<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Padre Brown -</title>
	<atom:link href="https://literaturapolicial.com/tag/padre-brown/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 16:19:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-33333782_2030838226987324_246982996299612160_n-2-32x32.jpg</url>
	<title>Arquivos Padre Brown -</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entrevista: Braulio Tavares fala sobre Crimes Impossíveis e clássicos da ficção policial</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2021/05/28/entrevista-braulio-tavares-fala-sobre-crimes-impossiveis-e-classicos-da-ficcao-policial/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2021/05/28/entrevista-braulio-tavares-fala-sobre-crimes-impossiveis-e-classicos-da-ficcao-policial/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2021 13:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[sherlock holmes]]></category>
		<category><![CDATA[braulio tavares]]></category>
		<category><![CDATA[crimes impossíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[editora bandeirola]]></category>
		<category><![CDATA[lupin]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=41541</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; O escritor, poeta e letrista Braulio Tavares deu boas-vindas a 2021 planejando um presente para fãs da ficção policial. Através da Editora Bandeirola, ele escolheu histórias preferidas de sua biblioteca pessoal para formarem a antologia Crimes Impossíveis, que segue em financiamento coletivo no Catarse até o dia 12 de junho. Apoie o financiamento coletivo...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/05/28/entrevista-braulio-tavares-fala-sobre-crimes-impossiveis-e-classicos-da-ficcao-policial/">Entrevista: Braulio Tavares fala sobre Crimes Impossíveis e clássicos da ficção policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor, poeta e letrista Braulio Tavares deu boas-vindas a 2021 planejando um presente para fãs da ficção policial. Através da Editora Bandeirola, ele escolheu histórias preferidas de sua biblioteca pessoal para formarem a antologia Crimes Impossíveis, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.catarse.me/crimes_impossiveis">que segue em financiamento coletivo no Catarse até o dia 12 de junho</a></span>.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.catarse.me/crimes_impossiveis">Apoie o financiamento coletivo aqui</a></span></p>
<p>O livro é uma seleção de contos policiais clássicos, os chamados crimes de quarto-fechado, organizados e traduzidos por Braulio. Publicados entre 1838 e 1933, os contos fazem parte da primeira fase da literatura policial, trazendo autores como Arthur Conan Doyle e seu Sherlock Holmes, Edgar Allan Poe, GK Chesterton e Maurice Leblanc, hoje <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2021/01/29/arsene-lupin-descubra-quais-livros-estao-disponiveis-em-portugues/">redescoberto através da série Lupin, da Netflix</a></span>.</p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p>Nesta entrevista ao Literatura Policial, Braulio comenta sobre o tipo de contos encontrados na antologia e curiosidades sobre a seleção das histórias.</p>
<p><strong><br />
LEIA TAMBÉM</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2021/04/19/crime-impossiveis-traz-contos-classicos-da-literatura-policial-organizados-por-braulio-tavares/">Crimes Impossíveis traz contos clássicos da literatura policial organizados por Braulio Tavares</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2020/10/05/titanic-o-romancista-policial-que-morreu-na-tragedia-de-1912/">TITANIC | O romancista policial que morreu na tragédia de 1912</a></span><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/06/21/auguste-dupin-o-vovo-dos-detetives/">Auguste Dupin, o vovô dos detetives criado por Edgar Allan Poe</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1. Que tipo de contos seriam os contos de quarto fechado na literatura policial? Qual a importância deles para o gênero?</strong><br />
