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	<title>Rogerio Christofoletti, Autor em</title>
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	<title>Rogerio Christofoletti, Autor em</title>
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		<title>Marçal Aquino volta pro crime com traição e bandidagem</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2021/05/17/marcal-aquino-volta-pro-crime-com-traicao-e-bandidagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 17:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[baixo esplendor]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[marçal aquino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Toda história de infiltrado é uma história de traição. O sujeito se passa por alguém pra entrar no bando, ganha a confiança das pessoas e quando menos se espera… a casa cai! O roteiro é conhecido porque já foi bem martelado no cinema e na literatura. Mas para quem vive...</p>
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<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Toda história de infiltrado é uma história de traição. O sujeito se passa por alguém pra entrar no bando, ganha a confiança das pessoas e quando menos se espera… a casa cai! O roteiro é conhecido porque já foi bem martelado no cinema e na literatura. Mas para quem vive nas sombras, na franja da lei, não é fácil descobrir um infiltrado, afinal, todos ali escondem segredos, praticam crimes e enganam pessoas. Nada é autêntico pra valer e a lealdade é costurada nos pequenos gestos que parecem dignos de confiança, em atitudes cotidianas que fazem com que se baixe a guarda.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=6559210294&amp;asins=6559210294&amp;linkId=d8870d4fe1ba7499c9bfab6f8ea39962&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/33RmPxa" target="_blank" rel="noopener">“Baixo Esplendor” (Cia das Letras), lançamento de Marçal Aquino</a></span>, é uma legítima história brasileira de breves e permanentes traições. Somos colocados nos ombros de Miguel, um policial infiltrado numa quadrilha de roubo de cargas em plena ditadura militar. Somos também levados a acreditar nele e nas suas intenções, num claro-escuro que é tão próprio da literatura policial.</p>
<p>Afastadas as ilusões, o fato é que o romance rompe um longo hiato de 16 anos do escritor paulista, oferecendo uma história de crime justa, honesta e potente.</p>
<h3>[su_quote]Baixo Esplendor é um romance justo porque sua prosa não tem sobras nem gorduras, e é honesto porque, em nenhum momento, o autor cede à tentação de usar escoras improvisadas para sustentar a ambientação de sua trama.[/su_quote]</h3>
<p>Naquelas páginas, estamos em 1973, desfilam pelas ruas jipes militares, opalas possantes e gordinis charmosos. Com o couro curtido na literatura dos marginais, Marçal Aquino não recorre ao uso artificial de gírias da época para dar aos seus personagens a prosódia adequada. Ele até poderia fazer isso, mas recusa de um jeito natural, como quem se benze automaticamente diante de uma igreja.</p>
<p>Na superfície do texto, tudo funciona de maneira orgânica: o figurino meio-hippie, os cenários paulistanos decadentes, a gastronomia engordurada dos botecos, a fauna pé-de-chinelo das periferias. Quem viveu aqueles tempos se sente bem à vontade, como no aconchegante banco de trás de um Chevette, e quem é novato, não sente o tranco seco dos freios de um Volks.</p>
<p>De carona com o polícia infiltrado, conhecemos as manhas de muambeiros e receptadores; trocamos tiros com a ralé; churrasqueamos com os parentes dos bandidos – sim! Eles têm mulher e filhos!; e brindamos à amizade verdadeira que até mesmo os mais desonestos podem cultivar. O passado misterioso com o pai delegado, uma paixão sexualmente inflamável com Nádia, e o medo permanente de ser descoberto fazem da alma de Miguel um lugar tão barulhento e tumultuado quanto a montanha-russa do PlayCenter.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/02/02/entrevista-bernardo-kucinski-no-time-da-ficcao-policial/">Diferente de B.Kucinski</a></span> – um devoto cronista dos crimes da ditadura militar -, Marçal Aquino embaça a lente que captura a década mais sangrenta dos presidentes-generais. Marçal não oculta os milicos no poder nem amacia sua presença. Mas os mistura com a paisagem daquelas fotos esmaecidas. Em “Baixo Esplendor”, os militares compõem um pano de fundo rançoso e sujo – como o feltro da mesa de sinuca -, ao lado de policiais corruptos e violentos grupos de extermínio. É o tempo do Esquadrão da Morte, da tortura secreta, dos desaparecimentos suspeitos, dos assassinatos perversos e impunes, de cancelamento de CICs, o antigo nome dos CPFs…</p>
<p>Como nos roteiros cinematográficos de “O Invasor”, “Os Matadores” e “Ação Entre Amigos” – todos dirigidos por Beto Brant -, “Baixo Esplendor” reserva uma tensão permanente e silenciosa. Aí, a potência do romance. A aparente calmaria alimenta a eletricidade no ar. Mergulhados até o pescoço na trama, farejamos que algo não vai bem, e as ações evoluem em ritmo cadenciado, acumulando focos de fricção que vão inevitavelmente nos desorientar. Mais que isso: os tensionamentos vão se acumulando como corpos num necrotério marginal, e ninguém vai conseguir disfarçar o odor sentido. Isso não vai acabar bem, pensa o leitor de “Baixo Esplendor” a cada virada de página. Isso não pode acabar bem, pensa mais uma vez. Marçal Aquino, com mira certeira e balas contadas no tambor, dá um jeito de bem acabar…</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Baixo-esplendor-Mar%C3%A7al-Aquino/dp/6559210294?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=baixo+esplendor&amp;qid=1621270069&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=6c825eb23708cbc2a9cddf8771f56fc4&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_il" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=6559210294&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=6559210294" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Baixo Esplendor<br />
<strong>Autor</strong>: Marçal Aquino<br />
<strong>Páginas</strong>: 264<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3eW1yZM" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; O ano é 1973, um dos períodos mais duros da ditadura militar no Brasil. É num ambiente contaminado pela paranoia que se move Miguel, um agente do setor de Inteligência da polícia civil cuja especialidade é se infiltrar em quadrilhas sob investigação. Numa das operações, ele se aproxima de um grupo de ladrões de carga, tornando-se íntimo de Ingo, o chefe, que não só apadrinha sua entrada no bando como lhe apresenta a irmã, Nádia, com quem Miguel inicia um relacionamento que tem no sexo seu ponto de combustão. Profissionalmente vaidoso, Miguel acredita que, na hora adequada, não terá dificuldades para romper os laços surgidos durante a operação. Mas as coisas não saem como ele imagina: apaixonado por Nádia, o policial se vê surpreendido por dúvidas sobre de que lado irá ficar quando o cerco se fechar sobre a quadrilha. Com uma prosa ágil e intensa, Aquino confirma seu nome entre os melhores da ficção brasileira contemporânea. O mundo do crime nunca foi tão sensual quanto em <em>Baixo esplendor.</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/05/17/marcal-aquino-volta-pro-crime-com-traicao-e-bandidagem/">Marçal Aquino volta pro crime com traição e bandidagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Em “Separados”, todas as estradas escondem perigos</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/11/23/em-separados-todas-as-estradas-escondem-perigos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 18:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[graphic novel]]></category>
		<category><![CDATA[Separados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Não espere menos que um roteiro cinematográfico em “Separados”, HQ de terror assinada por Scott Snyder, Scotti Tuft e Attila Futaki, recém-lançada pela DarkiSide Books. Afinal, um dos autores, o segundo Scott, vem do mundo das telonas e costurou a história por anos com seu xará até chegar a um...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Não espere menos que um roteiro cinematográfico em “Separados”, HQ de terror assinada por Scott Snyder, Scotti Tuft e Attila Futaki, recém-lançada pela DarkiSide Books. Afinal, um dos autores, o segundo Scott, vem do mundo das telonas e costurou a história por anos com seu xará até chegar a um resultado cheio de ritmo e bem temperado pelo horror.</p>
<p>Embora tenha sido sua estreia, seu parceiro estava longe de ser um iniciante: no portfólio, acumulava tramas para &#8220;Vampiro Americano&#8221; e &#8220;Monstro do Pântano&#8221;, e alguns prêmios, entre eles os prestigiados Harvey e Eisner…</p>
<p>Dos medos mais profundos dos Scotts, vieram contos sobre viajantes e os perigos das estradas. Aí, esculpiram um personagem de 12 anos que atravessa alguns estados americanos em busca do pai misterioso, que ele só conhece por cartas. Estamos em 1916 e as cidades mal se iluminam com as recém-chegadas lâmpadas elétricas. Vagabundos se espremem nas esquinas para aplicar seus golpes e, quem sabe, cortar as gargantas dos desavisados. Mas existem outras ameaças, mais famintas, mais antigas e insidiosas…</p>
