e a vida que construíram juntos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Com um conflito central envolvendo uma mulher desconfiada do marido, Depois da Queda tem elementos em comum com muitos thrillers pós-Garota Exemplar. Ao mesmo tempo, se nega a ser um deles.</h5>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p>Não temos aqui uma história em primeira pessoa, uma protagonista que esconde algum terrível segredo, variação no ponto de vista para revelar desencontros no relato dos acontecimentos, convenções tão presentes nos policiais mais recentes. O que Lehane toma deles é a primazia da perspectiva feminina – o ponto de vista jamais se descola de Rachel – e a atmosfera de desconfiança em relação àquilo que temos de mais sólido em nossas vidas. A partir desses ingredientes, o autor apresenta uma narrativa que dialoga com a produção contemporânea, mas se destaca pelas escolhas incomuns de condução.</p>
<p>A primeira delas é o recuo no tempo e toda a primeira parte do livro dedicada à vida de Rachel antes dos acontecimentos descritos na sinopse. Nesse longo trecho, a principal preocupação do autor não é suspense ou tensão, mas sim nos mostrar quem é essa mulher, como surgem seus traumas, como a obsessão com a identidade do pai se instala. Só mais tarde o enredo começa a tomar os rumos mais esperados num thriller. Isso nos informa que Depois da Queda, antes de mais nada, é sobre Rachel, sua busca por sentido num mundo que se mostra cada vez mais caótico, opressivo, arbitrariamente caprichoso. Ao desenvolver a protagonista, Lehane mostra sua notória habilidade com personagens complexos e desajustados, pessoas que se percebem incompletas e nem sempre sabem onde procurar a parte que está faltando.</p>
<p>Da mesma maneira que a progressão de Depois da Queda para o romance policial que esperamos se dá aos poucos, os temas trabalhados pelo autor também vão se mostrando de modo gradual. O principal deles, antevisto logo no prólogo, não podia ser mais clichê: trata-se do amor. Lehane escolhe suas facetas mais ambíguas como objeto de exame, explorando as atitudes absurdas, por vezes cruéis, cometidas em seu nome. O amor motiva atos nobres e altruístas, nos faz colocar nossos próprios interesses em segundo plano em detrimento do bem-estar de outra pessoa, mas também tem o potencial de destruir vidas. A vida que o amor de alguém nos fez abandonar, ou aquela que teríamos caso jamais fôssemos acometidos deste sentimento, essa ligação a outro alguém. Os personagens vão entendendo que, para além do romantismo, as consequências de amar podem ser devastadoras, incontornáveis.</p>
<p>Outro tema importante, quase uma obsessão de Lehane, aparecendo na maioria de suas obras, é a monstruosidade humana. O mundo é povoado por monstros, criaturas para quem a existência de seus semelhantes vale pouco ou nada, capazes de dormir tranquilamente à noite sem serem atormentados pela extensão de sua maldade. Rachel depara com eles na desolação do Haiti, onde grupos armados circulam pelas cabanas de sobreviventes do furacão Matthew em busca de mulheres para satisfazer seus desejos sexuais, e também na segurança de Boston, quando eles vêm em seu encalço. Não os mesmos, é claro; outros homens – sempre homens –, outros rostos, mas a mesma indiferença, o mesmo impulso predador. Os personagens de Lehane são modificados pelo encontro com estes seres, e é fascinante notar que até mesmo a eles o autor confere toques de humanidade, como na confrontação que ocorre nas últimas páginas. E oferece uma reflexão nem um pouco tranquilizadora: na maioria das vezes, os monstros sequer têm consciência da própria natureza.</p>
<p>O mistério vai se instalando num crescendo a partir de um encontro aleatório na rua, e daí em diante o enredo vai tomando rumos cada vez mais insólitos, com direito a paranoia, sequências de ação, boas reviravoltas e corrida contra o tempo. É quando Lehane mostra que entende e muito dos aspectos mais convencionais do gênero que escreve há tantos anos e sabe como manter o leitor preso à história. As revelações que atingem Rachel jamais respondem a todas as perguntas e levantam outras tantas, gerando mais e mais desconfiança e tornando o desfecho sempre mais imprevisível. Contribui para isso o fato de o ponto de vista permanecer fixo na protagonista, de modo que seu desnorteamento está sempre em primeiro plano. O leitor é colocado num estado de confusão semelhante ao dela própria, já que a quantidade de informações de que dispomos é exatamente a mesma que Rachel.</p>
<p>Porém, há problemas a serem citados. Mesmo criando uma trama criativa e engenhosa, não há como negar que Lehane comete certos excessos, sobretudo no terceiro ato. Algumas passagens se estendem mais do que o necessário, enquanto outras mereciam maior elaboração. E há um trecho em específico em que o autor testa a fé do leitor com uma das viradas mais inverossímeis de sua carreira. Não são falhas que comprometem o todo, mas cabe apontar que estão lá.</p>
<p>A própria &#8220;demora&#8221; para o engrenar da trama pode ser um ponto que traga algum desagrado, assim como a aparente desconexão entre a primeira parte, dedicada de todo ao desenvolvimento pessoal da protagonista, e as duas seguintes. A resposta para essas duas possíveis queixas me parece ser um só, e já foi apontada aqui: Depois da Queda é, da primeira à última linha, sobre Rachel Childs, seu esforço para vencer o sentimento de incompletude que a domina desde a infância e definir os significados da própria vida. Lehane foi consistente dentro dessa proposta – e, se no processo alguns dos protocolos consagrados da narrativa policial foram sacrificados, a compensação vem na forma de uma de suas personagens mais interessantes e multifacetadas.</p>
<p>Apesar dos pequenos tropeços, Dennis Lehane demonstra com seu novo romance por que é um dos autores contemporâneos mais elogiados da literatura policial.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-11868 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/parceria_companhia.jpg" alt="" width="268" height="70"></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22"></p>
<p><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-26019 size-medium" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/04/depoisdaqueda.png?w=278" alt="" width="278" height="300">Título</strong>:&nbsp;Depois da Queda<br />
<strong>Autor</strong>: Dennis Lehane<br />
<strong>Páginas</strong>: 392<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/depois-da-queda-746745ed749760.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – Depois de ter um colapso mental ao vivo, durante uma transmissão de TV, Rachel Child, antes uma jornalista obstinada e que desbravava o mundo, passa a viver totalmente reclusa. Fora isso, porém, ela leva uma vida ideal, com um marido que parece ideal. Até que, numa tarde chuvosa, um encontro fortuito abala profundamente aquela vida perfeita, assim como seu casamento e ela mesma. Sugada por uma conspiração cheia de decepções, violência e loucura, Rachel precisa encontrar forças nela mesma para superar medos inimagináveis e verdades transformadoras. Emocionante, sofisticado, romântico e cheio de suspense e tensões, Depois da queda é Dennis Lehane em sua melhor forma.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
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		<title>&#124; LANÇAMENTOS &#124; Suspense, crime e terror em janeiro e fevereiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2018 12:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como não temos muitos lançamentos em janeiro, decidimos reunir os títulos dos dois primeiros meses num post só. Confira os livros selecionados! Para ver todos os lançamentos, clique aqui. x 1. Bem Atrás de Você, Lisa Gardner (Editora Gutenberg) Após uma tragédia que o separou por oito anos de sua irmã mais nova, Sharlah, o jovem...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24223 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/collagejanfev2018.jpg" alt="" width="639" height="326" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Como não temos muitos lançamentos em janeiro, decidimos reunir os títulos dos dois primeiros meses num post só. Confira os livros selecionados! </span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Para ver todos os lançamentos,</span><span style="color:#0000ff;"> <a style="color:#0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/lancamento/">clique aqui</a></span>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong>1. <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8582354967/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8582354967&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=0e6a8293ce3d57f5057267afb4a05563" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Bem Atrás de Você, Lisa Gardner</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8582354967" alt="" width="1" height="1" border="0" /><span style="color:#0000ff;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8594540787" alt="" width="1" height="1" border="0" /></span></strong></span></span><br />