Existem mil variantes, mas a situação mais simples é uma pessoa assassinada dentro de um aposento trancado por dentro, de tal modo que seria impossível o criminoso ter entrado e ter saído. Sobre essa premissa simples, foram construídas milhares de variantes. Uma tendência importante é a que cria métodos engenhosos para trancar o quarto pelo lado de fora. Por exemplo: há um ferrolho por dentro da porta, e o assassino, depois de sair, usa um ímã que movimenta o ferrolho pelo lado de fora. Eu tive essa idéia quando tinha uns 15 anos e lia muito esse tipo de conto. Claro que descobri, depois, que mil pessoas já tinham usado esse método. Outros métodos consistem em deixar algum mecanismo disfarçado dentro do quarto para que ele se tranque sozinho após a partida do criminoso. Por exemplo, a tranca está conectada a uma vela que é deixada acesa, e quando a chama da vela chega a um certo ponto ela desencadeia o mecanismo simples (cordões, palitos, etc.) que faz tombar a tranca. São métodos que deixam pequenos indícios materiais; a polícia vê mas não dá importância, mas o detetive examina e acaba deduzindo o que aconteceu. São contos de mistério e de engenhosidade, que estabelecem um desafio entre o autor e o leitor. O autor propõe uma situação que parece sobrenatural (parece haver nela o envolvimento de espíritos, uma desmaterialização, sei lá o que) mas depois vê-se que ela pode ser explicada de maneira concreta, material, realista. É claro que a partir de certo ponto, da década de 1930 em diante, isso foi chegando a um paroxismo barroco. As situações criadas pelos grandes mestres do gênero (John Dickson Carr, Edward D. Hoch, Clayton Rawson, etc.) são tão complicadas que fogem por completo ao romance realista, são situações altamente improváveis e rebuscadas, embora nada rigorosamente sobrenatural aconteça. E se transforma numa literatura lúdica, um jogo de raciocínios, onde a criação literária do tipo psicológica e social fica totalmente em segundo plano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 40px;">[su_quote]São contos de mistério e de engenhosidade, que estabelecem um desafio entre o autor e o leitor. O autor propõe uma situação que parece sobrenatural (parece haver nela o envolvimento de espíritos, uma desmaterialização, sei lá o que) mas depois vê-se que ela pode ser explicada de maneira concreta, material, realista. [/su_quote]</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. Que dificuldades você teve para selecionar os contos da antologia?</strong><br />
A maior dificuldade é o excesso de material. Robert Adey, em sua compilação bibliográfica Locked Room Murders, elencou 2.019 exemplos, entre contos e romances. Como essa compilação é de 1991, nestes trinta anos certamente o gênero se expandiu bastante. Outro problema são os direitos autorais. Muitos leitores nem pensam nisso, mas publicar uma antologia é sempre uma enorme dor de cabeça. Para quem edita, um livro com 15 autores significa 15 pesquisas, 15 contatos, 15 negociações, 15 assinaturas de contrato, 15 prestações de contas, 15 pagamentos trimestrais a serem feitos – por causa de um único livro. Nas minhas antologias (para a Casa da Palavra, a Ímã, e agora a Bandeirola) procuro colocar muitos autores em domínio público. Por um lado, evitamos esse desgaste (e essa despesa) de negociar e pagar os direitos. Por outro, trazemos para o leitor comum a chance de conhecer autores de 100 anos atrás, que na maioria dos casos não estão sendo publicados no Brasil (com exceção dos clássicos, claro – Allan Poe, Doyle, etc.).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41394 size-full" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/04/crimes4.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/04/crimes4.jpg 800w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/04/crimes4-300x169.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/04/crimes4-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. Um dos contos de Crimes Impossíveis é o clássico Os Assassinatos na Rua Morgue, de Edgar Allan Poe. De que forma Poe, definido por você como o último romântico e o primeiro moderno, ainda consegue influenciar a literatura </strong><strong>policial e de mistério nos dias de hoje?</strong><br />
Poe deu uma contribuição decisiva, fundamental, para a criação dos três gêneros mais populares de hoje: o policial, o terror e a ficção científica. Em todos eles percebemos essa oscilação entre impulsos primitivos (a crueldade, o medo, a estranheza diante do desconhecido, o instinto de sobrevivência) e a racionalidade, o intelecto. A obra de Poe se divulgou principalmente através de seus contos, que são traduzidos e lidos por jovens no mundo todo. Ele é lido muito cedo, impressiona os leitores numa época muito vulnerável, e quando alguns desses leitores se tornam escritores (cineastas, desenhistas de HQ, etc.) essa influência transparece. Paul Valéry chamava a atenção para o fato de que até então os escritores escreviam apenas para exprimir suas próprias emoções, e Poe foi o primeiro que teorizou (em “A Psicologia da Composição”) a necessidade, a importância e a metodologia de prever e desencadear emoções no leitor. E isso á uma característica da literatura de hoje: escrever pensando no que o leitor vai entender, vai perceber, vai sentir.