<p>O sonhador Jack só quer encontrar o pai músico e, com ele, fazer duetos em shows improvisados em cada cidade que encontrarem. Mas sua ingenuidade é a fresta necessária para atrair todo tipo de companhia.</p>
<p>Abordando temas profundos como abandono e desespero, “Separados” é um drama familiar respingado de sangue e violência. O traço do húngaro Futaki é consistente e parte do peso de suas páginas vem das cores sombrias do francês Greg Guilhaumond.</p>
<p>O resultado é uma HQ de jornada pessoal que poderia ser convertida facilmente em um road movie. Mas não qualquer filme. Afinal, nem todas as viagens te trazem algo; algumas até tiram&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40474" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01.jpg" alt="" width="1920" height="1920" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01.jpg 1920w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01-1024x1024.jpg 1024w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01-150x150.jpg 150w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01-768x768.jpg 768w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_153938-01-1536x1536.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40475" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_152857-01.jpg" alt="" width="1440" height="1920" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_152857-01.jpg 1440w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_152857-01-225x300.jpg 225w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_152857-01-768x1024.jpg 768w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/20201123_152857-01-1152x1536.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Separados-Scott-Snyder/dp/6555980117/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=SEPARADOS&amp;qid=1606154672&amp;s=books&amp;sr=1-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=d13c823a44619b8d1751a065234a5ed2&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=6555980117&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=6555980117" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Separados<br />
<strong>Autores</strong>: Scott Snyder, Scott Tuft, Attila Futaki, Greg Guilhaumond<br />
<strong>Tradução</strong>: Dandara Palankof<br />
<strong>Páginas</strong>: 192<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3nNzk4S" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Aos 12 anos, Jack Garron foge de casa para procurar pelo pai biológico, um menestrel rebelde que o abandonou logo após o nascimento. Junto de Sam, que conhece no mesmo trem em que subiu ilegalmente para fugir da pequena Jamestown, rumam para Chicago. O ano é 1916, mesma época em que um homem assombra as estradas; um homem de dentes afiados e muita fome, que atravessa o caminho da dupla. Anos antes de assustar os leitores ao lado de Jock com Wytches (DarkSide® Books, 2017), o premiado escritor Scott Snyder (Batman, Vampiro Americano) desbravou o universo do horror com Separados, publicado originalmente pela Image Comics em 2013. Em trabalho com o corroteirista Scott Tufts (Monstro do Pântano) e a arte de Attila Futaki (da adaptação de Percy Jackson para os quadrinhos), o trio mergulhou nos Estados Unidos da década de 1910, quando o país começava a acelerar a industrialização, mas ainda era, em grande parte, rural, distante e indomável. Um excelente cenário para uma história em quadrinhos de horror. O roteiro de Snyder e Tufts consegue recriar a atmosfera da América de um século atrás, um país difícil de reconhecer quando olhamos para o país de hoje. Naquela época, a agitação cada vez maior nas ruas das cidades contrastava à aparente paz e beleza de um país continental que parecia intocado pelo progresso. A arte detalhista de Futaki nos leva a passear nessa América profunda, sombria e perdida a cada página. O seu uso dos jogos de luz e sombra produz uma crescente tensão visual, deixando o clima de suspense tomar o leitor. O antagonista da história, esse homem que assombra as estradas, é uma figura recorrente das histórias norte-americanas de horror daquela época. Aqui, nos deparamos com alguém de sede de sangue insaciável, ao mesmo tempo em que parece atravessar os séculos em busca das vítimas. Singular, Separados nos revela como as promessas do sonho americano podem rapidamente se transformar em um pesadelo que nos entrega tudo aquilo que não gostaríamos de enfrentar. A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, lar de Charles Burns, autor de Black Hole e Big Baby, e de quadrinistas de renome como Dave McKean, Nagabe, Junji Ito, Kate Evans, Emily Carrol, Danilo Beyruth, Bernie Wrightson, Derf Backderf (de Meu Amigo Dahmer), entre outros. Se você é fanático pela arte sequencial, prepare-se para se surpreender novamente com sua velha paixão. Os que não têm o hábito de ler hqs, não vão se arrepender. Quem aposta no escuro com a DarkSide® costuma virar fã.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/11/23/em-separados-todas-as-estradas-escondem-perigos/">Em “Separados”, todas as estradas escondem perigos</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>CONDADO MALDITO &#124; Um passeio pelo assombrado Condado de Harrow</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/11/16/condado-maldito-um-passeio-pelo-assombrado-condado-de-harrow/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 13:12:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[condado maldito]]></category>
		<category><![CDATA[Cullen Bunn]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; A DarkSide Books acaba de publicar o primeiro volume de Condado Maldito, HQ de terror de Cullen Dunn com arte de Tyler Crook. O selo Macabra acerta mais uma vez porque aposta num título que nos Estados Unidos saiu pela Dark Horse, a mítica editora de Hellboy, Umbrella Academy e...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; A DarkSide Books acaba de publicar o primeiro volume de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3f1y2zS" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Condado Maldito</a></span>, HQ de terror de Cullen Dunn com arte de Tyler Crook. O selo Macabra acerta mais uma vez porque aposta num título que nos Estados Unidos saiu pela Dark Horse, a mítica editora de Hellboy, Umbrella Academy e Sin City. Originalmente, “Condado Maldito” assombrou os leitores em oito volumes, que reuniram 32 edições mensais entre 2015 e 2018. Chegou tarde por aqui, então? Não necessariamente já que a obra é atemporal e o efeito trevoso se mantém.</p>
<p>Na história, acompanhamos a adolescente Emmy que vive num condado rural estadunidense perdido no nada. Às vésperas de completar 18 anos e passando por experiências sobrenaturais, ela descobrirá um segredo que vai mudar a sua vida e a dos vizinhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Harrow é uma típica comunidade da América Profunda, bem diferente de Bacurau ou Saramandaia, e muito mais próxima de assombrações, fanatismo e falso puritanismo. Não se engane pelos sorrisos meigos: eles reelegeriam Trump e não hesitariam em enforcar Greta Thunberg.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas o que você deve prestar atenção em “Condado Maldito”? A história é envolvente e os personagens sobrenaturais são apresentados com muita naturalidade, de modo a contribuir para a sua procissão na trama e o convencimento de que aquilo tudo pode acontecer nos interiorzão daquele país. O traço de Crook, às vezes, lembra a pegada cartunesca de Will Eisner, algo que fica realçado com uma paleta de cores pasteis. Isso não chega a aliviar a carga de medo. Você acha aquarela uma técnica artística fofinha e light? Esqueça. Crook vai te mostrar que ela pode se prestar ao terror que ele quer fazer brotar dos requadros.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=655598015X&amp;asins=655598015X&amp;linkId=8993d2a959b4d83a7fb5b23dbde3c3fe&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>“Condado Maldito 1” vem acompanhado de um divertido caderno de rascunhos com notas dos autores, e o texto que foi a primeira encarnação da história. No começo de tudo, ela seria um romance publicado em série no blog do roteirista; ainda bem que não foi. A história de Emmy é um bom conto de terror, que não chega a ser apavorante, mas que deixa vontade de continuar a leitura. Que os editores brasileiros não demorem tanto a lançar os próximos volumes. Caso contrário, Emmy e os seres da floresta vão arrancar suas peles…</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40449" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/condado3.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/condado3.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/condado3-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/condado3-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40448" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/11/condado2-e1605530929175.png" alt="" width="500" height="453" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Condado-Maldito-Assombra%C3%A7%C3%B5es-Cullen-Bunn/dp/655598015X/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=condado+maldito&amp;qid=1605367863&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=0de149477694f97a5e464c5f6842085e&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=655598015X&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=655598015X" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Condado Maldito<br />
