agatha christie

Agatha era mais esperta que o MI5


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Taí uma história sensacional. Segundo o livro The Code Breakers of Station X, aconteceu com Agatha Christie no fervo da Segunda Guerra Mundial.

Em 1941, o MI5 – o serviço de inteligência britânico – entrou em pânico depois de ler as primeiras páginas de “M ou N”, romance lançado naquele ano apresentando o casal de detetives Tommy e Tuppence. Aparentemente, a trama revelava mais do que uma caçada fictícia em busca de espiões nazistas infiltrados na terra da rainha. Agatha poderia estar revelando, em código, um dos segredos mais bem guardados da contra-espionagem britânica.

n_or_mUm dos personagens de “M ou N” era o Major Bletchley, um velho militar que dizia saber tudo sobre o que realmente estava acontecendo na guerra. O problema, além da frase capciosa, era o nome do major: igual ao de uma instalação militar inglesa ultrasecreta! Conhecida como Bletchley Park, tinha sede numa belíssima mansão vitoriana a 80km de Londres (coisa de filme mesmo), e era usada por agentes para trabalhos de decifração de códigos nazistas. O código mais famoso ‘quebrado’ pelos agentes de Bletchley ficou conhecido por ‘Enigma’, possibilitando a interceptação de milhares de mensagens dos alemães. Mas como Agatha podia saber sobre a supersecreta Bletchley Park?

A escritora era amiga de Alfred Dilwyn Knox, um ‘quebrador de código profissional’ que conhecia o lugar, e foi com ele mesmo que os agentes foram se entender. Ele foi interrogado pois, com Christie vendendo milhares de exemplares do livro, o MI5 estava desesperado para descobrir qual a extensão do conhecimento dela. Mas Knox assegurou que não havia como ela saber sobre Bletchley, os espiões ou o código Enigma (pelo menos não por ele).

Os investigadores temeram que se a interrogassem diretamente, Agatha sacaria e a informação seria revelada. Então, coube a Knox cuidar do assunto. Numa bela tarde, ele a convidou pra tomar um despretensioso chá com bolinhos em sua casa em Courn’s Wood, Naphill, Buckinghamshire. Conversa vai, conversa vem, finalmente perguntou porque ela escolheu aquele nome. Essa foi a resposta:

x

agatha_code1“Bletchley? Meu querido, eu fiquei presa no trem no caminho entre Oxford e Londres e me vinguei dando a ele o nome de um de meus personagens menos adoráveis.”

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E foi assim que Agatha Christie conseguiu que o MI5 a deixasse em paz. Mas afinal de contas, será que ela não sabia mesmo de nada? Tenho para mim que ela tinha conhecimento das instalações e de tudo que cercava o lugar. E que achou uma maneira esperta de usar a informação sem prejudicar diretamente ninguém. Aquela, de boba, não tinha nada.

(Fontes: Wikipédia e Daily Mail – Imagem: BBC)

ana1

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2 replies »

  1. Eu também acho viu, Ana.
    Agatha só podia ser determinada por uma palavra: “Genial”.
    Lembro que anos atrás após ler 13 à mesa (ou foi os 4 grandes, não tenho certeza li os dois em um dia , um atrás do outro.) que ela era muito a frente do seu tempo, pois no livro se tratava de assuntos muito atuais.
    As vezes imagino se Agatha não cometeu diversos crimes e nunca foi descoberta. Vai saber, né?
    Tenho o livro M ou N, a Tuppence também é uma ótima detetive, acho que vou relê-lo em breve.
    Amei o texto.

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