(Editora Gutenberg)<br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8582354967/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8582354967&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=0e6a8293ce3d57f5057267afb4a05563" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1995 size-thumbnail" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/compre4.png?w=150" alt="" width="150" height="43" /></a><br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8582354967/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8582354967&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=cf91f624bf19cdc8a3f7015611ff88e8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8582354967&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="174" height="250" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Após uma tragédia que o separou por oito anos de sua irmã mais nova, Sharlah, o jovem Telly ressurge como o principal suspeito de uma onda de assassinatos. Só uma pessoa é capaz de desenhar o perfil do criminoso: o hábil ex-agente do FBI Pierce Quincy, que é convocado para colaborar no caso. Mas seu envolvimento como pai adotivo de Sharlah pode obscurecer sua linha de raciocínio ou levá-lo para um emaranhado de pistas desconexas, mostrando que o caso pode ir muito além do que parece ser.</span></span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong>2. <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8595170185/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8595170185&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=09dcf51b96b2e138d1effebd9fbdfce8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Garotas Más, Robin Wasserman</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8595170185" alt="" width="1" height="1" border="0" /></strong></span><br />
</span>(Fábrica 231)<br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8595170185/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8595170185&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=09dcf51b96b2e138d1effebd9fbdfce8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1995 size-thumbnail" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/compre4.png?w=150" alt="" width="150" height="43" /></a></p>
<p style="text-align:left;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8595170185/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8595170185&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=cf895a98000d2b7d7581ea0df13b7215" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8595170185&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="174" height="250" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8595170185" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Battle Creek, Halloween de 1991. Principal estrela do basquete do ensino médio local, o popular Craig Ellison é encontrado morto com um tiro na cabeça e um revólver na mão. Em choque, os moradores da pequena cidade acreditam se tratar de um caso de suicídio, especialmente após surgirem rumores sobre rituais de adoração satânica na região. Mas à medida que a rebelde e carismática Lacey Champlain se aproxima da tímida e solitária Hannah Dexter, segredos assustadores envolvendo a morte de Craig podem vir à tona. Vidrada por Kurt Cobain, a sedutora Lacey aos poucos transforma a impressionável Hannah numa cópia de si mesma. E as consequências dessa amizade obsessiva são sombrias e violentas.</span></span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong><span style="color:#000000;">3. <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8567191408/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8567191408&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=52007782842264c75994ec97b8aa9260" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Bile Negra, Oscar Nestárez</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8567191408" alt="" width="1" height="1" border="0" /></span><span style="color:#0000ff;"><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8595170312" alt="" width="1" height="1" border="0" /></span></strong></span><br />
</span>(Editora Empíreo)<br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8567191408/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8567191408&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=433b804a3017a56eb5d95ceb26d87f18" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1995 size-thumbnail" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/compre4.png?w=150" alt="" width="150" height="43" /></a></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8567191408/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8567191408&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=433b804a3017a56eb5d95ceb26d87f18" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8567191408&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="155" height="250" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8567191408" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;"><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8595170312" alt="" width="1" height="1" border="0" />Uma pandemia se espalha por bairros, cidades e países. Sorrateira, é causada por uma perigosa substância, que age como um verme que fatalmente conquista a vida do hospedeiro. E Vex, um jovem tradutor, precisa recrutar todas as suas forças para conter este avanço. Com origem na Teoria Humoral segundo a qual o bom funcionamento de corpos e mentes depende do equilíbrio entre humores, o romance explora o excesso do mais saturnino deles: a bile negra, ou melancolia — do grego mélas (negro) e cholé (bile).</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
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<p style="text-align:left;"><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong>4. <a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535930574/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535930574&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=96d13bdb2eb135a7c98cc7a7f0352462" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Depois da Queda, Dennis Lehane</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8535930574" alt="" width="1" height="1" border="0" /><span style="color:#0000ff;"><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8594540744" alt="" width="1" height="1" border="0" /></span></strong></span><br />
</span>(Companhia das Letras)<br />
<a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535930574/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535930574&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=5aa5df5fec319cc028a0b7115c104e09" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1995 size-thumbnail" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/compre4.png?w=150" alt="" width="150" height="43" /></a><br />
<span style="font-size:1.15em;color:#000000;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535930574/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535930574&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=5aa5df5fec319cc028a0b7115c104e09" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8535930574&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="174" height="250" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8535930574" alt="" width="1" height="1" border="0" /><br />
Depois de ter um colapso mental ao vivo, durante uma transmissão de TV, Rachel Child, antes uma jornalista obstinada e que desbravava o mundo, passa a viver totalmente reclusa. Fora isso, porém, ela leva uma vida ideal, com um marido que parece ideal. Até que, numa tarde chuvosa, um encontro fortuito abala profundamente aquela vida perfeita, assim como seu casamento e ela mesma. Sugada por uma conspiração cheia de decepções, violência e loucura, Rachel precisa encontrar forças nela mesma para superar medos inimagináveis e verdades transformadoras. Emocionante, sofisticado, romântico e cheio de suspense e tensões, Depois da queda é Dennis Lehane em sua melhor forma.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong>5. Akhenaton, Agatha Christie<br />
</strong></span></span>(L&amp;PM Pocket)<br />
<span style="font-size:1.15em;color:#000000;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="font-size:1.1em;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535930051/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535930051&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=b8210c6ac9b2d80b64003dd2bbdadca4" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-24219 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/akhenaton_9788525436382_hd.jpg?w=180" alt="" width="180" height="300" /></a></span></span></span></p>
<p><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">As viagens de Agatha Christie ao Oriente Médio influenciaram vários de seus livros, como <em><a class="layout_medio3">Morte no Nilo</a></em> e <em><a class="layout_medio3">Aventura em Bagdá</a></em>. Mas poucos conhecem <em>Akhenaton</em>, peça que escreveu em 1937. Publicada apenas em 1973, a obra é lançada pela primeira vez no Brasil. Baseada em lendas que lhe foram contadas pelo arqueólogo Howard Carter – descobridor da tumba de Tutancâmon, a quem a autora conheceu em Luxor, no Egito , a história se passa em 1350 a.C., durante o reinado de Akhenaton e Nefertiti. O faraó tenta convencer o povo a abandonar o culto pagão ao deus Amon e se voltar exclusivamente ao deus sol, Aton, o que acabará por suscitar sua trágica queda e a ascensão ao trono de seu genro, Tutancâmon. Com profundo conhecimento do tema, Agatha Christie brinda seus fãs com uma envolvente visão de um dos momentos cruciais da Antiguidade.</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">.</span></span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:2.5em;"><span style="color:black;"><strong><span style="color:#000000;">6. Testemunha de acusação e outras peças </span><br />