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41565" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/9.jpg" alt="" width="400" height="400" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/9.jpg 400w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/9-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/9-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p><strong>4. A Aventura da Faixa Malhada, conto com Sherlock Holmes, é outro clássico que integra a antologia. Como você vê a popularidade de Sherlock intocável mesmo após 134 anos de sua primeira aparição? Qual é a magia das histórias </strong><strong>com Holmes?</strong><br />
Acho que li Sherlock Holmes pela primeira vez quando o antigo “Almanaque do Correio da Manhã” publicou O Signo dos Quatro; depois li a série inteira, a partir de Um Estudo em Vermelho. Holmes tem o encanto imprevisível da pessoa que é mais inteligente do que nós, e tem idéias que não tivemos, pensamentos que não nos ocorreram, etc., mas que, uma vez explicados, revelam ser óbvios. Ele surpreende, mas ele confirma. Ele não é incompreensível, muito pelo contrário. De certa forma ele é uma figura paterna, um pouco distante, mas benigna – sempre vejo Watson, psicologicamente, como uma espécie de filho garoto se maravilhando com a sabedoria, a esperteza e a coragem do pai adulto. Como herói literário ele não é um intelectual inacessível, como muita gente o retrata. Quem é assim é o cavalheiro Dupin, de Edgar Poe, que lhe serviu de modelo (Conan Doyle admitia esse fato óbvio). Dupin é um cavalheiro meio vagaroso, sedentário, trancado em casa, lendo livros obscuros, e às vezes sai de noite para dar um passeio pela vizinhança. Sherlock Holmes é um atleta, pratica o boxe (o filme com Robert Downey Jr. exagerou um pouco esse detalhe, mas está nos livros), arromba casas, usa revólver (embora não mate ninguém), pula muros, persegue bandidos em lanchas no Tâmisa, disfarça-se para espionar em lugares perigosos&#8230; Tem esse lado de herói de folhetim de aventuras, um lado muitas vezes ignorado pelos que o criticam. Ele não é uma “máquina pensante” apenas, é um vigoroso homem de ação.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41567" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/7.jpg" alt="" width="400" height="400" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/7.jpg 400w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/7-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/7-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 40px;">[su_quote]Ele não é incompreensível, muito pelo contrário. De certa forma ele é uma figura paterna, um pouco distante, mas benigna – sempre vejo Watson, psicologicamente, como uma espécie de filho garoto se maravilhando com a sabedoria, a esperteza e a coragem do pai adulto.[/su_quote]</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5. Sheridan Le Fanu é tido como um dos precursores das histórias góticas, porém seu nome não se manteve tão popular quanto outros na história (como Bram Stoker e o próprio Conan Doyle). Por que isso acontece? E qual a importância deste autor para a literatura?</strong><br />
Estou começando a conhecer melhor a obra de LeFanu, graças a duas compilações preciosas do grande pesquisador Everett F. Bleiler: Best Ghost Stories (Dover, 1964) e Ghost Stories and Mysteries (1975). O próprio Bleiler se espanta com o fato de suas obras não serem mais reeditadas na Europa e nos EUA. Ele tinha uma vasta cultura, inclusive das narrativas folclóricas da Irlanda; usava episódios reais como base para seus contos, escrevia com riqueza de detalhes e descrição convincente tanto das cenas de ação e aventura quanto dos pensamentos íntimos dos personagens. Bleiler comenta que na obra de Le Fanu a proporção de histórias de mistério para histórias de fantasmas é da ordem de cinco para um. A sobrevivência da obra de um autor depende apenas disso, de pessoas que tomem a iniciativa de publicá-las novamente, para que não desapareçam. Pelo que pude pesquisar, LeFanu teve publicados no Brasil apenas Carmilla e A Estalagem do Dragão Voador, além de contos isolados. Merece ser mais traduzido.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41566" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/8x.jpg" alt="" width="400" height="400" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/8x.jpg 400w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/8x-300x300.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2021/05/8x-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>6. Crimes Impossíveis faz parte da Biblioteca Pessoal de Braulio Tavares. Como surgiu esta iniciativa e quais outras antologias podem surgir no futuro a partir desta experiência?</strong><br />
