TITANIC | O romancista policial que morreu na tragédia de 1912

TITANIC | O romancista policial que morreu na tragédia de 1912

 

Nas águas glaciais do Oceano Atlântico, em 14 de abril de 1912, um gigante se recolhia. O RMS Titanic, navio considerado a perfeição dos mares construído pelo homem, afundava com 1500 almas a bordo. Uma das vítimas era o jornalista e romancista policial Jacques Futrelle, passageiro da primeira classe no Titanic. Seu corpo jamais seria recuperado do mar que engoliu o Titanic.

Nascido em 1875 no Condado de Pike, na Geórgia, Estados Unidos, Frutelle trabalhou como jornalista para vários jornais da época (New York Herald, Boston Post, Boston American) antes de criar sua própria ficção. Foi em 1905 que seu personagem, o professor Augustus S. F. X. Van Dusen, apelidado de “A Máquina Pensante”, estreou no conto The Problem of Cell 13 (O Problema de Célula 13), publicado em série. No total, Frutelle deixaria 51 contos e dois romances (um póstumo) com a participação do personagem.

Professor Van Dusen resolve mistérios com a ajuda de um amigo, um repórter do jornal The Daily New Yorker chamado Hutchinson Hatch. Detetive clássico da era de ouro da literatura policial, ele usa a lógica analítica para matar as charadas dos casos que investiga.

Na fatídica noite do naufrágio, apenas a esposa de Frutelle, a também escritora Lily May Peel, conseguiu um lugar num dos botes salva-vidas da embarcação. Ele teria insistido para que ela entrasse no bote, apesar dos apelos desesperados de Peel para que o marido entrasse também. Frutelle tinha apenas 37 anos.

Ele foi visto pela última vez, segundo a esposa, fumando charutos no convés ao lado de John Jacob Astor IV, bilionário americano e homem mais rico entre os passageiros, que também morreu naquela noite.

 

* Encontre livros e e-books de Jacques Frutelle (apenas em inglês)