resenha

O Nevoeiro, o conto de Stephen King que deu origem à série


Antes de mais nada, esclareço que a minha resenha aqui se resume ao livro/conto de Stephen King, presente no livro “Tripulação de Esqueletos”. Não vou comparar a recente minissérie da Netflix com o que eu acabei de ler. Uma pincelada aqui ou ali, até pode ser, mas não uma crítica comparativa. Entretanto, se você, como eu, viu primeiro a série e depois leu a história, entende que não é possível compará-las.

Na Netflix, foi usado somente o tema do livro para se construir uma história qualquer, ok? Sem críticas. Só estou estabelecendo um parâmetro. Ambas só tem exatamente essa ideia em comum: o nevoeiro. E só. Mas vamos ao livro.

Um nevoeiro esquisito se abate sobre uma cidade do Maine depois de alguns dias de muito calor e uma tempestade avassaladora. A família Drayton se separa – pai e filho vão ao supermercado enquanto a mãe fica em casa – e aí então o afamado nevoeiro chega.

Muita confusão, mortes de todas as formas, brigas. King até poupou o sangue, mas ainda assim, há uma quantidade considerável. Gostaria de ter visto mortes mais bizarras, mas elas não foram tantas assim. É um livro meio parado pela proposta, mas como é relativamente curto, dá pra ler em um ou dois dias.

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de explicações e vou adiantar – se é isso que você espera nesse livro, não é isso que você terá. Tudo fica sem explicação. Tem quem goste de finais abertos, mas eu sinto um amargo na boca quando o livro acaba e as soluções não vêm. Cheguei a voltar algumas páginas para ver se não havia deixado passar nada! Na série, o final também é aberto e, quando acabei de assistir, confesso que corri para o livro em busca de explicações. Ledo engano. Mas não deixa de ser uma leitura interessante, se você quiser uma leitura rápida, com um toque de suspense – medo mesmo ele não deu.

Parece que o filme de 2007 dá esse monte de explicação que o livro não deu – ou deixou muito subentendido – e já quero assistir! Minha mente clama por explicações e assim, quem sabe, o livro passe a fazer mais sentido.

Créditos ao autor, sua leitura é envolvente e ele consegue fazer até uma história simples ficar atraente; sua construção de personagens e cenário é séria e isso é bastante agradável, a despeito do roteiro da história. Não é à toa que ele é King – o Rei do Maine!

Espero que meu próximo King (ainda não sei qual, mas aceito sugestões!) seja mais empolgante que O Nevoeiro.

Abraços literários e até à próxima!

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10 respostas »

  1. Adorei seu texto, é bem por aí mesmo no conto! Não vi a série da Netflix, mas li o conto e depois vi o filme. Amei os dois. Os finais são ótimos, mas preferi o do conto. Só uma questão de gosto, porque tanto o filme quanto o livro são obrigatórios

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