Esta foi uma ideia de Sandra Abrano, da Editora Bandeirola, quando pensávamos na possibilidade de uma série de antologias, como as que fiz para a Casa da Palavra anos atrás. Uma biblioteca pessoal é sempre algo único, não há duas bibliotecas iguais. Aqui no Rio de janeiro frequentei durante algum tempo a OLAC, Oficina Literária Afrânio Coutinho, onde se ministravam muitos cursos, e era dentro da biblioteca deixada por ele. A biblioteca pessoal de José Mindlin foi doada à USP. A biblioteca pessoal de Julio Cortázar foi digitalizada e pode ser consultada via web. O trabalho de antologista depende sempre de sua biblioteca pessoal, mesmo sendo hoje possível consultar milhares de obras pela web. Os livros que o autor tem em casa foram lidos 30 anos atrás, 40, 50 anos atrás. Fazem parte da vida, não é pesquisa fria. Nas minhas antologias procuro sempre incluir contos que têm uma ressonância emocional em mim, ressonância que espero ser capaz de produzir no leitor. Eu li vários contos de “Crimes Impossíveis” antes dos quinze anos. Outros descobri ano passado durante a pesquisa: os de Wallace, Le Fanu, L. Frank Baum. Uma antologia precisa ter essa elasticidade, esse movimento entre a memória afetiva e o presente imediato. Quando fiz antologias para a Casa da Palavra (entre 2003 e 2014) anotei centenas de contos, dezenas de esboços de seleções temáticas. Alguns desses projetos já estamos encaminhando para saírem a partir deste ano e do ano que vem.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/05/28/entrevista-braulio-tavares-fala-sobre-crimes-impossiveis-e-classicos-da-ficcao-policial/">Entrevista: Braulio Tavares fala sobre Crimes Impossíveis e clássicos da ficção policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2021/05/28/entrevista-braulio-tavares-fala-sobre-crimes-impossiveis-e-classicos-da-ficcao-policial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PADRE BROWN &#124; Curiosidades sobre o detetive criado por GK Chesterton</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/09/27/padre-brown-curiosidades-sobre-o-detetive-criado-por-gk-chesterton/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2019 19:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[father brown]]></category>
		<category><![CDATA[GK Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=38507</guid>

					<description><![CDATA[<p>GK Chesterton é o criador de Padre Brown, o detetive de batina mais famoso da literatura. A primeira história foi escrita em 1910, trazendo este padre católico que investiga de forma bastante intuitiva mistérios que o perseguem nas tramas. Conheça no canal do Literatura Policial as curiosidades sobre o personagem e sobre o autor, o...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/09/27/padre-brown-curiosidades-sobre-o-detetive-criado-por-gk-chesterton/">PADRE BROWN | Curiosidades sobre o detetive criado por GK Chesterton</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>GK Chesterton é o criador de Padre Brown, o detetive de batina mais famoso da literatura.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00A3D8X94&amp;asins=B00A3D8X94&amp;linkId=6b07328ba246296010fa53240d01f028&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A primeira história foi escrita em 1910, trazendo este padre católico que investiga de forma bastante intuitiva mistérios que o perseguem nas tramas.</p>
<p>Conheça no canal do Literatura Policial as curiosidades sobre o personagem e sobre o autor, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/05/29/gk-chesterton-e-o-criador-de-padre-brown-religioso-mais-perspicaz-da-literatura/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o romancista inglês GK Chesterton</a></span>.</p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Veja o vídeo</h4>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Ji3f8HiC-4k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/literaturapolicial" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38465" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/09/inscrever_p.png" alt="" width="200" height="84" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Inoc%C3%AAncia-do-Padre-Brown-ebook/dp/B00A3D8X94/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=a+inoc%C3%AAncia+do+padre+brown&amp;qid=1569613496&amp;s=gateway&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=eb6adf17a9e59e36fe0e750b09f23279&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B00A3D8X94&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B00A3D8X94" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p>Título: A inocência do Padre Brown<br />