</strong></span></span>(L&amp;PM Pocket)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-24221 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/testemunha_de_acusacao_teatro_9788525437198_hd.jpg?w=180" alt="" width="180" height="300" /><img loading="lazy" decoding="async" style="border:none !important;margin:0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8595082367" alt="" width="1" height="1" border="0" /><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Estão aqui reunidas quatro das mais exitosas peças entre as quase trinta que Agatha Christie escreveu ao longo da carreira. No genial<em> Testemunha de acusação</em> (1953), um clássico do drama de tribunal, o leitor, como o júri, é confundido até o último momento sobre quem matou uma velhinha endinheirada. Em <em>A hora H</em> (1956), uma senhora inválida é brutalmente assassinada na sua casa à beira-mar, num ambiente de ódio, suspeita e ciúmes. Em <em>Veredicto</em> (1958), escrita originalmente para os palcos, o pós-Segunda Guerra é cenário para um mistério que gira em torno tão somente de emoções humanas, num thriller psicológico. Em <em>De volta à cena do crime</em> (1960), peça baseada no romance <em>Os cinco porquinhos</em>, uma mulher sentenciada pelo assassinato do marido morre na prisão e, em função de uma carta recebida, a filha da condenada decide, quinze anos depois, reconstituir a cena do crime e inocentar sua mãe.</span></span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/01/24/lancamentos-suspense-crime-e-terror-em-janeiro-e-fevereiro/">| LANÇAMENTOS | Suspense, crime e terror em janeiro e fevereiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Veja o trailer legendado de A Lei da Noite, adaptação de Dennis Lehane</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/09/09/divulgado-o-trailer-de-a-lei-da-noite-adaptacao-de-dennis-lehane/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2016 14:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[a lei da noite]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[ben affleck]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[live by night]]></category>
		<category><![CDATA[os filhos da noite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DE DENNIS LEHANE &#8211; A Warner Bros divulgou esta semana um teaser trailer de &#8220;A Lei da Noite&#8221;, longa-metragem dirigido e protagonizado por Ben Affleck. O filme é uma adaptação do livro &#8220;Os Filhos da Noite&#8221;, de Dennis Lehane, e é ambientado na época da Lei Seca. Na trama, Ben Affleck interpreta Joe Coughlin, um gângster...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>DE DENNIS LEHANE</em> &#8211; A Warner Bros divulgou esta semana um teaser trailer de &#8220;A Lei da Noite&#8221;, longa-metragem dirigido e protagonizado por Ben Affleck. O filme é uma adaptação do livro &#8220;Os Filhos da Noite&#8221;, de Dennis Lehane, e é ambientado na época da Lei Seca.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535923446&amp;asins=8535923446&amp;linkId=1e6996bf1850e2e4b87e1564819b2d38&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Na trama, Ben Affleck interpreta Joe Coughlin, um gângster que vive em Boston, na década de 1920. No elenco, estão ainda Zoe Saldana, Sienna Miller, Elle Fanning e Scott Eastwood. O filme estreia em 20 de outubro de 2017.</p>
<p>O pôster do filme também foi divulgado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14364 aligncenter" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/poster_live.jpg?w=639" alt="poster_live" width="337" height="500" /></p>
<p><a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/22/resenha-os-filhos-da-noite-de-dennis-lehane/">Leia a resenha de Os Filhos da Noite</a></p>
<h2></h2>
<h2>Assista ao trailer legendado</h2>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/SEexVO9P0Fo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/09/09/divulgado-o-trailer-de-a-lei-da-noite-adaptacao-de-dennis-lehane/">Veja o trailer legendado de A Lei da Noite, adaptação de Dennis Lehane</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A entrega, de Dennis Lehane, coloca à prova qualquer resquício de moralidade</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/09/25/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 12:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a entrega]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Muitos livros de Dennis Lehane já renderam bons filmes. O melhor exemplo é &#8220;Mystic River&#8221; ou &#8220;Sobre Meninos e Lobos&#8221;, no entanto, o escritor jamais havia trabalhado como roteirista. Portanto, quando foi convidado para adaptar um de seu contos, &#8220;Animal Rescue&#8221;, ele aceitou de imediato a proposta. No final de...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Muitos livros de Dennis Lehane já renderam bons filmes. O melhor exemplo é &#8220;Mystic River&#8221; ou &#8220;Sobre Meninos e Lobos&#8221;, no entanto, o escritor jamais havia trabalhado como roteirista. Portanto, quando foi convidado para adaptar um de seu contos, &#8220;Animal Rescue&#8221;, ele aceitou de imediato a proposta.</p>
<p>No final de 2014, chegou às telonas &#8220;The Drop&#8221; ou &#8220;A Entrega&#8221;. Com boa receptividade de crítica e público, também é o último trabalho de James Gandolfini, protagonista da série &#8220;Familia Soprano&#8221;. O que ninguém imaginava foi o lançamento da transposição do roteiro para o formato de novela poucos meses depois. Mediante essa nova perspectiva, a história se redimensiona com o aprofundamento psicológico das personagens, privilegiando suas reflexões em consonância com as atitudes, um recurso nem sempre viável no cinema, mas crucial numa história onde todos guardam segredos e ninguém é inocente.</p>
<p>Ambientada em Dorchester , um subúrbio de Boston onde Lehane nasceu e cresceu, essa é a história de Bob Saginowski, um sujeito pacato e tranquilo que está passando pelo seu inferno astral. Seus problemas começam, quando ele resgata um filhote de pit bull ferido dentro de uma lata de lixo. Seu antigo dono, Eric Deeds, é um psicopata que passa a chantageá-lo em troca do certificado de propriedade de Rocco, o nome de seu novo amigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;O mal é a coisa mais comum entre os homens. As coisas boas são muito mais raras.&#8221; [/su_quote]</p>
<p>Para piorar, o bar onde ele trabalha é assaltado. O lugar aparentemente de propriedade de seu primo Marv, na realidade, é apenas fachada para a lavagem de dinheiro da máfia chechena. Comandada pela família Ungarov, ela exige o imediato ressarcimento do prejuízo para resolver o caso de uma maneira mais civilizada&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535925643&amp;asins=8535925643&amp;linkId=51e96fea105ffd7c7d382a4c0d892c7a&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Assediado pela polícia em busca de informações, não vai ser fácil para Bob escapar ileso dessa confusão. São apenas 147 páginas de uma trama bem armada, com ritmo rápido, personagens intrigantes e bons diálogos. Um livro que coloca à prova qualquer resquício de moralidade, difícil de largar antes de chegar ao final. Portanto, divirta-se e não deixe de assistir o filme disponível legendado no YouTube, aliás, a atuação de Tom Hardy no papel principal é impecável.</p>
<p><em>Nota: Há uma informação no livro que eu desconhecia. Nos Estados Unidos, a Igreja Católica está vendendo parte de suas igrejas para acertar às contas com a Justiça. Esse dinheiro é destinado para indenizar as vítimas de padres pedófilos.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/entrega-Dennis-Lehane-ebook/dp/B013VDG05G/ref=as_li_ss_il?_encoding=UTF8&amp;qid=1559485140&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=c8f9ae6a7f4dba1855bca7c7c6c95c4e&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B013VDG05G&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B013VDG05G" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: <a href="http://www.clubedocrime.com.br/livros/ENTREGA_A" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A Entrega</a><br />
<strong>Autor</strong>: Dennis Lehane<br />
<strong>Tradução</strong>: Luciano Vieira Machado<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2QDRUgx" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/30Z4f3v" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o e-book</a></span></p>
<p><strong style="text-align: justify;">SINOPSE </strong><span style="text-align: justify;">&#8211; Bob é um bartender solitário e desiludido, que tenta encontrar razões para continuar vivo. Três dias depois do Natal, seu marasmo é interrompido por um latido abafado. Esse filhote de cachorro mudará para sempre a sua vida. Nessa mesma noite, ele conhece Nadia, uma garota sofrida que, como ele, busca algo em que acreditar. Unidos pelo desejo de resgatar o cachorro, Bob e Nadia estreitam seus laços. Quando as coisas parecem ter tomado rumo, eles se encontrarão em um jogo sujo, que envolve a máfia chechena, um assassino, dois trambiqueiros profissionais, um policial e o próprio dono do cachorro. Em </span><em style="text-align: justify;">A entrega</em><span style="text-align: justify;">, Dennis Lehane volta às ruas de Boston num explosivo enredo de morte e traição.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/25/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane-2/">A entrega, de Dennis Lehane, coloca à prova qualquer resquício de moralidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A Entrega, de Dennis Lehane</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/08/26/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2015 19:06:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a entrega]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[James Gandolfini]]></category>
