Sherlock Holmes no Japão

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Por Rodrigo Padrini – Nunca tinha lido um romance com Sherlock Holmes. Pronto, falei. Pasmem. Apesar de me considerar um grande apreciador da literatura policial, me escaparam alguns clássicos e quando os descubro, sinto um misto de arrependimento e alegria. É tipo ouvir o primeiro disco do Pink Floyd apenas aos 35 anos de idade, já tendo curtido tudo do Genesis, Yes, Camel, Focus e outros mitos do rock progressivo.

Bom, foi então que o recente lançamento da Editora Vestígio caiu como uma luva para resolver essa pendência. Finalmente conheceria Sherlock Holmes e o famoso Dr. Watson. O livro “Sherlock Holmes no Japão, 1893, aventuras dos anos perdidos no detetive mais famoso da história”, escrito por Vasudev Murthy (Editora Vestígio, 2015), nos oferece uma grande trama, recheada de elementos culturais e cenários deslumbrantes.

Já devem ter falado bastante sobre Holmes e Watson e não cabe a mim comentar personagens que mal conheço. Leitores atenciosos farão uma análise muito melhor. Comentarei então sobre o enredo, a escrita, o estilo envolvente e minucioso deste romance.

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É mais seguro viver nos sonhos, meu amigo. Lá, encontramos os amores que nunca tivemos. Lá, ouvimos a música mais bonita, que o mundo real não merece ouvir.

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Para nós da geração internet, avião e Skype, é muito difícil imaginar como e porque se executava uma viagem de longa distância em 1893. Por que não simplesmente mandar um e-mail? Eram outros tempos. Como seria viajar de Liverpool na Inglaterra até o Japão? O autor nos dá uma ideia bastante curiosa desta jornada.

Repleta de aspectos culturais e personagens exóticas, esta aventura de Holmes e Watson nos leva a diversos países, pequenas cidades, templos religiosos e navios perigosos. Com um enredo inteligente e bem construído, o livro nos mostra um mundo de conspirações que não conhecemos, afinal, a corrupção está infiltrada em todos os lugares e alcança posições inimagináveis.

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Como um leitor desavisado e inexperiente no mundo de Sherlock Holmes, me senti instigado a conhecer todas as aventuras escritas originalmente por Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um sujeito excepcional, capaz de atravessar gerações e cativar o mais descrente leitor.

Nenhum detalhe é pequeno demais que não mereça ser observado. Enxergamos, mas não observamos. Podemos aprender com Holmes a desenvolver a perspicácia, a dedução e a inteligência, não deixando que a trivialidade cotidiana nos remova a capacidade de vermos além.

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Às vezes, história demais não é tão bom, Holmes-san – ele ponderou, uma vez. Quando somos muito orgulhosos de nosso passado, não pensamos em nosso futuro.

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Com uma capa bem elaborada, cores vibrantes e ótima qualidade gráfica, este lançamento forma uma dupla dinâmica com Jack, o Estripador em Nova York, outro romance já resenhado aqui no site.

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she_japaoTítulo: Sherlock Holmes no Japão
Autor: Vasudev Murthy
Editora: Vestígio
Páginas: 224
Este livro no Skoob

SINOPSE – Dr. John H. Watson recebe uma estranha carta de seu amigo, supostamente morto, e parte para Tóquio. No navio, seu calmo e distinto colega de cabine é assassinado a apenas uma porta de distância. Ao mesmo tempo, nas casas de ópio de Xangai e nos becos de Tóquio, homens sinistros fazem planos malignos. E o Professor Moriarty monitora o mundo por meio de suas redes criminosas, elaborando um mapa para a dominação mundial. Apenas um homem pode confrontar o diabólico professor. Apenas um homem pode salvar o mundo. E esse homem sobreviveu às Cataratas de Reichenbach!

(Imagens: Rodrigo Padrini, Ana Paula Laux, divulgação)

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Rodrigo Padrini

Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.

5 comentários em “Sherlock Holmes no Japão

  • junho 1, 2015 em 11:45 pm
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    Pasme também, nunca li nada de Sherlock Holmes, quando vou comprar os livros dele, está caro demais e quando posso comprar, compro os que estão em promoção!

    leitoracomamor.bogspot.com.br

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  • setembro 28, 2016 em 5:49 pm
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    Lamento dizer que você ainda não leu nada de Sherlock. Se não foi escrito por Conan Doyle não pode ser considerado um verdadeiro livro de Holmes.

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    • setembro 28, 2016 em 6:12 pm
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      É uma pena mesmo Mário. Como disse, estou em dívida com o original. Porém, analisando a obra de forma isolada, é um livro bem legal. Obrigado.

      Resposta

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