Autor: GK Chesterton<br />
Páginas: 306<br />
Editora: Sociedade Chesterton Brasil<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2lIcKjP" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; O escritor britânico G. K. Chesterton conquistou legiões de fãs com suas poesias, epopeias, seus artigos jornalísticos, livros de crítica literária e romances. Mas as histórias de mistério protagonizadas pelo Padre Brown compõem a parte mais difundida de sua obra. Ao todo são 52 contos, escritos a partir de 1910 e posteriormente compilados em livros, um dos quais A inocência do Padre Brown, que traz doze histórias. Em &#8220;A cruz azul&#8221; – na qual o personagem faz sua primeira aparição e que é conhecida pela peculiar moldura narrativa –, o clérigo de Essex precisa lançar mão de métodos excêntricos para impedir o roubo de um valioso artefato religioso. As reflexões filosóficas que pontuam a ficção de Chesterton e a escolha do método humanístico da intuição em detrimento da dedução garantiram ao Padre Brown um lugar junto aos grandes detetives da literatura, como Dupin e Sherlock Holmes.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/09/27/padre-brown-curiosidades-sobre-o-detetive-criado-por-gk-chesterton/">PADRE BROWN | Curiosidades sobre o detetive criado por GK Chesterton</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>GK Chesterton é o criador de Padre Brown, religioso mais perspicaz da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/05/29/gk-chesterton-e-o-criador-de-padre-brown-religioso-mais-perspicaz-da-literatura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2019 16:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[datas]]></category>
		<category><![CDATA[GK Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=36992</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Ele foi uma figura conhecida na Inglaterra no começo do século 20, quase como um personagem de si mesmo. Fez de tudo um pouco: jornalista, escritor, crítico literário, teólogo, poeta, dramaturgo. No campo da literatura criou as histórias com Padre Brown, um sacerdote-detetive que resolvia enigmas com temperos de compreensão humana e reflexão filosófica....</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/05/29/gk-chesterton-e-o-criador-de-padre-brown-religioso-mais-perspicaz-da-literatura/">GK Chesterton é o criador de Padre Brown, religioso mais perspicaz da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Ele foi uma figura conhecida na Inglaterra no começo do século 20, quase como um personagem de si mesmo. Fez de tudo um pouco: jornalista, escritor, crítico literário, teólogo, poeta, dramaturgo. No campo da literatura criou as histórias com <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/11/21/5-curiosidades-sobre-padre-brown-o-detetive-de-batina/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Padre Brown</a></span>, um sacerdote-detetive que resolvia enigmas com temperos de compreensão humana e reflexão filosófica.</p>
<p>Seu nome era Gilbert Keith Chesterton, mas todos o conheciam por GK Chesterton. De olhar sério, gostava de usar uma longa capa, um chapéu amassado e de fumar seu charuto. Todos o conheciam também por ser um católico fervoroso, ou como ele se definia, um cristão ortodoxo.</p>
<p>A bibliografia de Chesterton impressiona: mais de 80 livros, 2000 contos, 4000 ensaios, poemas, peças de teatro. Ele foi um autor prolífico e carismático, e dizem que travava os melhores debates com gente como Bernard Shaw e HG Wells, adversários no campo intelectual mas admiradores mútuos.</p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p>O padre Brown, personagem que o marcou na literatura, aparece em 52 contos. É um observador da natureza humana, tal como Miss Marple. Resolve os mistérios mais enigmáticos de forma intuitiva, sempre carregando seu guarda-chuva a tiracolo, refletindo sobre o viés psicológico da questão.</p>