<strong>Autor</strong>: Cullen Bunn<br />
<strong>Tradução</strong>: Jim Anotsu<br />
<strong>Páginas</strong>: 160<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/35tk7zG" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Emmy sempre soube que a floresta ao redor de sua casa estava cheia de fantasmas e monstros. No entanto, na véspera de seu aniversário de dezoito anos ela descobre que está conectada a essas criaturas ― e à própria terra ― de uma maneira que não imaginava ser possível. Aguarde na sombra do carvalho retorcido e ouça o balido das cabras. A DarkSide® Books e a Macabra Filmes levam você a um passeio Maldito pelo Condado de Harrow. Bruxas poderosas, pesadelos estranhos, ruídos que vêm das sombras e incontáveis assombrações aguardam os leitores mais corajosos em Condado Maldito, série de quadrinhos de Cullen Bunn e Tyler Crook. Após o lançamento do surpreendente e divertido Medicina Macabra, a sombria Antologia Macabra com texto inédito de Stephen King e o inédito Vitorianas Macabras para inaugurar seu espaço na DarkSide Books ― primeira editora brasileira dedicada ao terror e à fantasia ―, o selo Macabra expande suas narrativas e apresenta uma HQ de tirar o sono. O roteiro impecável de Cullen Bunn se transforma em uma obra ainda mais assustadora com a bela e sombria arte de Tyler Crook. Os fãs de folk horror e histórias clássicas de terror vão se deliciar com cada página repleta de terra e sangue de Condado Maldito ― série prestes a ser adaptada para a TV. Condado Maldito: Bruxas &amp; Assombrações é o primeiro de uma série de oito volumes a ser publicada pela DarkSide Books em parceria com a Macabra Filmes ao longo dos próximos meses, e chega para os leitores em uma edição assombrosa e com um tratamento especial de tirar o fôlego. Você está pronto para ver os cordeiros virarem lobos? A Colheita Macabra na DarkSide Books A Macabra Filmes e a DarkSide® Books selaram um pacto eterno e inauguraram, no início de 2020, o selo Macabra para apresentar livros e quadrinhos transgressores ao público brasileiro. Fazem parte do selo os livros Medicina Macabra, uma reunião de casos arrepiantes e constrangedores da medicina; Vitorianas Macabras, uma antologia inédita de vozes femininas da Era Vitoriana em treze contos de gelar a espinha, perfeito para fãs de Lady Killers; e Antologia Macabra, com histórias de horror e mistério escritas por grandes mestres da literatura dark, como Stephen King e Clive Barker. Condado Maldito, a série de oito volumes de Cullen Bunn e Tyler Crook, se junta ao selo para enfeitiçar os leitores. A fazenda está pronta para cultivar o horror em todas as suas formas.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/11/16/condado-maldito-um-passeio-pelo-assombrado-condado-de-harrow/">CONDADO MALDITO | Um passeio pelo assombrado Condado de Harrow</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>RUBEM FONSECA &#124; Mandrake, entre esnobes e escroques</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/07/24/rubem-fonseca-mandrake-entre-esnobes-e-escroques/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2020 13:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a bíblia e a bengala]]></category>
		<category><![CDATA[mandrake]]></category>
		<category><![CDATA[nova fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Na opaca paisagem dos personagens policiais brasileiros, um certo advogado criminalista se destaca: Mandrake. Embora seu nome seja Paulo Mendes, quase ninguém o chama assim, nem mesmo o sério Wexler/Weksler, seu sócio no escritório. Embora não seja PM ou detetive particular, soluciona crimes e mistérios que batem à sua porta...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Na opaca paisagem dos personagens policiais brasileiros, um certo advogado criminalista se destaca: Mandrake. Embora seu nome seja Paulo Mendes, quase ninguém o chama assim, nem mesmo o sério Wexler/Weksler, seu sócio no escritório. Embora não seja PM ou detetive particular, soluciona crimes e mistérios que batem à sua porta quase sempre na figura de mulheres insinuantes ou irresistíveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Criado por Rubem Fonseca há mais de 50 anos, esse improvável investigador tem cadeira cativa na mesa dos grandes detetives da literatura nacional, seja pelo seu charme canalha ou por sua extensa lista de bons serviços prestados. Neste sentido, “Mandrake: a bíblia e a bengala” é mais uma prova para constar nos autos.</p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lançado em 2003 pela Companhia das Letras, o livro traz dois casos com o carismático personagem. Em “Mandrake e a Bíblia da Mogúncia” &#8211; a história mais longa -, ele se depara com roubos no mercado de obras raras e, claro, se apaixona por uma vendedora de livros. Já em “Mandrake e a bengala Swaine”, o perigo chega muito mais perto do advogado e o coloca como suspeito de assassinar o marido de uma amante. Sim, tem rabo de saia na parada, como não poderia deixar de ser quando se trata de Mandrake.</p>
<p>Na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2D1ghBY" target="_blank" rel="noopener noreferrer">edição mais recente da editora Nova Fronteira</a></span>, dois textos de apoio foram adicionados: uma resenha de Cléber Eduardo, originalmente publicada na revista Época, e um delicioso texto de Sérgio Augusto, com o jeitão daqueles maravilhosos perfis que se via na revista Realidade ou ainda se lê na New Yorker.</p>
<p>Mais astuto que sua criatura, Rubem Fonseca recorre a um formato pouco utilizado nas nossas estantes, mas que é a cara do gênero que o notabilizou. “Mandrake: a Bíblia e a bengala” é um volume de novelas, como as consagradas pelos grandes nomes policiais. Se o autor roubou a cena com seus contos nos anos 60 e ofereceu bons romances nas décadas seguintes, a opção pela novela revisita com natural descompromisso as ruas do Rio de Janeiro e a galeria de personagens que já havia passado por “Lúcia McCartney”, “O cobrador” e “A grande arte”, por exemplo (<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2020/06/04/rubem-fonseca-conheca-os-livros-com-o-detetive-mandrake/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">conheça os livros com o detetive Mandrake</a></span>). Novelas nos intrigam, nos envolvem, mas são como os romances de Mandrake: duram o quanto têm que durar, sem qualquer obrigação de anel no dedo ou papel passado. O personagem fica muito à vontade nelas, convenhamos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=en_US&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00I3O4W36&amp;asins=B00I3O4W36&amp;linkId=7f0f307df24d2e2074119902be3cd7cd&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A sedução cafajeste, as tiradas inteligentes e a violência estilizada estão todas ali, não propriamente renovadas, mas reeditadas. Mandrake se envolve perigosamente nas tramas que investiga, deixa limites éticos no retrovisor, mas conserva o sorriso cínico no canto da boca. Como já dissemos em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2E84gv2" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os Maiores Detetives do Mundo</a></span>, não é que ele tenha um fraco por mulheres; esse é seu defeito de fabricação, característica que o atrai para as cenas de crime, abraçando o perigo e com ele se deitando, fogosamente.</p>
<p>Machista e cético, Mandrake não dispensa farta comida, boa bebida e belos charutos cubanos. Mas também ostenta familiaridade com livros clássicos e outras formas de erudição artística. É realmente intrigante essa aparente contradição – o refinamento espiritual e o primitivismo dos machos-conquistadores. Mandrake parece ficar à vontade entre esnobes e escroques.</p>
<p>O leitor pode tentar explicar essa dualidade, coisa que o criador nem tenta. Em vez disso, Rubem Fonseca coloca em cena elementos habituais de hard boiled, malícia brasileira, e uma fauna absolutamente maravilhosa.</p>
<p>“Mandrake: a Bíblia e a bengala” não é um compêndio de moral e bons costumes ou tratado de crítica social. É apenas mais uma aparição do detetive mais bem acabado do maior escritor policial que tivemos no século 20. Com um aviso: o leitor não deve esperar grandes engenharias cerebrais e intermináveis labirintos lógicos. Estamos no Rio de Janeiro, onde homicídios e extorsões acontecem bem debaixo das barbas do Cristo Redentor. Onde nem mesmo as Sagradas Escrituras estão livres de ser afanadas&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Mandrake-Rubem-Fonseca-ebook/dp/B00I3O4W36/ref=as_li_ss_il?_encoding=UTF8&amp;qid=1595542950&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=7b076ffe7149d25d82c5a8cfe7ea0c3b&amp;language=en_US" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B00I3O4W36&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=en_US" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=en_US&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B00I3O4W36" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>:  Mandrake, a bíblia e a bengala<br />