		<category><![CDATA[Kenzie e Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[the drop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Há várias colunas eu já manifestei meu profundo descontentamento com a atual fase da literatura policial – não só no Brasil: no mundo! São tramas previsíveis, detetives ou amargurados demais, ou bonzinhos e idealistas e cultos demais, ou ainda aquelas séries intermináveis em que cada livro é um procedural que...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Há várias colunas eu já manifestei meu profundo descontentamento com a atual fase da literatura policial – não só no Brasil: no mundo! São tramas previsíveis, detetives ou amargurados demais, ou bonzinhos e idealistas e cultos demais, ou ainda aquelas séries intermináveis em que cada livro é um procedural que só serve pra alimentar saudadinha dos fãs, sem acrescentar nada à mitologia do personagem principal.</p>
<p>Nesse cenário caótico, em que toda semana alguma editora solta uma nova promessa do scandi-crime ou sucessora da Agatha Christie (quase sempre ruins, diga-se de passagem), é uma felicidade imensa constatar que Dennis Lehane ainda se mantém no topo.</p>
<p>Nascido em Boston, o americano que estreou com Um Drink Antes Da Guerra retrata há mais de duas décadas uma cidade fraturada pela criminalidade: mesclando os guetos irlandeses, italianos e escandinavos/russos que compõem a fauna bostoniana, a bibliografia de Lehane é riquíssima em construir bons personagens que, mesmo a milhares de quilômetros dos leitores, conseguem fazer bater aquela identificação; mas mais do que isso, o grande mérito da carreira de Dennis é saber que um bom autor policial não se rende ao procedural ou aos casos tão brutais quanto insossos.</p>
<p>Se por um lado mantém duas séries mais distintas impossíveis – detetives particulares Kenzie e Gennaro, o Nick &amp; Nora Charles dos nossos tempos; as aventuras de Joe Coughlin, um mafioso dos anos 1920/1940 –, por outro arrisca em obras bissextas que mantém suas características narrativas apesar da ousadia. Foi assim com Mystic River, Ilha do Medo e A Entrega, todos sucessos de bilheteria no cinema.</p>
<p>No caso do último, a coisa é um pouquinho mais intrincada, vamos lá: criada para uma antologia de contos noir, The Drop saiu nos States em 2009 no formato de conto sob o título Animal Rescue. Quando Hollywood decidiu filmá-la, ele enxergou ali um potencial literário muito mais amplo e fez um livro que não sabe se é novela ou romance. Se por um lado tem quase 200 páginas, configurando-se estilisticamente como um romance, por outro a narrativa ágil e a ausência de um plot muito amplo acabam restringindo o enquadramento. Por mim, é um livro em suspensão.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B013VDG05G&amp;asins=B013VDG05G&amp;linkId=ed9ffb1250ad6883260c71c41bdc9219&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A trama é simples: Bob, um solitário bartender, encontra um filhote de pitbull espancado numa lata de lixo e começa a cuidar do bicho junto de sua vizinha, Nadia. Quando um velho conhecido dela – e criminoso habituée do bairro –, Eric Deeds, aparece na jogada, as coisas ficam pretas e todos se metem numa grande enrascada com muitas trapalhadas e confusões.</p>
<p>Misturando subplots desnecessários – romance entre policiais que pouco se conectam à história de fato; a igreja que vai ser desapropriada, etc. – a personagens densos – Cousin Marv foi o último papel de James Gandolfini antes de morrer, e pelo menos aqui surge como alguém imponente –, Lehane consegue equilibrar essa ciranda com metáforas estapafúrdias e doses cirúrgicas de violência: quando tem, tem mesmo.</p>
<p>O final é uma belezinha que só e serve para comprovar que: sim, a literatura policial respira. Ainda que seja preciso espancar cachorros para isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>PS: a tradução beira o sofrível em alguns momentos, sem se decidir entre o estilo originalmente fluido do autor ou algo um tiquinho mais rebuscado. Assim, temos pérolas como trela no lugar de COLEIRA – sério, quem autorizou TRELA no lugar de COLEIRA, alguém coloca TRELA no lugar da COLEIRA do cachorro? eu tô inconformado com isso até agora – e face no lugar de rosto. O cara toma um tapa no rosto e o tradutor mete um bateu em sua face como se estivéssemos lendo José de Alencar. Pelamor. Mas isso são detalhes – que só menciono porque no próprio site da editora já teve gente reclamando de traduções ruins em livros da série Kenzie/Gennaro. Mas isso é papo pra outra coluna&#8230;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/entrega-Dennis-Lehane/dp/8535925643/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=a+entrega+dennis+lehane&amp;qid=1559485140&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=8610668ba2937a30164ee592137960a3&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535925643&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535925643" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: A Entrega<br />
<strong>Autor</strong>: Dennis Lehane<br />
<strong>Tradução</strong>: Luciano Vieira Machado<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 184<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2Mq6Znn" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2QD7Xet" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o e-book</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> – Bob é um bartender solitário e desiludido, que tenta encontrar razões para continuar vivo. Três dias depois do Natal, seu marasmo é interrompido por um latido abafado. Esse filhote de cachorro mudará para sempre a sua vida. Nessa mesma noite, ele conhece Nadia, uma garota sofrida que, como ele, busca algo em que acreditar. Unidos pelo desejo de resgatar o cachorro, Bob e Nadia estreitam seus laços. Quando as coisas parecem ter tomado rumo, eles se encontrarão em um jogo sujo, que envolve a máfia chechena, um assassino, dois trambiqueiros profissionais, um policial e o próprio dono do cachorro. Em A entrega, Dennis Lehane volta às ruas de Boston num explosivo enredo de morte e traição.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/26/resenha-a-entrega-de-dennis-lehane/">A Entrega, de Dennis Lehane</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>10 regras de Dennis Lehane para ser escritor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2015 18:19:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Listas literárias]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[depois da queda]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[Patrick Kenzie e Angela Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Meninos e Lobos]]></category>
		<category><![CDATA[The Wire]]></category>
		<category><![CDATA[Um Drink Antes da Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dennis Lehane é um dos escritores mais bem sucedidos da atualidade. Criador da série com os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, seu trabalho mais conhecido talvez seja o romance Sobre Meninos e Lobos, que foi belamente adaptado para o cinema por Clint Eastwood. Para além das tramas policiais, Lehane também tem transitado no universo dos...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dennis Lehane é um dos escritores mais bem sucedidos da atualidade. Criador da série com os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, seu trabalho mais conhecido talvez seja o romance Sobre Meninos e Lobos, que foi belamente adaptado para o cinema por Clint Eastwood.</p>
<p>Para além das tramas policiais, Lehane também tem transitado no universo dos roteiristas. Com tanta experiência acumulada, ele tem bagagem suficiente para falar sobre as necessidades da carreira de escritor. Por isso, traduzimos essa lista com 10 regras de Dennis Lehane para ser escritor <a style="color: #0000ff;" href="http://www.telegraph.co.uk/culture/hay-festival/11628972/10-rules-for-making-it-as-a-writer-by-Dennis-Lehane.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">publicada no jornal The Telegraph</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>1. Leia tudo que você conseguir colocar suas mãos</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24235 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-2.gif" alt="" width="480" height="288" /><br />
Nós éramos operários. Não havia livros. Havia algumas enciclopédias &#8211; eu sempre digo que foi o dia em que meu pai não viu o vendedor chegando. E havia uma Bíblia. Li a Bíblia de cabo a rabo quando eu era criança. A Bíblia é um incrível apanhado de histórias. Então minha mãe ouviu das freiras -, provavelmente a única coisa boa que uma freira disse para mim &#8211; que eu gostava de ler. Ela me levou para a biblioteca. Até este dia, eu sou um grande benfeitor das bibliotecas. Sem as bibliotecas eu não estaria sentado aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>2. Escreva pela necessidade de escrever</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24237 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-4.gif" alt="" width="360" height="240" /><br />