<p>Padre Brown parece inocente mas é, na verdade, alguém perspicaz. Alinhado com a época em que aparece nos livros, é inteligente e observador, e persegue uma explicação natural para mistérios que desafiam a lógica. No conto &#8220;A Cruz Azul&#8221;, ele se define bem assim:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;Nunca lhe ocorreu que um homem, que quase não faz nada além de ouvir os pecados dos outros, não pode deixar de estar ciente do mal da humanidade?&#8221;[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00A3D8X94&amp;asins=B00A3D8X94&amp;linkId=49f307062d6c88257038c5b19ff5ae93&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brown foi inspirado no padre irlandês John O’ Connor, que era amigo do autor. Ficou tão popular que foi parar no cinema e na TV, com Sir Alec Guinness (o Obi-Wan-Kenobi de Star Wars) como um dos intérpretes. No Brasil, a TV Cultura transmitiu a série Padre Brown, produção da BBC com Mark Williams (Arthur Weasley de Harry Potter) que adaptou várias histórias do detetive.</p>
<p>GK Chesterton nasceu em 29 de maio de 1874 em Londres, e morreu aos 62 anos, em junho de 1936.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2WcAgWZ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Livros e e-books de GK Chesterton</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Fotos</h3>
<figure style="width: 220px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/7/75/G.K._Chesterton_at_the_age_of_17.jpg/220px-G.K._Chesterton_at_the_age_of_17.jpg" alt="Com 17 anos (Imagem: Wikipedia)" width="220" height="332" /><figcaption class="wp-caption-text">Com 17 anos (Imagem: Wikipedia)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 320px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://www.beaconsfieldhistory.org.uk/wp-content/uploads/2016/01/Chap-21-p130-GK-Chesterton-in-1910-320x407.jpg" width="320" height="407" /><figcaption class="wp-caption-text">Em 1910. (Imagem: http://bit.ly/2EHpcGH)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 594px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/ee/Bernard_Shaw_Hilaire_Belloc_G.K.Chesterton_1.jpg" width="594" height="360" /><figcaption class="wp-caption-text">Com Bernard Shaw e o escritor Hilaire Belloc (Imagem: Wikipedia)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 612px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://media.gettyimages.com/photos/chesterton-1874-1936-english-author-with-his-wife-frances-blogg-from-picture-id188001968?s=612x612" width="612" height="467" /><figcaption class="wp-caption-text">Com a esposa, Frances Chesterton (Imagem: Getty Images)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 454px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="https://media.gettyimages.com/photos/the-english-novelist-gk-chesterton-author-of-the-popular-detective-picture-id613511870?s=612x612" width="454" height="612" /><figcaption class="wp-caption-text">(Imagem: Getty Images)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<figure style="width: 460px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full" src="http://www.ieschile.cl/wp-content/uploads/2011/07/La-renuncia-a-la-verdad.jpg" width="460" height="276" /><figcaption class="wp-caption-text">(Imagem: ieschile.cl)</figcaption></figure>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/05/29/gk-chesterton-e-o-criador-de-padre-brown-religioso-mais-perspicaz-da-literatura/">GK Chesterton é o criador de Padre Brown, religioso mais perspicaz da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quais são as origens do romance policial?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/12/01/as-origens-do-romance-policial-como-conhecemos-hoje/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2018 20:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[auguste dupin]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[GK Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[origens da literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=31575</guid>

					<description><![CDATA[<p>A literatura policial moderna começa com Edgar Allan Poe e “Os Crimes da Rua Morgue”, história publicada em 1841 nos Estados Unidos. Foi Poe quem criou Auguste Dupin, o primeiro detetive da ficção que usava métodos dedutivos e analíticos para resolver enigmas. Suas histórias ajudaram a desenhar esse tipo de personagem, e influenciaram os escritores...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/12/01/as-origens-do-romance-policial-como-conhecemos-hoje/">Quais são as origens do romance policial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A literatura policial moderna começa com <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2Pg4ikD" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Edgar Allan Poe e “Os Crimes da Rua Morgue”</a></span>, história publicada em 1841 nos Estados Unidos. Foi Poe quem criou Auguste Dupin, o primeiro detetive da ficção que usava métodos dedutivos e analíticos para resolver enigmas.</p>