<strong>Autor</strong>: Rubem Fonseca<br />
<strong>Páginas</strong>: 145<br />
<strong>Editora</strong>: Nova Fronteira<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2CHn9Vo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Velho conhecido dos leitores de Rubem Fonseca, o advogado criminalista com alma de detetive Mandrake ressurge em uma trama que congrega suas mais célebres obsessões: charutos, vinhos tintos portugueses, livros, mulheres e enigmas. Em dois casos conectados, da Bíblia à bengala, ele se vê às voltas com um incunábulo de Gutenberg, um anão apaixonado, uma condessa italiana, uma extensa lista de ex-amantes e cadáveres que insistem em cruzar o seu caminho.Ao aceitar o desafio de procurar o namorado desaparecido de uma linda bibliófila, Mandrake realiza uma incursão pelo estranho mundo dos colecionadores de livros raros e, ao mesmo tempo, descobre que uma Bíblia de Mogúncia, de valor inestimável, foi furtada dos cofres da Biblioteca Nacional. Depois, o marido de um antigo <i>affair</i> é encontrado morto — e o fato de a arma do crime ser a bengala preferida de Mandrake só colabora para colocá-lo no topo da lista de suspeitos.Em <i>Mandrake – A Bíblia e a bengala</i>, publicado pela primeira vez em 2005, o autor homenageia a literatura policial por meio da subversão, controlando minuciosamente a tensão e o ritmo da narrativa para criar uma obra envolvente e cercada de mistérios.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
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		<title>Benjamin Black mostra o que é escrever bem em “Morte no Verão”</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/05/25/benjamin-black-mostra-o-que-e-escrever-bem-em-morte-do-verao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 18:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[benjamin black]]></category>
		<category><![CDATA[editora rocco]]></category>
		<category><![CDATA[morte no verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Livros policiais e de suspense compõem um dos gêneros mais democráticos e amplos da literatura. Nessa prateleira tem livros que entretém, que exercitam o raciocínio lógico, que fazem crítica social e que nos arrepiam com a maldade alheia. Tem livros ligeiros e escapistas, mas também oferece belos tratados da psicologia...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Livros policiais e de suspense compõem um dos gêneros mais democráticos e amplos da literatura. Nessa prateleira tem livros que entretém, que exercitam o raciocínio lógico, que fazem crítica social e que nos arrepiam com a maldade alheia. Tem livros ligeiros e escapistas, mas também oferece belos tratados da psicologia humana e de como as sociedades lidam com crimes. Tem obras escritas para serem devoradas pelas massas, impressas em papel barato, vendidas nas bancas de jornal, mas também tem títulos em capa dura, que se tornam clássicos e são adotados por acadêmicos.</p>
<p>Popular, o gênero atrai todo tipo de leitor, mas também de autor, e nem sempre nos deparamos com bons escritores. Benjamin Black, definitivamente, não se encaixa nesse rótulo e esbanja um dos melhores textos da praça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Morte no Verão, recém-lançado pela Rocco, é um exemplo de como a literatura policial pode envolver e gerar um prazer estético único.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No enredo, um poderoso dono de jornais é encontrado morto em sua casa de campo. Um tiro arrancou parte da cabeça de Richard Jewell, e o que restou de seu corpo ficou sentado no escritório, com uma espingarda nas mãos. A terrível cena parece dar conta de um suicídio, mas isso não seria motivo para um romance de detetives, não é mesmo?</p>
<p>Entram em cena o inspetor Hackett e o patologista Garret Quirke, o cérebro a nos conduzir por essa história incômoda para parte da high society de Dublin. Estamos na década de 50, os homens usam chapéus mesmo sob um calor abrasador e algumas viúvas ricas oferecem champanhe nos funerais. A fauna local lembra histórias de intriga do século passado, mas não se distraia: há segredos perturbadores na capital irlandesa que fazem-na parecer uma minúscula e incivilizada vila.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8532531652&amp;asins=8532531652&amp;linkId=a7fb0693e70ee363eb713a5f27c52ee1&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Quirke não é só um protagonista improvável, já que o caso estaria nas mãos do detetive de plantão, mas sequer deveria estar na cena do crime. O acaso tirou da jogada o legista titular, e coube ao hesitante patologista trabalhar naquela tarde. Seria mais um domingo modorrento, não fosse a fama do cadáver e a beleza incomum da viúva…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Em pouco mais de 250 páginas, Benjamin Black nos apresenta a atormentados corações e nos leva aos corredores podres de uma comunidade que parecia impoluta.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sua trama segue um ritmo calibrado, constante, sem grandes sacolejos e soluções simples. Os principais personagens evoluem com precisão, e as camadas reveladas da história merecem leitura atenta. Em Benjamin Black, o diabo também mora nos detalhes. Sem exageros estilísticos, o autor é um artesão da palavra, desses onde não há sobras nas frases. Black escreve com elegância sem pedantismo, e expressa um domínio de texto raro em qualquer tipo de gênero.</p>
<p>É bem verdade que ele não é um iniciante. Benjamin Black é o pseudônimo literário de John Banville, respeitado escritor irlandês que já ganhou o Man Booker Prize, entre outros. Outra verdade é que “Morte no Verão” não é sua estreia no gênero policial, nem a primeira aparição de Garret Quirke. O personagem debutou em “O Pecado de Cristine”, escrito em 2006 e publicado no Brasil cinco anos mais tarde. Uma terceira verdade é que a qualidade do texto &#8211; a prosa poderosa com melancolia indisfarçável &#8211; é o que temos de melhor em “Morte no Verão”.</p>
<p>O livro não é surpreendente como muitas histórias policiais, mas a experiência de leitura que proporciona reserva momentos de uma escrita tão refinada, que só pode ser o atestado da inteligência e da sensibilidade. Veja este trecho: <em>“O padre o examinava atentamente de novo, passando os dedos fantasmagóricos no braile da alma de Quirke”</em>. É em passagens como esta que Benjamin Black não só descreve uma cena, mas relembra um dos feitos mais importante da literatura: revelar o quão complexos são esses os humanos. Até mesmo os mais desprezíveis.</p>
<p><em>* Livro enviado ao site pela Editora Rocco.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Morte-no-Ver%C3%A3o-Benjamin-Black/dp/8532531652/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=morte+no+ver%C3%A3o&amp;qid=1590431074&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a71a397648e6b70ed2a3e6aca2ed3625&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8532531652&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8532531652" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Morte no verão<br />
<strong>Autor</strong>: Benjamin Black<br />
<strong>Tradução</strong>: Ryta Vinagre<br />
<strong>Páginas</strong>: 256<br />
<strong>Editora</strong>: Rocco<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3d36EQv" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Um magnata da imprensa encontra um fim violento. Teria sido suicídio ou assassinato? Numa onda de calor tórrida, segredos, mentiras e revelações na Dublin da década de 1950.Em uma sufocante tarde de verão em Dublin, o magnata Richard Jewell – conhecido por seus inúmeros inimigos como Diamond Dick – é encontrado com a cabeça estourada por um tiro de espingarda. Jewell era o proprietário de grande parte dos veículos de imprensa do país e diretor do sensacionalista Daily Clarion, o jornal de maior vendagem da capital. Embora tudo leve a crer que tenha sido suicídio, os jornais, por convenção, não mencionam essa possibilidade. Caberá então ao detetive inspetor Hackett tocar as investigações, nas quais irá contar com a ajuda de seu velho amigo, o patologista Garret Quirke.Quirke, que circula entre a alta sociedade e o submundo de Dublin com igual destreza, tem fortes suspeitas de que Jewell tenha sido assassinado. Na tentativa de solucionar a questão, Quirke confronta a elegante e enigmática viúva, Françoise, com quem tem motivações conflitantes e interesses amorosos; Dannie, a frágil irmã de Jewell que, em seu luto, procura apoio em David Sinclair, o ambicioso assistente de Quirke no laboratório de patologia; Carlton Sumner, um dos maiores rivais comerciais do magnata; além de todos que trabalham para a família, como o capataz Maguire e a esposa, Sarah, a governanta. Todos parecem saber um pouco demais a respeito de Jewell, e, quando uma onda de calor envolve a cidade e os negócios escusos que sustentam o império de Jewell começam a ser revelados, Quirke e Hackett se veem presos em uma sinistra rede de intrigas e violência que esconde atrocidades ainda maiores.Lançado em um redemoinho de surpreendentes eventos desconcertantes, Quirke irá descobrir que, em uma cidade em que o dinheiro e famílias intocáveis exercem total controle, ninguém está a salvo de perigos mortais.