Comecei a escrever quando eu era pobre demais para sair e me divertir. Eu estava vivendo em uma pequena comunidade na Flórida, onde meus pais tinham uma pequena casa. Estava sem dinheiro e ficando na casa deles. Eu tinha 25 anos e não tinha dinheiro algum. Aí eu disse, &#8216;Vou escrever para me entreter&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>3. Não há nada errado em ter um ego “titânico”</h4>
<p>Pessoas que conheci que são ególatras no trabalho são aquelas com quem quero trabalhar. Elas sabem por que estão na área. Não são inseguras, não voltam para casa se sentindo inferiores e não fazem disso um problema para todos. As pessoas com os piores egos são as piores no trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>4. Acredite que você está escrevendo algo bom, mesmo que ninguém ache</h4>
<p>Sabíamos que estávamos fazendo algo especial (na série The Wire), embora ninguém estivesse nos assistindo. Isso não importava para a HBO. Sério, eles estavam na onda, &#8220;Se pudéssemos encontrar outra coisa para substituí-los nós faríamos, mas não temos nada agora então continuem criando sua historinha sobre Baltimore&#8221;. Com The Wire, todo ano achávamos que a série ia ser cancelada. Tínhamos certeza que a 4ª temporada ia ser a última, e é por isso que ela é a melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>5. Tenha um ouvido para o diálogo</h4>
<p>Onde eu cresci, todo mundo sabia &#8220;italizar&#8221;. As pessoas sabiam valorizar a palavra certa numa frase. Eu estava morando em Miami e senti que perdia a alma de Boston. Voltei para casa e acabei encontrando um amigo meu. Eu disse, &#8216;Como você anda?&#8217;, e ele disse, &#8216;Estou bem, mas na verdade eu fui esfaqueado. Eu não sei o que você andou ouvindo, mas ser esfaqueado pode abater um cara.&#8221; &#8216;Não sei o que você andou ouvindo&#8217;, como se você tivesse a impressão de que ser esfaqueado é como uma massagem com pedras quentes &#8211; e em seguida vem a subestimação grosseira de &#8220;que pode abater um cara&#8217;. E não &#8216;eu estava rezando para o meu Deus&#8217; ou &#8216;meus intestinos estavam pegando fogo&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>6. A aprovação dos pais não é tão importante</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24238" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-5.gif" alt="" width="545" height="409" /><br />
Meu velho dormiu durante todos as minhas três adaptações para o cinema. Ele dormiu durante Sobre Meninos e Lobos, levantou-se no final e disse: &#8216;Oh, sua mãe disse que esse era sombrio&#8217;. Ele dormiu durante Medo da Verdade e disse, &#8216;Oh, sua mãe disse que você usou aquela palavra com F muitas vezes nesse&#8221;. E então, com Ilha do Medo ele disse: &#8216;Sua mãe não sabia que diabos tratava esse filme.&#8217; Ele nunca leu nenhum dos meus livros e todo mundo acha isso tão triste. O que meu pai teria dito sobre isso é, &#8216;Seu irmão trabalha em uma prisão, mas você não me vê indo lá.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>7. Escreva uma cena que te emocione</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24243" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-7.gif" alt="" width="550" height="413" /><br />
Dave é para mim o herói de <em>Sobre Meninos e Lobos</em> (a história de um homem perseguido pelo abuso que sofreu na infância). Trabalhei com vítimas de abuso na infância por anos e se você você for molestado, as suas chances de se tornar um abusador de crianças sobem vertiginosamente. Dave luta contra esse caminho até o fim. Ele tem uma atração por crianças e ele luta contra isso. Mas eu tive que fazer justiça à cena onde se vê essa atração. É até hoje a coisa mais difícil que eu já escrevi. Trabalhei na cena por dezesseis horas e quando terminei eu fechei meu escritório e não olhei pra isso por uma semana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>8. Se Clint te chamar, não diga não</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7210 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/insta.gif" alt="insta" width="371" height="209" /><br />
Despedi meu agente de Hollywood porque eu não queria vender <em>Sobre Meninos e Lobos</em>. Mas Clint conseguiu atravessar minhas defesas. Uma das maiores piadas em Hollywood é, se você atender o telefone eles vão dizer, &#8216;Fulano de tal está na linha, pode esperar?&#8221;. Eles colocam uma assistente pra te chamar e ver que você está lá, estúpido o suficiente pra atender o seu próprio telefone. Eles são as únicas pessoas que te ligam e te deixam na espera. Clint só liga.</p>
<h4><span style="color: #ffffff;">x</span><br />
9.  Ignore os críticos, porque o que eles sabem mesmo?</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24240" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/giphy-6.gif" alt="" width="495" height="373" /></p>
<p><em>(Sobre a adaptação de Ilha do Medo, por Martin Scorsese)</em><br />
Achei que ele realmente captou o espírito da coisa. O livro é o meu menos realista. É um livro sobre livros &#8211; as irmãs Bronte, Mary Shelley, o grande neo-gótico Patrick McGrath &#8211; e filmes B dos anos 1950. E o Scorsese captou isso. Ele percorreu todo o caminho do gonzo (formato jornalístico desenvolvido por<span class="tres"> Hunter S. Thompson</span>) nesse filme. Soube no momento em que eu vi: &#8216;Isto vai emputecer um monte de gente&#8217;. Pensei que o crítico de cinema do New York Times fosse infartar na página, ele foi tão balístico sobre o assunto. Mas se você sabe porque faz algo, então eu acho que você pode se sentir bem com a reação das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>10. Nunca se sinta confortável em ser rico</h4>
<p>É estranho. É uma coisa surreal. Eu ainda não me sinto 100% confortável quando estou em lugares chiques. Eu sinto como se fosse derrubar um copo ou algo assim. Vou te dar um exemplo de como esquizofrênico é. Um cara me cortou no trânsito umas semanas atrás e ele estava dirigindo um Range Rover. Eu disse, &#8216;Claro. Ele está dirigindo um Range Rover. Típico&#8217;. E então eu percebi que eu estava dirigindo o meu Range Rover.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Imagem:  Gaby Gerster)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/06/03/10-regras-de-dennis-lehane-para-ser-escritor/">10 regras de Dennis Lehane para ser escritor</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O romance policial é um paciente com câncer</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2015 14:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Cornell Woolrich]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando de Abreu Barreto]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Highsmith]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ano passado, pouco antes de uma mesa-redonda com o filho do Simenon, Tony Bellotto e Raphael Montes, li um artigo que declarava a morte da literatura policial. Aquelas páginas vermelhas que, desde o século XIX, tinham matado tanta gente estavam definitivamente sepultadas. E sem direito a velório. Na tal mesa-redonda, levantei a questão e quase...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-4004 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/screenhunter_286-feb-08-23-31.jpg" alt="ScreenHunter_286 Feb. 08 23.31" width="636" height="398" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ano passado, pouco antes de uma mesa-redonda com o filho do Simenon, Tony Bellotto e Raphael Montes, li um artigo que declarava a morte da literatura policial. Aquelas páginas vermelhas que, desde o século XIX, tinham matado tanta gente estavam definitivamente sepultadas. E sem direito a velório.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Na tal mesa-redonda, levantei a questão e quase fui apedrejado. O romance policial era Jesus Cristo e, na minha frente, havia ressuscitado. Estava ali em todo o seu esplendor. Hoje, quase um ano depois, me peguei refletindo sobre os acontecimentos e cheguei à seguinte conclusão: o romance policial é um paciente com câncer em estágio avançadíssimo, quase terminal. Sua salvação seria um milagre. Mas há médicos tentando manter o paciente longe das garras da morte. Há médicos que pensam em tirar aquela alimentação ruim, à base de qualquer-nutriente-tá-bom. Há gente que deseja trazer à vida plena o gênero literário mais cultuado de todos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A alimentação ruim, obviamente, são os leitores. Nos últimos anos qualquer coisa vai bem para eles. Qualquer número #1 do NYT vai bem. Dane-se o protagonista ser um agente esportivo, dane-se o vilão do livro que o Scorsese vai filmar ser um camarada que deixa as pessoas enforcadas em cima de bonecos de neve que vão derretendo. Dane-se tudo isso. Fuck the logic. O importante é o page-turning frenético. Dane-se que no final a filha da puta volta para o cara que tanto a fez sofrer – e bolar um plano intrincadíssimo. A gente quer o NYT. A gente quer tudo que foi tocado por esse raio tenebroso que transformou a literatura policial numa coisa artificial, tão viva quanto alguém que está há anos em coma, respirando com aparelhos e almoçando papinha via sonda.