<p>Suas histórias ajudaram a desenhar esse tipo de personagem, e influenciaram os escritores que vieram depois. Na virada do século 19 para o 20, os detetives literários surgiram principalmente pelas mãos de americanos, ingleses e franceses.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/61mXp4GF28L.jpg" width="237" height="315" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depois de Dupin, nomes como Le Coq, Lupin, Rouletabille e <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://literaturapolicial.com/2018/11/21/5-curiosidades-sobre-padre-brown-o-detetive-de-batina/"><span style="color: #0000ff;">Padre Brown</span></a></span> são considerados os próximos heróis modernos na arte de desvendar crimes. Num intervalo curto de tempo, eles conquistaram fãs e realçaram um gênero cada vez mais notado pelos leitores.</p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p>Não é à toa que alguns se mantêm atuais e interessantes, décadas depois de surgirem, porém Auguste Dupin foi mesmo o vovô dos detetives. Suas histórias foram pioneiras ao trazer três elementos: uso da lógica, narração da trama por um segundo personagem e explicação do raciocínio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/12/01/as-origens-do-romance-policial-como-conhecemos-hoje/">Quais são as origens do romance policial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>5 curiosidades sobre Padre Brown, o detetive de batina</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/11/21/5-curiosidades-sobre-padre-brown-o-detetive-de-batina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2018 10:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Listas literárias]]></category>
		<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
		<category><![CDATA[a inocência do padre brown]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[GK Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<category><![CDATA[padre brown chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[padre brown cultura]]></category>
		<category><![CDATA[padre brown filme]]></category>
		<category><![CDATA[padre brown serie]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=31338</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um detetive de batina! Esse foi o personagem que G.K. Chesterton imaginou para estrelar sua obra policial. Criado em 1911, Padre Brown é um religioso católico do condado de Essex, na Inglaterra. Engana-se quem pensa que ele é um homem ingênuo e comum por ser padre. Na verdade, Brown é perspicaz e está sempre atento...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/11/21/5-curiosidades-sobre-padre-brown-o-detetive-de-batina/">5 curiosidades sobre Padre Brown, o detetive de batina</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um detetive de batina! Esse foi o personagem que G.K. Chesterton imaginou para estrelar sua obra policial. Criado em 1911, Padre Brown é um religioso católico do condado de Essex, na Inglaterra. Engana-se quem pensa que ele é um homem ingênuo e comum por ser padre. Na verdade, Brown é perspicaz e está sempre atento à realidade.</p>
<p>Conheça 5 curiosidades sobre o Padre Brown, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://tvcultura.com.br/programas/padrebrown/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">cuja série é transmitida pela TV Cultura</a></span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. Adora carregar um guarda-chuva</h3>
<p><figure style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://resources.stuff.co.nz/content/dam/images/1/m/c/g/y/h/image.related.StuffLandscapeSixteenByNine.710x400.1mchgl.png/1508279691719.jpg" width="597" height="337" /><figcaption class="wp-caption-text">[Imagem: stuff.co.nz]</figcaption></figure>No conto de estreia, “A Cruz Azul”, o leitor percebe que o padre é baixinho, tem o rosto arredondado, olhos cinza-claros e cabelos marrons arrepiados. Sua figura cômica está geralmente associada a um velho guarda-chuva que carrega a tiracolo, como um Chaplin a passeio. Para resolver enigmas, não acredita em métodos científicos nem em explicações sobrenaturais. Prefere solucioná-los de forma intuitiva e cerebral, pensando sobre o problema até encontrar uma resposta. Suas histórias costumam ser descritivas e, principalmente, impregnadas de uma essência filosófica.</p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2. Foi inspirado em um padre de verdade</h3>