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/05/25/benjamin-black-mostra-o-que-e-escrever-bem-em-morte-do-verao/">Benjamin Black mostra o que é escrever bem em “Morte no Verão”</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Vampiros são os mesmos, mas o sangue tem outra cor em “Love Kills”</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/01/31/vampiros-sao-os-mesmos-mas-o-sangue-tem-outra-cor-em-love-kills/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2020 16:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[danilo beyruth]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[love kills]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Vampiros são como o abismo: provocam na gente repulsa e fascínio. Ao mesmo tempo em que atormentam nossas mentes, nos atraem como ímãs, pois são sensuais, provocadores, elegantes, poderosos… Entre os mitos que povoam o imaginário popular, o vampiro funciona não só como ponto de ignição para medos subterrâneos mas...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Vampiros são como o abismo: provocam na gente repulsa e fascínio. Ao mesmo tempo em que atormentam nossas mentes, nos atraem como ímãs, pois são sensuais, provocadores, elegantes, poderosos…</p>
<p>Entre os mitos que povoam o imaginário popular, o vampiro funciona não só como ponto de ignição para medos subterrâneos mas também como metáfora social. Podem ser aquelas pessoas que sugam a nossa energia pessoal e se aproveitam das fraquezas, podem representar o vazio da existência… A graphic novel “Love Kills”, lançada recentemente pela DarkSide Books, segue a trilha do precioso líquido e mostra mais uma leva de mortos-vivos que desafiam o tempo e as leis da natureza.</p>
<p>[su_quote]O fio condutor é Helena, uma insinuante mulher que vara as noites entre bares e boates, embrenhando-se na fauna jovem em busca de prazeres. Desde os primeiros quadros, sabemos que ela não está só atrás de boa companhia. Está à caça, e ai de quem invadir seu território…[/su_quote]</p>
<p>Com claras referências a outros mestres do horror vampiresco – principalmente Anne Rice! -, Danilo Beyruth oferece um capítulo moderno, ordinário e pop. Há um certo clima dos anos 80 no figurino das personagens, mas elementos como telefones celulares nos remetem a nossa contemporaneidade. E Beyruth sabe bem o que faz! É experiente no gênero – já desenhou o Motoqueiro Fantasma para a Marvel! &#8211; e tem nas costas um punhado de prêmios, entre eles o HQ Mix.</p>
<p>Criou o Necronauta, personagem que atua como um salva-vidas de almas, mas não se limita a um único gênero. Traz no currículo os cangaceiros Tinhoso e Cavêra di Boi e a reformulação muitíssimo bem-sucedida de um personagem de Maurício de Sousa, o Astronauta. Mais que dar novos contornos ao fofinho desbravador do universo, Beyruth estabeleceu um recorde: nenhuma outra criação ganhou tantos livros na coleção Graphic MSP: ele assina cinco volumes, sozinho ou muito bem acompanhado.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594541929&amp;asins=8594541929&amp;linkId=9fee9c1b926bd8a68acfe1f0b076849b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Em “Love Kills”, a aposta passa por oferecer alguma contribuição de vulto para um universo já super-povoado como as histórias de vampiros. De forma despretensiosa, Beyruth consegue. Econômico nas cores e nas palavras, o autor oferece 248 páginas de aventura e mistérios ancestrais. Resistindo à tentação de espirrar sangue rubro na cara dos leitores, o artista recorre ao preto e branco, fazendo do alto contraste não só um recurso decorativo, mas também um elemento narrativo, que marca mudanças nas falas de alguns personagens, por exemplo. Como complemento, Beyruth lança mão também de hachuras e retículas, dando aos desenhos camadas de apuro estético e construção cenográfica. Poderíamos com isso estar mais próximos do gótico, mas penso que estamos bem mais perto do noir.</p>
<p>O artista explora bem as páginas, dividindo-as em cenas amplas que enchem os olhos dos leitores. Muitos dos quadros não trazem balões, diálogos ou quaisquer elementos textuais. Essa escolha, aliada a transições muito curtas entre as cenas, faz com que a história ganhe um ritmo alucinante. Perseguições e lutas corporais ficam tão rápidas quanto os ataques dos sugadores de sangue. Tudo é muito rápido em “Love Kills”, como se a velocidade da história reforçasse a urgência e a sede dos vampiros. O resultado é uma experiência de leitura muito intensa e vertiginosa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39087" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills2.jpg" alt="" width="650" height="650" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills2.jpg 650w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills2-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39088" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills3.jpg" alt="" width="650" height="715" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills3.jpg 650w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/01/love_kills3-273x300.jpg 273w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>É verdade que, em alguns momentos, algumas falas soam artificiais. São personagens narrando o que pretendem fazer, contando o que estão a descobrir. O efeito indesejável é um excesso de didatismo, e talvez o uso de recordatórios funcionasse melhor nesses casos, sem qualquer prejuízo de sentido ou velocidade.</p>
<p>A agilidade da história não impede uma atmosfera lúgubre e o desfile de vidas amargas e depressivas. Os vampiros de “Love Kills” são seres solitários, aparentemente exaustos da condição de mortos-vivos. Atravessam os séculos e buscam se reencaixar no fluxo temporal. Por falar em tempo, fico imaginando o artista atravessando madrugadas sobre a prancheta, ouvindo a casa estalar. Ainda no escuro, pendurava as pranchas terminadas num varal improvisado. Sobre a alvura do papel, o nanquim escorria como uma veia aberta&#8230;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/01/31/vampiros-sao-os-mesmos-mas-o-sangue-tem-outra-cor-em-love-kills/">Vampiros são os mesmos, mas o sangue tem outra cor em “Love Kills”</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O melhor de Cesar Alcázar e o pior da humanidade estão em “A culpa é da noite”</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/01/07/o-melhor-de-cesar-alcazar-e-o-pior-da-humanidade-estao-em-a-culpa-e-da-noite/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 22:38:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa é da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[césar alcazar]]></category>
		<category><![CDATA[porto alegre noir]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; A primeira coisa que você precisa saber é que eu considero Cesar Alcázar um amigo. A segunda é que ele mandou um exemplar de “A culpa é da noite” para minha casa. A terceira é que escrevi esta resenha com ele apontando uma arma para a minha cabeça… Uma das...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; A primeira coisa que você precisa saber é que eu considero <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/05/15/entrevista-cesar-alcazar-fala-sobre-o-safra-vermelha-novo-selo-de-literatura-policial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Cesar Alcázar</a></span> um amigo. A segunda é que ele mandou um exemplar de “A culpa é da noite” para minha casa. A terceira é que escrevi esta resenha com ele apontando uma arma para a minha cabeça…</p>
<p>Uma das frases acima é falsa, e não é difícil identificar.</p>
<p>Assim é em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2TcP4CD" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A culpa é da noite</a></span> (Ed. Arte e Letra, 2019), universo de histórias povoado por seres ambíguos, mas onde é possível saber de imediato onde está a verdade. São enredos de crimes, com gente mal intencionada, trapaceira e traiçoeira, mas diferente de outros casos, sabemos com quem estamos lidando: são gângsteres, renegados, assassinos cruéis, gente da pior espécie. Estão atrás de dinheiro, de prazer ou talvez alguma redenção. Apesar de representarem um pouco do que é mais desprezível e condenável na humanidade, trazem em si alguma honestidade em seus propósitos, a coragem da transgressão e uma incrível vontade de sobreviver, pura teimosia.</p>