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Faz muito tempo que eu não leio um romance policial DECENTE. Um romance policial atual, nada de Highsmith, Chandler, Hammett ou Christie. Estou falando de romance policial BOM. Daqueles que você, numa inconsequência estúpida, quer vivenciar o que os protagonistas – coitados! – vivenciam. Houve um tempo em que eu queria ter sido todos que tentaram parar o assassino do motel Bates. Houve um tempo que eu queria dar porrada, tomar uísque, levar porrada, comer meia dúzia de putas e chorar porque botei uma loirinha linda atrás das grades. No passado eu era Paulo Mendes e ziguezagueava com meu charuto pelos becos de Copacabana enquanto tentava livrar putas e travestis da cadeia. Hoje em dia eu só quero manter distância desses agentes secretos, desses assassinos nórdicos que matam de formas estapafúrdias e “desafiadoras”. Quero manter distância do policial bêbado que tem trinta romances e não é desenvolvido em nenhum deles, só resolve crimes como se fosse um episódio de CSI.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Eu quero a minha literatura policial de volta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">E vou até o fim para tê-la.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Um conselho: procurem Rubem Fonseca, Patrícia Melo, Raphael Montes, Fernando de Abreu Barreto, Flavio Carneiro. Todos esses são autores policiais. Nenhum deles se rendeu ao clichê. Seus personagens poderiam existir em qualquer cidade. São tão palpáveis que você se pergunta se são conhecidos dos autores. Ficou incomodado (a) porque só citei brasileiros? Vamos lá: Dennis Lehane, Cornell Woolrich, Patricia Highsmith.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Agora silêncio. Estamos no corredor de hospital. Aqui. Esse quarto. Vejamos o que há na cama. Um corpo respirando com aparelhos. Vê? Os médicos retiraram a sedação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ouve-se um rugido ao longe e no gelo do lençol, a figura abre os olhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que mal, ela está viva.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>(Imagem: <a href="https://www.flickr.com/photos/fms-sabine/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">freemysoul</a>)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png" alt="mateus1" width="600" height="133" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/">O romance policial é um paciente com câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Os filhos da noite, de Dennis Lehane</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/09/22/resenha-os-filhos-da-noite-de-dennis-lehane/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2014 12:07:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[A série Kenzie/Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[josué de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[os filhos da noite]]></category>
		<category><![CDATA[Paciente 67]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Meninos e Lobos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; No parágrafo de abertura de Os filhos da noite (Companhia das Letras, 480 páginas, R$ 49,50), um homem espera pelo momento em que será lançado ao mar. Seus pés foram mergulhados numa banheira cheia de cimento. Este homem, às portas de uma morte terrível, é Joe Coughlin, protagonista deste nono romance...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; No parágrafo de abertura de Os filhos da noite (Companhia das Letras, 480 páginas, R$ 49,50), um homem espera pelo momento em que será lançado ao mar. Seus pés foram mergulhados numa banheira cheia de cimento. Este homem, às portas de uma morte terrível, é Joe Coughlin, protagonista deste nono romance de Dennis Lehane – e, se a perspectiva de um destino tão horrendo (imaginem: ser jogado no mar com os pés mergulhados numa BANHEIRA CHEIA DE CIMENTO) não é o suficiente para capturar a atenção do leitor, eu sinceramente não sei o que é.</p>
<p style="text-align: justify;">Lehane, autor da série Kenzie/Gennaro – histórias de detetive que dialogam com a tradição <em>hardboiled</em> dos mestres do romance policial norte-americano – e dos avulsos Sobre meninos e lobos e Paciente 67 – que ganharam elogiadas adaptações cinematográficas – entra dessa vez no mundo dos gangsters na era da Lei Seca. A trama segue Joe Coughlin, filho fora-da-lei de um proeminente capitão da polícia de Boston, em sua ascensão dentro do crime organizado, dos pequenos assaltos a bares clandestinos em sua cidade natal aos altos escalões da máfia em Tampa, na Flórida.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os filhos da noite</em> é, antes de tudo e essencialmente, a história de Joe. É através dos olhos dele que vamos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos – assaltos a banco, guerras entre chefões do crime, os meandros do tráfico de bebidas – e, pouco a pouco, tomando conhecimento desse mundo paralelo que se descortina bem longe das vistas dos homens de bem. Um mundo que pulsa sob o manto da noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde o início da narrativa, Joe está acostumado com essa vida noturna (esse conceito está presente no título original da obra, <em>Live by night</em>). É a vida que ele sempre almejou para si: longe de preocupações mundanas com as contas do mês, a hipoteca, a escola das crianças, e cheia de experiências com as quais os não iniciados jamais sonhariam. Sua jornada é um mergulho na face mais sombria do sonho americano, onde categorias como bom e mau perdem o sentido; faz-se apenas o necessário para a obtenção dos melhores resultados. Trair, delatar, matar – o que for. A exploração da subjetividade de Joe, suas contradições e incertezas, bem como sua natureza astuta e confiante, e o modo peculiar como ele lê as situações e pessoas a sua volta, impulsionam a leitura de <em>Os filhos da noite</em>. Lehane é um daqueles escritores com a capacidade de tornar seus protagonistas vivos, dar-lhes uma voz muito particular, dissecá-lo para o leitor.</p>
<p style="text-align: justify;">A galeria de personagens secundários criada pelo autor não é menos interessante. Como em todo bom épico, temos uma nêmesis à altura do “herói”: o líder da máfia irlandesa Albert White, cara legal e simpático quando não está ordenando o assassinato de rivais e buscando obstinadamente a cabeça de Joe. Emma Gould, <em>femme fatale</em> com quem Joe se envolve no primeiro ato do livro, enigmática a cada aparição, fugindo de clichês sem deixar de flertar com eles. Graciela, cubana radicada na Flórida que atua no crime do lado americano sem perder de vista o ideal de derrubar o governo-fantoche instalado pelos imperialistas em seu país. Irving Figgis, comandante do Departamento de Polícia de Tampa que mergulha gradualmente numa espiral de loucura. Loretta, jovem pura que acredita ter sido incumbida por Deus da tarefa de pregar contra a corrupção dos costumes, ameaçando os interesses da operação de Joe em Tampa. Lehane dá uma voz a cada um deles; não soam como caricaturas nem se apresentam como meros joguetes narrativos. Os eventuais conflitos nunca emergem como formas artificiais de tornar a história mais emocionante, mas como desdobramentos lógicos da personalidade das pessoas envolvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">A ambientação merece destaque. As cidades são sempre alvo de grande atenção por parte de Lehane, que aqui demonstra duplamente seu talento para torná-las verdadeiros personagens: além da Boston de todos os seus romances anteriores, temos aqui Tampa, com sua população miscigenada, fábricas de charutos se multiplicando pelas esquinas, jacarés arrastando-se pelos pântanos, litros e litros de rum consumidos como água. O autor encaixa habilmente seus trechos descritivos – por vezes longos – em meio à narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">O ritmo pode se mostrar lento no início, mas o ótimo desenvolvimento de personagens, o constante clima de ameaça e as cenas de ação que pipocam de tempos em tempos – não é uma história de máfia sem alguns tiroteios – recompensarão os que avançarem na leitura. Aqueles que já são leitores de Lehane certamente não se sentiram incomodados e contarão o romance como um de seus melhores. <em>Os filhos da noite</em> tem um desenvolvimento satisfatório e um final que ecoa na cabeça muito tempo após a última página, obrigando o leitor a refletir sobre a crueldade dos homens e o ciclo infindável da violência. Os que vivem à noite são perpetuamente visitados por seus pecados, e nem sempre sobrevivem para ver o nascer do sol.</p>
<p style="text-align: justify;">Obs. <em>Os filhos da noite</em> compartilha personagens com &#8220;Naquele dia&#8221;, sétimo livro do autor, embora ambos possam ser lidos separadamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10249 size-full" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png" alt="star5" width="106" height="22" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-8393 size-thumbnail" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/13427_gg.jpg?w=93" alt="13427_gg" width="93" height="150" /><strong>Título</strong>: Os filhos da noite<br />
