resenha

CRÍTICA | Uni-duni-tê, será que você vai morrer?


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Uma história inspirada em Jogos Mortais, numa caçada contra o tempo em busca de um serial killer

 

JOGO PERIGOSO – Em Uni-duni-tê (Editora Record, 2016), pessoas são sequestradas por uma misteriosa mulher que se disfarça muito bem, encobre completamente os rastros de seus crimes e mostra-se uma torturadora impiedosa e cruel.

As vítimas são sempre levadas em dupla e largadas em algum recinto fechado, remoto e inacessível, sem comida nem água. No mesmo ambiente, são deixados também dois objetos: um celular e um revólver carregado com uma bala. No celular elas ouvem a mensagem da própria assassina, revelando a única maneira de sair com vida do local: um dos sequestrados tem que matar o outro.

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O jogo é emocional e fica ainda mais chocante com as descrições de como as pessoas tentam sobreviver confinadas, alimentando-se de insetos e ratos, evacuando no lugar onde dormem e enlouquecendo aos poucos com a falta de comida e de perspectiva de fuga. O que parecia impossível, matar o companheiro de cela, acaba se tornando uma solução viável com o passar dos dias, na metáfora da selvageria que se sobrepõe à civilidade quando o objetivo é sobreviver.
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O mistério do livro é descobrir quem está sequestrando e torturando estas pessoas e se há alguma relação entre elas

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Para isso, entra em cena a detetive Helen Grace (que nem semelhança física tem com a jurista, diga-se de passagem). Ela é a chefe de investigações do seu setor e a responsável direta pelo caso, uma personagem um tanto caricata criada pelo autor.

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Durona, Grace não transparece seus sentimentos, não consegue manter relações próximas com as pessoas e vê em sessões de sadomasoquismo a única maneira para lidar com traumas do passado. Apesar de ter motivos para agir assim (que serão explicados no final do livro), a imagem da mulher que ocupa um cargo geralmente masculino e acaba tendo que adotar uma postura masculinizada para ser respeitada acaba sendo a que ganha no fim das contas.

MJ Arlidge é inglês, tem 42 anos e é mais conhecido pelos roteiros para a TV em canais como a BBC e ITV. Eu realmente não o conhecia antes de ler este livro, porém a detetive Grace já aparece em sete livros seus, embora esse seja o único publicado no Brasil até então.

O livro fica mais interessante da metade para o final, quando a história ganha ritmo com as descobertas feitas por Grace. Com exceção da protagonista, não há tanta profundidade na construção dos demais personagens – não mais do que a descrição em si dos terrores perpetrados pela assassina. Como apontei, a premissa não é original – já foi vista em filmes e séries de TV antes, porém Arlidge consegue envolver o leitor que quer descobrir quem está por trás dos sequestros e quais as razões da assassina “incapturável” pela polícia praticar atos de extrema crueldade. Uma leitura para quem gosta de um pouquinho de agonia e mistério na vida.

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uni-duni-teTítulo: Uni-duni-têmaxresdefault
Autor: MJ Arlidge
Tradução: Maurette Brandt
Páginas: 335
Editora: Record
Este livro no Skoob

SINOPSE – Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem vive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.

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