<p>Se por um lado “A culpa é da noite” promove esse desfile sórdido, por outro nos mostra uma faceta admirável em César Alcázar, a do contista versátil. Em onze histórias, escritas entre 2015 e 2018, o autor nos faz mergulhar nos grotões imundos dos Estados Unidos, onde se ouve blues e jazz, e onde se busca vingança; nas complexas tramas da máfia italiana, onde a honra vale mais que o sangue derramado; e nas cenas contemporâneas brasileiras, encharcadas de pequenos crimes e mesquinhos segredos…</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8571620059&amp;asins=8571620059&amp;linkId=497510baad1ab0922186b002ba5d98dc&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Divididos em três seções, os contos oferecem uma amostra abrangente do talento de Alcázar. Ele flerta com o seminal Rubem Fonseca em “De bem”, bebe impiedosamente no cão dos Baskerville de Conan-Doyle em “Medo e Delírio em Coroa de Cristo”, e faz um acerto de contas familiar em “Do outro lado do rio”.</p>
<p>Mas o melhor de tudo, a meu ver, está nas histórias vocalizadas em outros sotaques, aquelas que compõem os arcos estrangeiros de “O exílio de Cain” e “Os tentáculos da máfia”. Nelas, há uma preocupação evidente na composição dos cenários com riqueza de adereços, e há mais despudor na revelação do caráter dos personagens.</p>
<p style="padding-left: 80px;">[su_quote]Alcázar se desloca com mais fluidez, seu texto é mais rascante, e os leitores são rapidamente envolvidos nas tramas ilícitas. De repente, estamos imersos numa atmosfera enfumaçada, bebendo com alguém que tem uma ficha policial muito longa, e imaginando o quanto nos resta de vida. De repente, caminhamos na noite solitária, por entre cortiços e mansões, com os olhos na nuca e a mão coçando o coldre&#8230;[/su_quote]</p>
<p>“A culpa é da noite” é uma coletânea criminal irregular como qualquer obra do tipo. Tem momentos luminosos, como o nome jocoso do protagonista de “O exílio de Cain”, e momentos mais ligeiros, como o desfecho implausível em “Irena”. Mas isso não é surpresa. Nem todos os tiros acertam, não é mesmo?</p>
<p>De qualquer maneira, não se pode esquecer de um detalhe: o autor tem lá sua malandragem. Cercar os contos “nacionais” pelos arcos estrangeiros &#8211; mais bem lapidados &#8211; foi uma sagacidade de Cesar Alcázar. Típico de quem planeja não só os crimes, mas também não descuida de ocultar os corpos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Livro enviado ao site pelo autor.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/culpa-%C3%A9-noite-Cesar-Alc%C3%A1zar/dp/8571620059/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=a+culpa+%C3%A9+da+noite&amp;qid=1578436182&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=d15a133afc72ba8bd10d93874a180417" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8571620059&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8571620059" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: A culpa é da noite<br />
<strong>Autor</strong>: Cesar Alcázar<br />
<strong>Páginas</strong>: 132<br />
<strong>Editora</strong>: Arte &amp; letra<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2QXVSAW" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; A Culpa é da Noite reúne 11 histórias de crime escritas por Cesar Alcázar entre 2014 e 2018. São narrativas que vão mergulhar o leitor em um mundo de jogos, trapaças, traições, desejo e violência. A noite tem seus encantos… e muitos perigos! Cesar Alcázar é o autor dos livros “Bazar Pulp – Histórias de Fantasia, Aventura e Horror” e “A Fúria do Cão Negro”, além de ter roteirizado as HQs &#8220;A Música do Quarto ao Lado&#8221;, &#8220;O Coração do Cão Negro&#8221; e &#8220;A Canção do Cão Negro&#8221;. Idealizador do Porto Alegre Noir e do selo de literatura policial Safra Vermelha. Também atua como editor e tradutor.​</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/01/07/o-melhor-de-cesar-alcazar-e-o-pior-da-humanidade-estao-em-a-culpa-e-da-noite/">O melhor de Cesar Alcázar e o pior da humanidade estão em “A culpa é da noite”</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>“Stranger Fans” é uma overdose dos anos 80</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/11/06/stranger-fans-e-uma-overdose-dos-anos-80/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2019 15:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[joseph vogel]]></category>
		<category><![CDATA[séries de TV]]></category>
		<category><![CDATA[stranger fans]]></category>
		<category><![CDATA[stranger things]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Era mais do que esperado que, depois do sucesso de Stranger Things, aparecessem no mercado uma porção de produtos que celebrassem a galáxia simbólica que preenche e cerca o seriado dos Duffers Brothers. Em três temporadas bem costuradas, a atração da Netflix não só fez um bem-vindo revival da década...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Era mais do que esperado que, depois do sucesso de Stranger Things, aparecessem no mercado uma porção de produtos que celebrassem a galáxia simbólica que preenche e cerca o seriado dos Duffers Brothers.</p>
<p>Em três temporadas bem costuradas, a atração da Netflix não só fez um bem-vindo revival da década de 1980, mas também apresentou aos mais jovens muitos argumentos para negar que aquela tenha sido a “década perdida”. “Stranger Fans”, de Joseph Vogel, é um desses produtos previsíveis, já que é um guia das nerdices que atravessam o seriado, decifrando referências do cinema, música, TV, games e lifestyle da época.</p>
<p>Lançado originalmente nos Estados Unidos em 2018, quando havíamos mergulhado em apenas duas temporadas de Stranger Things, o livro oferece um bem-sucedido arremate cultural e sociológico sobre a década de 1980. Teria sido muito melhor se pudéssemos esperar uma obra que desse conta do arco de histórias que compõem as três temporadas, mas sabe como é fã: fã é um sujeito entusiasmado, ansioso, louco para compartilhar tudo o que sabe sobre aquilo que mais adoramos. E o escritor e crítico de cultura Joseph Vogel é um autêntico fã do seriado, como ele mesmo reconhece desde as primeiras páginas.</p>
<p>Apesar da ansiedade fanática, “Stranger Fans” não se limita a estabelecer ligações superficiais entre as aventuras de Dustin, Eleven &amp; Cia. Faz um satisfatório contexto histórico e social, remexendo criticamente no período de Ronald Reagan na presidência dos Estados Unidos, no final da Guerra Fria, e no aumento da histeria em torno do fim da infância.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38807" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01.jpg" alt="" width="550" height="492" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01.jpg 550w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_103948-01-300x268.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38808" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01.jpg" alt="" width="550" height="511" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01.jpg 550w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/11/20191027_104042-01-300x279.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p>Isso nos leva inevitavelmente a pensar as transformações nos padrões de paternidade/maternidade e a refletir sobre as mudanças que a sociedade do país mais poderoso do mundo estava passando à época. Claro que esses câmbios se projetam nos produtos culturais, e é por isso que nossos heróis e vilões têm suas peculiaridades, e é por isso que valores como a bravura, a amizade e a tenacidade são tão celebrados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 80px;">[su_quote]Do processo de criação do logotipo do seriado à sua trilha sonora, passando pelos muitos easter eggs espalhados pelos episódios, somos freneticamente catapultados a um tempo repleto de inocência, energia e cor.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sim, eu também vivi os anos 80 e assistir a “Stranger Things” reativou velhos e soterrados sentimentos. A leitura de “Stranger Fans” é um ótimo complemento, pelo menos até a página 189. A partir de lá, os editores brasileiros da DarkSide Books empreenderam um movimento ao mesmo tempo ousado e arriscado: convocaram especialistas em cultura pop para assinar textos e artes que poderiam servir de reforço ao trabalho original de Joseph Vogel. A ousadia é juntar tanta gente com talentos tão distintos numa empreitada como esta. O risco: calibrar qualidades diferentes sem empanturrar o leitor.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540841&amp;asins=8594540841&amp;linkId=b9029072ea1cec24cb6813d1385e55a1&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>E é nesse aspecto que “Stranger Fans” peca, a meu ver. Pelo excesso. Depois do texto original de Vogel, temos mais umas cem páginas desses materiais extras, nem sempre com bons resultados e várias vezes repetindo ideias ou conceitos. Precisava tudo aquilo? Acho que não. Mas ninguém pode acusar os editores nacionais de ficarem com medinho de arriscar. Se estivessem com o bando de Hawkins, certamente, teriam entrado até a fissura do Mundo Invertido e peitado o Demogorgon&#8230;</p>
<p>Para os mais velhos, “Stranger Fans” evoca um sentimento importante para esses tempos sombrios que vivemos: nostalgia, a visitação a uma atmosfera familiar e acolhedora. Para os mais jovens, o livro de Vogel &amp; Cia alimenta uma invejinha gostosa misturada com um desejo de ter experimentado aqueles tempos. Vale a viagem. Monte em sua BMX e pedale até o vento revolver os seus cabelos&#8230;</p>