<strong>Autor</strong>: Dennis Lehane<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 480<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/os-filhos-da-noite-live-by-night-355123ed398825.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> &#8211; A Lei Seca fez brotar do chão uma vasta rede de destilarias subterrâneas, bares clandestinos, gângsteres e policiais corruptos. Há muito que Joe Coughlin, o filho mais novo de um proeminente capitão da polícia de Boston, deu as costas à sua criação rígida e severa. Dos pequenos delitos cometidos na infância, Joe agora desfruta com gosto de uma carreira no crime construída a soldo de um dos mais temidos mafiosos da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/22/resenha-os-filhos-da-noite-de-dennis-lehane/">Os filhos da noite, de Dennis Lehane</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Sob o signo do crime</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2014 23:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A literatura policial é dessas artes que permitem muitas extrapolações. Volta e meia, estudiosos propõem classificações por ciclos históricos, pela nacionalidade dos autores e até por modalidades de crimes. Rótulos são criados (noir, hardboiled&#8230;), períodos são determinados (era de ouro, etc&#8230;) e um cânone vai se formando. Mas poderíamos ir muito além. Quem sabe elaborar...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/">Sob o signo do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1290 size-medium" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/zodiaco1.jpg?w=300" alt="zodiaco1" width="300" height="225" /><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">A literatura policial é dessas artes que permitem muitas extrapolações. Volta e meia, estudiosos propõem classificações por ciclos históricos, pela nacionalidade dos autores e até por modalidades de crimes. Rótulos são criados (noir, hardboiled&#8230;), períodos são determinados (era de ouro, etc&#8230;) e um cânone vai se formando.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Mas poderíamos ir muito além. Quem sabe elaborar listas de detetives fumantes, de mulheres que investigam, de serial-killers com traumas de infância, de mortes esquisitas e de vítimas excêntricas?</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Como a literatura policial é dessas artes que permitem extrapolações, vou propor uma nova classificação, a zodiacal. Isto é, vou listar autores de mistério, suspense e crime segundo seus signos! Você não acredita em astrologia? Nem precisa, pois independente de quando e onde nasceram, os sujeitos a seguir estão fadados a contar histórias policiais&#8230;</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aries.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1299 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aries.png" alt="aries" width="73" height="30" /></a><br />
</strong> <em>(21 de março &#8211; 20 de abril)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Os nativos deste signo são batalhadores, enérgicos e valentes. Muito autoconfiantes, não suportam fracassar e, por isso, vão à luta. É o caso do norueguês <strong>Jo Nesbo</strong> (de 29/03/1960), e dos norte-americanos <strong>James Patterson</strong> (22/03/1947) e <strong>Scott Turow</strong> (12/04/1949). <strong>Tom Clancy</strong> (12/04/1947) e <strong>Edgar Wallace</strong> (01/04/1875), que já estão em outra galáxia, também eram arianos.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/touro.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1301 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/touro.png" alt="touro" width="80" height="24" /></a><br />
<em>(21 de abril &#8211; 20 de maio)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Taurinos são determinados, buscam a estabilidade e são muito, muito organizados. Chega a dar raiva. Podem parecer rudes e raivosos, mas, no fundo, são carinhosos e afáveis. São nativos deste signo a britânica <strong>Syella Rimington</strong> (13/05/1935), o brasileiro <strong>Rubem Fonseca</strong> (11/05/1925) e a neozelandeza <strong>Ngaio Marsh</strong> (23/04/1895).<br />
</span><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/patricia2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1319" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/patricia2.png?w=137" alt="patricia2" width="137" height="300" /></a></span><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/gemeos.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1302 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/gemeos.png" alt="gemeos" width="110" height="26" /></a><br />
<em>(21 de maio &#8211; 21 de junho)</em></span><br />
<span style="color:#000000;">Este é o signo dos inteligentes, perspicazes, imaginativos e comunicativos. Mas também dos apressados, estressados e ansiosos, embora sejam todos espetacularmente maravilhosos e muito modestos (como o autor dessas maltraçadas linhas). A lista começa com <strong>Arthur Conan Doyle</strong> (22/05/1859) e <strong>Dashiell Hammett</strong> (27/05/1894), passa por <strong>Dorothy Sayers</strong> (13/06/1893) e <strong>G.K. Chesterton</strong> (29/05/1874) e chega a <strong>Ian Fleming</strong> (28/05/1908), <strong>Manuel Vázquez Montalbán</strong> (14/06/1939), <strong>Fred Vargas</strong> (07/06/1957) e <strong>Patricia Cornwell</strong> (09/06/1956).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/cancer.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1303 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/cancer.png" alt="cancer" width="96" height="26" /></a><br />
<em>(22 de junho &#8211; 21 de julho)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Geralmente, os de Câncer são muito emotivos, cautelosos e calculistas. Têm uma intuição poderosa, o que ajuda muito a dar sequência às tramas detetivescas. É o caso de <strong>Dan Brown</strong> (22/06/1964), <strong>Lawrence Block</strong> (24/06/1938), do brasileiro <strong>Tony Bellotto</strong> (30/06/1960) e da sueca <strong>Åsa Larsson</strong> (28/06/1966).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/leao.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1304 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/leao.png" alt="leao" width="63" height="24" /></a><br />
(22 de julho &#8211; 22 de agosto)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Dominadores, cativantes e criativos, os leoninos tendem a se tornar o centro das atenções onde estão. São fortes, independentes e ambiciosos. Minha lista de autores policiais deste signo é composta por <strong>P.D. James</strong> (03/08/1920), <strong>Dennis Lehane</strong> (04/08/1965), <strong>Stieg Larsson</strong> (15/08/1954), <strong>Michael Connelly</strong> (21/07/1956), <strong>David Baldacci</strong> (05/08/1960), <strong>Jonathan Kellerman</strong> (09/08/1949) e <strong>Raymond Chandler</strong> (23/07/1888).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/virgem.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1306 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/virgem.png" alt="virgem" width="103" height="32" /></a><br />
<em>(23 de agosto &#8211; 22 de setembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Práticos, detalhistas e meticulosos, os escritores policiais de Virgem são perfeccionistas e muito analíticos. Duvida? Veja três exemplos: <strong>Agatha Christie</strong> (15/09/1890), <strong>Andrea Camilleri</strong> (06/09/1925) e <strong>Camilla Läckberg</strong> (30/08/1974). Nada mal, hein?<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/libra.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1307 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/libra.png" alt="libra" width="72" height="25" /></a><br />
(23 de setembro &#8211; 22 de outubro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Nem é preciso dizer que librianos são sujeitos equilibrados. Para além disso, são sociáveis, idealistas e elegantes. Quatro nomes me vêm à mente: <strong>Donna Leon</strong> (29/09/1942), <strong>John le Carré</strong> (19/10/1931), <strong>Elmore Leonard</strong> (11/10/1925) e <strong>Patricia Melo</strong> (02/10/1962).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/escorpio.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1308 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/escorpio.png" alt="escorpio" width="131" height="32" /></a><br />
<em>(23 de outubro &#8211; 21 de novembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"><strong> Maurice Leblanc</strong> (11/11/1864), o pai de Arséne Lupin, foi escorpiano, geralmente pessoas muito magnéticos e interessantes, dadas as suas paixões e compulsões. Entretanto, nossos modernos computadores não encontraram muitos escritores policiais deste signo. Se o leitor souber de mais alguém, favor deixar nos comentários&#8230;<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/rex.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-1321" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/rex.jpg" alt="rex" width="117" height="183" /></a><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/sagi.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1309 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/sagi.png" alt="sagi" width="121" height="33" /></a><br />