<p><figure style="width: 350px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="http://www.papalartifacts.com/wp-content/uploads/2017/05/FR_John_Oconnor_1870-1952.jpg" width="350" height="427" /><figcaption class="wp-caption-text">[Imagem: Papal Artifacts]</figcaption></figure>Padre Brown foi inspirado em um padre de verdade, o irlandês John O’Connor, amigo de GK Chesterton. Em 24 anos, Chesterton escreveu 52 histórias com este curioso e simpático detetive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. Já apareceu no cinema</h3>
<p><figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://2.bp.blogspot.com/-4yvwrpkye-A/V3pbVXasL4I/AAAAAAAATX4/i_fYi26on04r87-E5bHictOm6uh_DCFLwCLcB/s1600/FatherBrown1954_1.jpg" width="601" height="456" /><figcaption class="wp-caption-text">[Imagem: Classic Movie Ramblings]</figcaption></figure>Na telona, Walter Connolly foi Padre Brown em 1934, no filme “Father Brown, Detective” (EUA). Em 1954, Alec Guinness viveu o personagem em “Father Brown” (Inglaterra). Em 1960, saíram duas adaptações de contos no cinema alemão, em “Das schwarze Schaf”, com Heinz Rühmann no papel principal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00A3D8X94&amp;asins=B00A3D8X94&amp;linkId=4c70b6af984af33c6970099fa4268b80&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. Tinha fãs famosos</h3>
<p><figure style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://s5.eestatic.com/2016/09/01/cultura/libros/Federico_Garcia_Lorca-Libros_152245870_15233456_1706x960.jpg" width="597" height="336" /><figcaption class="wp-caption-text">[Imagem: El Español]</figcaption></figure>Como se tratava de um detetive de batina, Brown também circulava pelo Vaticano. Ao menos dois papas eram seus fãs: Pio XI e João Paulo I. Já Jorge Luis Borges, Bernard Shaw, Alceu Amoroso Lima e Mahatma Gandhi eram admiradores da obra de Chesterton.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5. Já andou pelo Brasil</h3>
<p><figure style="width: 520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium" src="https://i2.wp.com/tvtonight.com.au/wp-content/uploads/624-2.jpg" width="520" height="350" /><figcaption class="wp-caption-text">[Imagem: TV Tonight]</figcaption></figure>No conto “O Sinal da Espada Partida”, Padre Brown narra uma batalha no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Fonte: <a href="https://amzn.to/2DBZDY5" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os maiores detetives do mundo</a>, Chris Lauxx</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/11/21/5-curiosidades-sobre-padre-brown-o-detetive-de-batina/">5 curiosidades sobre Padre Brown, o detetive de batina</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[a carta roubada]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Bioy Casares]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[arne dahl]]></category>
		<category><![CDATA[Cosecha Roja]]></category>
		<category><![CDATA[dashiell hammett]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[el observador]]></category>
		<category><![CDATA[El Séptimo Círculo]]></category>
		<category><![CDATA[henning mankell]]></category>
		<category><![CDATA[hercule poirot]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Carlos Onetti]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial argentina]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial uruguaia]]></category>
		<category><![CDATA[maigret]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Levrero]]></category>
		<category><![CDATA[miss marple]]></category>
		<category><![CDATA[O Falcão Maltês]]></category>
		<category><![CDATA[O Mistério de Marie Roget]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Os Crimes da Rua Morgue]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<category><![CDATA[raymond chandler]]></category>
		<category><![CDATA[Renzo Rossello]]></category>
		<category><![CDATA[romance policial]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=7592</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente no site El Observador, por Andrés Riciardulli (Tradução: Rogério Christofoletti) &#160; O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. O assassino é o mordomo. Com esta frase simples mas poderosa, uma parte...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p><div id="liter-3932430009" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
<script> 
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({}); 
</script>
</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">X</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