<p><em>* Exemplar enviado ao site pela Editora Darkside Books.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Stranger-Fans-Joseph-Vogel/dp/8594540841/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=stranger+things+darkside&amp;qid=1572817252&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=4cdb868c65d6d0dd2eca992a7c8e1c73" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540841&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540841" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Stranger Fans<br />
<strong>Autor</strong>: Joseph Vogel<br />
<strong>Tradução</strong>: Flávia Gasi<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2PEl9RU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Quatro amigos inseparáveis se reúnem para uma partida de Dungeons &amp; Dragons em uma casinha na pacata cidade de Hawkins. O temível Demogorgon parece incansável, o jogo termina tarde e já é hora de dormir. Os meninos sobem em suas bicicletas para voltar para casa, mas um deles nunca termina o caminho. Will Byers desapareceu misteriosamente, e algo estranho está prestes a acontecer&#8230; Desde sua estreia, em julho de 2016, Stranger Things se tornou um fenômeno global. A série é um mergulho completo nos detalhes vívidos e sensações de uma época: os adoráveis anos 1980. O clima de aventura, mistério, ficção científica e humor que ronda os filmes que mais amamos&#8230; Nada disso foi esquecido por Stranger Things. Outras produções audiovisuais tentaram evocar esse período e suas singularidades, mas nenhuma delas conseguiu um resultado que chegasse aos pés do sucesso da Netflix. Para muitos de nós, a década de 1980 significou bem mais do que um período de dez anos, e talvez o grande culpado por esse fenômeno seja o próprio tempo, que parecia avançar em um ritmo bem menos acelerado naqueles estranhos anos. Em Stranger Things, tudo remete a este período vivo, criativo e libertador: da trilha sonora do sintetizador às fontes retrô, dos nostálgicos acenos a Spielberg e Stephen King ao figurino impecável. E como amigos não mentem, a DarkSide® Books finalmente revela a surpresa que estava preparando para os leitores sedentos por muitas coisas estranhas: Stranger Fans ― A década de 80 no universo da série Stranger Things. O autor, Joseph Vogel, é fã de carteirinha da série e criou um documento completo que é uma verdadeira homenagem ao universo dos Irmãos Duffer. Falando de fã para fã, Vogel mergulha nos detalhes que tornaram essa década um terreno tão fértil para as ideias dos criadores de Stranger Things. Ele apresenta ainda informações preciosas e ilustrações de artistas que se inspiraram na sinergia sinistra que une a história, seus personagens e, é claro, os fãs. Um livro que evoca leitores e espectadores a compartilhar teorias e lembranças de uma série que veio para fincar raízes no imaginário pop mundial. Stranger Fans ― A década de 80 no universo da série Stranger Things é um livro completo que documenta quão imersa a série está na cultura dos anos 1980, desde sua trilha sonora até seus personagens, tecnologias e bicicletas. Entre as muitas curiosidades desvendadas por Joseph Vogel estão os videogames na casa de fliperamas Palace Arcade e como eles transformaram a cultura jovem nos anos 1980, os paralelos com et: O Extraterrestre, o contexto por trás de Dungeons &amp; Dragons, como surgiram as caixinhas de leite com anúncios de crianças desaparecidas, os filmes e livros mais importantes para a série e muitas outras coisas que todo fã vai adorar saber. Prepare-se para entrar em uma verdadeira máquina do tempo. Se Stranger Things é uma carta de amor para os anos 1980, este livro é um guia minucioso para se apaixonar pela era revivida pela série.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
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		<title>“Mar de Fora” mostra paraíso e inferno do delegado Fausto Areias</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/10/29/mar-de-fora-mostra-paraiso-e-inferno-do-delegado-fausto-areias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2019 12:29:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[ABERST]]></category>
		<category><![CDATA[mar de fora]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo barros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Pense num lugar incrível para se mergulhar e onde há sol e temperaturas agradáveis o ano todo. Pense também que é uma ilha, com praias incríveis, e pouco habitada, pacata e com jeitão de vilarejo. Imagine ainda que esse lugar fique a mais de 500 quilômetros de distância do continente, só...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Pense num lugar incrível para se mergulhar e onde há sol e temperaturas agradáveis o ano todo. Pense também que é uma ilha, com praias incríveis, e pouco habitada, pacata e com jeitão de vilarejo. Imagine ainda que esse lugar fique a mais de 500 quilômetros de distância do continente, só acessível por lanchas ou aviões. Fala a verdade: é ou não é um paraíso?</p>
<p>Em “Mar de Fora”, romance de estreia de Marcelo Barros, a mítica Fernando de Noronha é o melhor local para se descansar e&#8230; praticar assassinatos. Que o diga o delegado Fausto Areias, despertado do marasmo e cercado de investigadores incompetentes ou acomodados. Ao contrário dos turistas que buscam o cenário para viver seus nirvanas pessoais, o titular da polícia civil não está por lá porque quer. Foi transferido após uma entrevista polêmica em meio a um controverso caso em Recife. Você pode até pensar que ficar de castigo em Noronha é uma punição das mais desejadas, mas o tédio e a amargura arrastam Fausto para “o caminho das águas”, e é com quantidades industriais de álcool que ele pacifica seus demônios.</p>
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</ul>
<p>Aliás, Fausto Areias entra em cena exatamente como uma espécie de homenagem a Raymond Chandler e a Leonardo Padura. Como um Mario Conde, desperta de um porre homérico, coberto de sangue e no meio do nada. Para piorar, não se lembra do que fez na noite anterior, e isso está se tornando um hábito. Para piorar ainda mais, chegam notícias de um brutal homicídio na sua jurisdição, e as circunstâncias que cercam o crime lembram muito ao caso de Recife, aquele que lhe rendeu o exílio em Noronha.</p>
<p>Aos 52 anos, Fausto Areias sabe que é um policial mal aproveitado pelo estado. A politicagem dos superiores triturou sua carreira e o mandou servir no cu-do-Judas. O delegado está com sobrepeso, foi abandonado pela namorada, e sua reputação de bêbado já cobre toda a extensão do arquipélago. Ele arrasta sua carcaça cansada de bar em bar, mas seu faro continua apurado. Sua melancolia não chega a ser o latifúndio que preenche o coração do seu colega Espinosa, personagem criado por Luiz Alfredo Garcia-Roza. Até porque Fausto não combate o crime em Copacabana e charme, convenhamos, não é o seu forte. O delegado de Noronha não tem nem mesmo uma boa equipe como Espinosa. Henrique é um velho debochado, Cabelinho se preocupa mais com selfies do que a preservação da cena dos crimes, e Jeová tem o cínico apelido de Papa-Defunto. Resta Natália, conhecida de velhos tempos, “importada” da capital.</p>
<p>“Mar de Fora” é escrito por quem entende do riscado. Marcelo Barros foi delegado em Noronha por alguns anos, e é um estudioso do direito, com livros publicados que criticam a tortura policial. O conhecimento do cotidiano policial afasta o habitual artificialismo a que os autores “civis” recorrem em suas tramas. Ponto para o Marcelo. Além disso, cenas e movimentos fluem bem com a adoção de uma prosa fácil e cheia de coloquialismos. Há notas de rodapé que poderiam ser cortadas, mas isso pode ser feito nos próximos livros. Entretanto, já se percebe que temos um promissor autor policial na vitrine brasileira: tem o frescor do sotaque pernambucano, consegue moldar bons personagens e dá conta de um enredo não muito rocambolesco.</p>
<p>Marcelo Barros não poupa seus leitores das precariedades policiais desses nossos trópicos. Com isso, converte a areia da praia em ouro em pó. O improviso e a incompetência dos policiais ajudam a criar os momentos mais engraçados, e o livro tem muitos deles, oferecendo uma narrativa ágil, arejada e leve. “Mar de Fora” tem uma brasilidade muito bem-vinda, marcada nos coloridos cenários, nos personagens que flertam com o gênero picaresco e na amarrotada realidade nacional. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/10/21/conheca-os-vencedores-do-2o-premio-aberst-2019/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Finalista do Prêmio Aberst 2019</a></span>, “Mar de Fora” deve ser apenas a primeira ocorrência de seu autor numa esperada longa ficha corrida.</p>
<h2>SOBRE O LIVRO</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/91Laf9SLUnL._SY385_.jpg" width="273" height="385" /><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8555640709" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Mar de Fora<br />
<strong>Autor</strong>: Marcelo Barros<br />
