Em 1952, a peça A Ratoeira estreava em Londres

Em 1952, a peça A Ratoeira estreava em Londres

 

A RAINHA DO TEATRO – Agatha Christie escreveu mais de oitenta livros, vendeu mais de 4 bilhões de cópias desses livros e, com isso, tornou-se uma das autoras mais bem sucedidas da história.

Entre seus sucessos, a peça A Ratoeira ganhou um lugar especial na sua biografia, justamente por ter sido a que está há mais tempo sendo encenada no teatro.

A Ratoeira estreou no Theatre Royal, em Nottingham, no dia 6 de outubro de 1952. No mês seguinte, mais precisamente em 25 de novembro, ela desembarcava em Londres. Foi no New Ambassadors Theatre que a plateia londrina pôde conferir de perto aquele que se tornaria um dos maiores sucessos da Rainha do Crime.

 

A história é sobre um jovem casal que converte uma casa num pequeno hotel, iniciando um negócio no ramo. Certa noite, o casal fica ilhado no hotel com mais quatro hóspedes e um passante ocasional por causa de uma tempestade de neve.

É quando chega o detetive Trotter, avisando que um assassino deve estar se dirigindo para lá após ter matado uma certa Srta. Maureen Lyon, em Londres. Quando uma das hóspedes, a Srta. Boyle, aparece morta, todos se conscientizam que o assassino está entre eles.

O elenco original trazia Sir Richard Attenborough, reconhecido ator e diretor britânico que morreu em 2014. Até hoje, a peça já teve a participação de 382 atores em sua história.

Livros e e-books de Agatha Christie

 

DICA DE LEITURA

Título: Autobiografia
Autora: Agatha Christie
Páginas: 568
Editora: L&PM
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SINOPSE – “Uma das coisas mais afortunadas que pode nos acontecer em vida é ter vivido uma infância feliz. Eu tive uma infância muito feliz.” São essas as linhas de abertura da Autobiografia de Agatha Christie (1890-1976), as memórias de toda a vida da romancista mais famosa e mais lida de todos os tempos, conhecida mundialmente como Rainha do Crime. Autora de mais de cem livros, a maioria dos quais romances de mistério como os já clássicos Cai o pano e Assassinato no Expresso Oriente, além de contos e peças teatrais, criadora do investigador belga Hercule Poirot e da nada ingênua Miss Jane Marple, entre dezenas de outros personagens, Christie é o exemplo máximo de escritor bem-sucedido que deixou sua marca indelével na literatura. Tendo nascido no seio de uma família abastada, em Torquay, na Inglaterra, casou-se por paixão e trabalhou como enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial (quando adquiriu um conhecimento sobre fármacos e substâncias químicas que lhe seria muito útil na composição dos intrincados assassinatos de seus livros); alcançou o sucesso cedo, em 1920, com a publicação do romance O misterioso caso de Styles. Seguiriam-se dezenas de obras publicadas, um divórcio, um novo casamento; uma carreira triunfante como poucos escritores têm o luxo de experimentar, uma vida peculiar, repleta de viagens e experiências quase impensáveis para as mulheres de sua geração. Durante as décadas em que brindava com regularidade leitores do mundo inteiro com suas fascinantes e criativas histórias de mistério, pouco se soube sobre a vida da autora, ciosa de sua privacidade e avessa a entrevistas. Já na maturidade foi que ela começou, para sua satisfação pessoal, a redação desta Autobiografia, que seria publicada no ano seguinte à sua morte e que é, na verdade, um delicioso livro de memórias. Escolhendo os momentos e as experiências cuja rememoração lhe era mais prazerosa, esta contadora de histórias nata reflete sobre sua infância na Inglaterra do final da era vitoriana, sua juventude no período eduardiano, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial; a experiência de criar a filha única, os primeiros passos na carreira literária, o sucesso estrondoso que levou sua obra a ser traduzida em mais de cem línguas, a relação com as próprias obras e seus editores, as expedições que realizou a fim de acompanhar o segundo marido, Max Mallowan, arqueólogo catorze anos mais novo que ela. Como que numa conversa espontânea com um amigo, Christie revela pessoas e fatos que inspiraram alguns de seus personagens e enredos, o que estava acontecendo em sua vida enquanto escrevia determinado romance e também sua sensível percepção sobre um mundo e uma sociedade que, ao longo de sua vida, passaram por mudanças drásticas. Destas deleitáveis páginas, repletas de ternura, emerge, sim, uma mulher madura e feliz, relembrando o próprio passado, mas sobretudo uma mulher ousada, à frente do seu tempo, que trilhou seu próprio e inusitado caminho, numa existência tão interessante quanto literariamente exitosa.

 

(Imagens: The Hindu Archives – Wikia)

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