<em>(22 de novembro &#8211; 21 de dezembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Intelectual, sincero e otimista é o sagitariano, um dos sujeitos mais positivos do zodíaco. Talvez por essa razão, poucos tenham se dedicado a escrever sobre mistérios catacúmbicos e crimes hediondos. <strong>Rex Stout</strong> (01/12/1886) foi um deles. Se souber de mais alguém, já sabe&#8230;<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/capri.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1310 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/capri.png" alt="capri" width="163" height="33" /></a><em><br />
(22 de dezembro &#8211; 20 de janeiro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Imagine alguém que é disciplinado, prático e prudente; paciente, profissional e objetivo. É o nativo de Capricórnio, e vários são os exemplos de autores: <strong>John Dunning</strong> (09/01/1942), <strong>Patricia Highsmit</strong>h (19/01/1921), <strong>Harlan Coben</strong> (04/01/1962), <strong>Walter Mosley</strong> (12/01/1952), <strong>Jô Soares</strong> (16/01/1938) e o astro <strong>Edgar Allan Poe</strong> (19/01/1809).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aqua.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1311 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aqua.png" alt="aqua" width="114" height="33" /></a><br />
<em>(21 de janeiro &#8211; 19 de fevereiro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Os aquarianos <strong>Henning Mankell</strong> (03/02/1948) e <strong>Arnaldur Indriðason</strong> (28/01/1961) são bons exemplos de aquarianos: originais, brilhantes, fantasiosos e sonhadores. São também imprevisíveis, o que neste métier não é nenhum defeito.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/peixes.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1312 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/peixes.png" alt="peixes" width="88" height="25" /></a><br />
<em>(20 de fevereiro &#8211; 20 de março)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Com um fraco por mistérios e por enigmas, os piscianos são ainda intuitivos e imaginativos. É o caso de <strong>Philip Kerr</strong> (22/02/1956), de<strong> James Ellroy</strong> (04/03/1948) e de <strong>Georges Simenon</strong> (13/02/1903).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<h6><em>(Imagens: <a href="http://fineartamerica.com/featured/2-rex-stout-1886-1975-granger.html" target="_blank">Fineart</a>, <a href="http://wmmorrow.hc.com/pcornwell" target="_blank">WMMorrow</a>)</em></h6>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png" alt="roger1" width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/">Sob o signo do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Dennis Lehane e a reinvenção do noir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2014 21:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[A série Kenzie/Gennaro]]></category>
		<category><![CDATA[Apelo às Trevas]]></category>
		<category><![CDATA[coronado]]></category>
		<category><![CDATA[Dança da Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[ilha do medo]]></category>
		<category><![CDATA[James M. Cain]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Meninos e Lobos]]></category>
		<category><![CDATA[Um Drink Antes da Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, Dennis Lehane ainda era um nome desconhecido. Nos meses seguintes, contudo, o descendente de irlandeses abocanhou o Shamus Award e uma resenha do New York Times onde os protagonistas – Patrick Kenzie e Angie Gennaro...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/">Dennis Lehane e a reinvenção do noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando Um Drink Antes da Guerra saiu nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, Dennis Lehane ainda era um nome desconhecido. Nos meses seguintes, contudo, o descendente de irlandeses abocanhou o Shamus Award e uma resenha do New York Times onde os protagonistas – Patrick Kenzie e Angie Gennaro – são descritos como irreverentes e contrastantes com a seriedade do tema racial da obra.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535923446&amp;asins=8535923446&amp;linkId=1375afd86b260467ca3546b7fc416890&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Envolvido pelo sucesso do primeiro livro, Lehane começou a trabalhar na sequência que viria a ser conhecida pelos fãs como o verdadeiro início da série Kenzie &amp; Gennaro. Retratando em suas páginas um casal de amigos – ao melhor estilo Nick &amp; Nora Charles, do mestre Dashiell Hammett –, Dennis conseguiu unir o espírito libertário dos anos 1990 com a violência impregnada nas páginas do já citado Hammett e de seus contemporâneos James M. Cain e Raymond Chandler. Assim, Apelo às Trevas, segundo título da série, determinou a consagração de Lehane.</p>
<p>Aliando uma ótima trama de character background com serial killer e doses cavalares de adrenalina, Dennis conseguiu alçar seus personagens ao limite entre o best-seller puxado por Michael Connelly e o policial-padrão de Hammett e companhia.</p>
<p>Sagrado, terceiro volume e ponto alto da série, apresenta ao leitor as consequências do final bombástico e estarrecedor de Apelo. Separados por questões de ordem suprema, Patrick Kenzie e Angela Gennaro são sequestrados por um bilionário à beira da morte. Para serem libertados, precisam descobrir onde se meteu a filha dele, uma linda mulher que parece ter atraído para a morte o primeiro responsável pelo caso, um cara chamado Jay Becker – mentor de Kenzie, o que só atiça mais a fogueira. Sagrado é uma sucessão de plot twists inteligentes e coesos que transforma a narrativa num barril de pólvora pronto para ser detonado.</p>
<p>Completamente fatigado pelo enredo anterior, Lehane soltou aquele que é considerado o melhor romance dos detetives: Gone, Baby, Gone.</p>
<p>Finalmente tocando a agência de investigações, Pat e Angie são catapultados para algo inimaginável: uma menininha foi sequestrada. O caso virou notícia nos principais jornais; a polícia não sabe o que fazer. Resta à família da pequena Amanda recorrer aos detetives. Uma trama intrincada se desenvolve. Lehane balança em alguns momentos, mas entrega um final satisfatório e cheio de interrogações para o futuro.</p>
<p>Quando o século 21 começou a se assomar no horizonte, Lehane pôs um ponto final naquela coisa toda de Nick &amp; Nora encapsulados com Kurt Cobain. Dança da Chuva, último romance da chamada fase um, trata da indústria do cinema, o stalk e vira uma saraivada de intimismo e vingança. Karen Nichols procurou a ajuda de Patrick: estava sendo assediada na academia. Caso resolvido, tudo indo muito bem, quando&#8230; meses depois, Karen é encontrada morta e sua vida é muito diferente daquela que Kenzie conhecera. Arrasado pela descoberta, ele parte à procura de Angie – sim, estão brigados de novo – para resolver o caso. Um final digno de anos 90 para os grandes detetives dos anos 90.</p>
<p>Lehane passou a se dedicar a outros projetos. Escreveu o badalado Sobre Meninos e Lobos, o livro de contos Coronado, o cultuado Ilha do Medo e retornou às sagas com uma pegada histórica que nenhum fã poderia imaginar. Naquele Dia, um retrato épico do pós-WW1, nos mostra a família Coughlin e todas as desventuras que Boston passava depois de 1918. Lehane curtiu a brincadeira e resolveu lançar uma sequência, Os Filhos da Noite. Antes, porém, diante da chiadeira geral dos fãs saudosos de Kenzie &amp; Gennaro, o americano soltou o mediano Estrada Escura.</p>
<p>Anos depois, a agora adolescente Amanda – sim, aquela que sumiu em Gone, Baby, Gone – volta a desaparecer. Em seu rastro, máfias da Europa oriental, um artefato hammettiano à la Falcão Maltês e mais doses cavalares de violência. Apesar da trama fraca, não teve má repercussão graças ao bom plot dos protagonistas – casados, formados na faculdade e pais de Gabriella, Patrick e Angela levam uma vida encapsulada pelo frenesi do século 21. Não há mais rock ‘n roll. Não há mais violência. A Crise de 2008 bateu à porta e todos estão desempregados, fazendo bicos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535905944&amp;asins=8535905944&amp;linkId=036cc18d6a95d13f512cd39f81f99a4b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Lehane sabe como acertar mesmo errando (feio). Tem o dom para isso. A série ainda conta com o ótimo Bubba Rogowski, um obeso que sofre de síndrome do pânico e fornece os armamentos necessários para as empreitadas dos protagonistas – sim, até mesmo Lehane cai no clichê do amigo-do-detetive, mas, de novo, acerta na mosca do erro, tornando-o extremamente divertido.</p>
<p>Lehane, em resumo, não é prolífico como Michael Connelly ou Patricia Cornwell. Não escreve um livro por ano e tampouco sente vontade de fazê-lo. Cada obra é uma obra, única, universal, própria daquele momento. Sem hesitar: vale a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>PS: para uma antologia chamada FaceOff, lançada em junho de 2014, Lehane e Connelly escreveram juntos uma história que une Kenzie e Harry Bosch. Disponível na Amazon para encomenda.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2lFQoiT" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Encontre livros e e-books de Dennis Lehane</a></span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/13/dennis-lehane-e-a-reinvencao-do-noir/">Dennis Lehane e a reinvenção do noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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