<strong>Páginas</strong>: 297<br />
<strong>Editora</strong>: Escribas<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2q2Rln0" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Fausto, delegado da Homicídios, recebeu como punição, após uma controvertida entrevista, a transferência para Fernando de Noronha. Ele só não contava que sua vida sofreria mudanças tão profundas. Muito menos, que lidaria com um brutal homicídio ocorrido na Ilha, com características muito parecidas ao crime que ele investigava em Recife e foi a causa de sua punição. Obrigado a conviver com uma equipe não muito competente e com as dificuldades e monotonia peculiares a uma vida insular, Fausto descobrirá que &#8220;Paraíso&#8221; e &#8220;Inferno&#8221; podem confundir-se facilmente e terá que enfrentar as adversidades do &#8220;mar de dentro&#8221; e do &#8220;mar de fora&#8221;, sem garantias de sobrevivência.</p>
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<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
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		<title>TOKYO GHOST &#124; A violência indomável de cada um</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2019 11:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Em 2089, o mundo não é muito diferente do nosso: há multidões de miseráveis, a polícia produz massacres, as cidades são sujas e caóticas, e a maioria das pessoas age como zumbis na frente das telas. Em 2089, o mundo é bem diferente do nosso: os mares se apossaram do...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Em 2089, o mundo não é muito diferente do nosso: há multidões de miseráveis, a polícia produz massacres, as cidades são sujas e caóticas, e a maioria das pessoas age como zumbis na frente das telas. Em 2089, o mundo é bem diferente do nosso: os mares se apossaram do planeta, a chuva é ácida pra valer e Tóquio &#8211; vejam só! &#8211; é um paraíso da natureza, sem eletricidade ou alta tecnologia.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540868&amp;asins=8594540868&amp;linkId=30b38de1c7b3654a8587a3849f843d8b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>É por essa paisagem acidentada que acompanhamos a dupla Led Dent e Debbie Decay, delegados que deveriam colocar as coisas em ordem, mas que deixaram os contornos da lei há muito tempo. Led é um bombadão superviolento, ultra-dependente de tecnologia, um Ranxerox com a cara do Wolverine e o palavreado de Hell-Boy. Ele acelera sua poderosa moto, atropelando facínoras, cobrando dívidas de gângsteres e tendo na garupa a aparentemente inofensiva Debbie. Ela é sua amante, sua parceira, uma amiga que desde a infância se mostrou valente e casca-grossa, apesar do rosto angelical e da cascata de cabelos prateados. De olho nesses dois, vivemos uma viagem lisérgica, violenta e tecno-confusa. O nosso passaporte é “Tokyo Ghost”, uma graphic novel da DarkSide Books com ritmo alucinante, farta pancadaria e rios de sangue.</p>
<p>Com roteiro de Rick Remender, desenhos frenéticos de Sean Murphy e cores vibrantes de Matt Hollingsworth, “Tokyo Ghost” aciona gatilhos de memória de leitores mais experientes de quadrinhos, mangás e ficção científica. Para um ancião como eu, foi uma torrente de referências. O start é vertiginoso como em “Neuromancer” ou “Johnny Mnemonic”, ambos de William Gibson, com cargas avassaladoras de informação sobre o contexto social de época, no melhor estilo de Philip K. Dick.</p>
<p>A ambientação bebe nas melhores fontes do cyberpunk, e recorre a elementos comuns de “Akira”, só que com menos gritos! Estão ali a velocidade do traço e das ações, as consequências nefastas da energia nuclear e um sujeito irado sobre uma moto… Há samurais evocando um neo-bushidô, animais fofinhos nos ombros de nossos heróis, e katanas com fios que cortam até pensamentos. Há uma heroína de cabelos longos degolando homens abjetos como em “Kill Bill” e dando golpes acrobáticos como em “Ghost in the shell”.</p>
<p>“Tokyo Ghost” é forte e pulsante, mas não chega a ser nenhum “Ronin”, embora sua paleta de cores dialogue com a mítica série assinada por Frank Miller em 1983-84. Há um desfile de personagens histriônicos, e o vilão parece uma simbiose de “Exterminador do Futuro” e o Coringa de “Piada Mortal”. Assim, a quantidade de referências ajuda a erguer um edifício que se mantém em pé e consolida alguma exuberância. Para os mais velhos, a graphic novel presta tributos importantes; para os mais jovens, oferece uma amostra do que colhemos de melhor há quarenta anos.</p>
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<p style="padding-left: 120px;">[su_quote]Tokyo Ghost chega agora aos leitores brasileiros em edição única, reunindo a série que foi originalmente lançada em 2015 e 2016 pela Image Comics. A capa dura e o material de estúdio adicionado ao final dão ao volume o status de edição de colecionador.[/su_quote]</p>
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<p>Em 2089, imagino que o adjetivo “distópico” já nem exista mais, de tanto que foi utilizado no começo do século. Por isso, evitarei usar esse rótulo em “Tokyo Ghost”. O que temos em mãos é uma história de ação que esconde o tema da busca pessoal. Neste sentido, a obra é muito fiel à tradição das artes marciais e à filosofia oriental. As sequências de luta são vigorosas e impõem à narrativa algumas camadas que podem turvar a vista do leitor. É ação, sim!, e tem até algum romance, é verdade. Mas não se engane: a violência expressa os conflitos internos de Led e Debbie.</p>
<p>Assombrado pelo que considera fragilidade física, Led tenta soterrar seus sentimentos com doses cavalares de adrenalina e drogas tecnológicas. Mal percebe o quanto é oprimido por um imaginário machista e paternalista. Debbie, por sua vez e ao seu jeito, persegue um horizonte que se distancia a cada passo que dá, o da autonomia. Afinal, é possível ser feliz sozinha?</p>
<p>Ao fim e ao cabo, nossos heróis são humanamente imperfeitos, incompletos, claudicantes como bêbados nas madrugadas. Apelar para a violência não é uma forma de fazer justiça ou de restituir o equilíbrio. Talvez seja só uma maneira espetacular de desprender as carapaças para se autoconhecer e encontrar a paz interior.</p>
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<h4 style="text-align: center;">Imagens</h4>
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<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-38663" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg" alt="" width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3-254x300.jpg 254w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-38665" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg" alt="" width="500" height="607" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4-247x300.jpg 247w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38670" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg" alt="" width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6-253x300.jpg 253w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
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<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Tokyo-Ghost-Rick-Remender/dp/8594540868/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=tokyo+ghost&amp;qid=1571135187&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=c40083b5a6285e600c494e19d609cf9d" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540868&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540868" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Tokyo Ghost<br />
<strong>Autores</strong>: Rick Remender (Autor), Sean Murphy (Ilustrador), Matt Hollingsworth (Inker)<br />
<strong>Tradução</strong>: Érico Assis<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
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<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Ilhas de Los Angeles, 2089. O planeta foi tomado pelos oceanos, mas a água é tão poluída que dissolve a pele. A humanidade está viciada em tecnologia em níveis inimagináveis, mesmo para os tempos em que vivemos hoje. A grande maioria, desempregada e famélica, vive em busca da alienação e um pouco de paz que o “barato” digital proporciona. Mesmo que para isso os tecnoiados precisem roubar e matar. Todo mundo anda ocupado em evitar a realidade, enfurnado nos antros do ópio eletrônico, cujo monopólio está nas mãos de gângsteres comandados pelo famigerado Flak. E como em todo comércio que envolve viciados, os problemas não são poucos. Para enquadrar os tecnoiados, cobrar dívidas e eliminar aqueles que incomodam além da conta, Flak e seus adeptos recorrem à dupla de delegados Led Dent e Debbie Decay, assassinos cruéis. Debbie, porém, nunca se rendeu ao vício digital, exceção das exceções, uma autêntica zero-tec. A dupla está prestes a cumprir uma missão longe da miserável Los Angeles. O objetivo: derrubar o último país que ainda não se rendeu ao mundo uberconectado, os Jardins Verdejantes de Tóquio.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/">TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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