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TOP 10 – Dez romances policiais de 2014


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RETROSPECTIVA – 2014 foi um bom ano para a literatura policial. Além de reedições de títulos de Georges Simenon (pela Companhia das Letras), Raymond Chandler (Alfaguara), Conan-Doyle (Zahar) e Agatha Christie (Globo, L&PM e Nova Fronteira), houve traduções de best-sellers globais, lançamentos de autores brasileiros de peso e estreias promissoras. Os fãs do gênero não tiveram tempo para tédio nesses doze meses.

Preparamos uma lista com títulos que merecem destaque. Em coleções como esta, sempre há o risco de algum lançamento importante ficar de fora ou de incluir um título nem tão celebrado. Corremos esse risco com a certeza de que, se você não concordar com a nossa lista, que faça a sua também…

 

NACIONAIS

Um Lugar Perigoso, por Luiz Alfredo Garcia-Roza
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A esperada volta do delegado Espinosa aconteceu no final de outubro, e o personagem enfrentou um caso que mais parecia um não-caso. Afinal, o pacato professor Vicente procura a polícia para confessar um crime que sequer sabe se realmente cometeu. Sofrendo de uma doença que provoca a perda de memória recente e de longo prazo, o professor que passa os dias traduzindo Edgar Allan Poe tropeça em imagens que mais parecem recordações inventadas. Essa atmosfera nebulosa cobre Copacabana e envolve a todos, inclusive o leitor que passa a desconfiar de tudo. Resenha

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Fogo-Fátuo, por Patrícia Melo

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Pela primeira vez desde sua estreia na literatura em 1994, com “Acqua Toffana”, a vencedora do Prêmio Jabuti de 2001 lançou um romance assumidamente policial. Influenciada por uma atmosfera noir, Patrícia Melo apresenta a perita Azucena, personagem prometida para mais dois livros para completar uma trilogia. Embora com lançamento discreto, o livro tem despertado ótimas críticas e, o mais importante: o interesse dos fãs do gênero. Flertando desde sempre com o universo ficcional do crime, Patrícia é mais um nome determinante a integrar a lista de autores que publicaram obras policiais este ano. Resenha


Dias Perfeitos, por Raphael Montes

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Lançado em março, o segundo romance do jovem autor virou uma febre entre o público. Finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com o livro de estreia, “Suicidas”, Raphael criou uma subsequente história de amor obsessiva, regada a altas doses de suspense e tensão. Essa combinação a la Patricia Highsmith agradou leitores de diferentes faixas etárias, e garantiu a ele um lugar de destaque nos principais eventos literários. Com apenas 20 anos, ele tem difundido o gênero policial pelo país. Resenha


Bellini e o Labirinto, por Tony Bellotto

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Assim como o delegado Espinosa, Remo Bellini também voltou depois de um bom tempo afastado da literatura. Tony Bellotto retomou a série com o detetive paulistano após deixá-lo nove anos na geladeira. Bellini é um daqueles personagens que já marcou território, com fãs cativos seguindo cada lançamento, interessados nos desdobramentos do protagonista. Envolvido com mais projetos ligados ao gênero – como a coletânea “Rio Noir”, lançada em dezembro -, Bellotto não pode mesmo ficar muito longe do teclado. Bellini merece. Resenha

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O Trovador, por Rodrigo Garcia Lopes
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Um dos melhores lançamentos do ano foi o romance policial de Rodrigo Garcia Lopes. Esta foi a sua estreia no gênero, demonstrando um vigor acima da média na pesquisa histórica, na composição da trama e na apresentação de uma Londrina (PR) surpreendente em 1936. Resta saber se o detetive Adam Blake irá aparecer em mais aventuras do escritor paranaense, que também tem carreira de tradutor, poeta e músico. Resenha

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ESTRANGEIROS

Os Crimes do Monograma, por Sophie Hannah
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O anunciado “retorno” de Hercule Poirot foi cercado de polêmica e muito marketing. Enquanto alguns fãs do detetive de Agatha Christie não gostaram de vê-lo de volta à ativa, outros foram mais tolerantes com a escritora inglesa Sophie Hannah e sua tentativa de recriar o universo particular da Rainha do Crime. Independente do resultado final, não há como ignorar esse lançamento em 2014. Resenha

O Bicho-da-Seda, por Robert Galbraith

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O autor era completamente desconhecido, mas foi só revelar que J.K. Rowling (criadora de Harry Potter) estava por trás daquele pseudônimo que as vendas foram às alturas. Jogada de marketing ou não, “O Bicho da Seda” já é o segundo romance policial com o detetive Cormoran Strike. O personagem não é uma unanimidade entre a crítica, mas agradou o suficiente para conquistar uma série de TV no canal BBC One, da Inglaterra. Cuidadosa com os detalhes da narrativa, Rowling (quer dizer, Galbraith) é uma boa contadora de histórias e sabe transitar bem entre gêneros. Uma série que promete. Resenha


O Leopardo, por Jo Nesbo

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Não se pode ignorar quem vende 25 milhões de livros e já dedicou uma dezena de títulos a um personagem tão instigante quanto o inspetor desajustado Harry Hole. Não é prudente dar de ombros para um escritor cujo romance teve seus direitos de filmagem comprados por Martin Scorsese. E definitivamente, não dá pra fazer vista grossa para o autor – o norueguês Jo Nesbo – que desembarcou no Brasil este ano e foi tratado como celebridade pela mídia e pelos leitores. “O Leopardo” não é a mais nova aventura do encrenqueiro Hole (é seu oitavo livro), mas quem está a fim de criar caso com ele?
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A verdade sobre o caso Harry Quebert, por Joël Dicker
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Feche os olhos e imagine: você mal chegou aos 30, já escreveu dois livros e – para escrever o seu romance de verdade – larga um emprego dos sonhos na Suíça para se dedicar a uma trama policial. Aí, seu livro faz um sucesso estrondoso, é traduzido para 37 idiomas e lançado em 45 países. De quebra, você ganha o grande prêmio literário da Academia Francesa e fica entre os finalistas do prestigiado Goncourt. Imaginou tudo isso? Agora, abra os olhos e se olhe no espelho: você é a sensação suíça da literatura, Joël Dicker, que foi – sem surpresas – muito paparicado na Flip passada. Além de bem sucedido nas vendas, “A verdade sobre o caso Harry Quebert” é apontado como um exemplo de como aliar boa trama policial com refinamento literário.

A caça ao tesouro, por Andrea Camilleri
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Originalmente lançada em 2010 na Itália, La caccia al tesoro é a mais nova aventura do inspetor Montalbano publicada no Brasil. Este é um dos personagens mais populares da ficção policial, e é praticamente obrigatório para qualquer fã do gênero conhecê-lo. Neste 16º romance, ele recebe um conjunto de cartas enigmáticas que o atraem para um perigoso jogo de gato e rato com um psicopata. Andrea Camilleri já escreveu 21 livros com o detetive Montalbano, que também virou série na televisão italiana. Clássico.

Confira também os 10 romances policiais de 2015
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chrislauxx

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